Tucanos da Bahia brigam: Imbassahy disputará o Senado?
Segunda-feira, 12/06/2006 - 22:38
O ex-prefeito de Salvador, Antonio Imbassahy, será ou não candidato ao Senado pelo PSDB?
A decisão vai sair possivelmente dia 29 de junho, mesmo dia da convenção do PFL, que estará carimbando oficialmente a chapa Paulo Souto (governador), Eraldo Tinoco (vice) e Rodolpho Tourinho (senador).
O defensor da candidatura de Imbassahy, deputado federal Jutahy Magalhães Júnior, que é o presidente dos tucanos na Bahia, tem o controle dos convencionais.
Mas o rival de Jutahy, o também deputado federal João Almeida, está trabalhando como um condenado para conseguir reverter o quadro que lhe é desfavorável.
Almeida tem espalhado que a maioria dos prefeitos e dos convencionais segue o que ele disser.
Também se perder...
Bem...se perder é melhor Almeida pedir prá sair..ou se expulsar..ou ser expulso do ninho tucano.
Almeida não quer a candidatura de Imbassahy, mas sim a coligação ampla e irrestrita com o PFL. O deputado, que, dizem, já foi um "militante esquerdista" ou "comunista de carteirinha", é só paixão pelo carlismo.
Ninguém sabe como a situação vai ficar. Muito bate-boca, muitas briguinhas nos bastidores e muito picolé de chuchu para ser distribuído no dia da convenção.
Prá quem gosta, é claro.
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Alckmin sugere que Lula é 'líder dos 40 ladrões'
Domingo, 11/06/2006 - 23:32
Do blog de Josias de Souza na Folha Online:
Discursando em Belo Horizonte, logo depois de ter sido confirmado como candidato à presidência pela convenção nacional do PSDB, Geraldo Alckmin referiu-se ao governo Lula como um período “que não tem paralelo na história” do país. “Nunca houve tanta desfaçatez e tanto banditismo em esferas tão altas da República”, afirmou. Alckmin insinuou que Lula é “o líder dos 40 ladrões”.
“Que tempos são esses, em que um procurador-geral da República denuncia uma quadrilha de 40 criminosos e no meio da lista estão ministros, auxiliares do presidente, amigos do presidente?”, perguntou o candidato. “Que tempos são esses, no Brasil, em que a cada vez que ouvem uma notícia sobre a quadrilha dos 40, os brasileiros pensam automaticamente, em silêncio: e o chefe? Onde está o chefe, o líder dos 40 ladrões?”
Alckmin se auto-atribuiu a missão de “restaurar a confiança dos brasileiros no Governo da República. Devolver dignidade e seriedade ao cargo”. E, por meio de um jogo de palavras, montado com o nítido propósito de esquivar-se de processos judiciais, deu a entender que Lula é corrupto, mentiroso, preguiçoso, omisso, enganador, e cínico. Eis o que declarou o candidato tucano:
“O povo brasileiro não é corrupto. O povo brasileiro não é mentiroso. O povo brasileiro não é preguiçoso. O povo brasileiro não é omisso. O povo brasileiro não é enganador.O povo brasileiro não é cínico. O seu presidente também não pode ser”.
(...)
Alckmin disse que deseja “ser um presidente à altura do Brasi”. E voltou a ironizar Lula: “Um líder verdadeiro, um presidente como o Brasil precisa e merece, não pode se omitir; não pode dizer que ‘não sabia’; não pode fingir que não tem responsabilidade sobre as coisas; não pode achar que nada é com ele. Não sou assim. Não serei assim na presidência”.
Num dos mais incisivos ataques à gestão de seu rival, Alckmin afirmou que “o aparelho de Estado foi tomado de assalto por quem deveria geri-lo”. Ele pronunciou uma lista de escândalos. Incluiu mesmo os que não restaram comprovados, como a denúncia dos dólares supostamente vindos de Cuba, para a campanha de Lula. Dólares que teriam sido transportados em caixas de bebidas de Brasília para São Paulo.
Eis a relação: “Mensalão, corrupção nas estatais, dólar na cueca, dólar em caixa de bebida, malas de dinheiro, propinas, compra de deputados, sanguessugas do dinheiro público”. Ao dizer que o “Estado foi tomado de assalto”, Alckmin valeu-se de um complemente que remete às cores do PT: “(...) especialmente por um partido político que deixou o Brasil vermelho de vergonha”.
Königstein, Alemanha - O pai de Ronaldo, seu Nélio, defendeu o presidente Lula na polêmica que foi o assunto da seleção brasileira na última sexta-feira. Para ele, Luis Inácio Lula da Silva não quis magoar o Fenômeno ao perguntar se ele está realmente gordo como se diz na imprensa.
- O Lula é um grande presidente. Não falaria nada para chatear o meu filho. Ele é um ídolo brasileiro - diz Nélio, que considera o assunto superado.
