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Leur Lomanto Jr. repudia ação de derrubada de placas contra prefeita de Jequié

Prefeitura utilizou máquinas do PAC para derrubar placas sugerindo a renúncia da prefeita Tânia Britto

Prefeitura utilizou máquinas do PAC para derrubar placas sugerindo a renúncia da prefeita Tânia Britto

“É um absurdo o que tem acontecido em Jequié. Como se já não bastasse o caos administrativo instalado na cidade, a prefeita Tânia Britto (PP), agora age de forma autoritária, mandando destruir outdoors com mensagens que sugeriam a sua renúncia. A população de Jequié não pode ficar refém de uma administração que só trouxe atrasos para a cidade e agora censura de forma truculenta os manifestos populares”, diz o deputado estadual Leur Lomanto Jr. (PMDB), em relação aos últimos acontecimentos políticos no município.

O parlamentar considerou arbitrária a decisão do poder público municipal em usar a máquina adquirida pelo PAC 2 para derrubar as placas que exibiam frases como: - Prefeita pelo bem de Jequié renuncie já. Os outdoors estavam em terreno particular. “Essa atitude foi descabida e inaceitável, um atentado a liberdade de expressão”, repudia o peemedebista.

Segundo Leur Jr., a ação contradiz o discurso de defesa da democracia feito anteriormente pela prefeita e seus auxiliares. “Infelizmente tentam calar um clamor que cresce a cada dia em Jequié, com pedidos para que a prefeita renuncie ao cargo. A população já não suporta mais tanto prejuízo e a desordem que tomou conta da cidade”, enfatiza.

O deputado cita que uma das provas de que a prefeitura de Jequié está mergulhada em desmandos é a recente suspensão pelo Ministério da Saúde das verbas que seriam destinadas a Atenção Básica do município. O governo federal teria atribuído a interrupção do benefício à existência de irregularidades na gestão das ações financiadas pela pasta.
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Táxis devem comparecer às oficinas autorizadas pelo Ibametro para atualização do taxímetro

O Instituto Baiano de Metrologia e Qualidade (Ibametro), órgão delegado do Inmetro na Bahia e autarquia da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE) informa que, devido ao aumento da tarifa cobrada pelo serviço de táxis, conforme autorizado pela Prefeitura de Salvador em decreto municipal publicado hoje (12/01), os veículos deverão comparecer às oficinas autorizadas pelo Ibametro para a implantação da memória do taxímetro atualizada com a nova tarifa. A frota de táxi de salvador é de 7.266 veículos. O serviço de implantação será supervisionado pela equipe técnica do Ibametro visando a correta alteração nos equipamentos.

Os taxistas serão convocados para comparecimento às oficinas em data específica, conforme número do alvará do veículo, no período de 18 de janeiro a 02 de fevereiro. Os taxistas deverão ficar atentos a tabela com a convocação a ser publicada no Diário Oficial do Estado nos próximos dias.

“É de extrema importância a confiabilidade na prestação desse serviço, largamente utilizado pela população. O taxímetro permite o controle metrológico preciso da relação entre a distância percorrida e o custo da corrida feita pelo consumidor usuário do táxi. Desta forma, o Ibametro cumpre a sua missão de promover o equilíbrio na relação de consumo”, explica o diretor-geral do Ibametro Randerson Leal.

De acordo com o coordenador da área de taxímetro do Ibametro Roberto Pacheco, a frota de táxi de salvador é de 7.266 veículos, sendo 6.996 táxis comuns, padronizados na cor branca, com faixas azul e vermelha, além de 270 táxis especiais, que operam principalmente no aeroporto, rodoviária e hotéis.

Vale ressaltar que o mesmo procedimento está acontecendo com a frota de taxímetros (composta por 137 veículos) do município de Santo Antônio de Jesus, com a supervisão da equipe técnica do Ibametro.

Caso o usuário do serviço desconfie de alguma irregularidade em veículos táxis, deve denunciar ao Disque Ibametro pelo telefone 0800-0711888.
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Morre Afrísio Vieira Lima, 86 anos, ex-deputado estadual.

