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Política
Jornalista Wellington Ribeiro filia-se ao PDT
Quinta-feira, 18/08/2005 - 22:43

Salvador - O jornalista Wellington Fonseca Ribeiro, um dos idealizadores do Movimento Brasil Brizola e da Ala Jovem do MDB, filiou-se ao PDT. O ato de filiação ocorreu na sede do partido, na Mouraria, contando com a presença do secretário-geral do Diretório Regional do PDT, Hari Alexandre Brust, membros do partido, jornalistas e amigos.

Por se definir como "getulista, janguista, brizolista, joãopaulista [o papa], cheguevarista e socialista natural", Ribeiro explicou que sua tendência natural era filiar-se ao PDT, "partido que representa os ideais trabalhistas defendidos por Getúlio Vargas e seus discípulos políticos João Goulart e Leonel Brizola".

Foto: Alen Peixinho
Wellington Ribeiro e o secretário-geral do Diretório Regional do PDT, Hari Alexandre Brust, durante a cerimônia de filiação.
A grave crise que o país enfrenta é vista por Ribeiro como um motivo para que seja realizada uma profunda reforma eleitoral e política que solidifique os fundamentos básicos do processo político e conduza ao aprimoramento institucional.

"Diante do que vemos, ouvimos e lemos do Poder Legislativo, das câmaras municipais e até do Senado Federal, a sociedade quer uma reforma eleitoral e política que delete, nulifique, termine as oligarquias políticas intrapartidárias, as quais só servem aos grandes comerciantes e empresários de mandatos parlamentares e executivos, para mais de 90% dirigidos aos integrantes das elites da política coronelesca, tanto na área conservadora como na progessista", explicou.

Bacharel em Comunicação e professor licenciado em Filosofia pela UFBA, em 1977 e 1983, respectivamente, e bacharel em Direito pela UCSal, em 1987, Ribeiro foi também um dos idealizadores da Ala Jovem do MDB, ao lado do ex-deputado Francisco Pinto, em 1972. Entre 1974 e 1975, ele presidiu o Diretório Acadêmico Wladimir Herzog, do Curso de Comunicação da UFBA. Em 1998, foi escolhido em assembléia geral para o Conselho Fiscal do Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Bahia.

Foto: Alen Peixinho
Para Ribeiro, a sociedade quer uma reforma eleitoral e política que elimine as oligarquias políticas intrapartidárias.
Desde 1999 tem escrito uma série de artigos para a Tribuna da Bahia, Jornal do Norte, de Montes Claros (MG), e o Diário da Região, de Juazeiro, sobre a revitalização do Rio São Francisco e contra o projeto de transposição proposto pelo governo federal. Escreve artigos sobre temas diversos para os jornais de Salvador.

Em 2003, em conjunto com o deputado Edson Duarte, do PV, propôs o título de cidadão baiano para Dom José Rodrigues, "o bispo dos excluídos" da Diocese de Juazeiro. A Assembléia Legislativa da Bahia concedeu, então, o título ao religioso que por quase 30 anos exerceu um trabalho pastoral atuante nas regiões norte e extremo-norte do Estado, onde se situa Campo Alegre de Lourdes, sua terra natal.

Como um dos coordenadores do Movimento Cristão em Defesa do Metrô - que congrega religiosos, estudantes e representantes de bairros populares -, escreve artigos e matérias para jornais defendendo o nome do papa João Paulo II para o metrô de Salvador e a utilização das estações como centros de atividades culturais para a realizações de exposições, apresentação de grupos musicais, etc.

Em 1975, em plena ditadura militar, pela primeira vez estudantes baianos participaram do estágio para universitários que a Câmara dos Deputados promovia na década de 70. No final do estágio, Ribeiro foi eleito orador oficial pelas bancadas estudantis da Bahia, Paraíba e Rio Grande do Sul, e na sessão solene de encerramento pronunciou-se contra o Decreto 477, produzido pela ditadura militar, que impedia atividades políticas nas universidades.

Como professor, tem elaborado vários artigos e planos sobre educação. Em 1981, durante a reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) em Salvador, foi aprovada pelos congressistas uma moção que ele apresentou ao plenário, em parceria com Joviniano Neto, defendendo o retorno da Filosofia e da Sociologia ao ensino médio.

Durante a gestão de Lídice da Mata na Prefeitura de Salvador, Ribeiro apresentou à então secretária de Educação, Salete Silva, o Projeto Concluinte, destinado aos estudantes que terminavam o ensino fundamental, mas devido a uma série de greves não pôde ser implementado. "É um projeto que prevê uma série de aulas especiais para oferecer aos concluintes noções de cidadania, mercado de trabalho, direitos trabalhistas, direitos e deveres do cidadão, etc".

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