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Bittar acusa delegado da PF de ter tramado com a oposição
Terça-feira, 24/10/2006 - 14:13
De Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada do Portal IG:

O deputado Jorge Bittar (PT-RJ) disse em entrevista a Paulo Henrique Amorim nesta terça-feira, dia 24, que o delegado Edmilson Bruno divulgou as fotos do dinheiro apreendido em São Paulo e que supostamente seria usado para comprar o chamado “dossiê Serra” por motivação política.

“É estranho que esse delegado assuma o caráter de contar com um grupo próprio da Polícia Federal e de fora – é isso que ele insinua – para realizar essa investigação”, disse Bittar.

Bittar disse que as gravações divulgadas depois da divulgação das fotos mostram que o delegado Bruno montou uma estrutura paralela de investigação.

“Foi estranho que ele divulgasse da forma como divulgou as fotos. Ele teria explicitado em conversas com jornalistas que estaria montando uma estrutura de investigação paralela”, explicou Bittar.

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Lula destaca políticas sociais e Alckmin volta a atacar
Terça-feira, 24/10/2006 - 03:16
No terceiro debate do 2º turno, nesta segunda-feira (23) na TV Record, os candidatos à Presidência da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) voltaram a elevar o tom das críticas e repetiram acusações. Novamente, predominou no confronto uma exurrada de dados estatísticos.

O tucano apresentou pelo menos duas novas acusações contra o petista. Alckmin disse que o governo federal é reponsável por superfaturamento nas obras do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e por cortar verbas para o Nordeste. Segundo pesquisas dos institutos Datafolha, Ibope e Vox Populi, Lula abriu vantagem de 20 pontos sobre Alckmin na semana passada. O comportamento na noite desta segunda-feira sinaliza para mais tensão no debate final, na próxima sexta, na Rede Globo.

Logo no primeiro bloco, Alckmin perguntou a Lula sobre o superfaturamento de R$ 100 milhões no aeroporto. Nesta segunda-feira (23) o Ministério Público Federal pediu quebra de sigilos e indisponibilidade dos bens do presidente da Infraero, Carlos Wilson. O MPF, com base em levantamentos do Tribunal de Contas da União (TCU), estimou que teria havido um sobrepreço de aproximadamente R$ 105 milhões nas obras de modernização do aeroporto (clique aqui para ler mais).

Lula respondeu às acusações do tucano dizendo que o TCU ainda não julgou o caso. "Eu sou um homem republicano. Esse país tem Ministério Público, tem Polícia Federal. Não é o presidente da República que vai responder o que aconteceu". Lula disse, no entanto, que o telespectador pode "ficar tranqüilo". "Não sobrará pedra sobre pedra porque nós vamos apurar. Eu não tenho medo de apurar e apurarei contra qualquer pessoa."

As acusações feitas pelo tucano de corte de R$ 500 mil em verbas para o Nordeste foram respondidas pelo presidente-candidato com dados de programas no estado. "“Se tem uma região que atendemos com maior ênfase, porque é a mais pobre do país, é o Nordeste brasileiro.” Alckmin rebateu dizendo que o governo Lula prometeu transposição do rio São Francisco, refinaria da Petrobras, a Sudene e outras obras que “não existem”.

De modo geral, quase todo o debate repetiu acusações dos dois outros confrontos do 2º turno. Lula acusou Alckmin de querer privatizar estatais, de ter engavetado 69 CPIS em São Paulo e questionou sobre o envolvimento de Barjas Negri (ex-secretário do Ministério da Saúde na gestão do governador eleito de São Paulo, José Serra) com a compra superfaturada de ambulâncias.

O tucano cobrou a origem do dinheiro - R$ 1,75 milhão - encontrado com petistas para compra de dossiê contra políticos do PSDB, falou sobre envolvimento de ex-ministros com corrupção e mencionou cinco vezes o crescimento de 2% da economia sob Lula, "maior apenas que o do Haiti". O avião presidencial adiquirido por Lula, batizado de Aerolula, também foi alvo de críticas.

Como no último confronto entre os presidenciáveis, no SBT, Lula e Alckmin travaram uma batalha de números. Alckmin repetiu que Lula cortou R$ 1,6 bilhão da saúde e que sob o governo do petista o Brasil acumulou 9 milhões de desempregados. O presidente, no entanto, retormou números positivos do governo: superávit comercial com a China e redução nos preços os alimentos.

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Resposta de dançarina deixa Faustão louco na TV
Segunda-feira, 23/10/2006 - 23:03
Descrição da Foto
O site do Kibe Loco hospedou no Google o vídeo em que o apresentador Faustão faz uma pergunta a uma dançarina do Domingão sobre o concurso "Dança no Gelo".

- Nakamura, quem é que vai ganhar?

A dançarina foi rápida na resposta, que deixou o apresentador desconcertado e atônito.

Clique aqui e confira a resposta da moça.

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Lula diz que campanha é entre o 'operário pobre' e o ' doutor'
Segunda-feira, 23/10/2006 - 10:59
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) procurou caracterizar a disputa com o candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no 2º turno das eleições como o confronto entre o "operário pobre" e o "doutor".

"Foi Deus quem permitiu que houvesse o segundo turno", disse o petista. "O maior pavor dele (Alckmin) é ver que esse pernambucano criado em São Paulo, esse torneiro mecânico, fez mais que o doutor."

Privatização:

"Ele diz que não vai privatizar, mas a história dele é de privatizar tudo. Eles já cansaram de assinar documentos, e depois fizeram diferente. Eu não sou duas caras".

"Eles estão fazendo campanha e aí vai o FHC e dá um tiro de canhão no pé, diz que acha que é bom privatizar a Petrobras e o Banco do Brasil".

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Candidatos devem ter consciência do simbolismo da eleição
Domingo, 22/10/2006 - 18:02
De Gaudêncio Torquato em O Estado de S. Paulo:

Srs. candidatos Luiz Inácio e Geraldo Alckmin, por favor, tenham consciência do simbolismo do pleito de dia 29. O eleitorado irá às urnas profundamente dividido e com a convicção de que o voto, principal arma da democracia, mesmo legitimando uma de V. Exas. como mandatário da Nação, não deverá ser endosso para a continuidade do descalabro que corrompe o tecido político e desmoraliza as instituições.

O Brasil chegou ao fundo do poço em matéria de mercantilismo político, praticado todos os dias no balcão de recompensas que paga indivíduos sem compromissos com o ideal coletivo. Essa é a raiz da crise que esfrangalha a República. A indignidade na política multiplica os trânsfugas morais que constroem feudos e capitanias dentro de um Estado intensamente partidarizado. A conseqüência se faz ver na mediocridade de cortes servis, nos bolsões de lenocínio que arrebentam os cofres públicos e nas artimanhas que juntam, no mesmo covil, dirigentes, burocratas corruptos e empresários espertalhões.

Quem de V. Exas. chegar à Presidência e não tiver clara noção de que o País precisa voltar a conviver com o respeito e a confiança nas instituições e a solidariedade entre classes será arrastado pelo turbilhão da crise intermitente, a que se deve dar um basta sob pena de aumentarmos o fosso entre sociedade e sistema político.

(...)

Sr. candidato Luiz Inácio, a recorrência de que a elite paulista odeia o resto do País e de que a oposição só olha para o Sul e o Sudeste não contribui em nada para a construção de uma Pátria forte, indivisível, e de uma coletividade nacional que anseia por harmonia e solidariedade. O caráter nacional repele conflitos que envolvam gentes. Prefere impregnar-se da seiva da confraternização. Que V. Exa. evite colocar tempero exagerado no menu de preconceitos. Disseminar ódio entre classes, espalhar que regiões discriminam outras e usar o boato como forma de cooptação eleitoral são pérfidas maquinações de um vale-tudo que se esperava eliminado da política.

(...)

Sr. candidato Geraldo Alckmin, assuma sua verdadeira identidade. Defenda a idéia de um Estado menor, sem tropas partidárias de ocupação, sem gorduras, sem espetacularização, eficaz e produtivo. Não tenha medo de dizer que a privatização das telecomunicações fez o País abrir os caminhos da modernização, sendo hoje exemplo da comunicação rápida, acessível e abrangente, bastando anotar o número de celulares, quase 96 milhões. Mostre que a privatização da Vale do Rio Doce aumentou a capacidade de produção de 82 milhões de toneladas de minério de ferro para um volume estimado em 270 milhões de toneladas, fazendo, ainda, a empresa atuar em 21 países, quando, como estatal, estava apenas em cinco.

