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Papa vetou Daniela com medo de que ela falasse da camisinha
Quarta-feira, 30/11/2005 - 15:49
Da coluna de Ancelmo Gois:

Daniela e o Papa

A edição da internet do “New York Times” de ontem publicou uma versão do Vaticano sobre o veto a Daniela Mercury no Concerto de Natal.

O motivo foi o medo de que a cantora aproveitasse para falar do uso da camisinha, que a Igreja condena veementemente.


Coluna de Ancelmo Gois

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Lula entra no vale-tudo para livrar Dirceu da cassação
Quarta-feira, 30/11/2005 - 00:09
Coluna de Cláudio Humberto:

Lula: vale-tudo para livrar Dirceu

A pedido do deputado José Dirceu (PT-SP), o presidente Lula passou a comandar ontem, pessoalmente, a operação para esvaziar a Câmara e reduzir o quorum, na eventual votação da cassação do seu mandato. No vale-tudo da “Operação Brasília Deserta”, Lula tem apelado até mesmo a governadores e prefeitos de partidos adversários, pedindo-lhes que convençam os parlamentares sob sua influência a abandonar a Capital.


Coluna de Cláudio Humberto

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CPI acha depósito de Duda Mendonça para Delúbio Soares
Terça-feira, 29/11/2005 - 10:05
Deu no Estadão

Complicou de vez a situação de Duda Mendonça

Depois de meses de investigação, começa a dar resultado o pente-fino dos peritos da CPI dos Correios sobre as operações bancárias do publicitário Duda Mendonça. Obtida pelo Grupo Estado, a análise preliminar dos técnicos mostra a primeira prova da conexão do publicitário com a rede de doleiros que abasteceu o mensalão. Também revela um misterioso depósito do publicitário que fez a campanha do presidente Lula em 2002 em favor do ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, no auge dos saques do mensalão.

Segundo os dados levantados pela comissão, a corretora Stockolos Avendis EB Empreendimentos, que pertence ao doleiro Lúcio Funaro, transferiu R$ 19.756,06 para a conta pessoal de Duda no dia 12 de maio deste ano.

Além de dono da Stocklos, Funaro também é um dos fundadores da corretora Guaranhuns Empreendimentos, que intermediou os repasses do mensalão para o PL. A Guaranhuns, por sua vez, pertence à offshore Esfort Trading, cuja sede fica no paraíso fiscal do Uruguai. A CPI e a Polícia Federal investigam a conexão dessas empresas com remessas ilegais de recursos para o exterior e lavagem de dinheiro.

Com o registro da ligação com os doleiros, complica-se de vez a situação de Duda Mendonça na CPI. Depois da revelação de que recebeu pagamentos em paraísos fiscais pelos serviços prestados na campanha do PT em 2002, o publicitário prometeu colaborar com os trabalhos da comissão.


Não foi o que aconteceu.

Leia a íntegra da matéria no Estadão

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ACM diz que o culpado pela pizza será o STF
Segunda-feira, 28/11/2005 - 22:25
Do Blog de Josias de Souza, na Folha Online:

ACM: o culpado pela pizza será o STF

Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) acaba de fazer da tribuna do Senado duros ataques ao STF. Disse que o Supremo está aviltando os poderes do Congresso. Cobrou uma reação dos presidentes do Senado e da Câmara, respectivamente Renan Calheiros (PMDB-AL) e Aldo Rebelo (PcdoB-SP).

Nada a ver com o caso de José Dirceu (PT-SP), a quem ACM vem tentando ajudar. “Não estou tratando aqui de Zé Dirceu, um caso que também é complicado, mas sobre o qual se pode ter interpretações jurídicas de um lado e de outro,” avisou.

O que inquieta ACM são as sucessivas liminares concedidas por ministros do STF suspendendo quebras de sigilos bancário e fiscal de empresas sob investigação nas CPIs, especialmente na dos Correios. “Temos de reagir", bradou. "Essas liminares impedem que se cheque à verdade em relação à roubalheira dos fundos de pensão." O responsável pela subcomissão que investiga os fundos de pensão na CPI dos Correios é o deputado ACM Neto que, como o nome indica, é neto do senador.

“Devemos nos impor, presidentes Renan e Aldo. O Aldo, inclusive, tem a responsabilidade de não deixar que se tenha saudades de Severino Cavalcanti. Conseqüentemente tem o dever de defender a Casa que preside. Eu o conheço. É um homem simples e bom. Mas sua bondade não pode ir ao ponto em atender aos pedidos da presidência da República, em detrimento da Câmara.”

“Na hora em que não se apurar coisa alguma, quando todos vierem dizer que é pizza, ninguém irá dizer que o Supremo é responsável pela pizza", disse ACM. "Se os nossos dirigentes, com o nosso apoio, não tomarem uma providência enérgica, o Congresso vai valer muito pouco diante da opinião pública nacional. Minha voz é pouco ouvida. Mas quero dizer aqui: se as CPIs não chegarem a resultados, o culpado será o Supremo.”


Blog de Josias de Souza

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Dirceu arregimenta apoio para livrar-se da cassação
Domingo, 27/11/2005 - 21:12
Do blog de Josias de Souza, na Folha Online:

Tropa de Dirceu inclui Sarney e ACM

No esforço para tentar salvar o próprio mandato, o deputado José Dirceu aliou-se a dois personagens que, no passado, hostilizava. Os senadores José Sarney (PMDB-AP) e Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) são hoje os mais ativos agentes da operação montada nos subterrâneos do Congresso para ajudar o ex-chefe da Casa Civil.

ACM ainda se preocupa em negar em público o socorro que presta a Dirceu. Sarney, nem isso. Juntos, os dois controlam uma bancada parlamentar estimada em duas dezenas de deputados e senadores. Cabalam votos para evitar a degola de Dirceu.

O terceito operador clandestino da operação “salva Dirceu” é o ministro Walfrido Mares Guia (Turismo). Curiosamente, Mares Guia é “general” de uma tropa que, pela lógica, deveria estar perseguindo o escalpo de Dirceu. Ele é estrela do PTB, o partido de Roberto Jefferson (RJ), a legenda que denunciou Dirceu ao Conselho de Ética da Câmara.

Dirceu tem passado boa parte de seu tempo no “aparelho”. É como chama, em alusão aos esconderijos da juventude esquedista, o escritório improvisado num dos quartos do apartamento funcional de deputado. Ali mantém um enorme mapa com os nomes de todos os deputados federais. São 513 ao todo.