Afrísio de Souza Vieira Lima faleceu na noite deste domingo

Afrísio de Souza Vieira Lima faleceu na noite deste domingo

O ex-deputado federal e estadual Afrísio de Souza Vieira Lima (PMDB), morreu na noite deste domingo (10) em Salvador, aos 86 anos. Ele é pai de Geddel Vieira Lima, presidente do PMDB na Bahia, e do deputado federal Lúcio Vieira Lima (PMDB). A causa da morte ainda não foi informada, assim como o local de sepultamento, que deve ocorrer na tarde desta segunda-feira.

Afrísio estava internado há cerca de 90 dias. Em seu Twitter, Geddel Vieira Lima escreveu: "Uma dor sem fim. Perdi o parceiro de toda uma vida. Não sei o que vai ser daqui para frente da minha vida. Vai em paz, meu amor. Vai em paz, meu pai".

No mesmo Twitter, Lúcio Vieira Lima postou: "Agora há pouco, meu amado pai, Afrisio Vieira Lima, iniciou sua viagem para eternidade, deixando saudades e exemplos", postou Lúcio.

Afrísio nasceu em 19 de março de 1929, na cidade baiana de Remanso. Formado em Direito, o ex-deputado assumiu diversos cargos durante a vida pública, como superintendente do Centro Industrial de Aratu e secretário estadual de Segurança Pública da Bahia.

Ele também foi superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), diretor presidente da Companhia das Docas do Estado da Bahia (Codeba) e presidente da Junta Comercial do Estado da Bahia (Juceb).
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Wagner e Rui Costa privatizaram a Casa Civil com a OAS, diz Aleluia.

José Carlos Aleluia critica

José Carlos Aleluia critica "compositor" Wagner e "parceiro'' Rui Costa

“O ex Jaques Wagner e o atual governador Rui Costa ‘privatizaram’ a Casa Civil do governo baiano. Submeteram um órgão vital do estado aos interesses privados (OAS). O compositor e seu parceiro são autores de uma verdadeira ópera tragicômica na Bahia”, diz o deputado federal José Carlos Aleluia sobre as novas revelações feitas em reportagem do jornal Estado de São Paulo, neste sábado, a respeito da etapa baiana da operação Lava Jato.

Depois da divulgação das declarações do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, nas quais é dito que Jaques Wagner teria recebido um grande aporte de recursos para sua campanha a governo em 2006 com valores desviados da petroleira, Aleluia assinala que veio à tona as relações perigosas do atual ministro de Dilma Rousseff e seu afilhado Rui Costa com uma empreiteira.

“Se já não bastasse, enquanto governador, defender a liberação de mais recursos federais para obras superfaturadas dessa empresa, comprovadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU), Jaques Wagner substituiu Rui Costa na Casa Civil por um executivo dela. E, depois de ser eleito governador, Rui manteve o mesmo executivo na função”, observa Aleluia.

O ex-diretor da empreiteira virou secretário da Casa Civil do governo, mas antes dele, no último mandato de Wagner e também no de Rui, outros executivos da empresa exerceram cargos governamentais estratégicos. “A dupla Wagner e Rui que, em campanha, sempre combatiam a privatização de empresas públicas ineficientes, hoje terceirizam pastas estratégicas do estado para favorecer empresas amigas. O Ministério Público Estadual e Federal precisam entrar em campo e investigar se há algum conluio nesta história”, recomenda o deputado democrata.
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"Um uísque resolve", afirma ex-presidente da OAS sobre Geddel

Geddel Vieira Lima

Geddel Vieira Lima

Mensagens interceptadas na Lava Jato mostram que o ex-presidente da OAS Léo Pinheiro tratava de arranjos políticos com o atual ministro da Casa Civil e então governador da Bahia, Jaques Wagner. Em uma das conversas, há indicação de tentativa de se resolver o imbróglio provocado pelo apoio do peemedebista Geddel Vieira Lima, à época vice-presidente da Caixa, à candidatura de oposição ao PT na disputa pela prefeitura de Salvador em 2012.