(...)

Srs. candidatos, é claro que a meta de domínio da inflação e da economia estável deve ser preservada. Mas o País precisa expandir o crescimento, aumentar a oferta de empregos e exigir contrapartidas viáveis para os programas assistencialistas, sob pena de continuarmos a ver o Bolsa-Família como instrumento de manutenção da miséria, em vez de mecanismo de promoção social. Decidam dar um basta na escalada de impostos, fazendo mais gente pagar, mas pagar menos. Enxuguem a estrutura do Estado.

Presidente Lula, tire ervas daninhas, quadros incompetentes. Forme uma grande equipe de técnicos. Candidato Geraldo, se lá chegar, diminua os 35 ministérios para 15, como promete. Transformem a educação em prioridade máxima, começando com o reforço no ensino fundamental. Essa é a viga mestra do futuro.

(...)

Não tenham medo da verdade. Mandem apurar as denúncias. Falem menos e ajam mais. Cumpram a lei. Peçam punição para os culpados. Reconheçam os erros. Dignifiquem o cargo. Não joguem brasileiros contra brasileiros. Sejam humildes. Governem sem ódios, prevenções ou reservas. “Para o bem do povo e felicidade geral da Nação.”


• Clique aqui para ler o artigo completo.

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Jaques Wagner: 'Nem o próprio grupo de ACM agüentava mais ACM'
Domingo, 22/10/2006 - 12:43
Hugo Studart e Marco Damiani, na revista IstoÉ que está nas bancas:

Depois de derrotar o carlismo, o ex-sindicalista Jaques Wagner, governador eleito da Bahia, ganha prestígio no xadrez político de Lula

ISTOÉ – Como o sr. virou o coveiro do carlismo?

Jaques Wagner – Não trabalhei para ser coveiro de ninguém, mas para afirmar uma nova política para a Bahia. Tenho que admitir, porém, que minha eleição foi, em grande parte, uma rejeição ao modelo de Antônio Carlos Magalhães governar. Ele utiliza métodos ultrapassados, que não correspondem à alma do povo baiano, como os ataques mal-educados que ele fez ao presidente Lula. Ele foi deselegante, e muita gente me disse: “Eu vou votar no senhor para calar a boca dele.” O PFL era uma nuvem cinzenta sobre a Bahia e a expressão máxima desse grupo é ACM.

ISTOÉ – Isso significa que não foi o PT que venceu, mas que foi eleito graças à rejeição a ACM?

Wagner – Creio que as duas coisas se somam. Atribuo parte da minha vitória ao cansaço e ao declínio do modelo do PFL. Nem o próprio grupo de ACM agüentava mais ACM. Ele era um peso para o próprio governador Paulo Souto. Pesou igualmente o fato de eu ter sido o primeiro candidato da oposição a aparecer para os baianos com um projeto consistente. Outro ponto é que ganhei muito apoio embalado pelos votos que os baianos deram ao presidente Lula, 67% no primeiro turno. Além disso, conseguimos fazer uma boa coligação com todas as forças anticarlistas. Tivemos a humildade de não lançar candidato a senador para apoiar informalmente o candidato de outra coligação, o ex-governador João Durval, que também venceu.

ISTOÉ – As pesquisas apontavam sua derrota. O sr. acredita em pesquisas?

Wagner – Acredito. Tanto que encomendei algumas. As minhas pesquisas para consumo interno davam algo muito próximo às dos institutos que divulgavam publicamente suas sondagens. As minhas erraram também. Das duas uma: ou a metodologia deles está errada, ou a mostra está errada, ou o povo baiano, como eu imagino que possa ter acontecido, por medo desse sistema que constrangia até agora as pessoas, não respondeu com medo daquilo ser uma bisbilhotice.

ISTOÉ – Esta, então, é a principal hipótese?

Wagner – Creio que sim, porque é impossível que os institutos errassem tão grosseiramente em 20% ou manipulasse tão grosseiramente.

ISTOÉ – Foi uma surpresa o segundo turno para o Lula?

Wagner – Eu nunca trabalhei com a idéia de primeiro turno, nem para mim nem para Lula. Eu sempre disse para as pessoas: para a gente vencer dois turnos, a gente tem que se preparar para qualquer hipótese. Infelizmente, o pessoal previu que Lula ganharia no primeiro turno e, apesar de ter ganho como o mais votado no primeiro turno, fica parecendo que não ganhou. Parece uma derrota, mas na minha opinião não é, porque ganhar no primeiro turno significa 50% mais 1. Se você tiver 49,9%, você teve uma bela votação e não ganhou. Aqui na Bahia ele tem 67%. Eu creio que os xingamentos do senador nos ajudaram muito a vencer essa eleição.

ISTOÉ – E os xingamentos do Alckmin contra o Lula?

Wagner – Vão fazer o mesmo efeito. É só você ver as pesquisas. A estratégia
deles mudou, mas o povo não gostou.

ISTOÉ – Mas crescemos pouco?

Wagner – Nos compararmos à Argentina é uma arrogância. O Alckmin ficou repetindo que a gente cresceu menos que a Argentina. Eu acho que estamos
vivendo um grande momento e acho que vale o crescimento continuado, independentemente do valor. Acho que a gente está consolidando uma cultura
de crescimento sem iniciação.

ISTOÉ – Quais garantias o eleitor terá de que não haverá novos dirigentes
petistas envolvidos em corrupção e dossiês?


Wagner – Tenho a crença de que as pessoas aprendem as lições. A democracia não pode depender da bem-vinda honestidade de cada pessoa. Ela tem que ter instituições e estruturas que comprovem e que façam as pessoas temerem a lei. Estamos contribuindo com isso nesse governo. Uma Controladoria Geral da União independente, a Polícia Federal. Não posso garantir a integridade moral de quem quer que seja. Idoneidade independe de qualquer filiação partidária.

Clique aqui e leia matéria na íntegra

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Dossiê: esquisitices do lado do PT e as estranhezas da PF
Domingo, 22/10/2006 - 09:51
De Janio de Freitas na Folha de S.Paulo, hoje:

"A historiada do dossiê exibe várias esquisitices do lado do PT, mas o lado investigatório não fica atrás nas estranhezas"

A historiada do dossiê já se insinua ser mais uma daquelas que nunca se saberá como de fato se construíram. Sua predecessora eleitoral, esquecida para tranqüilidade de muita gente, inclusive em certos meios de comunicação, foi o sequestro de Abílio Diniz com a prisão, pelo pessoal de Romeu Tuma, de seqüestradores vestindo camisetas novinhas da campanha de Lula -na véspera da eleição. A historiada do dossiê exibe várias esquisitices do lado petista, a começar da origem inexplicada do dinheiro, mas o lado investigatório não fica atrás na oferta de estranhezas.


Pela primeira vez nos seus mais de 40 anos a Polícia Federal adquiriu, com sua atividade nos últimos três anos e meio, o direito pleno de ser chamada de polícia e de federal. Mas não está isenta da possibilidade, sempre aberta, de ocorrências indesejáveis à sua reputação. Aos fatos já havidos nesse sentido, desde o surgimento do caso dossiê, agora juntaram-se outros merecedores de mais atenção do que receberam."


Leia matéria na íntegra na Folha (Para assinantes)

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Presidente Lula compara seu filho Lulinha a Ronaldinho
Sábado, 21/10/2006 - 15:53
De Alexandre Oltramari na revista Veja:

Como aconteceria com qualquer pai, o presidente Lula tem demonstrado o orgulho que sente pelo sucesso de seu filho Fábio Luís Lula da Silva. Aos 31 anos, Lulinha, apelido que ele detesta, é um empresário bem-sucedido. É sócio de uma produtora, a Gamecorp, que, com um capital de apenas 100.000 reais, conseguiu fazer um negócio extraordinário: vendeu parte de suas ações à Telemar, a maior empresa de telefonia do país, por 5,2 milhões de reais. Como a Telemar tem capital público e é uma concessionária de serviço público, a sociedade com o filho do presidente sempre causou estranheza. Na segunda-feira passada, em entrevista ao programa Roda Viva, Lula teve de falar em público sobre os negócios do filho. "Não posso impedir que ele trabalhe. Vale para o meu filho o que vale para os 190 milhões de brasileiros. Se têm alguma dúvida, acionem ele", afirmou. Dois dias depois, em entrevista à Folha de S.Paulo, o assunto Lulinha voltou ao foco. Os jornalistas lhe apresentaram uma questão formulada por um leitor do jornal, que não foi identificado. A pergunta dizia o seguinte: "Tenho 61 anos, sou pai de quatro filhos adultos, todos com curso superior, mas com dificuldades de bons empregos ou de empreender. Como é que o seu filho conseguiu virar empresário, sócio da Telemar, com capital vultoso de 5 milhões de reais?".

