Documentos vazados pelo site WikiLeaks e publicados pelos jornais espanhóis Público e El País revelam que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem entre um e dois anos de vida. As informações teriam sido divulgadas por médicos russos e cubanos que atenderam o presidente em junho do ano passado.
O WikiLeaks disse que teve acesso a milhões de supostos e-mails da Stratfor Global Intelligence, uma empresa privada de segurança e inteligência, enviados a George Friedman, fundador da companhia.
Segundo os textos, os médicos russos davam menos de um ano de vida ao presidente venezuelano. Já os médicos cubanos disseram que Chávez iria viver dois anos.
Chávez voltou a Cuba na sexta-feira passada para tratar de uma nova "lesão" no mesmo local onde tirou um tumor em junho passado. (Jornal do Brasil)
A corregedora nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon (foto acima), participa nesta terça-feira de uma audiência publica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal, para debater propostas de emendas à Constituição que asseguram e concedem mais poder ao Conselho. Ela afirmou que a principal dificuldade do órgão que comanda é julgar juizes de segundo grau.
- Estes são os mais deletérios quando se enveredam no mal – disse.
A ministra ainda afirmou que trabalha pelos “bons juízes”:
- Luto pela magistratura séria, e que não pode ser confundida, nem misturada como meia dúzia de vagabundos infiltrados na magistratura.
Eliana afirmou, no Senado, que queria muito ser corregedora “para fazer um pouco mais, para fazer um mea culpa do Poder Judiciário, para falar para nossos juízes que não estamos bem”.
A corregedora também criticou as corregedorias locais, onde, segundo ela, há sempre muita dificuldade de investigar juízes. Segundo Eliana, esses órgãos estão “absolutamente despreparados” para atender à demanda necessária.
- Há um ranço de uma civilização bonapartista - disse Eliana.
A ministra disse que o CNJ não é um tribunal de exceção e que não garante ampla defesa. É um órgão que, segundo ela, investiga sigilosamente, e se houver necessidade de sindicância, é o plenário quem vai tomar essa decisão. (Evandro Éboli, O Globo)
Com a resistência do Palácio do Planalto a devolver o Ministério dos Transportes ao PR, a legenda decidiu dar um ultimato e ameaça tomar posições independentes nas eleições municipais, tumultuando o cenário mais caro ao PT: a disputa pela prefeitura de São Paulo.
O comando do PR deu um prazo ao governo até 20 de março, quando deve reunir sua Executiva Nacional para definir as candidaturas municipais. Na capital paulista, a principal prioridade do PT, o PR sinaliza em outra direção: apoiar o tucano José Serra ou até lançar o deputado federal Tiririca (PR-SP) .
No núcleo palaciano, o gesto do PR foi recebido como chantagem política, para retomar espaço no governo. Na avaliação de um ministro, isso pode dificultar ainda mais a reaproximação.
A presidente Dilma Rousseff tem sinalizado que não quer trocar o ministro dos Transportes, Paulo Sérgio Passos, que assumiu o cargo em julho de 2011, após a saída do senador Alfredo Nascimento (AM), presidente do PR, em meio a denúncias de corrupção na pasta. Nascimento avisou que, sem cargos no governo, o PR terá nova postura.
O Planalto voltou a sondar o senador Blairo Maggi (PR-MT) para assumir os Transportes, mas, de novo, ele não foi receptivo.
Depois de decidir entrar na corrida pela Prefeitura de São Paulo, o ex-governador José Serra (PSDB) afirmou a aliados que ainda não enterrou o sonho de ser candidato a presidente da República. Disse, no entanto, que se vencer a disputa de outubro pretende cumprir os quatro anos do mandato de prefeito.
Para os aliados, a declaração é uma sinalização de que Serra não está fora da disputa nacional. Na segunda-feira, 27, em entrevista ao Estado, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que a disposição de Serra a se candidatar a prefeito o revitalizava e que não o tirava da corrida presidencial, ao lado do senador mineiro Aécio Neves (PSDB).
