Lula autorizou a contratação de mais cerca de 3,2 mil funcionários da Funai para os próximos três anos, o que duplicará o quadro funcional e triplicará a folha de pagamentos da entidade até 2012.
Cerca de 100 vagas são reservadas para os chamados cargos de confiança – os “cumpanhêro”. Dessa forma, o presidente fará com que a entidade represente mais caciques do que índios.
A nova sede do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), em Brasília, somados os valores do projeto, das fundações e da execução da obra, já custou ao contribuinte quase R$ 26 milhões desde 1999. Com isso, o valor do metro quadrado da obra (R$2,6 mil) ficou quase quatro vezes maior que o valor do custo médio nacional do metro quadrado (R$ 712,5).
Ação
O Ministério Público Federal impetrou em 2007 ação para investigar um contrato entre uma firma de arquitetura e o Confea, sem licitação.
Sem resposta
O Confea se recusou a explicar os motivos para o custo total da obra da nova sede ter quadruplicado nos últimos anos.
Obama acusa al-Qaeda por suposta tentativa de atentado em avião
Sábado, 02/01/2010 - 14:43
Deu na BBC Brasil:
O presidente americano, Barack Obama, acusou pela primeira vez em público um braço da al-Qaeda pelo suposto plano frustrado para explodir um avião americano no dia de Natal.
Em sua mensagem semanal de rádio e vídeo, neste sábado, Obama disse que parecia que a al-Qaeda no Iêmen havia treinado e armado o acusado pelo ataque, o nigeriano Umar Farouk Abdulmutallab, de 23 anos.
O grupo já havia assumido a autoria em um comunicado divulgado na semana passada.
Em sua mensagem, publicada no site da Casa Branca, Obama disse que mais detalhes sobre o suposto plano de atentado estão ficando claros.
“Nós sabemos que (Abdulmutallab) viajou para o Iêmen, um país lutando contra a pobreza arrasadora e a insurgência mortal”, disse Obama, que está de férias no Havaí.
“Parece que ele se juntou a um braço da al-Qaeda, e que esse grupo, al-Qaeda na Península Árabe, o treinou, o equipou com aqueles explosivos e o dirigiu para atacar aquele avião vindo para a América”, disse.
Imprensa pernambucana de luto com morte de dois jornalistas
Sábado, 02/01/2010 - 10:55
O jornalismo e o rádio pernambucano perderam duas das mais importantes figuras de sua história, vítimas de problemas cardíacos. Por volta das 18h30 de ontem, o jornalista José Carlos Maia de Alencar, de 73 anos, faleceu no Hospital Memorial São José. José Carlos trabalhou como jornalista e diretor do Jornal do Commercio de 1965 a 1970 e depois seguiu carreira à frente do escritório regional do jornal O Globo, onde permaneceu por 38 anos. A família deverá realizar um velório, hoje, no Recife, em horário ainda não definido. O enterro acontecerá em Fortaleza, no Ceará, também no dia de hoje.
Ontem foi sepultado no cemitério de Santo Amaro, o radialista Geraldo Liberal, de 78 anos. Conhecido como uma das vozes mais marcantes do rádio pernambucano nas décadas de 50 e 60, morreu na noite da última quinta-feira, em virtude de uma parada cardiorrespiratória, enquanto dormia. Há dois anos, sofria de mal de Parkinson. Geraldo iniciou a carreira na Rádio Tamandaré, mas marcou época na Rádio Jornal, onde trabalhou como locutor, noticiarista e radioator. Foi o intérprete de “Jerônimo, herói do Sertão", seriado que marcou a história do rádio no Estado.
Desde quarta-feira (30), as chuvas no estado do Rio de Janeiro provocaram a morte de 54 pessoas, 31 delas em Angra.
Mais um corpo foi encontrado na manhã deste sábado, na Enseada do Bananal, em Ilha Grande. Com ele, sobe para 20 o número de mortos no local, onde um deslizamento atingiu a Pousada Sankay e casas vizinhas. Em Angra dos Reis, somando com as vítimas de outro deslizamento, no Morro da Carioca, o número de mortes já chega a 31. Cerca de cem homens, entre funcionários da Defesa Civil, bombeiros e integrantes da Capitania dos Portos, retomaram às 7h deste sábado as buscas pelos desaparecidos no Morro da Carioca. Cães farejadores ajudam na tarefa.