Em sua resposta, o presidente Lula começou explicando que seu filho virou sócio da Gamecorp quando a empresa, fundada por alguns amigos em Campinas, já tinha mais de dez anos de vida. "Eles fizeram um negócio que deu certo. Deu tão certo que até muita gente ficou com inveja", disse. Em seguida, o presidente fez menção às suspeitas que cercam a sociedade da Gamecorp com a Telemar. "Se alguém souber de alguma coisa que meu filho tenha cometido de errado, é simples: o meu filho está subordinado à mesma Constituição a que eu estou", disse o presidente, fazendo logo depois uma divagação comparativa que já nasceu imortal: "Porque deve haver um milhão de pais reclamando: por que meu filho não é o Ronaldinho? Porque não pode todo mundo ser o Ronaldinho". Os entrevistadores gostaram do paralelo estabelecido pelo presidente entre seu filho e o astro do futebol e perguntaram se não seria mais fácil virar um Ronaldinho quando se é filho do presidente. Lula respondeu: "Não é mais fácil, pelo contrário, é muito mais difícil. E eu tenho orgulho porque o fato de ser presidente da República não mudou um milímetro o hábito dos meus filhos".

(...)

Sabe-se agora que os 15 milhões de reais investidos pela Telemar na empresa de Lulinha não foram um investimento qualquer. As circunstâncias sugerem que o objetivo mais óbvio seria comprar o acesso que o filho do presidente tem a altas figuras da República. O setor de telefonia estava e está em uma guerra em que, a se repetir a tendência mundial, haverá apenas um ou dois vencedores. Ganhar fatias do adversário é vital. Houve uma corrida entre grandes empresas de telecomunicações para ver quem conseguia alinhar o filho do presidente entre seu time de lobistas. A Telemar venceu. A maior empresa de telecomunicações do Brasil em faturamento e em número de telefones fixos instalados, e com 64% do território nacional coberto por ela, a Telemar é uma empresa cujo faturamento anual supera 7 bilhões de dólares. A aposta na associação com Lulinha acabou não sendo muito produtiva para a Telemar porque o escândalo veio à tona. Mas foi por pouco. O governo negociava a queda de barreiras legais que impedem a atuação nacional de empresas de telefonia fixa. Além disso, por orientação do governo, fundos de pensão de estatais preparavam-se para vender fatias relevantes de sua participação acionária no setor. Quem estivesse mais perto do poder se sairia melhor.

(...)

Em janeiro de 2005, apenas um ano depois da chegada de Lulinha à empresa, a Gamecorp já estava recebendo o aporte milionário de 5,2 milhões de reais da Telemar – e Lulinha já era um empreendedor de raro sucesso. A Gamecorp dera um salto estratosférico, coisa rara mesmo num mercado em expansão, como é o caso da internet e dos jogos eletrônicos. A sociedade entre a Telemar e a Gamecorp se materializou por meio de uma operação complexa, que envolveu uma terceira empresa e uma compra de debêntures seguida de conversão quase imediata em ações. O procedimento visava a ocultar a entrada da Telemar no negócio. VEJA revelou a associação em julho do ano passado.

O caso de Lulinha tem uma complexidade maior. Sua relação com a Telemar não se esgota nos interesses de ambos na Gamecorp. O filho do presidente foi acionado para defender interesses maiores da Telemar junto ao governo que o pai chefia. Em especial, em setores em que se estudava uma mudança na legislação de telecomunicações que beneficiava a Telemar. VEJA descobriu agora que a mudança na lei foi tratada por Lulinha e seu sócio Kalil Bittar com altos funcionários do governo. O assunto levou a dupla a três encontros com Daniel Goldberg, titular da Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE). Em um desses encontros, ocorrido no início de 2005, Lulinha e Kalil, já então sócios da Telemar, sondaram o secretário sobre a posição que a SDE tomaria caso a Telemar comprasse a concorrente Brasil Telecom – fusão que a lei proíbe ainda hoje. Goldberg, ciente do obstáculo legal, disse que o negócio só seria possível mediante mudança na lei. O estouro do escândalo Lulinha abortou os esforços para mudar a legislação e favorecer o sócio do filho do presidente.

(...)

A constatação que se esconde por trás disso é a de que Lulinha, depois de receber a bolada da Telemar, começou a comportar-se como lobista da empresa junto ao governo de seu pai. Pode-se afirmar com certeza que em pelo menos um encontro oficial Lulinha tratou de ajudá-la. Antes de entrar o dinheiro da Telemar o lobby da dupla Lulinha-Kalil era feito justamente em favor da concorrente, a Brasil Telecom. Com a ajuda de Lulinha e Kalil, Yon Moreira da Silva, da Brasil Telecom, conseguiu ser recebido pelo presidente Lula em uma audiência que, curiosamente, não constou da agenda oficial do Palácio do Planalto. Ela foi marcada por César Alvarez, assessor especial da Presidência, e durou quase duas horas – sem mais ninguém na sala. (...)

O auxílio de Lulinha e Kalil ao então diretor da Brasil Telecom é grave à luz de uma informação adicional: o encontro ocorreu no mesmo período em que o representante da empresa pagava 60.000 reais mensais a Lulinha e Kalil a pretexto de patrocinar um programa de games da dupla exibido pela Rede Bandeirantes. Essa é a mais simples e clara demonstração de um lobby empresarial junto ao governo: a Brasil Telecom patrocinava Lulinha e Kalil e, ao mesmo tempo, a dupla abria as portas da sala do presidente da República à Brasil Telecom. Parece inocente. Não é. Como esses encontros ocorreram a portas fechadas e como os interesses das teles eram (e são) bilionários, qualquer simpatia do governo por um ou outro contendor é decisiva.

Em suas visitas a Brasília, Lulinha e Kalil ocupavam uma sala no escritório do lobista Alexandre Paes dos Santos, conhecido como APS. O escritório de APS está instalado em uma imponente mansão com quatro andares e elevador na sofisticada região do Lago Sul. Ali, com regularidade mensal, Lulinha e Kalil despacharam por quase dois anos, entre o fim de 2003 e julho do ano passado. A sala usada pela dupla tem 40 metros quadrados. Fica bem ao lado da sala do lobista APS.

(...)

Não se conhecem bem as razões pelas quais Lulinha e Kalil mantinham uma sala no escritório do lobista de métodos heterodoxos. O que faziam ali? Por que despachavam dali? Em busca dessas respostas, VEJA descobriu que a sala foi cedida a Lulinha e Kalil como parte de um acordo dele com a francesa Arlette Siaretta, dona do grupo Casablanca, um conglomerado de 54 empresas que, entre outras atividades, faz produção de filmes e eventos, gravação de comerciais e distribuição de DVDs.

Em 2002, Arlette Siaretta e APS se tornaram sócios num projeto de transmissão de imagens digital via satélite. Desde então, a mansão do lobista passou a funcionar como filial informal da empresa Casablanca em Brasília. "Ela me pediu a sala e eu cedi", diz APS. Mas por que a Casablanca teria interesse em instalar Lulinha e Kalil em sua filial informal em Brasília? Apesar de ser dona de metade do mercado de finalização de comerciais no país, Arlette Siaretta tinha um problemão no início do governo de Lula. Ligada ao PSDB e produtora das últimas três campanhas presidenciais tucanas, a empresária encontrou no PT uma muralha que lhe barrava negócios com o governo federal e as estatais, até então uma de suas grandes fontes de receita. Arlette Siaretta precisava de alguém para lhe abrir as portas do governo.