Serra disse aos interlocutores que o eleitorado paulistano não perdoaria uma segunda renúncia do cargo de prefeito. Em 2006, o ex-governador deixou a Prefeitura para disputar o governo do Estado. Em 2010, também abandonou o Palácio dos Bandeirantes nove meses antes do término do mandato para disputar a eleição presidencial. (Julia Duailibi e Christiane Samarco,Estadão.com.br)
Eliana Calmon diz que papel do Conselho Nacional de Justiça é fazer ‘mea culpa’ do Judiciário
A corregedora nacional do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Eliana Calmon, participa nesta terça-feira de uma audiência publica na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) no Senado Federal, para debater propostas de emendas à Constituição que asseguram e concedem mais poder ao Conselho. Ela afirmou que a principal dificuldade do órgão que comanda é julgar juizes de segundo grau.
- Estes são os mais deletérios quando se enveredam no mal – disse.
A ministra ainda afirmou que trabalha pelos “bons juízes”:
- Luto pela magistratura séria, e que não pode ser confundida, nem misturada como meia dúzia de vagabundos infiltrados na magistratura.
Eliana Calmon participou de reunião da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, que vota a proposta de emenda à Constituição que amplia as competências do CNJ
Eliana afirmou, no Senado, que queria muito ser corregedora “para fazer um pouco mais, para fazer um mea culpa do Poder Judiciário, para falar para nossos juízes que não estamos bem”. A corregedora também criticou as corregedorias locais, onde, segundo ela, há sempre muita dificuldade de investigar juízes. Segundo Eliana, esses órgãos estão “absolutamente despreparados” para atender à demanda necessária.
- Há um ranço de um civilização bonapartista - disse Eliana.
A ministra disse que o CNJ não é um tribunal de exceção e que não garante ampla defesa. É um órgão que, segundo ela, investiga sigilosamente, e se houver necessidade de sindicância, é o plenário quem vai tomar essa decisão.
A ministra classificou como “maravilhosa” a recente decisão o Supremo Tribunal Federal (STF), que deu plenos poderes ao CNJ para investigar os magistrados.
- Tirou a nuvem que pairava sobre a corregedoria – destacou a ministra.
A ministra comemorou a discussão sobre os poderes do CNJ, que segundo ela atingiu toda a sociedade, que discutiu o assunto como se fosse uma “propriedade privada”.
- O assunto foi parar na imprensa, nas redes sociais, nos facebooks da vida. Um órgãozinho daquele. Foi discutido por porteiros e até por doutores, que escreveram artigos em jornal – disse a corregedora.
Durante a audiência, a corregedora defendeu a proposta do senador Demóstenes Torres (DEM-GO), de ampliar do atual um para cinco anos o prazo para se julgar processo disciplinar contra juízes pela corregedorias.
- Quando chega para fazer inspeções e correções, os processos estão nas gavetas e armários dormindo. Dizem que não há quórum para julgar, e nunca vai haver – defendeu Eliana.
Sobre os desembargadores, a corregedora defendeu também que eles possam ser julgados pelo CNJ. A ministra destacou a dificuldade em julgar esses magistrados, pois segundo ela, eles mantêm fortes relações “de simpatia e de compadrio” em seus estados. Eliana afirmou que considera serem 'permissivas' essas relações, o que ocorre devido a interesses desses juízes em serem eleitos para cargos dentro da estrutura do Judiciário:
- Os malandros são extremamente simpáticos. Não tenho medo dos maus juízes, mas do silêncio dos bons juízes, que se calam quando têm de julgar colegas. Eles não querem se indispor, o coração não esta bom, estão no fim da vida. Mas tem que julgar – disse a corregedora. - Se mexer, não se elege. Os melhores corregedores são aqueles que não têm mais idade para chegar a presidente (dos Tribunais de Justiça). (O Globo)
Militares e funcionários do governo também recebiam dinheiro de tabloide da empresa de Murdoch, envolvida em escândalo de grampos
Uma autoridade da Scotland Yard (polícia metropolitana de Londres) afirmou nesta segunda-feira que o The Sun, tabloide mais vendido do Reino Unido e publicado pela empresa do magnata Rupert Murdoch, pagava policiais, militares e funcionários do governo para obter informações.