Deputado apóia Ronaldo Fenômeno na polêmica com Lula
Sábado, 10/06/2006 - 16:39
De Raul Monteiro na coluna Raio Laser da Tribuna da Bahia:
Meu time
Líder da Minoria na Câmara dos Deputados, José Carlos Aleluia (PFL) colocou-se ao lado de Ronaldo Fenômeno no entrevero ontem com o presidente Lula. “O primeiro a registrar que o presidente Lula era biriteiro e incompetente foi o repórter do The New York Times, Larry Rohter. E ainda não tinha explodido nem metade das falcatruas que desmoralizaram o governo do PT. Será que o chefe da “organização criminosa” vai mandar expulsar o Fenômeno do Brasil?”, indaga Aleluia.
O presidente Lula, adulado pelas pesquisas, insuflado pelos áulicos, está se superando. Sempre foi de fazer declarações equivocadas mas, nos últimos dias, excedeu-se. Ele disse recentemente que é um “predestinado a reduzir a pobreza no Brasil”. Mais um dos seus irrefreáveis e superlativos auto-elogios. Ser presidente deve mesmo inflar o ego, mas alguém ao seu lado deveria dar-lhe conselhos de humildade.
Aos números: a pobreza caiu mais em 94/95, na passagem entre Itamar Franco e Fernando Henrique, do que nos anos Lula. Caiu oito pontos percentuais no Plano Real; caiu menos de três pontos percentuais agora. Qualquer dúvida, consultar o Ipea, órgão oficial de pesquisa.
Na sexta-feira da semana passada, numa agenda dedicada exclusivamente à campanha eleitoral, o presidente Lula avisou que daria um número que surpreenderia os interlocutores: apenas 18% dos estudantes universitários de São Paulo estudam em escola pública; os outros, em universidade privada. Prova, garantiu, do descaso das autoridades paulistas com a universidade pública. Queria atingir seu concorrente Geraldo Alckmin; vitimou os fatos.
Referência de leitura para o presidente: o Censo de Educação Superior de 2004. Feito no governo dele, está fresquinho. Lá está registrado que o número é pior: 16% dos universitários paulistas estudam em escola pública e 84% em particular. Mas a culpa não é do governo estadual. Em São Paulo, o ausente é o governo federal, que dá matrícula para apenas 1% dos estudantes paulistas. Por público em São Paulo, entenda-se estadual e municipal. No Sudeste, o número é quase o mesmo, mostrando que não é um problema paulista:17% a 83%. No Brasil todo, é de 28% a 72%. Recomenda-se ao presidente olhar os números calculados durante sua própria gestão. Isso já evitaria alguns dos equívocos diários.
Todo dia, é só abrir os jornais e encontrar as últimas pérolas: os auto-elogios, os erros de conceito, os números truncados, as avaliações intempestivas, as referências históricas desinformadas. A de quinta-feira foi a crítica à educação na década de 90, em que houve, segundo Lula, “um descompromisso com o futuro”. O nosso déficit educacional é enorme, mas ele ficou menor exatamente na década de 90, quando se universalizou o ensino fundamental. No começo da década, havia 18% de crianças fora da escola; no fim dos anos 90, estavam quase todas dentro das salas de aula. É o oposto do que diz o presidente. Na educação, há tanto a fazer que o melhor é cada presidente correr atrás do prejuízo.
As pesquisas eleitorais dão um enorme favoritismo ao presidente e ele tem uma grande chance de se reeleger por mais quatro anos. O povo vai decidir e ainda tem tempo para pensar. Se decidir por renovar o mandato, quem não gostar do resultado vai respeitar a decisão das urnas. Democracia é assim. Como presidente, Lula errou e acertou; adotou políticas certas e erradas, fez escolhas que resolvem ou que agravam velhos problemas. Avançou em alguns pontos, retrocedeu em outros; como todo governo. Mas imbatível o presidente é na quantidade de sandices que diz quando se solta, insuflado pelos aduladores. Por isso não gosta de entrevistas: não quer ser interrompido, nem contestado, nem questionado. Prefere o impune fluxo do non sense .
Uma parte do pensamento vivo de Lula da Silva apenas desinforma. Outra é pior: deseduca. Durante todo o seu governo, o presidente Lula deu sinais ambíguos aos movimentos sociais. Por atos, tem sugerido que eles têm direito de infringir a lei porque representariam os excluídos. Esse mesmo erro ele cometeu na questão recente com a Bolívia: afirmou que ela tinha direito de se apropriar de bens da Petrobras por ser pobre. As enormes desigualdades sociais são um fato; que os mais pobres sejam representados por esses movimentos sociais radicais é uma hipótese; que eles tenham indulto para desrespeitar a lei é um erro perigoso.