Diariamente, faz as contas. Acha que ainda não salvou o mandato. Mas estima já ter virado muitos votos. Há um mês, achava que nem o PT o absolveria. Entre os 82 deputados do seu partido, contabilizava escassos 40 votos a seu favor. Hoje, acha que só dez petistas votarão a favor da sua cassação.

O voto em plenário é secreto. Muitos dos que prometem a Dirceu que irão absolvê-lo podem trai-lo no interior da cabine de votação. Mas o deputado acha que, com mais dois ou três meses, poderia evitar o desastre de uma cassação que o inabilitará para a vida pública por oito anos.

A despeito do quadro ainda adverso, Dirceu é hoje uma alma mais leve. Conta aos amigos que, há dois meses, as pessoas lhe viravam a cara na rua, no avião e nos restaurantes. Há duas semanas, porém, foi assediado num restaurante do Rio. Pediram-lhe um autógrafo. Deu-se no Gero, homônimo da casa de pasto paulistana.

Ainda que venha a ser cassado, Dirceu acha que as barricadas que montou nos fronts político e jurídico deram-lhe um discurso. Imagina que, expurgado da Câmara, já não soará patético quando se apresentar como vítima de uma violência política. “Metade do Supremo Tribunal Federal já disse que houve violações ao meu direito de defesa na Câmara”, dizia o deputado na última quinta-feira.

Enquanto espera pelo julgamento do plenário da Câmara, Dirceu percorre o país. Já participou de atos de desagravo em São Paulo, Santos, Belo Horizonte, Cuiabá e Brasília. Neste último, emocinou-se com a presença do vice-presidente José Alencar.

Depois, disse reservadamente que Alencar mostrou-se capaz de uma solidariedade que Lula lhe sonega. Continua se achando abandonado pelo presidente.


Blog de Josias de Souza

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ACM diz que Wagner protege empreiteira do Land Rover
Domingo, 27/11/2005 - 19:05
Do blog de Josias de Souza, na Folha Online:

ACM: ministro protege empreiteira do Land Rover

De Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) ao jornal O Liberal, do Pará: O ministro Jaques Wagner (Coordenação Política) “claramente protege” a empreiteira baiana GDK, aquela que deu um Land Rover a Silvinho Pereira, o ex-secretário-geral do PT. Wagner, diz ACM, tem uma filha empregada na empresa.

Na entrevista, o morubixaba do PFL critica Lula e defende Palocci. Leia algumas de suas frases:

Lula sabia?
Sabia tudo, tudo, tudo, tudo. E mais alguma coisa que nós não sabemos, mas que vamos saber um dia, para desmoralizar mais ainda a sua atuação como Presidente da República.

Antonio Palocci sai ou fica?
Acho que se ele ficasse na pasta não seria mal. Agora, ficar na pasta fritado, desmoralizado, atacado pela chefe da Casa Civil, é melhor ir embora, porque do contrário ele se desmoraliza e no fim vai dar nisso mesmo: ele vai embora. Então, eu acho que o papel do Palocci é resistir. E nós temos ajudado o quanto puder.

Por que Jacques Wagner não o procura?
Ele não me procurou e não tem motivos para me procurar. Até porque eu tenho feito denúncias sobre a GDK (empreiteira baiana que possui grandes contratos com a Petrobrás, cujo dono deu de presente um Land Rover ao ex-secretário geral do PT, Sílvio Pereira), que ele claramente protege. Ele (Wagner) tem até uma filha trabalhando lá, de modo que ele é responsável por essas coisas, de modo que faz todo o sentido que não me procure.

Qual será a herança da era Lula?
(...) O legado que vai ficar para os nossos filhos é a história de um governo corrupto.


Blog de Josias de Souza

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PT é uma grande decepção em matéria de corrupção, diz Quércia
Domingo, 27/11/2005 - 17:14
Do blog de Josias de Souza, na Folha Online:

Até tu, Quércia?

O ex-governador Orestes Quércia (PMDB) saiu da toca. Apontado pelo PT como um dos mais vistosos corruptos da República, vinga-se em entrevista à Agência Nordeste (para assinantes): “Se eles tivessem conseguido provar 1% do que fizeram no Brasil, eu teria sido enforcado em praça pública.” Abaixo, trechos da entrevista:

O petismo no poder:
O PT é uma grande decepção para todo mundo em matéria de corrupção, de assaltos aos cofres públicos. Se eles (os petistas), que sempre foram meus adversários aqui em São Paulo, tivessem conseguido provar na Justiça 1% do que fizeram no Brasil, eu teria sido enforcado em praça pública. Foi tanta guerra contra mim, depois que deixei o Governo de São Paulo, sem nenhuma razão de ser. Na época que fui governador, o Gushiken (Luiz Gushiken, assessor de Lula) entrava todos os dias com uma acusação na Justiça contra mim. Ele, aliás, tinha um escritório especializado nisso – e o José Dirceu também.

Quantos processos ainda responde?
Nenhum (...). Eles não conseguiram provar nada contra mim. Todos os processos foram arquivados.

Por que apoiou Lula em 2002, contra José Serra?
Na época, era a alternativa nossa (...). Eu imaginava que esse pessoal era capaz de ajudar o País a resolver os seus problemas. Mas, era uma grande ilusão. Lula se cercou de gente absolutamente incompetente nas mais importantes posições da máquina administrativa. O PT aparelhou o Estado. Lula não se preocupou em trazer quadros importantes das universidades. Foi atrás de gente nos sindicatos, sem experiência e qualificação na esfera da administração pública.

Lula Sabia?
Acho impossível que o presidente nada soubesse. Com experiência política, você conversa com as pessoas e sabe tudo. No meio que você convive, que trabalha, você, se não sabe tudo, sabe de muita coisa, isso está mais do que evidente.”
Lula ainda tem chances? “No começo, imaginava que Lula estaria arrebentado, mas as pesquisas ainda mostram que ele tem gorduras para queimar. No meu entender, ele está arrebentado. Aqui em São Paulo, por exemplo, Lula não ganha. Lula faz um governo para agradar as elites. Eu diria que, se ele viesse a ser reeleito, as elites iriam ficar muito felizes (...)