No fim de 2003, o sócio de Lulinha apareceu em seu escritório, em São Paulo, prometendo exatamente aquilo de que a empresária precisava – portas abertas. "Você tem uma grande empresa. Eu tenho acesso às pessoas que decidem. Podemos ganhar dinheiro juntos", teria dito Kalil, conforme o relato feito a VEJA por uma testemunha do encontro. Arlette Siaretta adorou a idéia. Fecharam negócio: Kalil receberia 5% das transações no governo que a Casablanca conseguisse por seu intermédio. Não poderia haver escolha melhor. Os "meninos" do presidente entregaram o que prometeram. Pois bem, Siaretta continuou tendo no governo petista a mesma participação que tinha no mercado nos oito anos dos tucanos, algo em torno de 50% de todos os contratos de filmes feitos para as empresas de publicidade que prestam serviço ao governo.

(...)


• Clique aqui para ler a matéria completa.

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Cruzamento dos telefonemas no caso do dossiê preocupa governo
Sábado, 21/10/2006 - 13:48
Da coluna Painel da Folha de S.Paulo:

Muito mais do que o relatório parcial, carente de grandes novidades, entregue ontem pelo delegado da Polícia Federal Diógenes Curado ao juiz federal de Mato Grosso Fernando Schneider, preocupa o governo o trabalho de cruzamento dos telefonemas feitos e recebidos pelos envolvidos no escândalo do dossiê.

O vazamento da informação de que o churrasqueiro Jorge Lorenzetti trocou ligações com o chefe de gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, antes e depois da frustrada tentativa de compra do papelório contra os tucanos acendeu a luz amarela no Palácio do Planalto, que já vinha bastante ocupado tentando manter o assessor Freud Godoy longe do caso.


• Folha de S. Paulo

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Lula conseguiu impor os temas da discussão política no segundo turno
Sábado, 21/10/2006 - 11:50
Da revista Época, que está nas bancas, em matéria assinada por Murilo Ramos e Wálter Nunes:

A uma semana do segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva abriu 20 pontos de dianteira em relação ao candidato tucano, Geraldo Alckmin, nas últimas pesquisas divulgadas. Aparentemente, só uma revelação espetacular poderia dificultar a reeleição de Lula. Alckmin pode até terminar o segundo turno com menos votos do que obteve no primeiro. Seria um fato curioso e inédito na história das eleições brasileiras. Como pôde um candidato que surpreendeu no primeiro turno perder tanto fôlego em tão pouco tempo?

Em números absolutos, o Vox Populi informa que Lula ganhou 13 milhões de votos em três semanas, enquanto 1,2 milhão dos quase 40 milhões que votaram em Alckmin no primeiro turno não estão mais dispostos a votar nele. De acordo com o Datafolha, Lula cresceu em praticamente todos os segmentos de eleitorado, por renda, escolaridade, idade e sexo. Mesmo na faixa em que Alckmin antes levava vantagem - os 32% dos eleitores que ganham entre 2 e 5 salários mínimos -, Lula subiu 8 pontos. O petista superou também o tucano nos três maiores colégios eleitorais: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Antes, Lula e Alckmin estavam praticamente empatados nessa região. Agora, de acordo com o Datafolha, Lula supera Alckmin na preferência dos eleitores do Sudeste por 52% a 41%.

Se todos esperavam uma disputa acirrada, o que explica esse fenômeno? A principal razão foi a capacidade que Lula teve de virar a agenda da campanha. Ele começou o segundo turno contra Alckmin com dois desafios. O primeiro era desviar o foco do debate político do escândalo da compra do suposto dossiê contra tucanos por integrantes de seu comitê de reeleição. Nessa missão, Lula teve o tempo a seu favor. A investigação da Polícia Federal sobre a origem do R$ 1,7 milhão que seria usado na compra do dossiê fora incapaz de fornecer, até o fechamento desta edição, evidências que pudessem interferir de modo significativo na preferência dos eleitores. Na última sexta-feira, haviam aparecido indícios, a partir do rastreamento de R$ 5 mil, de que parte do dinheiro seria proveniente do jogo do bicho. A PF deixara vazar também que teria localizado outros envolvidos na operação. Investiga troca de telefonemas entre o ex-ministro José Dirceu e o churrasqueiro Jorge Lorenzetti. Mas a origem do dinheiro continuava envolta em mistério. E, aparentemente, o efeito eleitoral do dossiê se esvai a cada dia.

O segundo desafio de Lula era evitar que os votos dados no primeiro turno a Cristovam Buarque ou Heloísa Helena fossem transferidos para Alckmin. Para atrair os eleitores que apostaram em Cristovam por seu discurso de apoio à educação, Lula destacou no horário eleitoral o Programa Universidade para Todos (o ProUni), que distribuiu 400 mil bolsas em universidades particulares para estudantes de baixa renda. "Ao s mostrar o ProUni, Lula agradou aos eleitores que ganham entre 2 e 5 salários mínimos", diz o cientista político Marcus Figueiredo, do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj). "Para eles, o ProUni funciona eleitoralmente como o Bolsa-Família."

Na caça aos eleitores de Heloísa, a campanha do presidente deu uma guinada à esquerda e levou o debate para o plano ideológico. Petistas espalharam boatos de que Alckmin poderia privatizar a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal. Demonizaram o "choque de gestão" proposto pelo tucano como um privatizante e desumano corte de gastos e empregos. Com o discurso contra as privatizações, Lula desferiu outro golpe certeiro. Tirou o debate da campanha do campo da ética - cujo elemento mais recente era o caso do dossiê - e levou-o para o âmbito das propostas econômicas impopulares. Isso atraiu um eleitorado de esquerda que se afastara do PT e um amplo setor da população que não gosta da venda de estatais e vê o Estado como provedor de serviços. Alckmin negou que planejasse privatizar as estatais e até apareceu, num encontro com funcionários públicos em Brasília, trajando uma jaqueta com os logotipos de Caixa Econômica, Correios e Banco do Brasil. Na defensiva, também disse que manteria o Bolsa-Família e o ProUni. Nada disso adiantou. Seu discurso soou pouco convincente, pois Alckmin fizera da privatização um dos pilares de sua gestão em São Paulo. Ele caiu na armadilha de não saber demarcar as diferenças. Suas idéias ficaram muito parecidas com as de Lula. Isso é fatal para um candidato de oposição. O PT adotou o slogan: "Não troque o certo pelo duvidoso". "Alckmin não conseguiu no segundo turno apresentar um fato novo. Não se diferenciou do presidente", diz o cientista político Bolívar Lamounier, filiado ao PSDB. "Lula pautou o debate."

Esse episódio revela a dificuldade da oposição de formatar um discurso próprio, fato apontado na carta, divulgada antes do primeiro turno, em que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso atacava de forma dura o governo Lula e conclamava seu partido a apresentar-se como alternativa de poder. "Depois da crise do apagão, o PSDB viveu uma síndrome do medo em relação às privatizações e preferiu se omitir no debate da questão nos últimos anos", diz o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros. "Paga agora o preço de não ter tido uma posição mais clara e combativa na defesa do processo realizado com grandes sucessos e poucos fracassos localizados." Foi Mendonça de Barros quem, no governo FHC, comandou as privatizações, como presidente do BNDES e ministro das Comunicações. Para ele, "até as pedras sabiam que o tema das privatizações apareceria em algum momento, mas a coordenação da campanha de Alckmin não se preparou para enfrentá-lo de modo eficaz".

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Assessor de Lula foi o mentor do dossiê, diz Polícia Federal
Sábado, 21/10/2006 - 09:57
De Sônia Filgueiras e Vannildo Mendes, em O Estado de S. Paulo:

A Polícia Federal concluiu que Jorge Lorenzetti, ex-coordenador do setor de inteligência da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição, foi o articulador da operação de compra do dossiê Vedoin. A conclusão está no relatório parcial entregue ontem pelo delegado Diógenes Curado ao juiz da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, Jefferson Scheinneder.

De acordo com o texto, Lorenzetti coordenou os demais petistas que se envolveram na tentativa de compra do dossiê - montado para tentar estabelecer a ligação de tucanos com a chamada máfia dos sanguessugas e assim prejudicar as candidaturas do PSDB. 'Ele (Lorenzetti) pediu que Gedimar Passos fizesse o contato inicial com Valdebran Padilha, dando funções específicas a Expedito Veloso e Oswaldo Bargas', afirma o relatório à certa altura.