Sete corpos de vítimas do deslizamento já foram reconhecidos por parentes no Instituto Médico-Legal (IML) do Rio. Entre eles, estavam três pessoas de uma mesma família: o casal Marcio Luiz Baccim, de 31 anos, e Cecilia Secco Baccim, de 30 anos, que estava grávida de seis meses, além do filho deles, Giovane Secco Baccim, de apenas 3 anos. Irmão de Marcio, Anderson Baccim foi quem fez o reconhecimento, por volta das 3h30m deste sábado. De acordo com ele, o casal e o filho mortos passaram o Natal em Arujá, São Paulo, e seguiram para festejar o réveillon em Angra, junto com outros 19 amigos.
Cerca de 20 pessoas de Arujá foram ao IML do Rio em busca de informações, e reclamam do atendimento no instituto. Segundo elas, nenhum funcionário foi designado para dar asssitência aos parentes das vítimas. O comerciante Pedro Cordeiro chegou de madrugada para tentar acompanhar a chegada dos corpos. Ele - que era amigo da família Baccim - também está em busca de informações sobre sua sobrinha, Emanuela Rodrigues Neto, de 33 anos, que estava hospedada na Pousada Sankay com o noivo Flavio Larine, de 33 anos.
Mais três corpos devem chegar ainda esta manhã ao IML da capital. Os mortos que foram identificados pelos moradores das duas localidades afetadas seguiram para o IML de Angra. Na cidade, as famílias das vítimas estão velando os corpos de seus parentes, no Colégio Estadual Dr. Arthur Vargas, no Centro. No total, há 12 corpos no colégio, onde os familiares passaram a noite. A previsão é de que o enterro ocorra no Cemitério Belém, às 10h.
O governador Sérgio Cabral deve ir a Ilha Grande ainda na manhã deste sábado para acompanhar o trabalho de resgate.
Leia Mais
•
Para Al Jazeera, Lula substituiu traficantes por médicos
Sábado, 02/01/2010 - 08:42
De Gustavo Chacra, de O Estado de São Paulo:
A rede de TV árabe Al-Jazira, em seu canal em inglês, exibiu uma reportagem especial com uma série de elogios ao presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, chegando a dizer que, daqui a cinco anos, ele deve retornar à Presidência para um terceiro mandato. Começando com cenas do filme sobre a vida do líder brasileiro, a repórter afirma que , "com apenas um ano de mandato pela frente, sua história de sucesso político e econômico será difícil de se repetir".
Segundo a reportagem, problemas como a corrupção, a miséria e a criminalidade urbana continuam graves, mas, "pela primeira vez em 500 anos, o crescimento econômico ocorre ao mesmo tempo em que se reduz a desigualdade social".
A jornalista Lucia Newman esteve no morro Santa Marta, no Rio, e afirmou que, um ano atrás, seria impossível visitar o local sem ser alvo de disparos de traficantes. "Eles foram expulsos e seus lugares foram ocupados por médicos, dentistas e até músicos e professores de caratê, graças ao programa de inclusão de Lula", relata a repórter. Em seguida, moradores da favela dão entrevistas falando bem do presidente. Uma delas afirma temer que a situação não continue "tão boa depois que ele deixar o poder".
A jornalista diz que o Brasil tende a crescer nos próximos anos e a Petrobrás pode se tornar "a maior do mundo" no setor energético. Para a Al-Jazira, "Lula se tornou um porta-voz do Terceiro Mundo, na promoção da democracia, na discussão de mudanças climáticas e das reformas na ONU e no FMI".
•
Boris Casoy humilha garis ao vivo no Jornal da Band
Sexta-feira, 01/01/2010 - 20:43
Deu no Portal Yahoo:
No "Jornal da Band" do último dia 31, o âncora Boris Casoy passou por uma bela "saia justa". Durante o programa, após as felicitações de Ano Novo de uma dupla de garis, o jornalista não percebeu que o microfone estava aberto e falou o que pensava.
"Que merda... dois lixeiros desejando felicidades... do alto de suas vassouras... dois lixeiros... o mais baixo da escala do trabalho...", disse Boris Casoy.
O apresentador reconheceu a ofensa que cometeu contra os garis e se desculpou na edição do telejornal deste dia 1º. Leia abaixo na íntegra as palavras de Casoy:
"Ontem, durante o intervalo do 'Jornal da Band', em um vazamento de áudio, eu disse uma frase infeliz, que ofendeu os garis. Por isso, quero pedir profundas desculpas aos garis e aos telespectadores do 'Jornal da Band'."