Já existe um anti-Lula?
Não vejo. Acho que (José) Serra é um candidato forte para enfrentar Lula, mas o PSDB está muito desgastado também. O Serra talvez tenha melhores chances do que o (Geraldo) Alckmin. Uma terceira alternativa que viesse do PMDB talvez fosse a melhor solução para o País. Infelizmente, acho que nós, do PMDB, não vamos chegar a essa alternativa. Marcamos as prévias e o (Anthony) Garotinho tem muitas chances de ganhar. Respeito muito o Garotinho, mas gostaria que o PMDB tivesse um outro candidato que somasse mais, porque ele não soma, não agrega. Mas, aparentemente, ele é um lutador e por isso chegou aonde chegou e pode ser o candidato, mas com poucas chances de se eleger presidente.

Vai concorrer ao governo de São Paulo?
(...) Para mim, hoje, é difícil pensar numa candidatura a governador. Posso até mudar de opinião, conforme as circunstâncias. Mas, em princípio, não tenho vontade de disputar.


Blog de Josias de Souza

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Serra e Lula: quem terá mais votos nas urnas?
Domingo, 27/11/2005 - 16:22
Da coluna de Elio Gaspari, em O Globo:

Quiromancia eleitoral para Serra e Lula

Dois exercícios aritméticos para a eleição do ano que vem:

A força de Serra:

Em 2002, José Serra teve 33 milhões de votos. Lula ganhou com 53 milhões. Tem gente que já viu disco voador, mas ninguém se lembra de um eleitor de Serra arrependido.

Admita-se que a eleição de 2006 tenha 100 milhões de votos válidos com a chegada de dez milhões de novos eleitores. Para facilitar a conta, suponha-se que cada candidato fique com a metade desses votos.

Com 38 milhões, Serra precisa buscar 13 milhões de votos que em 2002 ficaram no acervo petista.

Esse número equivale a uma taxa de arrependimento de 25% do eleitorado de Lula.

A força de Lula:

O Bolsa Família atende a 11 milhões de lares. Descontando-se as crianças e sabendo-se que muitas dessas famílias são chefiadas pela mãe, pode-se estimar em 22 milhões o número de votos da rede de proteção social do governo. Se Lula arrastasse todos esses eleitores, precisaria buscar outros 24 milhões junto ao eleitorado de 2002.

A boa notícia: ficando com todo o tesouro eleitoral do Bolsa Família, ele agüenta uma taxa de arrependimento de 45% fora da área de influência dos programas sociais.

A má notícia: segundo a pesquisa CNT/Sensus, a taxa de rejeição a Lula nessa faixa está em 60%. Pior: na outra ponta, de cada três beneficiários dos programas sociais um diz que não votaria nele.


Coluna de Elio Gaspari

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Serraglio acha que Conselho de Ética faz o jogo de Dirceu
Sábado, 26/11/2005 - 23:49
Da coluna de Cláudio Humberto:

Parece combinado

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio, tem confessado a amigos a sensação de “armação” nas falhas do Conselho de Ética, às quais o deputado José Dirceu (PT-SP) se apega para tentar escapar da cassação.


Coluna de Cláudio Humberto

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Juízes protocolam no STF ação contra o fim do nepotismo
Sábado, 26/11/2005 - 23:43
Do blog de Josias de Souza:

Proposta no STF ação contra demissão de parentes

A Anamages (Associação Nacional dos Magistrados) protocolou no STF uma ação pedindo que seja declarada inconstitucional a resolução antinepotismo baixada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 18 de outubro. O relator da ação no Supremo, já escolhido por sorteio, é o ministro Cezar Peluso.

A ação é assinada por Elpídio Donizette. Além de presidente da Anamages, ele é desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O principal argumento que utiliza é o de que o CNJ não teria poderes para impor a demissão de parentes no Judiciário. Estaria usurpando atribuições que são exclusivas do Congresso. O CNJ é presidido por Nelson Jobim, que também preside o STF.

A tentativa de derrubar a resolução antinepotismo por meio de ação no Supremo, antecipada aqui há uma semana, conta com o apoio do Colégio Permanente de Presidentes de Tribunais de Justiça do Brasil.

Reunidos no dia 12 de novembro em São Luís (MA), os presidentes dos tribunais fecharam questão contra a ordem de demitir, em 90 dias, os parentes de desembargadores até o terceiro grau. Em nota, eles sustentam a mesma tese esgrimida na ação da Anamages. Anotam que cabe exclusivamente ao Congresso legislar sobre a matéria.

Os presidentes de tribunais dizem ainda no texto da nota que são favoráveis ao “princípio da moralidade”. Até declaram apoio a “medidas que disciplinem as nomeações para cargos em comissão”. Desde que adotadas nos três poderes, não apenas no Judiciário.

Se o STF decidir que a resolução do CNJ deve mesmo ser declarada inconstitucional, a prática do nepotismo, hoje generalizada no Judiciário brasileiro, tende a ser mantida. O Congresso também não tem liberdade plena para disciplinar a matéria. Pela lei, a iniciativa de proposição de projetos de lei sobre o tema é exclusiva dos tribunais.

Caberia aos conselhos especiais dos tribunais de Justiça propor ao Legislativo o fim do nepotismo. Algo que jamais foi feito. Tramita no Congresso uma proposta de emenda constitucional que prevê a proibição de parentes nos três poderes. Está, porém, empacada.

Presente à reunião de São Luís, aquela que juntou os dirigentes de tribunais de Justiça, o presidente do STF, Nelson Jobim, saiu impressionado com a resistência dos desembargadores à demissão de parentes, segundo revelou em conversas privadas.

Jobim contou ter ouvido de um dos presentes uma exortação à desobediência civil em relação à resolução do CNJ. Respondeu que, se enveredassem por esse caminho, os desembargadores estariam estimulando a população a também desrespeitar as ordens judiciais.


Blog de Josias de Souza

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Ministro da Previdência desmente Lula ao vivo
Sexta-feira, 25/11/2005 - 13:35
Do blog de Josias de Souza, na Folha Online:

Ministro desmente Lula ao vivo

A entrevista de Lula a emissoras de rádio nesta quinta proporcionou ao presidente um inesperado constrangimento. Lula prometeu acabar com as filas do INSS até abril de 2006. É um tipo de promessa que vem sendo reiterada desde que Pedro Álvares Cabral aportou com suas caravelas nas costas brasileiras.

Minutos depois, convocado pelo próprio Planalto para participar da conversa, o ministro Nelson Machado (Previdência) desmentiu Lula ao vivo. Ele disse que seria muito difícil cumprir a promessa. No máximo, o governo conseguiria reduzir as filas até fevereiro.