(...)

Segundo o relatório, o dinheiro apreendido no hotel veio do PT e sua origem é 'ilícita' - apesar disso, o texto não aponta os doadores dos recursos. O texto se refere a US$ 110 mil, em cédulas numeradas repassadas pelo banco Sofisa a rede de doleiros, e fala também de uma pequena parcela de R$ 5 mil, identificada como vinda do bicheiro Antônio Petrus Calil Calil, o Turcão.

Citado por Gedimar como a pessoa de quem partiu a ordem para que fosse feito o pagamento aos Vedoin, Freud Godoy, ex-assessor especial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, não aparece nas conclusões do relatório. O texto registra apenas que , ouvido pela PF, Godoy negou envolvimento com o caso.


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Lula abre 24 pontos de vantagem para Alckmin
• Por Redação do JMSexta-feira, 20/10/2006 - 21:11
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT à reeleição, está dando um banho em Geraldo ALckmin, do PSDB, nas pesquisas de opinião. Lula abriu nada mais nada menos que 24 pontos de vantagem para o tucano, nos votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos): o petista tem 62% contra 38% do tucano. Na pesquisa do dia 12, do mesmo Ibope, Lula tinha 57% e Alckmin, 43%. A segunda pesquisa Ibope do segundo turno foi divulgada nesta sexta-feira (20) .

O resultado da pesquisa do Ibope foi saiu no “Jornal Nacional”. Nas intenções de voto, a pesquisa mostra que aumentou nove pontos percentuais (de 12 para 21) a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Geraldo Alckmin (PSDB) na corrida presidencial. Essa é a maior diferença já registrada em pesquisas de intenção de voto desde o início do segundo turno.

Lula registrou 57% das intenções de voto, cinco a mais que no levantamento anterior, quando tinha 52%. Alckmin perdeu quatro pontos e caiu de 40% para 36%. O índice de brancos e nulos passou de 4% para 3% e o de eleitores indecisos se manteve em 4%.

Nesta semana, duas outras pesquisas já haviam apontado o alargamento da vantagem do petista em relação ao adversário. Na última terça (17), o instituto Datafolha mostrou que a vantagem de Lula havia aumentado de 11 para 19 pontos. Na quinta (19), o Vox Populi constatou uma diferença de 20 pontos -- eram 10 em 12 de outubro.

Ibope ouviu 3.010 eleitores em 198 municípios nos dias 18 e 19 de outubro. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

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José Dirceu: "É preciso dar um basta aos boatos"
Sexta-feira, 20/10/2006 - 20:59
Do Blog de José Dirceu, no Portal l IG:

Vamos dar um basta aos boatos. Deu no Jornal Nacional:

"O advogado de Jorge Lorenzetti, Aldo de Campos Costa, afirmou que seu cliente negou ter feito qualquer ligação para José Dirceu às vésperas da tentativa de compra do dossiê. Segundo o advogado, Lorenzetti afirmou ter feito contato com o ex-ministro somente em agosto".

Todo mundo sabe que essa história do dossiê começou no dia 15 de setembro. Já disse e repito: não tenho nada a declarar, até porque não fui demandado por nenhuma autoridade. Não tive nenhuma participação no caso do dossiê, assim como não tive participação na campanha majoritária em São Paulo ou na campanha nacional.

Está na cara o motivo pelo qual citam meu nome. Também saiu no Jornal Nacional uma pesquisa Ibope que dá Lula com 24 pontos de vantagem nos votos válidos. O resto é disputa eleitoral.

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Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno
Sexta-feira, 20/10/2006 - 14:11
Do jornalista Paulo Henrique Amorim, no Portal IG:

Um golpe de Estado levou a eleição para o segundo turno

É o que demonstra de forma irrefutável a reportagem de capa da revista Carta Capital que está nas bancas (“A trama que levou ao segundo turno”), de Raimundo Rodrigues Pereira. E merecia um sub-titulo: “A radiografia da imprensa brasileira”.

Fica ali demonstrado:

1) As equipes de campanha de Alckmin e de Serra (da empresa GW) chegaram ao prédio da Polícia Federal, em São Paulo, antes dos presos Valdebran Padilha e Gedimar Passos;

2) O delegado Edmilson Bruno tirou fotos do dinheiro de forma ilegal e a distribuiu a jornalistas da Folha de S. Paulo, Estado de S. Paulo, do jornal O Globo e da rádio Jovem Pan;

3) O delegado Bruno contou com a cumplicidade dos jornalistas para fazer de conta que as fotos tinham sido roubadas dele;

4) O delegado Bruno procurou um repórter do Jornal Nacional para entregar as fotos: “Tem de sair à noite na tevê., Tem de sair no Jornal Nacional”;

5) Toda a conversa do delegado com os jornalistas foi gravada;

6) No dia 29, dois dias antes da eleição, dia em que caiu o avião da Gol e morreram 154 pessoas, o Jornal Nacional omitiu a informação e se dedicou à cobertura da foto do dinheiro;

7) Ali Kamel, “uma espécie de guardião da doutrina da fé” da Globo, segundo a reportagem, recebeu a fita de audio e disse: “Não nos interessa ter essa fita. Para todos os efeitos não a temos”, diz Kamel, segundo a reportagem

8) A Globo omitiu a informação sobre a origem da questão: 70% das 891 ambulancias comercializadas pelos Vedoin foram compradas por José Serra e seu homem de confiança, e sucessor no Ministério da Saúde, Barjas Negri.

9) A Globo jamais exibiu a foto ou o vídeo (clique aqui) em que aparece Jose Serra, em Cuiabá, numa cerimônia de entrega das ambulâncias com a fina flor dos sanguessugas;

10) A imprensa omitiu a informação de que o procurador da República Mario Lucio Avelar é o mesmo do “caso Lunus”, que detonou a candidatura Roseana Sarney em 2002, para beneficiar José Serra. ( A Justiça, depois, absolveu Roseana de qualquer crime eleitoral. Mas a campanha já tinha morrido.)

11) Que o procurador é o mesmo que mandou prender um diretor do Ibama que depois foi solto e ele, o procurador, admitiu que não deveria ter mandado prender;

12) Que o procurador Avelar mandou prender os suspeitos do caso do dossiê em plena vigência da lei eleitoral, que só deixa prender em flagrante de delito.

13) Que o Procurador Avelar declarou: “Veja bem, estamos falando de um partido político (o PT) que tem o comando do país. Não tem mais nada. Só o País. Pode sair de onde o dinheiro ?”

14) A reportagem de Raimundo Rodrigues Pereira conclui: “Os petistas já foram presos, agora trata-se de achar os crimes que possam ter cometido.”

Na mesma edição da revista Carta Capital, ao analisar uma pesquisa da Vox Populi, que Lula tem 55%, contra 45% de Alckmin, Mauricio Dias diz: “ ... dois fatos tiraram Lula do curso da vitória (no primeiro turno). O escândalo provocado por petistas envolvidos na compra do dossiê da familia Vedoin ... e secundariamente o debate promovido pela TV Globo ao qual o presidente não compareceu.”

Quer dizer: o golpe funcionou.

Mino Carta, o diretor de redação da Carta Capital, diz em seu blog, aqui no IG (http://blogdomino.blig.ig.com.br/), que houve uma reedição do golpe de 89, dado com a mão de gato da Globo, para beneficiar Collor contra Lula. “A trama atual tem sabor igual, é mais sutíl, porém. Mais velhaca,” diz Mino.

Permito-me acrescentar outro exemplo.

Em 1982, no Rio, quase tomaram a eleição para Governador de Leonel Brizola. Os militares, o SNI, e a Policia Federal (como o delegado Bruno, agora, em 2006) escolheram uma empresa de computador para tirar votos de Brizola e dar ao candidato dos militares, Wellington Moreira Franco. O golpe era quase perfeito, porque contava também com a cumplicidade de parte de Justiça Eleitoral e, com quem mais? Quem mais?

O golpe contava com as Organizações Globo (tevê, rádio e jornal, como agora) que coonestaram o resultado fraudulento e preparam a opinião pública para a fraude gigantesca.

Que só não aconteceu, porque Brizola “ganhou a eleição duas vezes: na lei e na marra”, como, modestamente, escrevi no livro “Plim-Plim – a peleja de Brizola contra a fraude eleitoral”, editora Conrad, em companhia da jornalista Maria Helena Passos.