O que aconteceu esta semana não foi um fato isolado, não ocorreu por acaso. Veio sendo construído pelas ambigüidades do presidente Lula na relação com os movimentos extremados. Eles invadem fazenda produtiva e destroem propriedade privada e, em seguida, são recebidos no Palácio e, ao sair, avisam que vão continuar invadindo. Isso se repetiu ao longo de quatro anos. Na Bahia, o MST, movimento liderado pelo incluído João Pedro Stédile, invadiu a fábrica da Veracel e destruiu parte do que estava plantado. Em janeiro do ano passado, o presidente visitou o acampamento dos invasores e disse que, quando terminasse o governo, voltaria para os seus “amigos verdadeiros”. Na época, justificou a lentidão do governo na reforma agrária culpando a lei e a Justiça.
Em maio de 2005, enquanto Lula recebia os líderes do movimento no Palácio, sem-terra se enfrentavam com a Polícia Militar em frente ao Congresso num conflito que deixou 40 feridos e que prenunciava o que aconteceu esta semana. Quando a Via Campesina destruiu o laboratório da Aracruz, o governo estadual suspendeu as verbas públicas para o movimento. O governo federal não teve a mesma firmeza.
Quando o presidente diz que os mensaleiros foram “submetidos à tortura” na CPI, é apenas esquisito. Mas quando ele incentiva quem descumpre a lei, é uma perigosa insensatez.
A Justiça norte-americana determinou nesta sexta-feira que a Varig devolva sete aviões à Boeing até a próxima terça-feira, pela falta de pagamento dos aluguéis das aeronaves, informou a assessoria de imprensa da companhia aérea nesta sexta-feira.
A decisão judical em favor da Boeing envolve cinco unidades do jato MD-11 e dois 777, ambos os modelos utilizados para rotas internacionais.
A assessoria da Varig não soube informar em qual esfera judicial dos Estados Unidos a decisão foi tomada, mas explicou que trata-se de ação diferente da que corre na corte de falências de Nova York, nas mãos do juiz Robert Drain, e que também trata do arresto de aeronaves iniciada por diversas empresas de leasing de aeronaves.
Depois de criar um mal-estar com Ronaldo ao perguntar ao técnico Parreira sobre o peso do jogador, em videoconferência com os jogadores e a comissão técnica, o presidente Lula mandou uma carta ao atacante depois de saber que ele ficou irritado com a situação.
Lula disse que as observações foram feitas no sentido de encerrar as especulações sobre o assunto.
O presidente teria ficado triste com o episódio, segundo informações de seus assessores, e, na carta, Lula diz que sente "carinho" pelo craque e afirma que continuará torcendo por ele.
Lula diz na mensagem ao Fenômeno que, ao perguntar a Parreira sobre as condições físicas do jogador, queria acabar com as especulações de que ele está gordo.
Ronaldo se disse chateado também com o fato de os jogadores terem sido proibidos de fazer perguntas ao presidente.
Depois de receber a mensagem, comentou estar satisfeito com o esclarecimento e disse não guardar mágoas.
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Ronaldo para Lula: 'Falam que ele bebe demais'.
Sexta-feira, 09/06/2006 - 16:24
Se Ronaldo Fenômeno já andava irritado com as contantes perguntas de que ele está gordo, imagine agora com a nova dimensão que o notícia tomou depois que o presidente Lula, de forma impensada, perguntou a Parreira, na videoconferência de quinta-feira, sobre a a gordura do jogador.
Ronaldo foi o único jogador que não compareceu ao bate-papo de Lula com a seleção brasileira.
Mas, imediatamente, seu celular não parou de tocar. Hoje, nervoso com a colocação do presidente Lula, o atacante reagiu.
- É.. .falam muito que ele bebe demais. - desabafou, se referindo a Lula.
Logo que soube das declarações de Ronaldo, o técnico Parreira procurou o jogador para tentar acalmá-lo e dizer que "não foi bem aquilo" que Lula tentou dizer. Mas as emissoras de rádio e TV's já tinham divulgado a notícia com a reação de Ronaldo.
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Supremo Tribunal submete bancos ao código do consumidor
Quarta-feira, 07/06/2006 - 23:05
Do blog de Josias de Souza:
STF submete bancos ao código do consumidor
Assaltos de bancos, como se sabe, há de dois tipos: de fora para dentro e de dentro para fora. O primeiro tipo, que atinge o guichê, a polícia consegue, de raro em raro, coibir. O segundo, que afeta a clientela, sempre ficou impune.
Nesta quarta-feira, o STF tomou uma decisão alvissareira. As relações dos correntistas com os bancos também estão sujeitas às regras do Código de Defesa do Consumidor. A banca recorrera ao Supremo para tentar fugir dos rigores do código. Deu-se mal (clica).
Esquerda petista pede ao governo que solte baderneiros presos
Quarta-feira, 07/06/2006 - 22:16
Da Agência Estado no portalOi:
Líderes da esquerda do PT, como Adão Pretto (RS) e Luci Choinacki (SC), e dirigentes do partido estão sendo procurados por representantes da corrente Brasil Socialista desde a noite de terça-feira, quando foram presos mais de 500 integrantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST) que depredaram a Câmara dos Deputados.
