A ONG Greenpeace acusou ontem o governo brasileiro de financiar e lucrar com o desmatamento da Amazônia. O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) é sócio de empresas frigoríficas que, segundo a organização, têm como fornecedores fazendas que derrubaram floresta recentemente.
Entre 2007 e 2009, as cinco maiores empresas do setor, responsáveis por mais da metade das exportações brasileiras de carne, receberam US$ 2,6 bilhões do BNDES em troca de ações, aponta o grupo em relatório divulgado ontem, no qual investiga a cadeia de custódia da carne amazônica.
O banco, vinculado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, tem 27% de participação na Bertin; 14% na Marfrig e 14% da JBS-Friboi, os três maiores frigoríficos, afirma o coordenador do trabalho, André Muggiati. "O governo está lucrando com o desmatamento da Amazônia.
Navio não encontra vestígios do Airbus A300 da Air France
Terça-feira, 02/06/2009 - 06:26
A Aeronáutica informou na madrugada desta terça-feira (2) que um navio francês fez uma busca na área apontada pelo piloto da TAM, que teria visto "pontos laranjas" no mar, e não encontrou vestígios do Airbus que fazia o voo AF 447 da Air France. A aeronave partiu do Rio de Janeiro com destino a Paris levando 228 pessoas a bordo e desapareceu após pane, quando sobrevoava o oceano.
No início da noite desta segunda-feira (1), o vice-chefe do Centro de Comunicação da Aeronáutica brasileira, Jorge Amaral, confirmou que um piloto de um voo comercial reportou ter visto "pontos laranjas" no meio do Oceano Atlântico cerca de 30 minutos após o Airbus da Air France ter emitido um informe de pane elétrica, às 23h14 de domingo.
Segundo a Aeronáutica, pelo tempo decorrido, os pontos luminosos estariam em área monitorada pelo espaço aéreo senegalês. Os aviões franceses que fazem a busca do lado aéreo do Senegal, no entanto, não tiveram sucesso nas buscas e já teriam retornado à base.
Em nota, a TAM informou que na manhã desta segunda uma tripulação da empresa "avistou focos luminosos em alto mar, na rota entre a Europa e o Brasil, a aproximadamente 1.300 km de Fernando de Noronha". A empresa informou o caso às autoridades brasileiras.
À tarde, em encontro com familiares de passageiros que estavam no voo, o presidente da República em exercício, José Alencar, também falou que um piloto da empresa teria comunicado ter visto fogo em uma região do Oceano Atlântico.
O centro de buscas da Aeronáutica entrou em contato com autoridades do Senegal após surgir a informação de que uma equipe de resgate africana teria avistado possíveis destroços do avião. Segundo a Aeronáutica, os senegalenses negaram ter avistado destroços.
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Jornalista gaúcha adia viagem e escapa de avião desaparecido
Segunda-feira, 01/06/2009 - 19:59
De Alessandra Corrêa, da BBC Brasil:
A jornalista gaúcha Vera Marsicano, de 45 anos, desistiu na última hora de embarcar no vôo AF 447, da Air France, que desapareceu na costa brasileira.
"Eu tinha reserva para o vôo, mas na última hora resolvi ficar mais um dia em Porto Alegre em vez de passar o domingo viajando", disse Vera nesta segunda-feira no aeroporto do Galeão, minutos antes de embarcar para Paris no vôo das 16h20.
Vera disse estar aliviada por não ter embarcado no domingo.
"Eu normalmente faço isso, marco e depois desmarco, às vezes deixo para marcar a viagem na última hora", disse.
A jornalista trabalha com assessoria de eventos em Paris e divide seu tempo entre o Brasil e a capital francesa.
Estava no Brasil havia cinco meses. Agora, deverá passar uma temporada de dois meses a trabalho na França.
Pré-candidata do PT à presidência da República em 2010, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) empatou tecnicamente na disputa com o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), em um dos cenários da pesquisa divulgada nesta segunda-feira pela CNT/Sensus. Serra e Dilma aparecem tecnicamente empatados com 5,7% e 5,4% das intenções de voto na pesquisa espontânea (em que os eleitores falam espontaneamente os nomes do candidatos).
Serra vence Dilma quando os nomes dos candidatos são apresentados aos apresentados. Por esse mecanismo, Serra ganharia com 40,4% das intenções de voto contra 23,5% de Dilma. Em março, Serra tinha 45,7% e Dilma 16,3%.
A pesquisa ainda mostra que a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) receberia 10,7% dos votos, contra 11% da pré-candidata em março. Os votos em brancos, nulos e indecisos somam 25,6%.
Pesquisa Datafolha divulgada neste fim de semana mostrou Serra com 38% das intenções de voto contra 16% de Dilma. A distância entre Serra e Dilma diminuiu de 30 para 22 pontos entre o mais recente levantamento de maio e o anterior de março.
A diminuição da intenção de voto entre Serra e Dilma foi verificada também na pesquisa CNT/Sensus. Em março, última edição da pesquisa CNT/Sensus, Dilma havia registrado somente 3,6% na pesquisa espontânea contra 8,8% de Serra.
O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aparece em quarto lugar na pesquisa espontânea com 3,0% das intenções de voto, seguido pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 1,1%. Os demais candidatos não alcançaram 1% das intenções de voto na pesquisa espontânea.
O crescimento de Dilma, segundo Guedes, é consequência da percepção do eleitorado brasileiro de que a petista é efetivamente candidata --mesmo depois do anúncio de que sofre de câncer linfático. "O PT tem uma identificação espontânea no eleitorado, é uma candidata que angaria os votos do partido. É uma tendência normal", disse Guedes.
A proposta de emenda à Constituição da senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) que extingue os tribunais de contas municipais, estaduais e da União já está na Comissão de Constituição e Justiça do Senado. O propósito é transformá-los em “Auditorias de Contas,” controladas pelas Casas Legislativas respectivas, subordinadas aos seus presidentes. Ou seja, o TCU e TCEs ficarão à mercê das vontades do Legislativo.
Controle do TCU
Segundo a assessoria da senadora Serys, o projeto apenas transforma os TCs em “órgãos de controle externo”.
Dois meses
O relator do projeto na CCJ, senador Valter Pereira (PMDB-MS), tem dois meses para entregar o relatório da PEC de Serys Slhessarenko.