A acusação foi feita por Sue Akers, vice-comissária-assistente da Scotland Yard, no mesmo dia em que a empresa de Murdoch concordou em pagar mais de US$ 950 mil (cerca de R$ 1,6 milhão) para a cantora britânica Charlotte Church como indenização por ter sido uma das vítimas do escândalo de escutas ilegais do extinto tabloide News of the World.
No domingo, Murdoch lançou um novo tabloide dominical, o The Sun on Sunday, que vendeu mais de 3 milhões de exemplares.
De acordo com Sue, o pagamento de autoridades por repórteres e editores do The Sun era uma prática discutida abertamente e autorizada pela direção. De acordo com ela, um policial recebeu cerca de US$ 126 mil (cerca de R$ 215,3 mil) durante vários anos como parte de uma “rede de policiais corruptos” que dava ao The Sun informações que eram “basicamente fofocas”.
“Aparentemente havia uma cultura de pagamentos ilegais no The Sun e sistemas que foram criados para facilitar esses pagamentos, escondendo a identidade dos que recebiam dinheiro”, afirmou a vice-comissária-assistente, encarregada da investigação policial sobre escutas ilegais e suborno de policiais.
Ela acrescentou que um jornalista recebeu US$ 238 mil (cerca de R$ 406,7 mil) em dinheiro, durante vários anos, para pagar suas fontes. (iG)
Segundo o MPF, a publicação contém expressões "pejorativas e preconceituosas", pratica racismo aos ciganos e não atendeu recomendações de alterar o texto
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça Federal em Uberlândia (MG) para tirar de circulação o dicionário Houaiss, um dos mais conceituados do mercado. Segundo o MPF, a publicação contém expressões "pejorativas e preconceituosas", pratica racismo aos ciganos e não atendeu recomendações de alterar o texto, como fizeram outras duas editoras com seus dicionários.
O caso teve início em 2009, quando a Procuradoria da República recebeu representação de uma pessoa de origem cigana afirmando que havia preconceito por parte dos dicionários brasileiros em relação à etnia. No Brasil, há aproximadamente 600 mil ciganos. Desde então, segundo o MPF, foram enviados "diversos ofícios e recomendações" às editoras para que mudassem o verbete. As editoras Globo e Melhoramentos, de acordo com o órgão, atenderam às recomendações.
No entanto, o MPF afirma que não foi feita alteração no caso do Houaiss. A Editora Objetiva alegou que não poderia fazer a mudança porque a publicação é editado pelo Instituto Antônio Houaiss e que ela é apenas detentora dos direitos relativos à publicação. Diante disso, o procurador Cléber Eustáquio Neves entrou com ação solicitando que a Justiça determine a imediata retirada de circulação, suspensão de tiragem, venda e distribuição do dicionário.
"Ao se ler em um dicionário, por sinal extremamente bem conceituado, que a nomenclatura cigano significa aquele que trapaceia, velhaco, entre outras coisas do gênero, ainda que se deixe expresso que é uma linguagem pejorativa, ou que se trata de acepções carregadas de preconceito ou xenofobia, fica claro o caráter discriminatório assumido pela publicação", afirmou.
"Trata-se de um dicionário. Ninguém duvida da veracidade do que ali encontra. Sequer questiona. Aquele sentido, extremamente pejorativo, será internalizado, levando à formação de uma postura interna pré-concebida em relação a uma etnia que deveria, por força de lei, ser respeitada", acrescentou o procurador. (Época)
O deputado Tiririca anunciou nesta terça (28) sua candidatura à prefeitura de São Paulo pelo PR. Segundo o Estadão, as articulações cresceram desde que o ex-governador José Serra (PSDB) informou que será candidato. Isso porque a legenda tem “medo” de escolher entre Serra ou Fernando Haddad (PT) para apoiar.
A ideia surgiu após o partido receber diversas cartas de eleitores pedindo a candidatura de Tiririca, que já deu sinal verde para a articulação. Tiririca foi o deputado federal mais votado em 2010 com o slogan “pior do que está não fica”. (Coluna de Cláudio Humberto)
O padre Marcelo Rossi comentou as reações de grupos evangélicos à nova ministra da Secretaria para as Mulheres, Eleonora Menicucci, que defende a descriminalização do aborto, informa a coluna de Mônica Bergamo, publicada na Folha desta segunda-feira.