•
OAB-DF: sócio de presidente advoga para Arruda
Sexta-feira, 01/01/2010 - 17:14
Do colunista Cláudio Humberto:
O novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF), Francisco Caputo, toma posse em hoje com uma batata quente nas mãos. Ele comandará a entidade que liderou o processo de impeachment contra o governador José Roberto Arruda. O problema é que o advogado de Arruda, Cláudio Fruet, é sócio de Caputo em um escritório de advocacia de Brasília.
Derrota na Justiça
A OAB/DF sofreu uma derrota na Justiça. Não conseguiu que o Tribunal de Justiça do DF antecipasse a volta dos deputados distritais.
Os brasileiros estão confiantes em que vão melhorar de vida em 2010, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha. De acordo com o instituto de pesquisas, 57% dos brasileiros afirmam que, nos próximos meses, a própria condição econômica será mais positiva. Na pesquisa anterior, que foi feita em março, o percentual era de 50%.
Em relação ao futuro da situação econômica do país, 42% dos brasileiros afirmam que ela vai melhorar, ante 31% no levantamento anterior.
A percepção sobre o poder de compra dos salários também é favorável. Segundo o Datafolha, 34% dos entrevistados afirmaram que o rendimento dará mais capacidade de consumo aos trabalhadores. O percentual era de 25% em março.
O otimismo dos brasileiros se reflete também nas perspectivas para o emprego e para a inflação.
Mauro Paulino, diretor-geral do Datafolha, afirma que a percepção da população sobre a economia voltou aos patamares registrados antes da recessão que atingiu o mundo. "Passada a crise, os brasileiros voltam a confiar no país."
PT e PSDB correm para desatar nó que ameaça ruir palanques estaduais
Sexta-feira, 01/01/2010 - 11:08
Julia Duailibi e Pedro Venceslau, de O Estado de São Paulo:
Com palanques desarticulados nos principais colégios eleitorais do País, PSDB e PT dedicam o começo do ano para desembaraçar os nós nos Estados onde ainda não têm estrutura eleitoral definida para dar suporte a seus candidatos à Presidência da República em 2010. O objetivo é criar vitrines regionais robustas para os prováveis postulantes ao Palácio do Planalto - a petista Dilma Rousseff, chefe da Casa Civil, e o tucano José Serra, governador de São Paulo. Para isso, os dois partidos pretendem fechar a costura política até março.
Os tucanos se preocupam com três Estados nos quais não há candidato definido até agora - Rio de Janeiro, Ceará e Amazonas. Do lado petista, o imbróglio maior está em São Paulo e em Minas Gerais, primeiro e segundo maiores colégios eleitorais do País, respectivamente. Há ainda indefinição no Rio, Paraná, Pará e Maranhão.
Na segunda quinzena de janeiro, o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), e o secretário-geral do partido, Rodrigo de Castro (MG), começam a viajar pelo País. O medo é repetir 2006, quando o então candidato a presidente, Geraldo Alckmin, ficou praticamente sem campanha nos Estados.
À época, o receio de perder votos fez com que candidatos a governador evitassem fazer oposição à reeleição de Lula. "É melhor um palanque menor, mas que seja fiel ao nosso candidato a presidente. Dessa vez, não vamos admitir os erros de 2006", declarou Rodrigo de Castro. "Na campanha passada, tivemos palanque demais e campanha de menos", disse Guerra.
O Rio é o principal motivo de dor de cabeça no PSDB. Havia dois anos que se apostava no palanque com Fernando Gabeira (PV). O deputado, no entanto, prefere o Senado. Tucanos agora se dividem entre fabricar a candidatura de um parlamentar - Marcelo Itagiba, Otávio Leite ou Índio da Costa, este do DEM - ou convencer o ex-prefeito César Maia (DEM), que também quer o Senado e resiste a "ir para o sacrifício". O PT enfrenta o problema contrário. Além do governador Sérgio Cabral (PMDB), apoiado por Lula, o prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias (PT), colocou o nome no páreo para o governo.
O PSDB não tem candidato no Ceará, reduto do presidenciável Ciro Gomes (PSB). O senador Tasso Jereissati, amigo de Ciro, resiste a disputar contra o governador Cid Gomes (PSB). O PT fechou apoio a Cid, em uma frente com PMDB e PSB.