"Se você chamá-lo para um uísque resolve", escreveu Pinheiro a um telefone identificado pelos investigadores como sendo de Wagner. No diálogo, Geddel seria identificado pela letra "G" ou como "Gordinho". A mensagem foi enviada três dias depois do 1º turno da disputa da capital baiana. No 1º turno, o candidato do PT era Nelson Pellegrino, que concorreu com Mário Kertész (então PMDB) e ACM Neto (DEM). Pellegrino e ACM Neto foram ao 2º turno.

Na tarde de 10 de outubro de 2012, quando ainda restava dúvida sobre para qual candidato seria direcionado o apoio do PMDB no 2º turno, Pinheiro escreveu a Wagner: "Acabei uma longa conversa com o seu companheiro de avião ontem (G)".

No próprio dia 10, Manuel Ribeiro Filho, da OAS, enviou mensagem a Pinheiro informando que o PMDB apoiaria ACM Neto e levantou questão sobre a permanência de Geddel na Caixa. A OAS não se manifestou. Jaques Wagner não se pronunciou até a noite dessa sexta (8). As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".
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Cerveró cita propina para eleição de Jaques Wagner em 2006

Documento apreendido no gabinete do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), ex-líder do governo no Senado, atribui ao ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró a revelação de que o ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma, Jaques Wagner (PT), recebeu "um grande aporte de recursos" para sua campanha ao governo da Bahia em 2006. De acordo com Cerveró, o dinheiro teria sido desviado da Petrobras e "dirigido" pelo então presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli. Wagner foi eleito governador baiano naquele ano e reeleito em 2010. Em outubro de 2015, assumiu a chefia da Casa Civil de Dilma, deixando o Ministério da Defesa.

O documento é um resumo das informações que Cerveró prestou à Procuradoria-Geral da República antes de fechar seu acordo de delação premiada. Segundo o jornal Valor Econômico, os papéis foram apreendidos no dia 25 de novembro, quando Delcídio foi preso sob acusação de tramar contra a Operação Lava Jato. O senador, que continua detido em Brasília, temia a delação de Cerveró.

Os investigadores querem saber como o petista teve acesso ao conteúdo da colaboração do ex-diretor da Petrobras. Em sua delação, Cerveró falou de Delcídio e também do ministro da Casa Civil. "Na campanha para o governo do Estado da Bahia, em 2006, houve um grande aporte de recursos para o candidato do PT, Jaques Wagner, dirigida por Gabrielli.

Nessa época, o presidente Gabrielli decidiu realocar a parte operacional da parte financeira para Salvador, sem haver nenhuma justificativa, pois havia espaço para referida área no Rio de Janeiro", informou o ex-diretor. "Para tanto, foi construído um grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobras."

Cerveró relatou como teve conhecimento da questão. Segundo ele, "tal fato era de conhecimento notório de todos os diretores da Petrobras". O ex-diretor disse que não sabe qual foi a empreiteira que construiu o prédio da estatal, "sendo que muito provavelmente foi essa construtora que fez a doação para a campanha de Jaques Wagner".

"As informações sobre o dinheiro enviado para a campanha de Jaques Wagner em 2006 foram da Ouvidoria Geral Maria Augusta (falecida) e de Armando Tripodi, que foi chefe de gabinete de Gabrielli e do qual me tornei amigo". Maria Augusta Carneiro Ribeiro morreu em 2009 após um acidente de carro no Rio.

Em nota, Gabrielli se defendeu. "Repudio, mais uma vez, o método utilizado para obtenção e o conteúdo das acusações levantadas através de vazamentos seletivos de delações premiadas. Em primeiro lugar, o trecho citado no vazamento da delação, de posse do jornal e sem que eu tenha tido acesso a ela, fala de pessoas já falecidas", afirmou.

Gabrielli diz, ainda, que "não há uma acusação explícita, até pelo próprio delator, segundo a parte do material a que o jornal se refere, sobre minha participação direta nos pretensos fatos delatados". Ela afirma que "nunca soube de utilização de recursos ilegais dos fornecedores da Petrobras para a campanha do governador Jaques Wagner em 2006 ou em 2010". (Veja.com.br)
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Executivos da OAS citados na Lava Jato viraram secretários do Governo da Bahia, diz jornal.