A corrente Brasil Socialista é o braço partidário do MLST. Seus participantes têm feito apelos para que os parlamentares e os dirigentes do PT intercedam junto às autoridades do governo do Distrito Federal e ao Ministério da Justiça para que os presos sejam soltos. Alegam que muitos deles ficarão traumatizados porque não tinham a menor idéia do que o movimento pretendia fazer.
O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse na tarde desta quarta-feira que a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que restringe as coligações para as eleições de outubro levará os partidos a retomar do início todas as negociações feitas até agora. O tucano admitiu que há uma hipótese remota de a coligação formal com o PFL não se consolidar.
- Se prevalecer a interpretação mais radical, zera tudo. Pode acontecer alguma coisa na medida em que a gente aprofundar quais são as implicações da decisão do TSE. Rompimento não, mas pode haver a possibilidade remota de a coligação formal não se consolidar - disse o tucano.
Consumidor vai pagar por mais tempo a conta do apagão
Quarta-feira, 07/06/2006 - 19:49
Da coluna de Ancelmo Gois em O Globo:
Sobrou de novo
O consumidor residencial vai pagar por mais tempo a conta do apagão. É que os grandes consumidores de energia, que dividiam os custos do racionamento, estão livres do encargo.
E a Aneel decidiu que a conta sobrará adivinhe para quem? Para o seu, o meu, o nosso bolso.
Dantas confirma que PT pediu US$ 50 mi para ajudar banco
Quarta-feira, 07/06/2006 - 16:19
Da coluna de Cláudio Humberto:
Dantas confirma: PT pediu dinheiro
Em depoimento iniciado agora há pouco na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o dono do banco Opportunity, Daniel Dantas, confirmou que o então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, pediu "uma contribuição" de US$ 50 milhões, prometendo em troca "ajudar" o banco nas "dificuldades" encontradas no seu relacionamento com o governo. O pedido de Delúbio foi feito a Carlos Rodengurgo, sócio de Dantas, em uma suíte do hotel Blue Tree em Brasília - aliás, o mesmo hotel utilizado como local da tentativa de achaque de Waldomiro Diniz, funcionário do Palácio do Planalto, à multinacional GTech.
De Vera Rosa e Roldão Arruda da Agência Estado, no portal Oi:
O homem que comandou a invasão dos sem-terra ao Congresso hoje (06) não apenas integra a Executiva Nacional do PT como participou de um dos grupos que preparou as diretrizes do programa de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a campanha à reeleição. Secretário de Movimentos Populares do PT e líder do Movimento de Libertação dos Sem-Terra (MLST), Bruno Maranhão faz parte da extrema-esquerda petista e chefiou a ocupação do Ministério da Fazenda, em abril do ano passado.
Em julho de 2004, Lula chegou a vestir o boné do MLST depois de se reunir com Maranhão e outros líderes, no Palácio do Planalto. Na ocasião, ele também autografou os bonés de 14 coordenadores do movimento. Apesar do gesto calculado para aplacar a ciumeira - já que um ano antes havia se deixado fotografar com o boné do MST -, Lula sempre considerou Maranhão "muito radical". Mesmo assim, não se opôs à decisão da cúpula do PT de chamá-lo para o grupo do partido que preparou as diretrizes do programa de governo sobre "conjuntura e política de alianças".
Filho de família de usineiros pernambucanos, Maranhão estudou engenharia, mas não exerceu a profissão: ainda estudante, alinhou-se à resistência armada contra a ditadura, nos anos 60. Passou pelo clandestino PCB e pelo Partido Comunista Brasileiro Revolucionário (PCBR). Participou de ações armadas e, com o AI-5, caiu na clandestinidade, sendo obrigado a morar nos chamados "aparelhos" em vários Estados. Acabou exilado no Chile e, após a derrubada de Salvador Allende, foi para a França. Maranhão só retornou ao País em 1979, com a anistia, e ajudou a fundar o PT, em 1980. Presidiu o PT de Pernambuco de 1983 a 1985.
Crítico do MST, por achar que o movimento dirigido por João Pedro Stédile não dá ênfase aos ideais socialistas e defende um modelo de reforma agrária burguês e ultrapassado, Maranhão tenta organizar os sem-terra desde o início dos anos 90. Foi um dos idealizadores do congresso que deu origem ao MLST, no ano de 1997, em Brasília. O atual objetivo de seu grupo é criar um conjunto de mil empresas agroindustriais e organizadas de forma coletiva por todo o País. Em 2002, em entrevista ao Estado, Maranhão disse ser favorável à autodefesa armada das lideranças de organizações de esquerda. Afirmou que, dependendo a região, ia armado às ações de invasão de terras. "Seria hipocrisia não dizer isso", completou. Hoje, diante das críticas à ação no Congresso, retrucou: "Não somos o Primeiro Comando da Capital. Não estamos na era da barbárie. Nosso movimento é e sempre foi pacífico".