"Existem princípios que regem a igreja e, se forem violados, há mobilização. Se um candidato for a favor do aborto, não só eu, mas também setores evangélicos, vão se mobilizar contra."
Ele disse ainda que a presidente Dilma Rousseff deve ir à inauguração do Santuário Mãe de Deus, para 100 mil pessoas, onde passará a celebrar suas missas. A abertura seria em dezembro, mas foi adiada.
"Você viu o caso do Valdemiro [Santiago, da Igreja Mundial], que parou a Via Dutra [na inauguração de um megatemplo]? Quero tudo certinho, com alvará. Não estou acima da lei." (Folha)
O Ministério Público denunciou à Justiça (3ª Vara Criminal), por tentativa de homicídio, os cinco jovens acusados de agredir o estudante Vitor Suarez da Cunha, de 21 anos, na Ilha do Governador, no último dia 2.
O MP pediu também à Justiça que a prisão temporária dos acusados Tadeu Assad Farelli Ferreira, William Bonfim Nobre Freitas, Fellipe de Melo Santos, Edson Luis dos Santos Junior e Rafael Zanini Maiolino seja convertida em prisão preventiva.
A pena para homicídio qualificado varia de 12 a 30 anos de prisão, mas por ser tentativa pode ser diminuída de um a dois terços.
O estudante de desenho industrial Vítor Suarez Cunha, foi espancado quase até a morte ao tentar proteger um morador de rua que estava sendo agredido a chutes pelo grupo. (O Globo)
O ex-vice-presidente do Banco do Brasil Allan Toledo, que até dezembro ocupava uma das áreas mais importantes da instituição, está sendo investigado por ter recebido quase R$ 1 milhão numa conta bancária no ano passado, informa reportagem de Andreza Matais, publicada na Folha desta terça-feira.
Além de abrir uma sindicância interna para apurar o caso, o banco também notificou a Polícia Federal.
O executivo recebeu em sua conta depósitos mensais no valor de R$ 953 mil. O dinheiro foi transferido para a conta dele pela aposentada Liu Mara Fosca Zerey, de 70 anos.
Outro lado - Toledo disse ser procurador da aposentada e que abriu a conta no banco para administrar o dinheiro dela.
Segundo ele, o valor é proveniente da venda de uma casa da aposentada, localizada no Novo Brooklin (São Paulo), para o empresário Wanderley Mantovani.
Certidão da Prefeitura de São Paulo, porém, mostra que a casa continua em nome de Liu Mara Fosca Zerey. Também não há registro em cartório de compra e venda do imóvel e a aposentada continua morando na casa um ano e dois meses após a transação alegada. (Folha)
Dados revelam subinvestimento e má gestão na educação e ineficiência do sistema prisional
Enquanto o país investe mais de R$ 40 mil por ano em cada preso em um presídio federal, gasta uma média de R$ 15 mil anualmente com cada aluno do ensino superior — cerca de um terço do valor gasto com os detentos.
Já na comparação entre detentos de presídios estaduais, onde está a maior parte da população carcerária, e alunos do ensino médio (nível de ensino a cargo dos governos estaduais), a distância é ainda maior: são gastos, em média, R$ 21 mil por ano com cada preso — nove vezes mais do que o gasto por aluno no ensino médio por ano, R$ 2,3 mil.
Para pesquisadores tanto de segurança pública quanto de educação, o contraste de investimentos explicita dois problemas centrais na condução desses setores no país: o baixo valor investido na educação e a ineficiência do gasto com o sistema prisional.
Apenas considerando as matrículas atuais, o chamado investimento público direto por aluno no país deveria ser hoje, no mínimo, de 40% a 50% maior, aponta a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, que desenvolveu um cálculo, chamado custo aluno-qualidade, considerando gastos (de salário do magistério a equipamentos) para uma oferta de ensino de qualidade.
— Para garantir a realização de todas as metas do Plano Nacional de Educação que está tramitando no Congresso, seriam necessários R$ 327 bilhões por ano, o que dobra o investimento em educação — afirma Daniel Cara, coordenador da campanha.