Está tudo pronto para o segundo golpe.

O Procurador Avelar está lá.

Quantos outros delegados Bruno há na Policia Federal (de São Paulo, de São Paulo !).

A urna eletrônica no Brasil é um convite à fraude. Depende da vontade do programador. Não tem a contra-prova física do voto do eleitor. Brizola aprendeu a amarga lição de 82 e passou resto da vida a se perguntar: “Cadê o papelzinho ?”, que permite a recontagem do voto ?

E se for tudo parar na Justiça Eleitoral? O presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello já deixou luminosamente claro, nas centenas de entrevistas semanais que concede a quem bater à sua porta, que é favor da candidatura Alckmin.

E o segundo golpe? Está a caminho. As peruas da GW já saíram da garagem.


Leia o Conversa Afiada, de Paulo Henrique Amorim

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Lula dobra vantagem em relação a Alckmin, diz Vox Populi
Quinta-feira, 19/10/2006 - 23:00
Deu no Portal UOL:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ampliou sua vantagem em relação ao adversário Geraldo Alckmin (PSDB), segundo pesquisa Vox Populi, divulgada pelo Jornal da Band nesta noite de quinta-feira (19/). Lula dobrou a diferença em relação a Alckmin e está 20 pontos percentuais à frente do tucano.

Lula tem 57% das intenções de voto, enquanto Alckmin obteve 37%. Na semana passada, o petista tinha 51% dos votos e o tucano, 41%.

Considerando os votos válidos, Lula passou de 55% para 61%, enquanto Alckmin caiu de 45% para 39% -- uma diferença de 22 pontos. O levantamento foi feito entre segunda e terça-feira desta semana.

Os votos nulos e em branco permaneceram em 3%. Eleitores indecisos ou que não responderam passaram de 4%, no último levantamento, para 3%. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

O Vox Populi ouviu 2.005 eleitores em 121 municípios.


Portal Uol

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Privatização e números deram tom ao debate do SBT
Quinta-feira, 19/10/2006 - 22:57
O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) diminuiu o tom agressivo contra seu adversário Luiz Inácio Lula da Silva. O petista insistiu nas privatizações e adotou um tom irônico em relação a Alckmin.O debate com os candidatos à Presidência da República foi realizado nesta quinta-feira, no SBT.

Houve troca de farpas entre os candidatos, principalmente no tema das privatizações. Lula acusou o governo Fernando Henrique Cardoso de privatizar e não resolver o problema da dívida, quase levando o país a quebrar. "Quero saber qual é a sua visão sobre privatização", perguntou o presidente ao tucano.

Alckmin não foi objetivo na resposta e e usou um discurso truncado. Primeiro disse que respondeu que existiram avanços com as privatizações e citou a telefonia como exemplo. Disse que com as privatizações foram investidos R$ 100 bilhões no País. "Não vou fazer. Não vou permitir que as empresas estatais sejam privatizadas para partido político. Vou desaparelhar o Estado. O governo não é para os companheiros. O governo é para o povo. Se tivesse dado errado, teria reestatizado. Não tem nenhum problema privatizar,o problema é dizer que vou privatizar o Banco do Brasil, Petrobras", disse Alckmin.

O clima do debate subiu quando o assunto foi a segurança. Alckmin acusou o governo federal de omissão no combate ao contrabando de drogas e armas. “Que o povo de São Paulo não o ouça, senão vai achar que terá um PCC no Brasil inteiro”, ironizou Lula.

Críticas, comparações entre o governo anterior e atual, além de índices sociais deram o tom ao confronto.

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Pesquisa desanima PSDB, que já procura culpados.
Quinta-feira, 19/10/2006 - 22:45
Do Portal G1, citando a Agência Estado:

O PSDB passou o dia de quarta-feira (18) tentando encontrar explicações para o resultado da pesquisa Datafolha, divulgada na terça-feira pelo "Jornal Nacional", da TV Globo, que mostrou o candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 19 pontos à frente do tucano Geraldo Alckmin.

Enquanto o próprio Alckmin procurava não demonstrar abatimento, a coordenação da campanha se dividiu entre fazer diagnósticos e minimizar a sondagem, valendo-se de pesquisas internas que apontam diferença inferior a 7 pontos.

O fato é que os números caíram como uma bomba no comitê tucano, deixando atônitos os coordenadores da campanha. “Alckmin está nas cordas. A esperança é que o PT não falha. Em dez dias, o PT, especialista em fazer besteiras, pode vir com mais uma lambança”, resumiu um integrante da equipe.

Para interlocutores do tucano, um dos erros foi que o PSDB e Alckmin se deixaram pautar pela campanha petista, sobretudo quanto às privatizações. “Passamos dias negando as afirmações do PT. Deveríamos, sim, ter negado, já que se trata de mentira, mas não ficar martelando isso”, afirmou uma pessoa próxima a Alckmin.

Ontem, numa tentativa de neutralizar ataques, ele colocou boné e jaqueta com nomes de estatais, em visita à Associação Nacional dos Funcionários do Banco do Brasil, em Brasília.

Para outro integrante da campanha, o PSDB errou ao aceitar apoio e permitir fotos de Alckmin ao lado do ex-governador do Rio Anthony Garotinho (PMDB). “O apoio poderia ser recebido. Mas não da maneira como ocorreu". Há ainda quem reconheça que o marqueteiro de Lula, João Santana, tem sido mais eficiente ou diga que Alckmin deveria ter viajado mais.

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Presidente Lula e Alckmin são igualmente privatizantes
Quinta-feira, 19/10/2006 - 17:02
Do Blog de Etevaldo Dias:

Há um fato muito positivo nestas eleições presidenciais. Talvez sejam as primeiras que não provocam turbulências na economia. O mercado financeiro segue tranqüilo, ao largo do bate-boca eleitoral.

Os agentes econômicos não vêm ameaça a estabilidade econômica, seja eleito Lula ou Alckmin. Candidatos debatem aspectos pontuais, mas nenhum prega mudanças radicais na política econômica.

Corte de gastos? Os dois prometem a mesma coisa. Lula fala em cortar gastos supérfluos. Alckmin em melhorar a gestão. Isto é, ambos concordam em reduzir as despesas do Estado. Por que? Porque ambos pregam o equilíbrio fiscal como compromisso sagrado, jurado e sacramentado.

Cortar em cima de quem? Bom, não é hora de falar disto em plena campanha.

Privatiza ou não privatiza? Lula disse que Alckmin vai privatizar e fez disto um cavalo de batalha eleitoral. Alckmin, claro, é do PSDB, partido que promoveu a mais espetacular privatização do país.

Mas é de autoria de Lula as PPP - Parcerias Públicas Privadas um programa de conteúdo fortemente privatizante. As PPP, programa acalentado pelo governo, abrem a iniciativa privada considerável fatia dos serviços públicos. O programa é super liberal, por exemplo, cria um fundo de R$ 7.5 bilhões para garantir o pagamento ao investidor em dia, atrasos das mensalidades acima de 45 dias serão pagos com recursos do fundo.

A política econômica completou 12 anos, passou por três governos, dois do PSDB e um do PT, sem sofrer alterações substanciais. E pelo discurso dos candidatos será mantida inalterada pelos próximos quatro anos.

O resultado está aí: inflação em níveis históricos, para baixo, naturalmente, 3% ao ano. Risco país está em inacreditável faixa de 220 pontos. Os juros em queda.

E o mercado financeiro? No meio desta turbulência política de primeiro turno, segundo turno, o mercado continua estável, como se as eleições fossem na Suíça.

Disparada no dólar? Não. Pelo contrário, o debate se o Banco Central deveria interferir no câmbio para injetar algum gás no combalido dólar.

Bem, senhores eleitores, quando a campanha eleitoral não abala a economia é um excelente sinal para o país. A sociedade não aceita candidatos com promessas de planos econômicos milagrosos. Brasil amadureceu. Graças a Deus.


• Blog de Etevaldo Dias

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PT impôs agenda a Alckmin, dizem cientistas políticos
Quinta-feira, 19/10/2006 - 15:58
Da Folha Online, hoje:

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o PT conseguiram impor sua agenda nos últimos dez dias, apoiados no tema das privatizações, e forçaram o candidato à Presidência Geraldo Alckmin (PSDB) a um discurso defensivo que favorece o voto da continuidade em Lula, dizem cientistas políticos ouvidos pela Folha.