Maior vexame da eleição de 2006, o Amazonas continua sendo uma interrogação. Lá, Alckmin teve apenas 176.338 votos contra 1.159.709 de Lula. E nada diz que a situação será diferente. O partido ensaia um flerte com Amazonino Mendes (PTB), mas foca na reeleição do senador Arthur Virgílio.
No Distrito Federal, os tucanos perderam o palanque do governador José Roberto Arruda, envolvido no mensalão do DEM. Não está descartado o apoio ao ex-governador Joaquim Roriz (PSC) ou, num cenário menos provável, palanque próprio com Maria de Lourdes Abadia .
Paraíba e Rio Grande do Sul também estão indefinidos. No primeiro caso, ala do ex-governador Cássio Cunha Lima no PSDB apoia Ricardo Coutinho (PSB), prefeito de João Pessoa. Outra quer lançar o senador Cícero Lucena. No Rio Grande do Sul, Yeda Crusius quer se reeleger, mas a cúpula prefere o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça (PMDB).
Frente Petista - O maior problema para o PT está em São Paulo, onde o PSDB governa de 1995. A alternativa Ciro Gomes, construída por Lula, desperta cada vez mais desconfiança. "O tempo da candidatura Ciro se esgota e o PT toma a frente para lançar candidatura própria", disse o líder petista na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP). O cenário está indefinido entre o deputado Antonio Palocci, a ex-prefeita Marta Suplicy e o prefeito de Osasco, Emidio de Souza. Ventilou-se o nome do senador Aloizio Mercadante, que quer a reeleição.
Em Minas, o ex-prefeito Fernando Pimentel e o ministro Patrus Ananias colocaram seus nomes. A cúpula do PT quer evitar uma prévia e não vê com maus olhos o apoio ao ministro das Comunicações, Hélio Costa (PMDB). Há ainda enrosco no Pará, onde a governadora Ana Júlia Carepa vive às turras com o PMDB, de Jader Barbalho. E no Maranhão, onde parte do PT resiste a apoiar Roseana Sarney. No Paraná, há indefinição para petistas e tucanos. Ambos cortejam o palanque do senador Osmar Dias (PDT) - mas o PSDB tem dois nomes, Álvaro Dias e Beto Richa.
•
Juiz dos EUA libera guardas que mataram 17 no Iraque
Sexta-feira, 01/01/2010 - 10:02
Deu na BBC Brasil:
Um juiz federal nos Estados Unidos rejeitou as acusações contra cinco guardas da empresa americana de segurança Blackwater ligadas à morte de 17 iraquianos em 2007.
Os cinco guardas, contratados para ajudar a zelar pela segurança do corpo diplomático americano, eram acusados de abrir fogo contra uma multidão em Bagdá.
O juiz Ricardo Urbina disse que os promotores do Departamento de Justiça apresentaram provas irregulares.
Todos os cinco acusados alegaram ser inocentes da acusação de homicídio culposo. Um sexto guarda admitiu ter matado pelo menos um iraquiano.
As mortes, ocorridas em um cruzamento movimentado em Bagdá, abalaram as relações com o Iraque e provocaram um debate nos Estados Unidos sobre as operações de empresas privadas de segurança em zonas de guerra.
Nesta sexta-feira, autoridades iraquianas se disseram "decepcionadas" com a notícia da rejeição das acusações.
O governo do Iraque inicialmente queria que os acusados fossem julgados no país.
Lula é o brasileiro mais confiável, aponta Datafolha
Sexta-feira, 01/01/2010 - 09:26
De Fernando Barros de Mello, da Folha de São Paulo:
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é a pessoa mais confiável para os brasileiros, segundo ranking com 27 personalidades elaborado pelo Datafolha. Lula está à frente de apresentadores de TV como William Bonner e Silvio Santos, do padre Marcelo Rossi e de cantores como Roberto Carlos e Chico Buarque.
Os 11.258 entrevistados, de 14 a 18 de dezembro, deram nota de 0 (menos confiável) a 10 (mais confiável) às personalidades apresentadas. Lula lidera a lista, com nota média de 7,9.
Além disso, 39% dos brasileiros deram nota 10 ao presidente, contra 4% que lhe deram 0.