Contrafeito, Lula pediu ao ministro que encerrasse a sua intervenção. “O Nelson está tomando a minha entrevista”, atalhou o presidente. Agora, Nelson, você pára por aí, que eu sou o entrevistado aqui.” Os jornalistas que entrevistaram Lula contaram depois que ele não ficou irritado. Ah, bom!


Blog de Josias de Souza

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Apoio de José Alencar a Dirceu irrita brigadeiro
Sexta-feira, 25/11/2005 - 12:53
Da coluna de Ricardo Boechat, no Jornal do Brasil:

Zanga militar

Está cancelado o convite feito a José Alencar para dar uma palestra no Clube da Aeronáutica, no Rio, em data a ser marcada.

Ontem, o presidente da entidade, brigadeiro Ivan Frota, riscou o evento da programação.

Não gostou das declarações do vice-presidente em apoio ao deputado José Dirceu.


Coluna de Ricardo Boechat

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Escândalos no Brasil 'podem acabar em pizza'
Sexta-feira, 25/11/2005 - 08:08
Deu na BB de Londres

O jornal americano Los Angeles Times afirma nesta sexta-feira que, “após cinco meses de revelações chocantes, um dos piores escândalos de corrupção da história do Brasil pode simplesmente terminar em pizza”.

A reportagem diz que, afora conseqüências como a saída de José Dirceu do governo e algumas renúncias de deputados, não se espera que os mais recentes escândalos no governo federal gerem “maiores mudanças ou reformas” em um sistema “cujas regras são rotineiramente exploradas por políticos para evitar punições ou a perda de poder”.

O jornal afirma que muita gente está até mesmo cansada de ver tantas acusações serem feitas, o que constitui uma “boa notícia” para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

“Analistas acreditam que ele ainda tem uma boa chance de se reeleger no ano que vem.”


Leia matéria na íntegra na BBC

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Site tira declaração de Daniela sobre o Papa
Quinta-feira, 24/11/2005 - 16:45
Que vergonha para a imprensa!

O site O Fuxico, de Gugu Liberato, hospedado no grande portal UOL, suprimiu ontem, da matéria Daniela Mercury vai ao Vaticano cantar para o Papa, a declaração da cantora, publicada no dia 09.09.05, que dizia:

"Eu vou tentar dizer: 'Ô Papa, pelo amor de Deus, adote a camisinha! Você é um Papa moderno, tem que entender a necessidade!'. Ainda vou tentar entregar a ele um livro, com uma camisinha dentro”, disse, às gargalhadas.

O Jornal da Mídia gravou as duas versões da matéria - o antes e o depois.

O que será que houve?

A assessora de imprensa de Daniela declarou, aos gritos, para um dos editores do Jornal da Mídia, ao saber onde a matéria hava sido publicada há mais de dois meses:

"Vou ligar para a editora do Fuxico agora".

Cinco minutos depois o trecho da matéria com a citação do livro e da camisinha desapareceu.

Notícias Relacionadas

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Ex-presidiário quer voltar para a cadeia por estar desempregado
Quinta-feira, 24/11/2005 - 00:49
Da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo:

Brasil brasileiro

Ontem, por volta de 6h da manhã, um brasileiro, David de Jesus Costa, bateu na porta da 78 DP, em Niterói, RJ, e, acredite, pediu para ser preso.

Contou que cumpriu pena de três anos e meio por assalto no Instituto Vieira Ferreira Neto, voltou à rua há um mês, mas, cá fora, passa necessidade. Na cadeia, em oficinas de pintura e marcenaria, ganhava R$ 300 por mês e tinha amigos, disse. Cá fora, como camelô, não conseguiu nem metade disso e está só.


Coluna de Ancelmo Gois

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Vaticano veta Daniela Mercury no concerto de Natal
Quarta-feira, 23/11/2005 - 00:42
Da coluna de Ancelmo Gois, em O Globo:

Meu Deus!

O Vaticano cancelou ontem a participação da brasileira Daniela Mercury no concerto de Natal, dia 3 de dezembro, que vai celebrar a abertura do Ano Xaveriano, em honra a São Francisco Xavier, com a presença do Papa Bento XVI. O convite tinha sido feito há cinco meses.

O motivo é que a cantora — que tem forte ligação com a área social da Igreja Católica na Bahia — estrelou o comercial de prevenção à Aids no último carnaval. Daniela se apresentaria com artistas do mundo inteiro.

Lamento de Daniela

Superemocionada, Daniela diz que respeita a religião católica, que é a sua, mas afirma: “Lamento não poder representar meu país como artista.”

A cantora reafirma seu direito de discordar da Igreja no que diz respeito à camisinha como forma de prevenção a doenças sexualmente transmissíveis. “Para mim, o uso de camisinha é instrumento de proteção à vida!”

Em tempo...

Daniela tem razão.


Coluna de Ancelmo Gois

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Daniella Cicarelli cobra para desfilar e a Salgueiro desiste
Terça-feira, 22/11/2005 - 21:03
Da coluna Dirce do Globo

Tradicional escola de musas, o Salgueiro queria ter Daniella Cicarelli em seu desfile. E o desejo, que não era desse carnaval, se transformou em decepção quando a modelo resolveu cobrar para sair como destaque da agremiação. Segundo a coluna ‘Retratos da vida’, do jornal "Extra", a modelo teria pedido um cachê ao receber o convite. Ofendidos, os dirigentes da escola não quiseram nem discutir o valor.

Segundo a assessoria de imprensa da escola "não é uma prática comum em escola de samba alguma tal negociação".

No ano passado, ela também foi convidada pela vermelho-e-branco da Tijuca, mas recusou dizendo que não queria se expor.

Apesar da negativa, o que não vai faltar é mulher bonita pulando carnaval na escola. Carol Castro é madrinha da bateria do Salgueiro, Luana Piovani, destaque de chão, Lívia Lemos e Viviane Victorette são as outras cabrochas famosas.


Leia matéria no Globo.Com

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Lula perde para José Serra, segundo pesquisa CNT/Sensus
Terça-feira, 22/11/2005 - 20:01
De Felipe Recondo, na Folha Online:

Serra venceria Lula, mas diferença está dentro da margem de erro

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva perderia para o prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), caso as eleições fossem hoje. De acordo com pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta terça-feira, Serra teria 41,5% dos votos e Lula 37,6%. A diferença está dentro da margem de erro, que é de três pontos.

O instituto entrevistou 2.000 pessoas em 24 Estados entre os dias 14 e 17 de novembro.

Esta é a primeira vez que Lula perderia as eleições. Na pesquisa anterior, divulgada em setembro, Lula e Serra teriam empate técnico: o presidente teria 37,9% dos votos e o prefeito 37,5%.