Para Cara, não seria o caso de falar em sobreinvestimento no preso, "até porque vemos como é precária a situação das penitenciárias brasileiras", e porque, lembra ele, a prisão é uma "instituição total, o preso vive lá". (O Globo)
Não foi por falta de aviso: há seis anos, em 2006, o almirante Antonio Cesar Sepulveda alertou, em artigo, para graves problemas na Base Comandante Ferraz, na Antártida, que pegou fogo no sábado (26), destruindo equipamentos e pesquisas de quase trinta anos. Culpou instalações corroídas pela ferrugem, falta de prevenção contra incêndio e de manutenção dos tanques de reabastecimento, tudo funcionando “na base do jeitinho”, além de laboratórios e alojamento precários.
Perdidos no gelo - No artigo do Jornal do Commercio (PE), o almirante advertiu até para falhas de comunicação ameaçando pesquisadores fora da Base.
Profético - Sepulveda previu desastre ecológico: em dezembro, uma chata afundou com 10 mil litros de óleo, perto da Base. A Marinha silenciou.
Longe de casa - Aposentado, Sepulveda trabalha no Texas, nos EUA, onde, em 1999, descobriu plano secreto de invasão americana ao Brasil na 2ª Guerra. (Coluna de Cláudio Humberto)
A candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo permitirá a ele "voltar à cena política com força" e foi a decisão mais adequada para o ex-governador e para o PSDB, afirmou na segunda-feira, 27, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em entrevista exclusiva ao Estado. "Dá a chance para o partido ganhar e dá a ele uma revitalização política", analisou o ex-presidente.
Segundo FHC, a eleição para prefeito não significa que o ex-governador abandona o projeto de disputar a Presidência no futuro. "Política é uma coisa muito dinâmica. Tem sempre a cláusula de prudência. Política não é uma coisa em que os horizontes se fecham", disse, ao comentar sobre a possibilidade de o tucano, mais uma vez, deixar um cargo para se candidatar a outro, como aconteceu quando era prefeito e governador de São Paulo. (Gustavo Chacra, Estadão.com.br)
Tucanos ligados ao senador Aécio Neves comemoraram a decisão de José Serra de se candidatar à prefeitura de São Paulo em outubro.
Para os holofotes, os tucanos mineiros enaltecem o fortalecimento do partido em seu reduto mais tradicional, a resposta ao risco de avanço do PT em praça estratégica e o alinhamento de forças políticas em torno do projeto do PSDB.
No entanto, nos bastidores, a decisão é interpretada como um importante passo para a candidatura de Aécio à presidência em 2014 - ainda que não definitivo.
Apesar de Serra ter negado veementemente a participação na briga pela prefeitura nos últimos meses, os mineiros consideravam inevitável a candidatura e tratavam a demora em anunciar a decisão como mais um capítulo de um enredo já conhecido, que acompanha o paulista em todas suas candidaturas: decisão, apenas em cima da hora.
O risco de ser considerado culpado em função de uma eventual derrota tucana para Fernando Haddad (PT) em São Paulo e de se indispor ainda mais com o partido internamente - para muitos, a situação já era delicada - eram citados como fatores que tornavam a candidatura inevitável. (Thiago Herdy, O Globo)
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, disse que a aliança do PSD do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, com o ex-prefeito José Serra (PSDB) na capital paulista, não deve afetar as conversas do partido de Kassab com petistas de outras cidades e estados.
Segundo Falcão, o PT conta com o apoio do PSD em sete cidades e a aliança pode acontecer também em outras sete. De acordo com Falcão, Kassab nunca procurou o PT formalmente para tratar de uma aliança na capital.
- O PSD já vem dialogando conosco em vários estados, independentemente da capital paulista. Tem (conversas) no ABC, em Osasco e em outros estados. O PSD está se estruturando e se definindo e isso não significa que não possa aumentar (o número de alianças) – disse.
Rui Falcão afirmou que não se surpreendeu com a declaração do tucano José Serra, que anunciou que quer se candidatar à prefeitura de São Paulo, pois “já parecia que ele seria candidato”. (Marcello Ribeiro, O Globo)
O paciente deita no divã e pede: não quer mais ser gay. O psicólogo deve ajudá-lo a reverter a orientação sexual? Parlamentares evangélicos dizem que sim e tentam reverter uma resolução do Conselho Federal de Psicologia.