Dois funcionários da empreiteira que estão em diálogos interceptados pela Operação Lava Jato foram nomeados durante as gestões de Jaques Wagner e Rui Costa

O jornal

O jornal "O Estado de São Paulo" divulga ampla matéria lembrando, inclusive, que que o então secretário Manoel Ribeiro Filho, nomeado por Wagner para a Sedur, foi um dos defensores da construção da ponte Salvador-Ilha de Itaparica, obra de interesse da OAS. A obra nunca saiu do papel.

Reportagem do jornal O Estado de São Paulo desta-sexta-feira (8) mostra que executivos da OAS que aparecem nas trocas de mensagens envolvendo o atual ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, – e indicadas como suspeitas pelos investigadores da Operação Lava Jato – foram nomeados secretários de Estado no governo da Bahia. Um dos dois executivos mencionados chegou trabalhar na Secretaria da Casa Civil durante a gestão de Wagner.

A reportagem do Estadão, assinada por Daniel Carvalho, Beatriz Bulla e Gustavo Aguiar, aponta que Bruno Dauster e Manuel Ribeiro Filho foram empossados em pastas estratégicas do Estado em janeiro de 2015, quando o sucessor de Wagner, Rui Costa (PT), assumiu o governo da Bahia. Manuel Ribeiro Filho, ex-diretor da OAS na Bahia, assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Urbano do Estado em janeiro de 2014 e se manteve na chefia da pasta até o fim do ano. Dauster, ex-diretor de desenvolvimento da OAS, se mantém até hoje na Secretaria da Casa Civil do Estado. Na gestão Wagner, antes de assumir a função de secretário, foi chefe de gabinete da Casa Civil no Estado.

As interceptações são de mensagens que envolvem Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS condenado a 16 anos de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa no esquema na Petrobrás. Em troca de mensagens entre números não identificados até o momento, obtidas por meio da interceptação de diálogos do celular de Léo Pinheiro, há texto em que Dauster é citado como alguém que “sabia tudo de metrô”, em possível referência às obras no metrô de Salvador. “Para sua informação tanto JW quanto Rui Costa dizem que Bruno Dauster sabia de tudo do metrô e como é gente sua...Abc MK”, diz a mensagem.

Ribeiro Filho é um dos executivos que aparecem em troca de mensagens com Pinheiro sobre o apoio à candidatura do petista Nelson Pellegrino à prefeitura de Salvador, em 2012. No final daquele ano, antes do segundo turno das eleições, Ribeiro se afastou por motivo de saúde da OAS, onde trabalhava como diretor operacional. No início de 2014, foi nomeado secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia pelo então governador Jaques Wagner, cargo que ocupou até o final do ano. 



Ponte Salvador-Itaparica - A reportagem do Estadão conta que durante sua gestão na secretaria, Manuel Ribeiro foi um dos principais defensores da construção de uma ponte entre Salvador e a ilha de Itaparica, obra que era de interesse da OAS, uma das construtoras que desenvolveram o projeto.

''Ele é irmão do escritor João Ubaldo Ribeiro, morto em 2014, que era morador da ilha. Os dois se desentenderam por causa do projeto, orçada inicialmente em R$ 5,7 bilhões e cujo custo chegou a R$ 7 bilhões. Prometida para 2013, não saiu do papel'', lembra o jornal.

Manuel Ribeiro Júnior disse que as conversas interceptadas pelos investigadores da Lava Jato se referem a negociações para doações eleitorais. “Aquilo ali está bastante claro que era uma coisa de campanha eleitoral. Provavelmente algém pediu a doação e, como Léo não podia vir aqui (a Salvador), deve ter passado para que a gente discutisse, mas eu não me lembro nem de ter discutido esse assunto”, disse ele.

Assunto Mário Kertész - Ribeiro disse que a “figura” citada na transcrição não é o então governador Jaques Wagner. “Não sei quem era”, disse. Segundo ele, a discussão com Wagner se restringiu a uma “relação institucional”, e que o assunto Mário Kertész nunca foi tratado. “Na realidade, você pega a conversa mas não pega o resultado. Ali não se tem o resultado se foi realmente pago. Eu não sei se foi pago”, disse.