Com exceção do prefeito de São Paulo, Lula seria reeleito se a disputa fosse com outros candidatos tucanos --Geraldo Alckmin (governador de São Paulo), Aécio Neves (governador de Minas Gerais), Fernando Henrique Cardoso (ex-presidente).

Mas o levantamento aponta outro dado inédito: Lula não se reelegeria sem a necessidade de disputar um segundo turno em todos os cenários sugerido aos entrevistados.

Por outro lado, Lula iria para o segundo turno com o ex-governador do Rio de Janeiro Anthony Garotinho se os candidatos tucanos fossem Aécio e FHC.

Na última pesquisa, realizada em setembro, Lula venceria em primeiro turno com exceção de uma eventual disputa com Serra.


Clique aqui para ler a matéria completa.

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Equipe da Fazenda denuncia incompetência dos ministérios
Terça-feira, 22/11/2005 - 19:12
Do blog de Josias de Souza, na Folha Online:

Equipe da Fazenda parte para o ataque

A equipe do ministro Antonio Palocci (Fazenda) decidiu partir para o ataque. Dois de seus integrantes disseram ao blog na noite passada, sob o compromisso de que seus nomes fossem mantidos no anonimato, que as críticas à política econômica não passam de cortina de fumaça para esconder a “incompetência” dos detratores de Palocci.

No centro da artilharia que opõe Palocci à colega Dilma Rousseff (Casa Civil) está a tese de que, a pretexto de fazer caixa, o time da Fazenda estaria impedindo o governo de realizar investimentos. “É mentira”, dizem os auxiliares do ministro da Fazenda.

Eles afirmam que, antes de alvejar Palocci, Dilma deveria gastar um naco de seu tempo analisando a planilha de gastos dos ministérios. Asseguram que ela encontrará um saldo de pelo menos R$ 10 bilhões. É dinheiro já liberado pela Fazenda, que os ministérios não gastam porque não querem. Daí a acusação de “incompetência”.

Sentindo-se injustamente acuados, os assessores de Palocci decidiram sair em defesa do chefe. Afirmam que o que amarra os investimentos do governo é um problema de “gestão” dos ministérios, não a alegada intransigência da Fazenda.

Um dos técnicos ouvidos pelo repórter explicou como a área econômica administra a meta de superávit fiscal, fixada em 4,25% do PIB. Disse que é praticamente impossível acertar o alvo com precisão. Para evitar o descumprimento da meta, economiza-se além do necessário. É uma tática deliberada.

A economia adicional, porém, não deveria conter os gastos além dos limites de 5% do PIB. Mas a alegada “incompetência” dos ministérios acaba por proporcionar uma contenção ainda maior. Entre janeiro e setembro, o superávit batera na casa dos 6,1% do PIB, num esforço absolutamente desnecessário, proporcionado pela deficiência na execução orçamentária.

A equipe de Palocci não restringe suas críticas a Dilma e aos ministros que vêm se mostrando incapazes de executar o orçamento disponível. Queixam-se também de Lula. Acham que o presidente age mal ao dizer que os desentendimentos em torno da política econômica são “normais”.

Avaliam que Lula constrange Palocci ao deixar em aberto a possibilidade de promover ajustes na economia. Enxergam uma porta para eventuais mudanças nas declarações em que o presidente afirma que, passada a fase de discordâncias, será fixada uma “política de governo” diante da qual todos terão de se curvar.

Os ajustes são desnecessários, eis o que pensa a equipe da Fazenda. A escassez de investimentos deve ser resolvida com a cobrança de eficiência nos gastos dos ministérios. No mais, não haveria discordância quanto à necessidade de manter a tendência de queda nas taxas de juros. Algo que, asseguram os técnicos, será claramente sinalizado na próxima reunião do Copom (Conselho de Política Monetária).

O que irrita a assessoria de Palocci é a ausência de apoio ao ministro num instante em que ele está cercado por denúncias que fogem à alçada meramente econômica. Os auxiliares do ministro acham que, em vez de criticar, o governo e o PT deveriam prestigiar Palocci. Receiam que a paciência do ministro esteja próxima do seu limite. Temem que, de uma hora para outra, Palocci peça o boné em termos irreverssíveis. Algo que, avaliam, está muito próximo de acontecer.


Blog de Josias de Souza

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''A política está no fundo do poço'', diz Pedro Simon
Segunda-feira, 21/11/2005 - 20:33
De Sérgio Prado no Jornal do Brasil:

'A política está ao fundo do poço'

Entrevista: Pedro Simon

O senador Pedro Simon, 75 anos, está se preparando para disputar a eleição, visando ao quarto mandato. Muito mais do que vocação, Simon, que tem mais de 40 anos de vida pública – já foi vereador, deputado estadual, governador do Rio Grande do Sul e ministro – acha que tem a obrigação de continuar na política. Peça importante de CPIs famosas, como a do impeachment de Collor e a dos Anões do Orçamanto, diz que sentiria vergonha de reconhecer que deixa a política pior do que quando entrou. “Se tivesse melhorado, eu diria ‘agora já posso sair’”. Simon considera um erro dizer que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é um candidato morto e defende a candidatura própria do PMDB para a Presidência na eleição do ano que vem. Acha que o PMDB pode ser a opção à disputa entre PT e PSDB. “Temos o direito a uma chance de governar o país. Na entrevista ao Jornal do Brasil, Simon explica por que foi contra a proposta do PFL de pedir o impeachment de Lula e diz que o Brasil vive a pior crise política da sua história.

Diante do trabalho da CPI, o senhor diria que a hipótese levantada por muitos setores de que tudo terminaria em pizza continua valendo?

– Não vejo hipótese de ela existir. Os fatos que apareceram são tão evidentes, atingiram de tal forma a sociedade, que não tem como. Há provas. Por exemplo, o dinheiro do Banco do Brasil foi parar na caixa do PT.

O senhor acha que todos esses fatos levantados pela CPI apontam crime de responsabilidade do presidente?

– Aí tem uma coisa muito interessante. Inclusive não vou responder.

Por quê?

– Porque nós estamos vivendo um momento em que os fatos vão aparecendo. E a sociedade está vendo a responsabilidade. A gente tem que ter muito cuidado nessa hora, em que a crise é muito mais séria do que parece, para não deixar o caldo entornar.

O senhor chegou a intervir quando o o PFL propôs o impeachment?

