Salvador - A Bahia é um dos poucos estados da Federação que conseguiu melhorar o saldo absoluto de emprego no 1º trimestre deste ano. De acordo com levantamento feito pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados — CAGED, nos três primeiros meses desse ano, o estado registrou um saldo de emprego positivo de 14.420. Nesse mesmo intervalo de tempo no ano passado, esse saldo tinha sido de 11.701. Esses resultados colocam a Bahia entre as dez maiores variações positivas do estoque de emprego no Brasil.
Quando se parte para analisar o comportamento do emprego formal nas nove regiões metropolitanas analisadas em março último, contata-se que em todas elas houve registro de saldo de emprego positivo.
A RM de Salvador ocupa a terceira posição com um saldo de emprego de 3.358, valor esse muito superior àqueles medidos para as outras duas regiões metropolitanas do Nordeste — Fortaleza (1.098) e Recife (1.646).
O maior destaque coube a RM de São Paulo, onde se verificou um saldo de emprego de 20.145, muito maior que o saldo da RM de Belo Horizonte, o segundo mais significativo (4.030).
Ao se considerar os municípios da Bahia com mais de 50 mil habitantes, observa-se que Salvador (saldo de 1.901 empregos), Itamaraju (1.407), Lauro de Freitas (688) e Camaçari (380) foram os municípios que tiveram o melhor desempenho na geração de postos com carteira assinada no mês de março de 2005.
Diante desse resultado, Itamaraju é único município de médio porte, que não compõe a RMS, a registrar a melhor performance relativa do mercado de trabalho formal com carteira assinada da Bahia, com uma variação de 30% no comparativo com março de 2004.
Tanto no mês de março quanto no 1° trimestre de 2005, chama-se a atenção para o município de Barreiras que, a despeito dos saldos relativamente menos expressivos, teve uma movimentação intensa de trabalhadores, com elevadas quantidades de admissões e de desligamentos.
Dentre os municípios do interior da Bahia, de médio porte ou com mais de 50 mil habitantes, destacam-se, além de Itamaraju, Vitória da Conquista (255), Casa Nova (129) e Feira de Santana (127 empregos).
Ao se examinar os três primeiros meses de 2005, percebe-se que esses municípios permanecem figurando nas posições principais, só que com Feira de Santana registrando um saldo mais significativo, de 835 frente a 698 postos de Vitória da Conquista.
Serviços
Na Bahia, os Serviços e a Indústria de Transformação foram os setores de atividade que mais contribuíram para a geração de empregos em março de 2005 com, respectivamente, 2.847 e 1.665 vagas. Na Indústria de transformação, o segmento de Alimentos e Bebidas contribuiu com 666 vagas para o saldo do setor e no de Serviços o segmento imobiliário representou cerca de 54% dos empregos criados em março.
Na Região Metropolitana de Salvador, os setores que mais contribuíram para o resultado da região foram os Serviços e a Construção Civil com, respectivamente, 1.959 e 785 vagas no mês de março.
Em sentido contrário, o Comércio apresentou um resultado negativo de –154 postos. Tal desempenho para o estado está associado a Salvador e Região Metropolitana cujo saldo em março foi de –199 vagas. Este número reflete a demissão dos trabalhadores contratados, temporariamente, para as vendas de fim de ano e que permaneceram em seus postos no mês de fevereiro com vistas a atender o aquecimento da economia no carnaval e nas liquidações.
No setor agropecuário, o resultado de 62 empregos representa uma diminuição de cerca de 95% em relação a fevereiro de 2005. Considerando-se a demanda agrícola, o pequeno saldo se explica pela redistribuição da demanda por mão-de-obra – anteriormente concentrada em lavouras como hortigranjeiro e feijão 1ª safra – para vários cultivos, especialmente, para a atividade de capina (limpeza). Tal atividade é o destaque da fruticultura do café, na Chapada Diamantina e região Sul; e da mamona, no semi-árido.