Expulsão - À tarde, depois do quebra-quebra na Câmara, petistas pediam que Maranhão fosse expulso do PT. No Palácio do Planalto, a preocupação dos governistas era com o uso das imagens de vandalismo na campanha. "Será devastador", resumiu um auxiliar do presidente. (...)
Chefe da invasão ao Congresso é secretário nacional do PT
Terça-feira, 06/06/2006 - 18:19
Da coluna de Cláudio Humberto:
Maranhão é secretário nacional do PT
O chefe da invasão ao prédio do Congresso Nacional, Bruno Maranhão, cuja ação provocou danos materiais e ferimentos em duas dezenas de pessoas, é o atual secretário nacional de Movimentos Populares do Partido dos Trabalhadores. Ex-PCBR e ex-exilado político voluntário em Paris, Maranhão é um dos fundadores do PT e grande amigo do presidente Lula, com quem almoça e bebe freqüentemente.
Lula usou o boné dos baderneiros
O presidente Lula recebeu no Palácio do Planalto alguns líderes do tal "Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem Terra (MLST)" e não apenas usou um boné dessa seita maoista como até agitou uma bandeira que lhe foi entregue. O fato ocorreu em 9 de julho de 2004. Ao sair do encontro, um dos porraloucas que lidera o MLST, Hélio Freitas, declarou satisfeito: "A estratégia do governo Lula para desenvolver o campo e a nossa são a mesma".
Chefe da baderna é do PT e amigo de Lula
O pernambucano que liderou a invasão e depredação da Câmara dos Deputados, Bruno Maranhão, é filiado ao PT do seu estado, milita na CUT e integra a coordenação da campanha de reeleição do presidente Lula. No plenário da Câmara, agora há pouco, o deputado Ronaldo Caiado (PFL-GO) foi o primeiro a mencionar não apenas o nome de Maranhão, mas também o fato de o líder dos baderneiros ser freqüentador de almoços e jantares com o presidente Lula.
Baderna faz mais de vinte feridos; um é grave
Mais de vinte pessoas foram feridas pelos invasores do Movimento de Libertação dos Trabalhadores Sem Terra, mas o caso mais grave foi o de Normando Fernandes, diretor da Coordenação de Apoio Logístico da Polícia Legislativa: atingido por uma pedrada, ele teve convulsões e parada cardíaca. Seu estado é grave e ele já foi levado a um hospital da cidade. O estado de saúde de outros cinco seguranças também inspira cuidados.
Deputados de esquerda protegem 'líder'
Os deputados Nelson Pelegrino (PT-BA), Ivan Valente (PSOL-SP) e João Alfredo (CE), líder do PSOL, fazem uma espécie de "cerco de proteção" em torno de Bruno Maranhão, principal líder dos atos de vandalismo promovidos na Câmara dos Deputados. O objetivo seria "proteger" o chefe do vandalismo da ação de seguranças e policiais.
Ibope: Lula dá 'surra' em Alckmin até em São Paulo
Terça-feira, 06/06/2006 - 15:18
Do portal SuperIG, citando a agência Reuters:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva superou pela primeira vez ao candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, nas intenções de voto no Estado de São Paulo, mostrou nesta terça-feira uma pesquisa do Ibope.
Na pesquisa, conduzida em acordo com o Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) e pela Federação das Empresas de Transportes do Estado de São Paulo (Fetcesp), Lula aparece com 40 por cento das intenções de voto contra 38 por cento do ex-governador paulista no primeiro turno das eleições de outubro.
A vantagem do petista fica, no entanto, dentro da margem de erro de 3 pontos percentuais, apesar de a sondagem confirmar a tendência de avanço da candidatura de Lula. A pesquisa foi realizada entre os dias 2 e 4 deste mês, com 1.204 entrevistas em 62 municípios.
Na pesquisa divulgada em maio, Alckmin tinha nove pontos de vantagem sobre Lula, aparecendo com 42 por cento das intenções de voto contra 33 por cento do presidente no primeiro turno.
Já no segundo turno, o tucano continua batendo o petista, mas com uma dianteira menor. Alckmin tem 46 por cento das intenções de voto no Estado de São Paulo e Lula aparece com 43 por cento, dentro da margem de erro. Em maio, o ex-governador paulista levava a melhor por 52 a 36 por cento das intenções de voto.
Os números do petista e do tucano não mudam no cenário em que o senador gaúcho Pedro Simon, com 1 por cento das intenções de voto, é o candidato do PMDB à Presidência.
INFLUÊNCIA DO PCC?
Segundo o gerente de projetos do Ibope Opinião, Maurício Tadeu Garcia, o resultado confirma a ascensão do petista no Estado, depois de ele ter reduzido a vantagem de Alckmin na pesquisa anterior.
No entanto, ele não garantiu que os ataques de criminosos em São Paulo nas últimas semanas tenham sido definitivos para o recuo da candidatura do ex-governador.
"Diversos fatores pesaram. Comentaram isso dos ataques do PCC terem pesado. Pode ter influenciado o PCC, mas já tinha essa tendência de queda do Alckmin", afirmou García à Reuters por telefone.