– Sim. Disse que não dava para fazer isso, não tem lógica. Por que no Collor a coisa saiu até rápida? Porque o Collor não representava nada – foi um relâmpago que apareceu, fez espalhafato, o caçador de marajás e quando se foi ver, não existia nada, não tinha história, não tinha biografia. E no meio disso surgiu um fato de uma concreticidade – um cheque fantasma do PC Farias, de uma empresa de Goiás, na compra de um carro Elba com a nota fiscal tirada em nome do presidente Collor – que até agora não apareceu com o Lula.

O senhor alertou o senador Jorge Bornhausen (presidente do PFL) que impeachment não se faz em gabinete. O senhor repete isso hoje?

– Repito. Impeachment não se cria em gabinete. Impeachment tem que surgir e a sociedade tem que aceitar. Nós temos que fazer com que a sociedade compreenda e aceite.

Reapareceu a tese do impeachment pelo jurista Miguel Reale. O senhor acha inapropriada essa discussão?

– Acho que não é problema discutir impeachment. O que temos que fazer é botar as provas em cima da mesa, as coisas erradas que aconteceram e punir.

A CPI vai punir?

– Ah, vai. Agora, se em determinado momento acharmos o presidente, aí é diferente, vamos pedir o impeachment. Agora, o momento de fazer isso, não é no meio das coisas.

O ministro da Fazenda, Antônio Palocci, está sendo questionado firmemente pelo Congresso. Pelo que o senhor conhece de política, a situação do ministro é insustentável?

– Acho difícil ele se manter. Ele está machucado com o governo. Se ele sair hoje, sai por cima. Se esperar isso crescer, ele for chamado para depor... E pelo jeito que se vê, acho que ele vai ter que depor.

O senhor acha que o PSDB e o PFL, que impediram muitas CPIs no passado, têm legitimidade para essa carga em cima do governo agora?

– É preciso analisar isso com calma. Estão começando a aparecer fatos que envolvem o governo anterior.

Quais?

– Os deputados que teriam sido comprados para votar a emenda da reeleição, a discussão que houve da privatização da Vale do Rio Doce a uma verba insignificante e o valerioduto que teria começado no governo do PSDB.

Por essa perspectiva o senador Azeredo teria que ser citado para a CPI como cassável?

– O argumento que está ali, que me parece verdadeiro, é o esquema do próprio Lula. O então tesoureiro do PSDB, que usou o dinheiro, disse que ele não sabia de nada, que não passava por ele.

Mas o senhor acha que a CPI tem de citar o senador Azeredo por quebra de decoro, da mesma forma como foi feito com o deputado José Dirceu?

– Da mesma maneira, não, porque o José Dirceu comandou o processo.

O relatório preliminar do Fruet diz que os mentores são Valério e Delúbio e tira o José Dirceu. O senhor percebeu esse detalhe?

– Isso eu não consegui entender.

Seria um canal de negociação do PT com o PSDB?

– Pode ser pelo Azeredo, sei lá, não entendi isso. Muito estranho. Juro que não entendi.

Do ponto de vista político, projetando para o ano que vem, o senhor votaria no Lula novamente?

– Hoje, não.

Ele é um candidato morto?

– Não.

Por quê?

– Em primeiro lugar, porque tem coisa que também estão pegando no PSDB. Então, o ideal é que aparecesse uma terceira ou uma quarta via.

O senhor acha que poderia ser um candidato do meio empresarial, como o Antônio Ermírio de Moraes?

– O Antônio Ermírio não pode mais ser. Pelo que sei não está filiado a partido. Acho que passou a época dele, mas poderia ser. Mas o meu PMDB, pode acreditar, não é nem terceira via, é quase uma segunda via.

Chegou a hora de o PMDB deixar de ser coadjuvante e ir para a urna com um candidato próprio?

– Chegou.

Tem um nome que o senhor apóia para presidente?

– Eu defendo, por ser do Rio Grande do Sul, o Germano Rigotto. Mas tem o Garotinho, o Requião, o Jarbas Vasconcelos, o Itamar Franco.

O senhor acredita que o partido tem condições de se juntar desta vez?

– Acredito que tem. Da outra vez os caras estavam colados no Fernando Henrique. E o Sarney e o Requião estavam colados no Lula. Agora, o que está acontecendo? O Lula está no chão e o PSDB também. Então a candidatura do PMDB, se fechar, é mais forte do que essas outras duas.

O que o senhor acha da candidatura do Nelson Jobim?

– É um bom nome. O Jobim pode ser o candidato do PMDB, por que não? É muito mais normal o Jobim ser candidato do PMDB do que ser candidato a vice pelo PMDB com o PT.

Qual pode ser o discurso do partido?

– Acho que temos o direito de ter uma chance de governar o país.

A questão é desenvolvimento?

– Exatamente, e de distribuição de renda.

O senhor vai ser candidato ao Senado novamente?

– Sim.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, que é do seu partido, tem defendido uma coligação com o PT. O senhor não concorda com isso?

– O Renan e o Sarney são os dois que defendem a coligação. Mas acho que eles são minoria.

A ministra Dilma Roussef tem falado que é necessário resolver a questão da infra-estrutura e dos investimentos. O senhor concorda com ela?

– A Dilma agora vai representar o que o Serra representou no governo do Fernando Henrique contra o Malan. Só que o Serra perdeu e o PSDB também.

Quando começou a crise política, havia a expectativa de que o Congresso iria terminar a votação da reforma política e votar a reforma eleitoral. O Senado votou e está parado na Câmara. O senhor acha que tem alguma chance de isso sair do papel?

– A única chancezinha que nós temos, que fica até feio eu falar, é o Tribunal Superior Eleitoral terminar legislando, fazendo aquilo que não fizemos.

No Congresso não tem mais como fazer?

– Não tem.

Na semana passada teve uma discussão dos prefeitos com os governadores em torno do Fundo de Participação dos Municípios e o ministro da Fazenda prometeu novamente votar a reforma tributária. O senhor acha que isso é possível?

– É conversa dele. Não dá para acreditar no que o ministro diz.

O senhor acha que está sendo mais ouvido agora dentro do seu partido?

– Não diria que estou sendo mais ouvido. Eu diria que estamos ganhando as teses.

O senhor disputaria a Presidência?

– Não, passou a minha vez. Fui candidato na eleição passada, andei pelo Brasil, quando cheguei na convenção, já tinham decidido, que era vice para o PSDB, e eu fiquei falando sozinho.

O senhor nunca pensou em trocar de partido para colocar o seu nome...