Um projeto de decreto legislativo quer sustar dois artigos instituídos em 1999 pelo órgão. Eles proíbem emitir opiniões públicas ou tratar a homossexualidade como um transtorno.
Segundo o projeto do deputado João Campos (PSDB-GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, o conselho "extrapolou seu poder regulamentar" ao "restringir o trabalho dos profissionais e o direito da pessoa de receber orientação profissional".
O conselho de psicologia questiona se o projeto pode interferir na sua autonomia. Para o presidente do órgão, Humberto Verona, estão lá normas éticas para combater "uma intolerância histórica".
Deve-se curar a "síndrome de patinho feio", e não "a homossexualidade em si", diz Toni Reis, presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Para ele, é o preconceito que leva um gay a procurar tratamento.
"[Ninguém diz] 'cansei de ser hétero, vim aqui me transformar'", completa Verona.
Freud explica? - O estudante de direito e homossexual Fábio Henrique Andrade, 18, foi mandado para o psicólogo pela primeira vez com dez anos. O filho deveria "tomar jeito" antes que virasse gay, na opinião de sua família adotiva.
A voz fina tirava o pai do sério. "Falava que era de veado." E também o fato de ele só brincar com as meninas.
Para o pastor e deputado Roberto de Lucena (PV-SP), cruel é deixar "um homem em conflito" ao léu psicológico. Ele é relator do projeto de Campos, hoje sob análise da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara.
A princípio, Lucena crê que os pais têm o direito de mandar seus filhos para redirecionamento sexual. Mas reconhece que o tema deve ser discutido em audiência pública, prevista para as próximas semanas em Brasília. (Folha)
O salário anual líquido do rei Juan Carlos da Espanha é de € 175.622 (cerca de R$ 404 mil), quase cinco vezes inferior ao da rainha da Holanda e sete vezes menor que o do monarca norueguês, enquanto o orçamento da Coroa espanhola é o mais barato das monarquias europeias.
Esta é uma das conclusões do relatório "O custo orçamentário das monarquias na Europa", realizado em 2011 pelo professor belga de Administração e Finanças Públicas Herman Matthijs e divulgado neste domingo na Espanha.
Rei Juan Carlos, da Espanha
O estudo analisa os gastos das oito monarquias europeias --Noruega, Dinamarca, Holanda, Bélgica, Suécia, Reino Unido, Espanha e o grão-ducado de Luxemburgo-- e das Presidências de França e Alemanha --as duas maiores potências republicanas do continente.
A conclusão é de que, em números proporcionais aos respectivos níveis de PIB e população, a monarquia espanhola é a mais barata, enquanto a luxemburguesa e a norueguesa são as mais caras.
Após a Espanha, o país com as menores despesas relacionadas à chefia de Estado --entre os analisados neste estudo e sempre segundo o PIB e a população-- é o Reino Unido, seguido de França, Alemanha e Suécia.
Entre as nações com os orçamentos mais caros, estão Luxemburgo, Noruega, Dinamarca, Holanda e Bélgica.
Se comparados simplesmente em números absolutos, os gastos mais elevados dentre as dez chefias de Estado analisadas são os da França (€ 112 milhões), Reino Unido (€ 45,6 milhões), Holanda (€ 39,1 milhões), Alemanha (€ 28,7 milhões) e Noruega (€ 25,1 milhões), enquanto os mais baixos são da Espanha (€ 8,4 milhões).
Quanto aos salários anuais dos chefes de Estado já descontados os impostos, os € 175.622 do rei Juan Carlos constituem a retribuição mais baixa, enquanto o rei da Noruega é o que mais ganha (€ 1,2 milhão), seguido da rainha da Holanda (€ 829 mil) e do grão-duque de Luxemburgo (€ 645 mil). (Folha)
Os especialistas em segurança têm avisado que os hackers de hoje são profissionais do crime e estão atrás do dinheiro. Comprova o alerta de uma pesquisa recente da PricewaterHouseCoopers (PwC) constatando que mais de um terço das empresas brasileiras (32%) foi vítima de crimes digitais no ano passado.
