Em novembro de 1937, Getúlio Vargas fecha, dissolve o Congresso Nacional, dando início ao Estado Novo. Pouco tempo depois, em 1938, a direita integralista ("Os Camisas Verdes") tenta derrubar Getúlio. Não consegue. Em companhia de sua família e dos componentes leais de sua guarda, o presidente resiste ao ataque dos rebelados - rebelados que tentaram tomar de assalto o Palácio do Catete, domicílio do presidente.
Durante o período de dois mandatos presidenciais - oito anos - o estadista gaúcho permaneceu como ditador. Porém, como é fartamente sabido, os direitistas de antigamente e entreguistas do presente (para rimar) não paravam de conspirar, porquanto a sua base de apoio sempre foi a elite e a elite sempre teve bom know how para colocar militares golpistas como guardiães de seus interesses individualistas, egoístas - a concentração de todo tipo de riqueza e o encolhimento da educação, único meio de libertação das classes populares. Literalmente, sabe-se de montão, que a educação é a principalíssima arma dos pobres e oprimidos para se afastarem da miséria, da pobreza.
Wellington Ribeiro se define como "getulista, janguista, brizolista, joãopaulista (o papa), cheguevarista e socialista natural".
Darcy Ribeiro, teórico-educador cinco estrelas, larga intuição e percepção, sensibilidade humana profunda, diria se fosse vivo: "Pobreza não se mata com demagogia, novos impostos, embromação, mas, basicamente, com educação". Transclaro, hermanos mios!
Em 1945, término da Segunda Guerra Mundial, Gegê é derrubado pelos militares. O prestígio popular de Getúlio Vargas - mesmo fora do poder - só fazia crescer. Bom de voto, Getúlio era um campeão em eleição desde o seu primeiro mandato de deputado estadual no Rio Grande do Sul, de 1909 a 1912.
O general Eurico Gaspar Dutra foi eleito presidente com seu forte apoio. Dutra não era político. Foi promulgada a Constituição de 1946, ano em que Getúlio se elege deputado e senador por vários estados e somente em 1947 retorna ao Rio de Janeiro para tomar posse em sua cadeira de senador eleito pelo Rio Grande do Sul.
Em 1950, Getúlio é eleito Presidente da República depois de derrotar o brigadeiro Eduardo Gomes, candidato da elite. Obteve 3 milhões e 850 mil votos. A partir de sua última grande vitória eleitoral, o presidente sofre oposição tenaz, radical, sistemática, dos seus adversários e inimigos mortais.
Durante o seu bom governo, o presidente Getúlio realizou grandes modificações na vida deste País. Criou os ministérios da Educação, do Trabalho e da Aeronáutica, além de muitas autarquias voltadas para o campo social.
É fato manso e pacífico - até para o pessoal ligado no status quo - que o Governo Getúlio Vargas melhorou satisfatoriamente as condições do operariado com a nova legislação trabalhista.
Antes, o trabalhador brasileiro era considerado uma res (coisa em latim) e não um ser humano, portador de direitos e deveres. Isso é inapagável! Seu Governo alavancou a economia. Revolucionou o social na época.
Inicia-se o desenvolvimento industrial brasileiro. Foi inaugurada a Usina Siderúrgica de Volta Redonda e a Fábrica Nacional de Motores.
Em 3 de outubro de 1953, um ano antes da sua morte - motivada por violentíssimas pressões de seus adversários, reais inimigos do progresso humano e social -, Getúlio cria com a Lei 2.004 essa coisa amada pelos brasileiros que é a Petrobrás - empresa brasileira de petróleo. Estatal, como Banco do Brasil, Caixa Econômica, dentre outras - na mira gananciosa do imperialismo capitalista mundial, atualmente com a alcunha de neoliberalismo, plano elaborado pelos países ricos para recolonizar as nações em desenvolvimento, levando-as ao máximo de submissão, através do amplo acordo de entrega das riquezas nacionais, a principal meta da elite nacional em conúbio com a elite internacional, esta, objetivamente, conectada com o malvado capital especulativo, oportunista, mão de gato, a serviço dos 10 países mais ricos deste pequeno planeta Terra ou "Planeta Água", o líquido da vida, exatamente a água, H2O, que será, num futuro próximo, razão de disputas e, quem sabe, até conflitos.
* Wellington da Fonseca Ribeiro é jornalista, professor e bacharel em Direito. Idealizador e fundador da Ala Jovem do MDB baiano (em 1972) e do Movimento Brasil Brizola (MBB em 1989). É Campoalegrense-Ba.