– Não, porque o meu partido tem mil defeitos, mas não tem nenhum partido melhor do que o meu. O que eu achava que ia ser uma maravilha, que era o PT, agora está muito pior que o meu.

O senhor, que é um político experiente... a gente sente uma pobreza de retórica do uso da palavra na tribuna. Talvez não tenhamos mais tribunos como antes. O que aconteceu? As pessoas não têm mais o dom da palavra?

– Perguntaram para o doutor Ulysses: “Como se corrige o Congresso? Está muito ruim”. E ele disse: “Meu filho, está muito ruim. Mas pode ficar tranqüilo que está muito melhor do que o que vem depois de nós”. Realmente há uma desilusão. Se pegarmos assim, só para te distrair, pega um livro desses parlamentares da Constituinte de 1946 para agora. Em 1946 eram só notáveis, juristas, intelectuais. Os maiores oradores do Brasil estavam todos ali. Hoje você convida uma pessoa dessas, ela se ofende.

O que o faz permanecer na política por tanto tempo?

– Eu tenho vergonha de sair da política e ter que reconhecer que saio deixando a política pior do que quando entrei. Nesses 40 anos, não adiantou nada. Então, não tenho autoridade para sair. Se tivesse melhorado, eu diria “agora já posso sair”.

O senhor ainda é otimista, ainda tem esperança de poder construir alguma coisa melhor como político?

– Tenho. Não nego que estamos na pior crise da nossa história, em parte porque nós vivíamos a maior esperança da nossa história. Nunca na história houve tanto otimismo. Na vitória do Lula a euforia era geral. Até os caras do PFL e do PSDB ficaram torcendo para dar certo. O baque foi tão grande que hoje o que se sente é que Lula vai ter de fazer alguma coisa.

E o que vai dar para fazer?

– O que precisaria ser feito é uma espécie de um grande entendimento. O problema é o seguinte: é a honra, é a dignidade, é a ética, é a justiça social e a política... Vamos colocar e tocar adiante, acho que do fundo do poço é hora de subir.


Clique aqui para ler a entrevista completa.

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Netinho agride Vesgo com soco e terá de depor na polícia
Segunda-feira, 21/11/2005 - 18:21
De Ricardo Feltrin na Folha Online:

O apresentador Netinho de Paula agrediu com um murro ontem à noite o humorista Rodrigo Scarpa, mais conhecido como Repórter Vesgo, do "Pânico na TV" (Rede TV). A agressão foi filmada pela equipe do programa.

A agressão ocorreu em São Paulo, na entrega do prêmio Raça Negra, que também marcou a inauguração da TV da Gente, canal UHF destinado ao público negro. Netinho de Paula, que também é apresentador da Record, agrediu o humorista da Rede TV com um soco no rosto, que sangrou e segue inchado nesta segunda-feira.

A agressão ocorreu de surpresa. Vesgo estava entrevistando Netinho. Durante o pingue-pongue, fez uma de suas famosas perguntas de duplo sentido:

"E aí, Netinho, quer dizer que você vai abrir seu canal pra todo mundo?"

Imediatamente, Netinho disparou um soco no rosto de Scarpa. Acertou o ouvido. Amparado pela produção, Vesgo foi retirado de perto do apresentador, que continuava a xingá-lo e chamá-lo para a briga.

"Isso aqui é festa de negão, 'mano', não é de playboy", berrava Netinho, descontrolado.

Scarpa registrou B.O. no 36º DP (Paraíso) e fez exame de corpo de delito no IML.


Clique aqui para ler a matéria completa.

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ACM diz que vai pedir a Palocci para reununciar
Segunda-feira, 21/11/2005 - 10:55
Deu no Estadão

O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) aproveitará um encontro com Antonio Palocci nesta segunda-feira para aconselhar o ministro da Fazenda a pedir demissão antes mesmo de depor na CPI dos Bingos. Para ACM, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está à frente de um "complô".

"Quem quer derrubar o ministro são os petistas. Não há no mundo quem não pense que isso está sendo combinado com o próprio Lula", acusa. Para ACM, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, só mantém as críticas à política econômica porque tem aval de Lula. "Vai chegar o momento, como disse o senador Jeferson Peres, em que ele vai ter de pedir o boné."

"Eu não tenho menor dúvida de que nesse sistema deles nada se faz sem o presidente estar de acordo. Lula sempre oculta tudo que se faz e que acontece no país. Quando ele é pego no caso de gente que não pode ocultar, como no caso da Telemar com o filho dele, ele diz que é natural que o filho faça negócios. Terceiros não poderiam fazer jamais aquele negócio. Ele está apoiando tudo o que está acontecendo".


Leia matéria na íntegra

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CPI irá propor indiciamento de Genoino, Dirceu e Gushiken
Segunda-feira, 21/11/2005 - 10:36
Da Folha de São Paulo

O relator da CPI dos Correios, deputado Osmar Serraglio (PMDB-PR), disse ontem que irá propor o indiciamento de mais de 50 pessoas, entre eles o ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), o ex-ministro Luiz Gushiken (hoje chefe do Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência) e o ex-presidente do PT José Genoino.

De acordo com Serraglio, já existem elementos suficientes para propor o indiciamento, mas ainda existem "pontas soltas" que precisam ser resolvidas antes da conclusão do relatório. "Serão mais de 50", respondeu, ao ser questionado sobre quantos seriam os possíveis indiciados.

Serraglio afirma que os nomes daqueles que irão figurar na lista de sugestão de indiciamento só devem ser anunciados mais para frente. Cabe à CPI sugerir nomes a serem indiciados ao Ministério Público, que decidirá se acata ou não a sugestão da comissão.

"Se falarmos disso agora, criaremos frentes de resistência. Quanto mais calados, melhor", afirmou Serraglio ontem à Folha.


Leia a matéria na íntegra (para assinantes da Folha)

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Credibilidade do governo Lula vai de mal a pior
Domingo, 20/11/2005 - 23:42
Tudo indica que a credibilidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva está no chão.

O Jornal da Mídia promoveu uma enquete na qual perguntou a seus leitores se acreditavam que o Governo Federal iria cumprir o compromisso assumido com o bispo Dom Luiz Flávio Cappio em relação à transposição do rio São Francisco.

Apenas ínfimos 6,84% dos votantes admitiram que o Governo Federal vai realmente cumprir o que havia prometido ao bispo para que ele suspendesse a greve de fome.