Segundo o Estadão, Dauster afirmou, via assessoria de imprensa da Secretaria da Casa Civil da Bahia, que não se recorda das conversas relatadas pela reportagem e disse que elas estão fora de contexto. Ele informou que, em 2013, data das mensagens, já estava na Casa Civil e afirmou não fazer sentido levantar qualquer dúvida em relação à licitação do metrô de Salvador porque a OAS perdeu a concorrência.

Inúmeras Obras da OAS no Governo da Bahia - Durante o período em que Wagner e Costa estiveram no comando do governo baiano, a OAS foi responsável por inúmeras obras de infraestrutura e revitalização no Estado. A Via Expressa Bahia de Todos os Santos, por exemplo, é considerada a maior intervenção viária em Salvador dos últimos 30 anos. A obra custou R$ 480 milhões, foi inaugurada em 2013 e levou quatro anos para ficar pronta.

Outra obra tocada pela OAS, ainda não concluída, para revitalizar a orla da capital baiana já custou R$ 179,4 milhões ao Estado. Os dados são do portal da transparência do governo da Bahia. O projeto foi feito para ser entregue antes da Copa do Mundo, mas ainda não está pronto. A OAS integrou ainda, junto com a Odebrecht, outra empresa citada na Lava Jato, o consórcio Fonte Nova Participações, responsável pela reconstrução da Arena Fonte Nova.

Ligações de Wagner e Pinheiro - Doações da OAS mostram que a ligação entre Wagner e Pinheiro data pelo menos de 2010. Segundo a prestação de contas disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral, Wagner recebeu naquele ano R$ 1,5 milhão diretamente da empreiteira para a campanha de reeleição ao governo da Bahia. Rui Costa (PT-BA), aliado de Wagner e sucessor dele no cargo, também teve o apoio indireto da empresa nas eleições de 2014. Os diretórios nacional e estadual do PT repassaram à campanha dele R$ 4,2 milhões, doados pela OAS.
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Procuradoria avalia pedido de inquérito para investigar Jaques Wagner

O jornal Estadão revelou mensagens de Pinheiro em que Jaques Wagner fala sobre a liberação de recursos do governo federal. Os diálogos, segundo os investigadores, também indicam que Wagner intermediou negociações para o financiamento de campanhas eleitorais em Salvador, em 2012.

O jornal Estadão revelou mensagens de Pinheiro em que Jaques Wagner fala sobre a liberação de recursos do governo federal. Os diálogos, segundo os investigadores, também indicam que Wagner intermediou negociações para o financiamento de campanhas eleitorais em Salvador, em 2012.

Transcrito do Estadão

As mensagens obtidas pela Operação Lava Jato com a apreensão do celular do ex-presidente da OAS José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido nos meios empresarial e político como Léo Pinheiro, devem servir de base para gerar uma nova lista de investigados a ser encaminhada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao Supremo Tribunal Federal.

Ao menos três ministros da presidente Dilma Rousseff aparecem nos diálogos obtidos na investigação: o ministro-chefe da Casa Civil, Jaques Wagner (PT); o ministro da Comunicação Social, Edinho Silva (PT); e o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves (PMDB).



Nesta quinta-feira, 7, o Estado revelou mensagens de Pinheiro em que Jaques Wagner fala sobre a liberação de recursos do governo federal. Os diálogos, segundo os investigadores, também indicam que Wagner intermediou negociações para o financiamento de campanhas eleitorais em Salvador, em 2012, no período em que esteve à frente do governo da Bahia (2007-2014). Em uma primeira análise, o diálogo é considerado “grave” por investigadores.

A avaliação preliminar é de que as conversas de Léo Pinheiro escancaram os “intestinos de Brasília” e relações “pouco republicanas” de políticos com empresários na capital federal. Léo Pinheiro tinha acesso a praticamente toda a classe política, de acordo com a investigação. Caberá ao grupo que auxilia Janot decifrar, nas próximas semanas, os supostos esquemas mencionados nos diálogos obtidos e identificar o que pode ser enquadrado como indício de crime – casos em que devem ser feitos pedidos de abertura de inquérito.