"Talvez isso (os ataques) tenham acelerado essa queda, mas não tem como comprovar. Sem contar que Lula está na mídia direto. (...) O que se vê é que houve uma migração de votos do Alckmin para o Lula", acrescentou.
O senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) chamou de "grande malandro" o presidente Luiz Inácio Lula da Silva por colher votos no Nordeste em cima da concessão de benefícios sociais, como o Bolsa-Família.
O senador afirmou que os programas sociais são financiados pelo Fundo de Combate à Pobreza, proposta de sua autoria que hoje seria usada pelo presidente para captar votos entre os eleitores mais pobres.
As críticas foram uma resposta ao anúncio no programa de rádio do presidente de que será retomada a construção da ferrovia Transnordestina. No programa, Lula disse que a obra "vai mudar a cara do Nordeste". "Ele quer começar essa obra com sentido eleitoral, como era a transposição do São Francisco que até hoje não teve nada", afirmou ACM.
"O Lula é um inimigo do Nordeste. E o Nordeste está merecendo porque nas pesquisas dá grande votação para ele por causa do Bolsa-Família. Coisas que eu fiz e que ele toma como dele, porque é um grande malandro de cinismo total", disse o senador pefelista.
Ontem, Geraldo Alckmin, pré-candidato do PSDB à Presidência, afirmou que o Bolsa-Família era criação do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA).
Advogados abandonam plenário e júri de Suzane é adiado para 17 de julho
Segunda-feira, 05/06/2006 - 17:46
Rosanne D'Agostino e João Novaes, do portal Última Instância
Após muita discussão e uma manobra de seus advogados, o julgamento de Suzane von Richthofen foi adiado para as 12h30 do dia 17 de julho. Ela sentará no banco dos réus ao lado dos irmãos Daniel e Cristian Cravinhos. A decisão se deu após seus advogados, Mauro Otávio Nacif, Mário de Oliveira Filho, Eleonora Rangel Nacif e Denivaldo Barni Júnior, deixarem o plenário, por volta das 15h30 desta segunda-feira (5/6). O advogado dativo Tiago Marinho foi nomeado para fazer a defesa de Suzane, que segue em prisão domiciliar, caso os advogados nomeados por ela não compareçam à sessão em julho.
Os advogados abandonaram o julgamento após o presidente do 1° Tribunal do Júri de São Paulo, Alberto Anderson, ter se recusado a adiar completamente o júri, que, naquele momento, se realizaria separadamente, apenas com Suzane, devido à ausência dos advogados Geraldo Jabur e Gislaine Jabur, que defendem os irmãos Cravinhos.
Nacif havia solicitado o adiamento do julgamento de Suzane, alegando a ausência de uma testemunha, Cláudia Sorge, amiga de Marísia von Richthofen, mãe de Suzane. O objetivo da defesa seria provar, com o depoimento de Cláudia, que está na Alemanha, que a relação entre mãe e filha era boa. O juiz negou o pedido, e houve o abandono do plenário.
"O juiz foi radical comigo. Eu não posso admitir, aos 67 anos, que ele seja radical comigo. O juiz errou. Ele deveria ter adiado o julgamento porque a testemunha não compareceu, mas ele queria fazer o júri, depois mandou intimar a testemunha, prova de que tínhamos razão de que a Cláudia é importante", disse Nacif aos jornalistas, após deixar o plenário. "Eu vim aqui para fazer o julgamento, eu juro. Mas eu chego aqui e o outro advogado não veio. E esses dois cafagestes, o Daniel e o Cristian, estão alegando que cometeram o crime porque o pai (Manfred) dela (Suzane) a estuprava", disse.
A promotoria solicitou ao juiz que notifique a OAB sobre o abandono por parte da defesa, que determine um advogado público para Suzane (Marinho, já nomeado) e que fosse determinada a prisão de Suzane em Rio Claro, pedido que foi recusado. Ela ficará na casa de Denivaldo Barni no Morumbi (zona Oeste da capital paulista).
Segundo o promotor Roberto Tardelli, principal responsável pela acusação contra Suzane e os irmãos Cravinhos, o abandono do plenário significaria a renúncia ao caso e vai levar uma representação à OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) contra os advogados. "O abandono foi um gesto deplorável que anulou qualquer tipo de convivência pacífica, porque eles (os advogados de Suzane) vieram prontos para qualquer coisa. O dia de hoje pode ser chamado de dia nacional do deboche, porque foi menos que um circo, onde existem profissionais", disse Tardelli.
Após terem sido dispensados pelo juiz Alberto Anderson, Cristian e Daniel Cravinhos deixaram o fórum da Barra Funda, em direção ao CDP (Centro de Detenção Provisória) de Pinheiros. Os três chegaram a ficar lado a lado no banco dos réus. Suzane, à direita, com a cabeça baixa, evitava cruzar o olhar com o ex-namorado, Daniel, sentado no meio do banco, entre ela e o irmão Cristian. Em seguida, os Cravinhos foram chamados pelo juiz e dispensados. Quando eles saíram, Suzane levantou a cabeça, arrumou os cabelos e olhou para trás.