Esse seria um dos principais fatores a explicar o aumento da diferença nas intenções de votos favorável a Lula de 11 para 19 pontos --entre as duas últimas pesquisas Datafolha--, afirma Marcus Figueiredo, professor do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro).

Para ele e para a cientista política Argelina Figueiredo, também do Iuperj, Alckmin se viu forçado a declarar, no segundo turno, que não privatizará e que não fará modificações no Bolsa Família --o que, em última instância, significa repetir e dar aval para o discurso do presidente Lula.

"Se ele diz que vai fazer o que o outro faz, vamos ficar com quem já faz e está garantido", afirma Argelina, expondo o que considera ser o raciocínio do eleitor, convertido em votos para o petista.

Marcus Figueiredo diz ver ainda um outro problema para o PSDB na origem do aumento da desvantagem nas intenções de voto para Alckmin. Segundo ele, um fator a reforçar os boatos de que os tucanos "privatizariam tudo" estaria na própria declaração de Alckmin, durante o debate da TV Bandeirantes, de que, se eleito, venderia o AeroLula.

"Passou a idéia de que ele iria, de fato, vender tudo", declara o analista. "Isso correu entre os eleitores, de boca em boca."

Mesmo o discurso ético tucano, afirma Argelina, termina por se tornar vazio na ausência de fatos novos. "Essa denúncia da corrupção ficou um pouco vazia. Fala-se sempre, mas os fatos são sempre os mesmos."


Clique aqui e leia matéria na íntegra

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'Dinheiro não partiu do PT', afirma delegado
Quinta-feira, 19/10/2006 - 15:10
Do Portal Congresso em Foco, hoje:

O delegado da Polícia Federal (PF) do Mato Grosso, Diógenes Curado, responsável pelas investigações sobre a compra de um dossiê contra o governador eleito de São Paulo, José Serra (PSDB), disse hoje (19) a integrantes da CPI dos Sanguessugas que o R$ 1,7 milhão, que seria usado para comprar o material, não saiu dos cofres do PT.

"Ele deixou claro que o dinheiro, no entender dele, não é do PT. É um dinheiro transportado, de responsabilidade, conduzido por petistas. Isso não quer dizer que lá adiante ele não chegue a essa conclusão. Mas que agora não há porque afirmar isso", ressaltou o vice-presidente da comissão, deputado Raul Jungmann (PPS-PE).

Ainda hoje, Curado deve encaminhar à Justiça Federal um relatório parcial sobre as investigações. O documento apresenta uma relação das corretoras e casas de câmbio suspeitas de terem repassado os dólares que seriam usados na compra do dossiê.


• Clique aqui e leia o Congresso em Foco.

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Educação brasileira é um vexame mundial
Quinta-feira, 19/10/2006 - 15:03
Do colunista Cláudio Humberto:

Nossa educação: vexame mundial

O Brasil está no 114º lugar em Educação entre 125 países, segundo pesquisa do Fórum Econômico Mundial, publicada no jornal inglês Financial Times. O Brasil está atrás de Moçambique e à frente de Burkina Faso. No ensino de Ciências e Matemática perde para a Venezuela e ganha do Mali. Finlândia e Cingapura lideram a lista.


• Coluna de Cláudio Humberto

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José Dirceu compara Alckmin a Lacerda
Quinta-feira, 19/10/2006 - 11:40
Do Blog de José Dirceu, no IG:

Lacerda, graciosamente apelidado de "Corvo", por seu estilo rapináceo de fazer política e solapar a democracia, dizia então sem escrúpulos: Esse homem não pode ser candidato; se candidato não pode ser eleito; se eleito não deve tomar posse; se tomar posse não deve governar. Agora, Alckmin usa praticamente as mesmas palavras: Se ele (Lula) for reeleito, acaba antes de começar.

- O mesmo padrão foi adotado pela elite brasileira nos anos 50, quando o porta-voz do golpismo conservador, Carlos Lacerda, ameaçava abertamente a candidatura de Getúlio Vargas, preferida pela população.

Carlos Lacerda foi jornalista e político. Ele trabalhou o quanto pôde para não deixar o ex-presidente Getúlio Vargas exercer um segundo mandato.

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Geraldo Alckmin faz discurso de derrotado em Brasília
• Por Jornal da MídiaQuarta-feira, 18/10/2006 - 16:46
Um dias depois que o Instituto Datafolha divulgou o resultado da pesquisa em que coloca o presidente Lula 20 pontos à frente (60% a 40% do votos válidos), o candidato do PSDB à Presidência da República, Geraldo Alckmin, fez discurso de derrotado, hoje, em Brasília, em sabatina na Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

"Se o presidente Lula for reeleito, (o governo) acaba antes de começar. No dia seguinte, começa a discutir 2010. Vamos pensar no futuro. Por que perder quatro anos? Nosso tempo é da mudança, da velocidade", afirmou, ao comentar sobre o processo de reeleição, experiência que já viveu no governo de São Paulo - ele foi reeleito governador.

Alckmin, que segundo o jornal Folha de São Paulo está contrariado com o comportamento do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que disse defernder a privatização da Petrobras e do Banco do Brasil em entrevista à rádio CBN, afirmou hoje que é contra a reeleição. Para ele, na teoria a reeleição é muito bonita, mas na prática mostrou-se que é ruim.

"No que depender de mim não tenho a menor dúvida de que é melhor não ter a reeleição. Tenho convicção contrária à reeleição", afirmou.

Ele lamentou o fato de a lei não ter sido até hoje regulamentada para estabelecer regras. "O que estamos vendo hoje é uma mistura de candidato e presidente, sem separar a questão eleitoral e governamental", disse. Alckmin reafirmou também a sua posição favorável ao mandato de quatro anos. "Se trabalhar bem, desde o primeiro dia, dá para fazer um bom mandato".

De acordo com matéria publicada hoje na Folha de São Paulo, Alckmin teria dito que prefere o tucano FHC longe da campanha, para esvaziar a estratégia do PT de comparação do governo Lula com o do antecessor. Além disso, FHC divulgou no primeiro turno uma nota em que admitia a derrota para Lula.

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Lula diz que parte de elite paulista odeia o resto do País
Quarta-feira, 18/10/2006 - 10:27
Do Estadão, hoje:

Em comício no qual se comparou aos presidente Getúlio Vargas, João Goulart e Juscelino Kubitschek, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou hoje uma "pequena parte da elite paulista" de odiar o restante do País, em especial o nordeste. Citando a Petrobras, Lula voltou a afirmar que as privatizações são parte do projeto do PSDB. E, sem mencionar o senador Cristovam Buarque, encampou uma das propostas do candidato pedetista, seu adversário no primeiro turno. Lula prometeu criar um piso nacional para o salário dos professores do ensino fundamental.

Ao atacar a "elite paulista", Lula mencionou um discurso do vereador Agnaldo Timóteo, que defendeu o presidente. "Eu vi um dos discursos mais extraordinários que uma pessoa pode fazer em defesa do outro, que foi o que o nosso querido Agnaldo fez me defendendo na Câmara e deixando claro o ódio que uma pequena parte da elite paulista tem do restante do Brasil e, sobretudo, do nordeste brasileiro", disse Lula, diante de um público estimado em dez mil pessoas, na Cinelândia, centro do Rio. "O povo paulista é trabalhador, o povo paulista é ordeiro, o povo paulista levanta às quatro da manhã. Mas tem uma pequena elite, que certamente não é aquela que trabalha, que detonou Getúlio Vargas, que detonou João Goulart, que era contra Juscelino e é a elite que não aceita que um nordestino governe este País", afirmou o presidente.

Lula voltou a bater na tecla das privatizações e negou que esteja praticando terrorismo eleitoral. "Aqui tem empresas públicas de qualidade. Vou citar duas: o BNDES e a Petrobras. E os tucanos não digam que a gente faz terrorismo. A história deles no Brasil é uma história predadora", acusou. "Eles só sabem vender, não sabem comprar, não sabem construir. Essa é a verdade, não é invenção minha. Pega o programa deles de 1998, pega o discurso do PFL. Eles parecem aquelas fábricas de demolição, eles não podem ver uma coisa funcionando que eles procurando alguém para vender", afirmou. Lula ainda ironizou o candidato tucano, Geraldo Alckmin. "No debate da TV Bandeirantes vocês viram o adversário dizer 'eu vou vender o avião presidencial' (falou afinando a voz). Até o avião eles querem privatizar", concluiu, provocando risos na platéia.