As mensagens do celular de Pinheiro foram transcritas pela Polícia Federal e Ministério Público Federal no Paraná, onde correm as investigações da Lava Jato na 1.ª instância. No fim de 2015, a PF encaminhou à Procuradoria os casos em que há menção a políticos com foro privilegiado. O celular de Léo Pinheiro levou ao conhecimento de investigadores tanto conversas diretas com os políticos, como contatos com intermediários e menções aos parlamentares e ministros.

Nomes. A lista de políticos mencionados nas conversas registradas no celular de Léo Pinheiro inclui, além dos três ministros de Estado, os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Também fazem parte das conversas, de acordo com fontes com acesso às investigações, os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Lindbergh Farias (PT-RJ); e os deputados federais Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Osmar Terra (PMDB-RS). Léo Pinheiro usava apelidos para se referir aos políticos, como “Brahma” sobre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No caso de Lindbergh, a referência identificada pelos investigadores é a alcunha “lindinho”. Não há identificação, até o momento, de trocas de mensagens diretas entre Lula e o ex-presidente da OAS.

O ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto e o ex-deputado federal e ex-líder do partido na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP), já investigados na Lava Jato, também surgem nas mensagens. Ainda há conversas sobre o ex-tesoureiro do PT condenado no mensalão, Delúbio Soares, e sobre o advogado Tiago Cedraz, filho do presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Aroldo Cedraz. (Beatriz Bulla e Daniel Carvalho/O Estado de São Paulo)
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Lava Jato analisa mensagens para saber se Wagner ajudou empreiteira OAS

Jaques Wagner foi o destaque do Jornal Nacional desta quinta-feira (Foto: Imagem Capturada/Jornal Nacional)

Jaques Wagner foi o destaque do Jornal Nacional desta quinta-feira (Foto: Imagem Capturada/Jornal Nacional)

Investigadores da Operação Lava Jato analisam troca de mensagens do ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, com um dos condenados da operação, o empreiteiro Léo Pinheiro. Nessas mensagens, haveria negociação de apoio financeiro ao candidato do PT à Prefeitura de Salvador em 2012 e um pedido de ajuda ao ministro para liberar dinheiro do governo federal para a OAS, uma das construtoras investigadas na Lava Jato. Na ocasião, Wagner era governador da Bahia.

Os investigadores estão analisando as mensagens. Até agora, não há uma conclusão definitiva sobre as conversas nem um inquérito aberto no Supremo Tribunal Federal (STF) para investigar Jaques Wagner. Em nota o ministro disse que está "absolutamente tranquilo" e que a atividade política dele é "exclusivamente baseada na defesa dos interesses do estado da Bahia e do Brasil".

Ele afirmou que está à disposição do Ministério Público e demais órgãos para esclarecimentos e repudiou o que considera "prática de vazamento de informações preliminares e inconsistentes". O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou que a Polícia Federal abra inquérito para apurar a divulgação das mensagens de Léo Pinheiro, protegidas por sigilo legal.

A assessoria do PPS informou que o líder do partido na Câmara, deputado Rubens Bueno (PR), protocolou nesta quinta na Procuradoria Geral da República uma representação na qual solicita abertura de inquérito para investigação do ministro Wagner e do empreiteiro Léo Pinheiro.

A troca de mensagens com Wagner foi encontrada no celular de Leo Pinheiro (Foto: imagem capturada/Jornal Nacional)

Mensagens - As mensagens, reveladas pelo jornal "O Estado de S. Paulo", foram encontradas nos telefones de José Aldemário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, já condenado na Lava Jato. Segundo a reportagem, Léo Pinheiro trocava mensagens com Jaques Wagner quando ele era governador da Bahia.

Nessas mensagens, haveria negociação de apoio financeiro ao candidato do PT à prefeitura de Salvador em 2012, Nelson Pellegrino, que não se elegeu, e pedido de ajuda a Jaques Wagner para liberar dinheiro do governo federal para a OAS.