Na TV, Alckmin evita ataques a Lula e menções à CPI
Sábado, 03/06/2006 - 17:30
Do Blog de Josias de Souza:
O PSDB começa a desfrutar na próxima quarta-feira da propaganda partidária a que tem direito neste mês de junho. Serão 45 minutos de inserções em rede nacional de rádio e TV. Há três dias, Lula desafiou a oposição a exibir cenas de CPI na televisão. O tucanato decidiu fazer diferente.
Em vez de atacar o adversário, preferiu usar o tempo de que dispõe em junho para “lapidar a imagem” de Geraldo Alckmin, o seu presidenciável. As cenas de CPI ficam para agosto, quando começa a oficialmente a fase de propaganda eleitoral.
A cúpula do PSDB espera que Alckmin, estacionado nas pesquisas de opinião num patamar que oscila entre 18% e 20%, suba de cinco a dez pontos percentuais na preferência dos eleitores depois da série de comerciais. Para jogar o rosto de seu candidato na casa dos 123 milhões de eleitores, o partido terá de fazer uma mágica.
Pela lei, os comerciais de junho só podem ser usados para difundir o ideário do partido. Em circular expedida no início do ano, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) avisou que tiraria do ar peças que tivessem um cunho de promoção pessoal ou que fizessem campanha eleitoral antecipada.
No mês passado, o PT fez a apologia de Lula na TV. O PSDB obteve na Justiça Eleitoral uma liminar que tirou a propaganda do ar, obrigando a legenda adversária a refazer parte de seus comerciais. O petismo está decidido a dar o troco. Aguarda apenas a exibição dos anúncios tucanos para protocolar recurso no TSE.
Para dificultar a estratégia inimiga, a equipe que cuida das peças promocionais do PSDB evita antecipar o teor da publicidade. Não há dúvida de que Alckmin será a estrela. Busca-se, porém, uma forma de associá-lo à imagem do partido, de modo a evitar a censura da Justiça Eleitoral.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a fazer ataques ao PSDB em evento no inícios desta tarde em Santo André, na Grande São Paulo. Lula participou do lançamento do Consórcio Social Juventude, na região do ABC. Em discurso de cerca de meia hora, Lula afirmou que o ex-prefeito da capital paulista, José Serra, durante sua gestão, deixou de preencher 30 mil vagas do projeto Pró-Jovem, de profissionalização. Segundo Lula, esse projeto havia sido projetado inicialmente para as capitais, mas depois foi estendido para outras cidades.
- Nem todos os prefeitos entenderam. Aqui em São Paulo mesmo, na capital, colocamos 30 mil vagas e, lamentavelmente, ficamos um ano esperando e elas não foram preenchidas. Então, tomamos a decisão de estender para a região metropolitana - afirmou, dirigindo-se a Aloizio Mercadante, que é pré-candidato do PT ao governo do estado. Mercadante deve disputar o cargo com Serra.
O presidente disse que várias vezes que os outros governos não investiram em educação como o governo dele. Voltou a dizer ainda que muitos jovens que hoje estão presos na Fundação Estadual de Bem-Estar do Menor (Febem) e até os integrantes de facção criminosa são frutos da década de 80, que ele chamou de 'geração perdida' porque não teve investimento correto em educação.
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Ibope mostra que Lula venceria no primeiro turno com ou sem PMDB
Quinta-feira, 01/06/2006 - 22:21
De Carlos Marchi, no Estadão Online:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva venceria no primeiro turno, segundo pesquisa Ibope feita para a TV Globo e divulgada nesta quinta-feira no Jornal Nacional. Ele tem 48% contra 18% do pré-candidato Geraldo Alckmin (PSDB) no cenário com candidato do PMDB e 48% a 19%, sem ele.
Na pesquisa Ibope anterior, feita em março, Lula vencia Alckmin (que ainda estava no governo de São Paulo) por 43% a 19%, na lista com o ex-governador Anthony Garotinho, e por 46% a 22%, na lista com o governador Germano Rigotto (RS), como candidatos do PMDB. Valendo a ressalva de que as comparações entre as duas pesquisas não têm precisão técnica, a nova pesquisa parece indicar uma relativa estabilidade nos números de Lula e Alckmin, com ligeira tendência de alta no porcentual de votos de Lula.
Numa simulação de segundo turno - que matematicamente não ocorreria, já que Lula ganharia no primeiro - o presidente mais uma vez venceria por 53% a 31%. Embora tecnicamente as duas pesquisas não sejam comparáveis - a atual tem o senador Pedro Simon como candidato do PMDB, enquanto a anterior tinha outros nomes - na rodada CNI/Ibope de março Lula batia Alckmin num hipotético segundo turno por 49% a 31%.
