Banco Mundial elogia gestão fiscal do governo da Bahia
Quinta-feira, 04/08/2005 - 21:48
Salvador - O Banco Mundial (Bird) divulgou esta semana relatório em que elogia a gestão do governador Paulo Souto e diz que a Bahia acerta na sua política fiscal. “A Bahia tem obtido balanços nominais positivos desde 2002 - uma rara ocorrência nas finanças públicas dos estados brasileiros”, destaca o relatório. Segundo a análise do Bird, as projeções para as contas fiscais e para a capacidade de endividamento nos próximos dez anos mostram que o Governo do Estado poderia assumir o novo empréstimo do Banco Mundial sem arriscar sua saúde fiscal.
“O reconhecimento de uma entidade tão criteriosa e que conhece o Brasil tanto quanto o Banco Mundial é mais uma prova de que a Bahia, mesmo com todas as dificuldades, tem acertado na sua política de desenvolvimento econômico e enfrentamento dos problemas sociais. Isso nos anima a trabalhar cada vez mais nesse momento tão importante para o futuro do estado e do país”, disse o governador Paulo Souto.
O aumento de 15% da receita corrente líquida em quatro anos foi um dos pontos destacados pelo relatório do Banco Mundial. O estudo faz parte de um estudo de acompanhamento do Projeto Viver Melhor, que tem financiamento do Bird, analisando o desempenho fiscal do Governo do Estado da Bahia entre 2000 e 2004.
A análise avaliou o impacto da operação de crédito de US$ 49,3 milhões para a segunda etapa do programa Viver Melhor, denominada Viver Melhor/Bird. O banco é parceiro do governo baiano em outras ações importantes, como o Programa de Saúde da Família, Produzir, Programa de Gerenciamento de Recursos Hídricos (PGRH), Projeto Bahia (destinado à educação), Monumenta e Crédito Fundiário.
Segundo o relatório da instituição financeira, “os resultados fiscais expressivos obtidos nos últimos anos, juntamente com projeções baseadas em pressupostos realistas, indicam que o Governo do Estado da Bahia tem capacidade suficiente para pagar sua dívida”. O bom desempenho fiscal foi atribuído no relatório à combinação do controle das despesas correntes e da melhoria da eficiência arrecadatória.