Mário Kertesz - O jornal cita uma mensagem trocada entre Leo Pinheiro e um celular identificado como sendo de Jaques Wagner, em 10 de outubro de 2012, sobre apoio ao candidato petista no segundo turno da eleição para prefeito de Salvador. No dia seguinte, o candidato derrotado do PMDB à prefeitura, Mário Kertesz, marcou uma entrevista para anunciar a sua saida do partido e o apoio ao petista.

No mesmo dia, Léo Pinheiro teria mandado a seguinte mensagem para Wagner: "Assunto mk, preciso lhe falar. Abs". Kertesz disse que as mensagens são cifradas e não eram destinadas a ele. A assessoria de Pelegrino informou que ele não iria comentar.

Leo Pinheiro já tinha usado a mesma sigla em uma mensagem anterior. "O endereço que filho me forneceu foi M.K. Street 3.600". A suspeita dos investigadores, segundo o jornal, é que o número seja o de um valor pago e que a sigla MK se refere ao destinatário do dinheiro.

Em outra mensagem, de 21 de outubro de 2014, Léo Pinheiro pede a Jaques Wagner ajuda para falar com o então ministro dos Transportes. Paulo Sérgio Passos, e liberar mais de R$ 41 milhões referente a um convênio assinado em 2013. Nesse dia, Léo Pinheiro teria escrito: "Governador, se for possível, peço seu apoio. Abs".

Jaques Wagner teria respondido: "Ok, vou faze-lo abs domingo vamos ganhar com certeza", se referindo também ao segundo turno da eleição presidencial de 2014. Diante da resposta de Wagner, Léo Pinheiro avisa a um de seus executivos: "Já falei com jw. Vai ligar para o ps. Bjs". A TV Globo não conseguiu contato com Léo Pinheiro. (Portal G1/Jornal Nacional)
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Mário Negromonte perdeu cargo porque 'roubava só para si', diz delator

Funcionário de Youssef afirmou à Lava Jato que ouviu do doleiro que ex-ministro das Cidades era o 'mais achacador' dos políticos envolvidos no petrolão

O ex-eputado Mário Negromonte PP/BA

O ex-eputado Mário Negromonte PP/BA (Foto: Leonardo Prado/Agência Câmara)

O delator da Lava Jato Carlos Alexandre de Souza Rocha, conhecido como Ceará, afirmou em depoimento que o ex-deputado Mario Negromonte (PP) perdeu o cargo de ministro das Cidades no primeiro governo da presidente Dilma Rousseff porque estaria "roubando apenas para ele próprio".

Ceará foi descrito pela força-tarefa do petrolão como um dos responsáveis por distribuir propina a políticos a mando do doleiro Alberto Youssef. Ele afirmou à força-tarefa da Lava Jato que Youssef classificava Negromonte como o "mais achacador" dos políticos envolvidos no esquema.

Ainda segundo ele, o ex-ministro cobrava propina insistentemente e teria perdido o cargo no primeiro escalão no governo petista porque não repassava a propina que, no esquema criminoso, deveria ser enviada a políticos do Partido Progressista.

Segundo relato do delator, Negromonte teria recebido 5 milhões de reais em propina durante a campanha eleitoral de 2010. Repasses de dinheiro, conforme Ceará relatou ter ouvido de Youssef, eram feitos pelo próprio irmão do ex-ministro, Adarico Negromonte, inocentado pelo juiz Sergio Moro na Lava Jato, e por Rafael Ângulo Lopes, delator e carregador de propina do doleiro.

Entre os destinatários que receberam propina das mãos de Ceará estão os ex-deputados federais João Pizzolatti (PP-SC), Pedro Correa (ex-PP-PE) e Luiz Argôlo (ex-PP-BA), todos investigados ou já condenados no escândalo do petrolão. Também recebeu propina, conforme Ceará, o filho do deputado federal Nelson Meurer (PP-PR).

