Salvador - As operações de fiscalização dos táxis que circulam em Salvador, realizadas esta semana pela Gerência de Táxis e Transportes Especiais (Getax) em diversos bairros da cidade, resultaram em 182 abordagens, oito apreensões de veículos e quatro notificações. De acordo com o gerente da Getax, Moacir Brum, os principais problemas identificados foram documentação irregular e desobediência às normas de utilização dos pontos, seguidos de vestimenta e postura inadequadas (motoristas sem camisa e dormindo dentro dos veículos). Essas operações vêm acontecendo nos pontos de táxi desde o início de março, sempre à noite, duas vezes por semana.
Até então, a Getax se concentrou nas operações especiais para as festas populares e no planejamento das ações para o resto do ano, embasado em pesquisas de amostragem junto aos usuários. Um desses estudos, realizados pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste) no ano passado, aponta Salvador como a capital com maior índice de condução perigosa pelos motoristas de táxi. Segundo a pesquisa, 18% dos 14 mil taxistas registrados na Getax oferecem risco aos usuários por conta principalmente do excesso de velocidade, avanços de sinal vermelho, freadas bruscas e desvio de atenção ao falar com o passageiro ao celular.
Segundo Brum, a fiscalização sistemática nos pontos de táxi – uma das medidas previstas no planejamento de ações - tem como objetivo regularizar a presença dos taxistas nos pontos, mas também ajuda a inibir as infrações desses motoristas no trânsito. “Funciona como um freio. Ao saber que estamos presentes nas ruas, eles pensam duas vezes antes de adotar uma conduta perigosa ao volante”, ressaltou o gerente. Outra forma adotada pela Getax para coibir abusos no trânsito é o incentivo à denúncia por parte dos usuários através do telefone 3371-1580.
“Temos feito um trabalho de conscientização junto aos passageiros nos pontos de táxi. Distribuímos folhetos, informando os procedimentos a serem adotados em caso de condutas perigosas ou maus-tratos”, afirmou o gerente. De acordo com ele, basta um telefonema para o disk-denúncia, comunicando o número do alvará exposto na lateral do veículo. A partir daí, a Getax notifica o motorista e abre um processo para investigar a procedência da reclamação. Dependendo do resultado, o taxista poderá ser multado, suspenso e até ter o alvará cassado. “Em abril, recebemos apenas 51 denúncias. É preciso mudar essa cultura”, conclamou Brum.