Lula é mais admirado no Nordeste, com nota média de 8,74, contra 7,14 no Sul e 7,57 no Sudeste. O petista recebeu nota 10 de 62% dos pernambucanos, 53% dos cearenses e 48% dos baianos. Em São Paulo, recebeu 10 em 31% dos casos. No Rio Grande do Sul, onde teve pior desempenho, obteve 15% das notas máximas.
O petista é mais bem avaliado pelos mais velhos -recebeu 47% de notas 10 entre os que têm 60 anos ou mais. Entre os que têm nível fundamental e recebem até dois salários mínimos, teve 52% de notas 10.
Entre os mais escolarizados e mais ricos, o presidente fica em quinto. Nesse recorte, Chico Buarque lidera, seguido por William Bonner, Caetano Veloso e Roberto Carlos.
De todas as personalidades, apenas duas - Lula e Silvio Santos - são conhecidas por todos os entrevistados.
Maria Celina D'Araújo, professora de ciência política da PUC-RJ, diz que os primeiros lugares são ocupados por "homens de mídia". "Lula é um grande artista, sabe se comunicar. É um aspecto das novas sociedades de espetáculo. Poucos sabem se aproveitar disso, e o Lula sabe", diz.
Para Maria Celina, especialista nos governos Getúlio Vargas, nenhum presidente explorou tanto a comunicação de massa, principalmente via programas de rádio e TV e colunas em jornais.
Chama a atenção o fato de que, dos últimos cinco colocados, quatro são ex-presidentes: Fernando Henrique Cardoso, Itamar Franco, José Sarney e Fernando Collor, este o menos confiável de todos.
Entre os pré-candidatos de 2010, José Serra (PSDB) aparece mais bem colocado. Com nota média de 6,23, ele fica em 14º lugar no ranking geral.
O também tucano Aécio Neves, governador de Minas, fica na 19ª posição, com nota média de 5,45. Em 20º, está o deputado federal Ciro Gomes (PSB), com média de 5,41, seguido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 5,40, e pela senadora Marina Silva (PV), com nota média de 5,15.
A mais recente pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada no último dia 20, mostra um cenário extremamente favorável para a candidatura à presidência da ministra Dilma Rousseff (PT): faltando nove meses para a eleição, Dilma está consolidada em segundo lugar, com 23% das intenções de voto, dez pontos à frente do deputado federal Ciro Gomes (PSB), que tem 13% e que vê cair por terra seu discurso sobre sua candidatura ser boa alternativa para Lula no caso de Dilma não se viabilizar.
O Datafolha acaba de provar que Dilma é a melhor opção para Lula, no primeiro e no segundo turno, quando também bate Ciro.
Desde a última pesquisa, divulgada em agosto, Dilma tinha 17%, ou seja, cresceu seis pontos nesses quatro meses.
Já o governador paulista José Serra (PSDB) tinha 36% e agora foi a 37%. Ao que parece, está se movendo em seu teto ou perto dele, dentro da margem de erro. Está estagnado.
Por fim, para constar, a senadora Marina Silva (PV) tem 8% das intenções de voto.
Mais interessante até do que a evolução de Dilma na pesquisa estimulada, que já é fantástica, é sua condição na pesquisa espontânea, quando os nomes dos possíveis candidatos não são mostrados ao eleitor: Dilma empata com Serra, com 8%.
Considerando que Serra já disputou uma eleição presidencial em 2002, perdendo para o presidente Lula, e que governa o Estado mais influente e populoso da Federação, pode-se dizer que seu desempenho na espontânea é pífio.
Ciro Gomes tem apenas 1% das intenções de voto na espontânea, assim como Marina Silva.
Ainda na pesquisa espontânea, além de empatar com Serra, a ministra Dilma ainda é beneficiada por outro fator: o presidente Lula carrega 20% das intenções de voto.
Em agosto, quando Dilma tinha apenas 3% das intenções espontâneas, Lula tinha 27. E o próprio Datafolha já identifica esse movimento de “queda” de Lula e de “subida” de Dilma como transferência de voto do presidente para a ministra.
Em artigo do dia 23, o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, diz ainda que 15% dos eleitores, que ainda não conheceriam Dilma, se dizem dispostos a votar no candidato indicado pelo presidente Lula e que, se isso acontecer, a ministra da Casa Civil empata com Serra (a diferença atual é de 14 pontos percentuais).
Outra questão bastante interessante que foi levantada na pesquisa é o índice de rejeição, que é praticamente igual para todos os candidatos, sendo que a diferença da maior para a menor é de 4 pontos, dentro da margem de erro, da pesquisa, de dois pontos para mais ou para menos.