Eduardo Suplicy (PT-SP) não se cansa de ter idéias que, por inqualificáveis, são de simples qualificação. Nesta quarta-feira, veja você, o senador iniciou uma articulação para fazer de Pedro Simon (PMDB-RS), um dos mais ferozes críticos do governo, o vice na chapa reeleitoral de Lula. Levando-se a si mesmo absolutamente a sério, Suplicy posou de articulador durante todo o dia.
Ele expôs sua idéia aos lulistas Renan Calheiros (PMDB-AL) e José Sarney (PMDB-AP), os dois maiores adversários da candidatura presidencial de Simon. Depois, discou para o ministro Tarso Genro (Relações Institucionais).
Renan e Sarney, entre estupefatos e descrentes, não deram muita atenção a Suplicy. Genro, sempre educado, lembrou ao interlocutor que, para que sua idéia pudesse ser considerada, seria necessário obter o assentimento de Simon.
Suplicy expôs o seu plano também ao presidente do PMDB paulista, Orestes Quércia, que esteve com Lula no Planalto. Depois, o senador discorreu sobre os detalhes de sua perambulação no plenário do Senado.
Anotem aí blogueiros de plantão. Esta é quentíssima.
O Banco Santander está comprando o Unibanco, quarto maior banco do país. O negócio já está sendo submetido ao Banco Central e deve ser concretizado muito em breve.
Coincidência ou não, há três meses as ações do Unibanco dispararam na bolsa. Subiram 100% no período.
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Tucanos e pefelistas abandonam Geraldo Alckmin
Quinta-feira, 01/06/2006 - 08:33
O humorista e colunista da Folha de São Paulo, José Simão, costuma dizer que a campanha de Geraldo Alckimin está mais desajeitada do que peito de travesti.
E é por aí mesmo. Alckimin está cada vez mais abandonado, largado.
Ontem na cerimômia de oficialização da chapa entre PSDB e PFL, com Alckmin como candidato tucano à Presidência e o senador José Jorge (PFL-PE), estiveram ausentes as figuras mais importantes dos dois partidos, como o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), o ex-prefeito de São Paulo José Serra (PSDB) e o prefeito do Rio, Cesar Maia (PFL).
Muitos já apostam que na prática a aliança PSDB-PFL não vai vingar em muitos estados.
Como na Bahia, por exemplo.
Apesar de o PFL de ACM e Paulo Souto garantir que a maioria das "bases" do PSDB já apóia abertamente a coligação, na prática não é bem assim.
Alckmin não consegue deslanchar e os tucanos baianos não estão nem aí para a campanha do picolé de chuchu e muito menos para a sucessão estadual.
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PT oferece vice de Lula ao PMDB
Quinta-feira, 01/06/2006 - 08:18
Ilimar Franco, no O Globo
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a formação de uma coalizão eleitoral e a participação do PMDB no governo federal durante encontro com o presidente do PMDB de São Paulo, Orestes Quércia. Segundo o senador Aloizio Mercadante, Lula disse que gostaria de ter o partido numa coligação formal e ofereceu ao partido a candidatura a vice em sua chapa.
O ministro da Coordenação Política, Tarso Genro, diz que não é bem assim.
- Não houve oferecimento de vice, até porque não era uma reunião partidária, e isso é uma questão que os partidos têm que decidir - afirmou Tarso Genro.
O senador, candidato do PT ao governo de São Paulo, também ofereceu ao PMDB a vaga de vice.
Ao sair da audiência, Mercadante disse que uma coligação entre PT e PMDB em São Paulo só será possível se também ocorrer um entendimento nacional.
- O PMDB pode fazer aliança em São Paulo com o PT a partir de um projeto nacional. Gostaria que o PMDB indicasse o vice de minha chapa, mas não sei se isso é possível - disse Mercadante.
O ex-governador Orestes Quércia vai agora se encontrar com o pré-candidato do PMDB à Presidência, senador Pedro Simon (RS). Quércia disse que a conversa com Lula foi excelente e que vai conversar com os companheiros do PMDB nacional e seus correligionários em São Paulo para avaliar a possibilidade de aliança, mas afirmou que continua defendendo a candidatura própria à Presidência.
O deputado Macelo Barbieri (PMDB-SP), que também participou da reunião, disse que a tendência é que o PMDB tenha um candidato próprio ao governo de São Paulo, mas afirmou que essa posição poderá mudar se houver evolução nos entendimentos entre o PMDB e Lula.
Dentro das negociações, a proposta é de o PMDB apostar na manutenção de Alencar como vice de Lula, com a promessa de em 2007 ele trocar o PRB pelo PMDB. Nesta terça, Alencar e seus aliados mantiveram um discurso de que ele não pretende trocar de partido. Mas, segundo um dirigente petista, as negociações caminham para a manutenção de Alencar na chapa. O presidente nacional do PMDB, Michel Temer (SP), também vem sendo procurado pelo Palácio do Planalto. Lula já tem o apoio declarado do senador José Sarney (PMDB-AP).