"Alberto Youssef comentava com o declarante que Mário Negromonte, entre os políticos, era 'o mais achacador'. Alberto Youssef inclusive disse que Mário Negromonte perdeu o cargo de Ministro das Cidades, em 2012, porque não estava 'fazendo caixa' para o Partido Progressista, uma vez que estaria 'roubando apenas para ele próprio'", diz trecho da delação premiada de Ceará. Na versão apresentada pelo delator, Youssef e o ex-ministro tinham um telefone específico para se comunicarem.

O fluxo de dinheiro sujo no PP era tamanho que, sempre conforme Ceará, Youssef chegou a apelidar o esquema de "mensalão do PP". A participação do doleiro Alberto Youssef na distribuição de propina a políticos ganhou força por volta de 2009. Por meio do carregador de malas, eram transportadas quantias de 150.000 reais a 300.000 reais. Em troca, Ceará recebia uma remuneração que variava de 1,5% a 3,0% do dinheiro transportado em viagens nacionais. No caso de transações internacionais, era cobrada comissão de 4% sobre a cifra transportada. (Veja.com)
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"O PT se lambuzou no poder": afirmação de Wagner irrita petistas, que detonam ministro

Wagner provocou reação imediata de petistas

Wagner provocou reação imediata de petistas

Dirigentes petistas reagiram com irritação, nesta segunda-feira (4), ao ministro Jaques Wagner (Casa Civil), que, em entrevista ao jornal Folha de São Paulo disse que o partido ''se lambuzou'' no poder. O ex-ministro da Justiça Tarso Genro disse que a declaração de Wagner ''foi profundamente infeliz e desrespeitosa, porque generaliza e não contextualiza''.

Segundo ele, o chefe da Casa Civil faz ''coro com o antipetismo raivoso que anda em moda na direita e na extrema direita do país''.

''Com a responsabilidade que ele tem, deveria ser menos metafórico e mais politizado nas suas declarações'', reagiu Tarso.

A entrevista de Wagner acentuou o mal-estar entre governo e partido. Integrantes da direção partidária, deputados e senadores fizeram chegar ao Palácio do Planalto sua insatisfação diante da fala do ministro, classificada por eles como ''um ataque desnecessário'' à legenda.

O presidente do PT de São Paulo, Emídio de Souza , afirmou que o PT sofreu desgaste ao defender o governo de Dilma Rousseff.

''Sustentar o governo mesmo quando ele se distanciou da sua base social e do seu programa também desgastou o partido. O momento é de ajustar o rumo do governo e do partido, garantir e aprofundar as conquistas e não ficar se atacando mutuamente'', disse Emídio. (Cátia Seabra/Folha de São Paulo)
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Passagem de ônibus sobe em Salvador e em outras 5 capitais neste início de ano

Em Salvador, a população pagará reajuste de 10%.

Em Salvador, a população pagará reajuste de 10%.

Os usuários de transporte público de ao menos 18 cidades do país - entre elas, Salvador e outras cinco capitais - terão aumento na passagem de ônibus municipal nos primeiros dias de 2015. Em Salvador, a passagem será reajustada em 10% e passará de R$ 3 para 3,30, segundo levantamento publicado neste sábado pelo portal G1.

Em São Paulo, as passagens unitárias de ônibus, trem e metrô passam de R$ 3,50 para R$ 3,80 a partir de 9 de janeiro, após um acordo para o reajuste decidido de forma conjunta entre o prefeito da capital paulista, Fernando Haddad (PT), e o governador do estado, Geraldo Alckmin (PSDB). O aumento é de 8,57%. As tarifas dos bilhetes mensal, semanal, diário e madrugador permanecem congeladas.

Já no Rio de Janeiro, as tarifas serão reajustadas a partir do dia 2 de janeiro. A de ônibus vai subir R$ 0,40, e prevê a cobrança unitária de R$ 3,80. Também terão aumento as tarifas das barcas e dos trens. A Agência Reguladora de Serviços Públicos Concedidos de Transportes Aquaviários, Ferroviários, Metroviários e de Rodovias do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp) autorizou as concessionárias CCR Barcas e Supervia a aumentarem o valor dos bilhetes de R$ 5 para R$ 5,60 e dos trens de R$ 3,30 para R$ 3,70.
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