Clique aqui e leia matéria na íntegra

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Governo Federal prepara leilão de reservas estratégicas
Terça-feira, 17/10/2006 - 23:13
Do boletim da Associação dos Engenheiros da Petrobrás:

O Serviço Geológico do Brasil (a antiga Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais - CPRM) prepara para o próximo ano uma megavenda de seus direitos, composto por 331 áreas. Dessas, 258 já têm documentação pronta (sendo quatro delas dentro de reservas indígenas em Roraima).

A venda será dividida em blocos, por região e por minério. O preço mínimo de cada área será divulgado apenas junto com os editais da licitação, prevista para ocorrer no primeiro semestre de 2007.

Essas jazidas foram descobertas a partir da década de 70 e reúnem substâncias como níquel, carvão, zinco, diamante, ouro, cobre e turfa (usado na produção de fertilizantes) e terras raras (matéria-prima para componentes da indústria eletroeletrônica).

Há áreas que não foram exploradas pela CPRM - tiveram suas lavras devolvidas para a iniciativa privada. De forma discreta, o órgão publicou uma lista de algumas das áreas disponíveis em sua página na internet. A maior parte dos estudos geológicos foi realizada há mais de 30 anos.

Por conta da escalada do preço das matérias-primas metálicas no mercado internacional, essas reservas são altamente valiosas. Só as reservas de níquel em Goiás são avaliadas em 427 mil toneladas. Na semana passada, o metal fechou negociado - preço à vista - a US$ 33,5 mil por tonelada na London Metal Exchange (LME) e o mercado ainda prevê escassez desse material durante os próximos três anos.

Para o presidente da AEPET, Heitor Pereira, o Governo Federal não só está leiloando os nossos campos de petróleo, como o restante de nosso recurso estratégico. 'Os países ricos vão necessitar de matérias-primas no futuro e já estão assegurando delas. É uma pena que o atual governo não tenha visão estratégica', disse Heitor. (Valor Econômico)


• AEPET Direto

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Alckmin não comenta pesquisa Datafolha que aponta vantagem de Lula
Terça-feira, 17/10/2006 - 22:30
Do Portal G1:

"O candidato a presidente pelo PSDB, Geraldo Alckmin, não quis comentar o resultado da última pesquisa Datafolha (leia abaixo) divulgada na noite desta terça-feira (17) pelo “Jornal Nacional”, da TV Globo, que aponta Lula com 57% das intenções de voto, contra 38% do tucano.

“Acho que tem pesquisa e pesquisa. Vamos aguardar um pouquinho. Pesquisa não se comenta. Estamos trabalhando, lutando e acho que as coisas estão caminhando bem”, disse ele, confiante na vitória no segundo turno.

“Acho que o Brasil não vai mais perder por quatro anos. O Brasil precisa crescer, ter emprego e renda, esse é nosso desafio, finalizou."


Leia matéria no G1

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Lula chega a 60% e abre 20 pontos de vantagem para Alckmin
• Por Redação do Jornal da MídiaTerça-feira, 17/10/2006 - 20:57
Faltando apenas 12 dias para as eleições, pesquisa do Datafolha divulgada agora à noite pelo Jornal Nacional mostra o presidente Lula, candidato do PT, com 60% dos votos válidos (exluindo brancos e nulos), enquanto o tucano Geraldo ALckmin aparece com 40%. Na pesquisa anterior, Lula tinha 56% dos votos válidos e Alckmin, 44%.

O Datafolha ouviu 7.133 eleitores, entre segunda (16) e terça-feira (17), em 348 municípios do país.

Computando-se todos os votos, Lula passou de 51% das intenções na pesquisa anterior, de 11 de outubro, para 57% neste levantamento. Alckmin, que tinha 40%, tem agora 38%, oscilação dentro da margem de erro, que é de dois pontos percentuais.

A pesquisa do Datafolha mostrou também que melhorou a avaliação de seu governo entre os eleitores. O percentual de entrevistados que considera a administração do petista como "ótima" ou "boa" passou de 49% para 51%.

O índice de eleitores que avalia o governo como "regular" se manteve em 33% e a taxa dos que consideram como "ruim" ou "péssimo" oscilou de 17% para 15%. A nota média para o governo passou de 6,6 para 6,8.


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TSE multa CBN por causa de comentário de Jabor
Terça-feira, 17/10/2006 - 20:51
Vladimir Platonow, da Agência Brasil

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) multou hoje (17) a rádio CBN em R$ 20 mil por causa de um comentário feito pelo comentarista Arnaldo Jabor, em referência ao debate televisivo transmitido pela Rede Band, entre os candidatos à presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT/PcdoB/PRB) e Geraldo Alckmin (PSDB/PFL).

Em determinado trecho do comentário Jabor afirmou: “O debate de domingo serviu para vermos os dois lados do Brasil. De um lado, um choque de capitalismo. Do outro, um choque de socialismo deformado, um populismo estadista e um getulismo tardio”.

Os ministros entenderam, por cinco votos a dois, que a opinião de Jabor feriu o artigo 45 da Lei 9.504, conhecida como Lei das Eleições. Segundo a legislação, a partir de 1º de julho do ano da eleição, é vedado às emissoras de rádio e televisão veicular propaganda política ou difundir opinião favorável ou contrária a candidato, partido, coligação e dar tratamento privilegiado a candidato, partido ou coligação

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Filha de Pelé morre de câncer, mas ele não vai ao velório
Terça-feira, 17/10/2006 - 19:10
Do portal Oi Internet:

Santos - A assessoria de imprensa de Pelé informou que ele não irá comparecer ao velório e ao enterro da filha, Sandra Arantes do Nascimento, que morreu na madrugada desta terça-feira, vítima de um câncer de mama. O ex-jogador, no entanto, mandou uma coroa de flores em nome de toda sua família.

O velório de Sandra começou às 15 horas, no salão nobre da Prefeitura de Santos, cidade onde ela era vereadora - tinha 42 anos e estava internada no hospital desde domingo. Fruto de um romance do ex-jogador com a doméstica Anízia Machado, ela só conseguiu ser reconhecida como filha de Pelé em 1996, por decisão judicial.

Ainda segundo a assessoria de Pelé, ele não costuma comparecer a velórios e enterros, por ficar muito emocionado - já teria faltado ao do próprio pai. A coroa de flores enviada pelo ex-jogador traz a seguinte mensagem: "Que Deus a tenha, sentimentos da família Arantes do Nascimento".

Casado com Sandra, Oséas Silva Felinto revelou que Pelé sabia da doença da filha, mas que nunca tinha entrado em contato com ela. Ele também contou que Sandra não tinha mágoas do pai e que havia aprendido a amá-lo mesmo estando distante.


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Informalmente, maioria do PSOL dá apoio a Lula
Terça-feira, 17/10/2006 - 13:29
Do site do Estadão, hoje:

O PSOL deve manter a decisão de não declarar apoio formal a nenhum dos dois candidatos à presidência. "Nossa decisão não vai mudar", disse ao jornal O Estado de S. Paulo a senadora Heloísa Helena (AL), terceira colocada no primeiro turno.

"Eu seria farsante e vigarista se, depois da campanha que fiz sozinha por todo o Brasil, conversando e ouvindo as pessoas, apoiasse qualquer um dos dois."

Informalmente, porém, a maioria do partido se alinha com Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Embora considerem intoleráveis os escândalos de corrupção e repudiem sua política econômica, setores do PSOL preferem Lula no poder a uma eventual ascensão de Geraldo Alckmin (PSDB). Em outras palavras, vão votar no candidato que consideram menos ruim.

Segundo o deputado federal reeleito Ivan Valente (SP), entre os motivos que levam parte da sigla a apoiar informalmente Lula estão as pressões de movimentos como o dos sem-terra. "Eles temem o aumento da repressão, no caso da vitória de Alckmin."

Outros temores seriam retomada das privatizações, autonomia ao Banco Central e mudança na política externa. Para Chico Alencar, do Rio, também reeleito, há identificação histórica entre PT e setores mais à esquerda do PSOL.

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