Dilma tem 21%; Serra ,19%; Ciro, 18; e Marina, 17%, mesmo percentual do governador mineiro Aécio Neves (PSDB), que há menos de dez dias anunciou sua desistência da corrida presidencial.
Tal anúncio, já previsto e até mesmo prometido por Aécio, que dava até dezembro para o PSDB decidir seu candidato, coloca Serra em uma condição muito delicada, pois ficou claro para qualquer cidadão, principalmente para qualquer cidadão mineiro, que Aécio desistiu devido às pressões de seu correligionário paulista.
Eu já afirmei em meu blog e reafirmo: Serra terá sérias dificuldades com o eleitorado mineiro, uma vez que, por sua “culpa”, este perdeu a chance de ter um presidente conterrâneo.
Outro problema para o PSDB em Minas é que seu candidato a governador, o atual vice, Antonio Anastacia, tem apenas 10% das intenções de voto, ocupando a terceira posição, atrás de Hélio Costa (PMDB), que tem 31% e de Fernando Pimentel (PT), com 19%.
Os dois juntos têm hoje a metade das intenções de voto. Os dados são do mesmo Datafolha, em pesquisa sobre os governos dos Estados divulgada um dia depois do levantamento presidencial.
Serra praticamente não terá palanque no Rio de Janeiro, onde a disputa para governador é liderada pelo governador Sérgio Cabral (PMDB), nosso aliado, que disputa a reeleição, com 38%, com o ex-governado Anthony Garotinho (PR) em segundo, e o tucano-verde Fernando Gabeira apenas em terceiro, com 14%.
Há que se considerar ainda que Gabeira tende a disputar vaga para o Senado.
Até mesmo em São Paulo, seu Estado, a condição de José Serra é no mínimo desconfortável, uma vez que terá de fazer campanha ao lado do ex-governador Geraldo Alckmin, tido por muitos como seu desafeto.
Por mais que Serra quisesse evitar o nome de Alckmin para o governo paulista, este se impõe naturalmente. Basta vermos a pesquisa Datafolha: Alckmin lidera a corrida para o Palácio dos Bandeirantes com 50% das intenções de voto.
No Rio Grande do Sul, Serra terá que subir no palanque ao lado da governadora tucana Yeda Crusius, que passou 2009 sob o fogo das denúncias de corrupção, desvios de verbas etc.
Aliás, com a economia de vento em popa e o governo Lula bem avaliado, só restava ao PSDB e ao DEM o discurso vazio da “ética”, que apenas eles teriam.
Agora, com o governo de José Roberto Arruda (ex-PSDB e agora também ex-DEM) com lama até o telhado, governo do qual o PSDB participou até o dia em que a PF deflagrou a Operação Caixa de Pandora, no Distrito Federal, que discurso lhes restará?
Em Santa Catarina, o quadro também não é dos melhores, com o atual vice-governador, Leonel Pavan (PSDB), indiciado pela Polícia Federal por corrupção passiva e quebra de sigilo funcional, após a Operação Transparência.
Segundo a PF, Pavan teria ajudado a reabilitar a inscrição de uma empresa que deve R$ 12 milhões aos cofres estaduais junto ao governo catarinense.
O cenário para Serra não é animador. A esta altura, não pode mais desistir da candidatura. Se o fizer agora, terá que enterrar para sempre seu sonho presidencial.
Se for e perder, ficará sem mandato e possivelmente terá que assistir ao governo de Alckmin e negociar a permanência de seus apoiadores no governo.
E enfrenta problemas nos mais importantes Estados das regiões Sul e Sudeste, onde, em princípio, concentraria a maior parte de seu eleitorado.
No Nordeste, Dilma já lidera a pesquisa, com 31%, contra 28% de Serra. No Norte e no Centro-Oeste é questão de tempo.
Se Serra tem problemas nos seus principais centros, dificilmente conseguirá manter a diferença de 14 pontos percentuais, que vem caindo a cada aferição.
Enquanto isso, nós vamos consolidando e ampliando a cada dia as alianças partidárias, vamos governando bem o país, de olho no desenvolvimento e na melhoria da vida dos brasileiros, e vamos pavimentando o caminho da vitória da ministra Dilma e do presidente Lula nas urnas em 2010.
• José Dirceu, 63, é advogado e ex-ministro da Casa Civil