"Você acredita que o governo vai cumprir o acordo com o bispo Dom Cappio em relação à transposição do rio São Francisco?" foi a enquete respondida por 1.432 votantes. Do total, 6,84 responderam "Sim", 12,64% "Talvez" e a esmagadora maioria (80,52%) não acredita no cumprimento da promessa feita pelo governo Lula.

Se a população não acredita que o governo vai cumprir o compromisso assumido com um bispo da Igreja Católica, durante um episódio de grande repercussão na opinião pública, então a credibilidade do presidente Lula foi realmente pro brejo.

Clique aqui para ver o resultado da enquete

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Governo está deixando o futuro do Brasil para trás
Domingo, 20/11/2005 - 18:01
Coluna de Janio de Freitas na Folha de S. Paulo:

O futuro para trás

Se não aproveitarmos a oportunidade extraordinária que esse momento nos oferece" - e vai por aí a frase que, em discurso na sexta-feira, Lula repetiu pela enésima vez. Já era tempo, no terceiro ano de governo, de dar à questão um pouco mais de sentido e honestidade: "Estamos aproveitando a oportunidade extraordinária que esse momento nos oferece?"

O Brasil, com o seu potencial incomparável, estar crescendo tão menos do que a média desta pobre América Latina equivale a uma traição ao presente e ao futuro da Nação. No mundo todo, os países necessitados de mais desenvolvimento aproveitam as condições extraordinariamente favoráveis da economia internacional e, ano após ano, crescem 7%, 8%, 9%.

O Brasil espera crescer, neste ano, uns 3%, se chegar a isso. Mesmo que chegue, continuará na rabeira dos que menos crescem e, no entanto, mais precisam de crescimento. No seu caso, até para evitar a possível explosão social que a disseminação da violência prenuncia, para o tempo de nossos filhos e netos.

O Brasil que está na rabeira do crescimento é o país que, comparado ao restante do mundo, produz os maiores lucros bancários, os juros mais altos e a maior contenção, pelo governo, de verbas disponíveis para incentivar o crescimento econômico e atenuar as péssimas condições de vida da maior parte de sua população.

Mas o Brasil está se degradando mais a cada dia. Por mais comedidos que sejam os jornais, tevês, revistas e rádios, sempre mais interessados na Bolsa do que na realidade nacional, a cada dia se sabe que as represas do país estão sob risco, as estradas estão em ruínas, escolas inutilizáveis, serviços de saúde em situação de tanta indigência quanto a de seus pacientes, não há investimento, não há melhoria nenhuma induzida pela administração pública -e as verbas respectivas, previstas no Orçamento aprovado e existentes de fato no caixa governamental, não são liberadas.

Uma observação que me foi feita há pouco: "O governo está a um ano do seu fim, e até hoje Lula só fala em relação ao futuro, "estamos criando as condições para o crescimento", "se continuarmos nesse rumo (da política econômica) vamos ter as condições para crescer", e sempre assim".

É o mesmo que faz Antonio Palocci. Como fez agora no Senado, na resposta à divergência exposta pela ministra Dilma Rousseff: "Se as despesas correntes crescerem abaixo do PIB por dez anos, vamos ter crescimento econômico consistente".

Ou seja, se o governo contiver o gasto até com sua própria existência, a ponto de nem acompanhar proporcionalmente a produção nacional, depois de DEZ ANOS haverá algum "crescimento consistente".

Não ocorre que o mais lógico e óbvio, além de mais necessário, é promover o crescimento do PIB, da produção nacional generalizada, com o conseqüente efeito de maior arrecadação pelo governo e, portanto, disponibilidade para maiores e melhores gastos?

A ideologia do financeirismo anticrescimento recusa a lógica e o óbvio, mas não perde o ar doutoral. Como se viu, há quatro dias, no ensinamento incluído por uma jornalista em sua visão do "Panorama Econômico": "O único desenvolvimento possível é o que se faz sob as bases de uma moeda estável". Crescimento "sob as bases", e não sobre como é próprio das, é desenvolver para baixo, para níveis ainda piores. Não basta a degradação atual.

Os dois grandes êxitos que Lula e Palocci atribuem à política econômica são a contenção de gastos (o "superávit acima da meta" em quase 50%) e as exportações. O primeiro não é êxito, é a evidência da corrosiva contenção de gastos até muito além do que a própria política de contenção pretendia.

Os fatores do grande aumento de exportações são o crescimento do comércio mundial e, faça-se justiça, as iniciativas do empresariado brasileiro do chamado agronegócio. A quantidade de grãos e carnes, por exemplo, que o Brasil tem exportado, não se tornou possível de um ano para o outro, só porque Lula e Palocci chegaram ao governo.

O crescimento será no futuro, mas Palocci teve uma boa notícia imediata para dar no Senado, como fruto da sua política econômica: "a dívida está descendente". Dispensemos 2003, que o governo teria consumido para superar a "herança maldita". Em janeiro de 2004, a dívida mobiliária do governo estava em R$ 737,3 bilhões.

Por efeito da política de juros gigantes e da emissão de títulos por eles remunerados, a dívida fechou setembro de 2005 em R$ 933,2 bilhões. "Descendente", então, só para senadores dispostos a digerir tudo o que venha do poder de liberar verbas de parlamentares. Para nós outros, Palocci e Lula vão ter a glória de levar a dívida a um trilhão.

Há dez anos o presente do Brasil é despachado para o futuro impreciso. Nos três últimos anos, "o momento oferece oportunidade extraordinárias", mas o futuro do Brasil é empurrado para trás. Será para isto que Lula, "por lapso", fala em "disputar, sim, as eleições"?


Folha de S. Paulo

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Governo arrocha assalariados e dá 'refresco' aos bancos
Sábado, 19/11/2005 - 19:27
Da coluna de Ricardo Boechat, no Jornal do Brasil:

Orgia 1

Em relatório de duas semanas atrás, o Banco Central confronta a arrecadação de tributos federais em setembro com os juros pagos sobre a dívida pública da União.

Os números envergonhariam qualquer país.

O Governo Lula coletou dos brasileiros R$ 87,5 bilhões em impostos.

E entregou à insaciável agiotagem dos bancos R$ 99,5 bilhões.

Orgia 2

No mesmo mês, o imposto de renda de pessoa física tirou R$ 30 bilhões do bolso dos trabalhadores, assalariados e autônomos.

Mas dos bancos, que a cada mês registram lucros maiores, contentou-se em receber apenas R$ 5 bilhões.


Coluna de Ricardo Boechat.

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