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Medicina
Cirurgia para a retirada de útero já pode ser evitada
Quarta-feira, 22/09/2004 - 20:06

De acordo com dados da Sociedade Americana de Ginecologia e Obstetrícia, uma em cada 5 mulheres sofre com o sangramento disfuncional excessivo do útero, também chamado menorragia. O problema traz várias implicações à saúde e qualidade de vida das mulheres que sofrem desta condição tais como anemia (em cerca de 20% a 30% dos casos), constante necessidade de troca de absorventes, cansaço, preocupação com acidentes embaraçosos e frustração quando o ciclo menstrual comanda sua vida.

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A utilização de uma moderna técnica, denominada ablação global do endométrio com balão térmico, que é feita com o Thermachoice, evita a cirurgia de retirada de útero.
No entanto, o principal agravante nesse contexto é o elevado número de mulheres que são submetidas desnecessariamente à histerectomia, uma cirurgia para a retirada do útero, que apresenta determinados riscos e que pode trazer complicações durante e pós procedimento.

Os especialistas calculam que cerca de 20% a 40% das histerectomias poderiam ser evitadas se o tratamento adotado fosse menos agressivo e aplicado antes do surgimento da indicação cirúrgica, de forma precoce. Uma das alternativas para isso é a utilização de uma moderna técnica, denominada ablação global do endométrio com balão térmico.

O procedimento dispensa internação e pode ser realizado por meio de um aparelho denominado Thermachoice, cuja eficácia já foi comprovada por diferentes estudos clínicos, sendo o mais recente apresentado no Congresso Ítalo Brasileiro, realizado no mês de abril.

“Geralmente adota-se a ablação do endométrio para os casos em que o organismo da mulher não respondeu bem ao tratamento medicamentoso e também para aquelas que já estão desgastadas por estarem dependentes de medicamentos há muitos anos. Temos muitas técnicas hoje para realizarmos a ablação, no entanto, o Thermachoice demonstrou uma eficácia excelente, com elevado índice de segurança, o que permite a adoção do tratamento sem expor a paciente à praticamente nenhum risco”, esclarece o ginecologista e obstetra, especialista em endoscopia ginecológica pela Associação Médica Brasileira, Mauricy Chinaglia Bonaparte.

Segundo dados apresentados no estudo clínico realizado por Bonaparte com 53 pacientes submetidas à esta técnica, com idades entre 32 e 45 anos, portadoras de menorragia disfuncional com falha de tratamento medicamentoso, cavidade uterina considerada normal e prole constituída, que foram acompanhadas entre janeiro de 2002 e março de 2003, não foram observadas complicações intra ou pós-procedimento. Dor leve no período pós-operatório foi observada em curto prazo e controlada com analgésicos simples ou anti-inflamatórios não-esteróides.

“Concluimos que a técnica é simples, rápida e eficaz, mostrando-se uma boa alternativa para o tratamento conservador da menorragia. Inclusive para pacientes que têm contra-indicação clínica, cirúrgica ou anestésica aos procedimentos maiores, já que é altamente segura, e pode exigir apenas a aplicação de anestesia local”, relata o especialista.

Outro estudo concluído em agosto do ano passado e publicado recentemente, que acompanhou 141 pacientes tratadas na clínica Mayo nos Estados Unidos, apresentou índice de satisfação para 96% das pacientes e também não houve registro de nenhuma complicação maior referente ao uso do Thermachoice. “Isso tudo comprova que o Thermachoice reduz o fluxo menstrual e melhora a qualidade de vida da paciente”, afirma Mauricy.

Os benefícios oferecidos pelo procedimento são muitos. Além de poupar a mulher da retirada do útero, o equipamento possibilita um tratamento rápido (em média 30 minutos no total), é seguro, eficaz, de simples manuseio e proporciona recuperação rápida à paciente, estimada em cerca de quatro a oito horas para a alta ambulatorial. “Outra vantagem importante é que o procedimento com Thermachoice, além de alta efetividade clínica, é viável do ponto de vista econômico sendo mais barato que a histerectomia, o que faz com que vários convênios médicos cubram o custo do tratamento”, explica Adriano Caldas, diretor da Divisão de Saúde da Mulher da Johnson & Johnson Produtos Profissionais.

A doença

A menorragia tem como principal causa o desequilíbrio hormonal, especialmente manifestado em mulheres entre 30 a 49 anos, no período pré-menopausa. Crescimentos uterinos benignos (não cancerosos), miomas, pólipos, infecções ou doenças crônicas também podem causar menorragia.

O procedimento

O Thermachoice é uma alternativa para a histerectomia ou outros procedimentos cirúrgicos maiores, que tem o objetivo de reduzir o sangramento excessivo durante a menstruação. Diferente da histerectomia, destrói apenas o revestimento interno do útero por meio do aquecimento de um pequeno balão “acoplado” a um delicado cateter, cujo funcionamento é totalmente computadorizado.

Esse balão flexível é inserido na vagina através do cérvix (colo uterino) e colocado delicadamente dentro do útero. É então inflado com um fluído estéril que se expande para se moldar ao tamanho e forma do útero. O fluído do balão é aquecido a 87º C e mantido por 8 minutos enquanto o revestimento uterino é tratado.

Quando o ciclo do tratamento está completo, todo o fluído do balão é retirado e o catéter removido. Nada fica no útero. Dessa forma, o revestimento uterino foi tratado e será expelido como menstruação nos próximos 7 a 10 dias.

Thermachoice é aprovado Ministério da Saúde no Brasil (usado há 4 anos) e nos Estados Unidos é o tratamento mais utilizado para ablação endometrial.

O procedimento é minimamente invasivo, não requer internação hospitalar, a anestesia pode ser local (com ou sem sedação), a recuperação é rápida, com um retorno para a atividade normal em dois dias, quando o sangramento é reduzido.

As únicas contra-indicações ao tratamento recaem sobre pacientes grávidas e que desejam engravidar, portadoras de câncer ou de alterações pré-malígnas, que desenvolvem anatomia ou patologia que impeçam a aplicação do mesmo.

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