A média mundial é menor: 23% das companhias foram alvos de ataques cibernéticos em 2011. No Brasil, 8% das empresas atacadas tiveram prejuízos acima de US$ 5 milhões; e outros 5% amargaram perdas que variaram de US$ 100 milhões a estratosféricos US$ 1 bilhão.
O estudo entrevistou 3.877 altos executivos de empresas em 72 países. Só no Brasil foram 115 — de presidentes-executivos a diretores de tecnologia, passando por diretores financeiros e de operações.
Um detalhe é que os crimes por via digital sequer apareciam entre as preocupações desses executivos em 2009. Hoje, estão entre as prioridades do mundo corporativo — em segundo lugar, atrás apenas do roubo de ativos, citado como a maior dor de cabeça por 68% dos ouvidos.
Mais da metade dos executivos brasileiros (51%) explicou que um dos maiores problemas relacionados à conscientização e combate aos crimes eletrônicos é o fato de que a diretoria de suas empresas adota apenas informalmente ou de forma pontual soluções e processos de segurança (novamente, não se trata de quadro isolado: no mundo, 40% dos entrevistados dizem o mesmo).
Ter um grande prejuízo é uma parte das preocupações com a segurança — o que os executivos mais temem, especialmente no Brasil (68% mencionaram o tema, contra 40% no mundo), é a perda de reputação da companhia, seguida da interrupção dos serviços, pesadelo de pelo menos 50% dos dirigentes corporativos brasileiros ouvidos. (O Globo)
Funcionários do governo americano dizem a analista da Stratfor que aquisição de equipamentos militares pelo Brasil só poderia ter a ver com propina, revela e-mail
Um dos milhões de e-mails divulgados nesta segunda-feira pelo site WikiLeaks da empresa de inteligência e análise estratégica Stratfor diz respeito à compra de equipamentos militares pelo Brasil durante o governo Lula. Um funcionário do governo americano alocado no Brasil conversa sobre o negócio com um Stratfor chamado Marko Papic.
Embora afirme não ter provas, ele é devastador no seu parecer: "A compra de submarinos é tão sem sentido que só pode ter a ver com propina. Lula provavelmente está cuidando do seu plano de aposentadoria. E veja só: a compra acontece 'curiosamente' no fim de seu mandato. O mesmo vale para os jatos. Nosso Departamento do Tesouro é vingativo quando se depara com subornos. Não podemos fazer nenhum negócio real num lugar corrupto como o Brasil. Os franceses não têm esses problemas".
O caça Rafale, fabricado pela francesa Dassault, estava sendo sondado pelo Brasil
Marko Papic ainda acrescenta um comentário: "Não é que eu discorde, mas acredito que a França também tornou a propina ilegal".
O servidor americano finaliza: “Desculpe-me não ter mais informações no que diz respeito à estratégia brasileira. A nossa avaliação é de que isso é puramente suborno. A única diferença é que agora o Brasil tem dinheiro, muito dinheiro, e pode de fato fazer adquirir os equipamentos. Quero dizer, seria mera coincidência eles comprarem tanto equipamento militar da França? Os franceses sabem como realizar subornos”.
Vazamento - A mensagem faz parte de Os Arquivos de Inteligência Global, com mais de 5 milhões de e-mails da companhia Stratfor, no Texas, EUA, divulgados nesta segunda-feira pelo WikiLeaks.
Os e-mails datam de julho de 2004 a dezembro de 2011. Entre os clientes da Stratfor estão o Departamento de Segurança Pública dos Estados Unidos, a Marinha americana e grandes empresas. (Veja)
O diretor-presidente da EBC (Empresa Brasil de Comunicação), Nelson Breve, falou ao UOL e à Folha sobre planos para afastar da empresa a imagem de governista. Para ele, a fama tem razão de existir, pois há "um problema de identidade" na instituição: produzir, ao mesmo tempo, conteúdo encomendado pelo governo federal e material independente.
"Herdamos uma parte do que era uma emissora estatal, ou "chapa-branca", como é apelidada. E herdamos uma parte que já fazia comunicação pública", disse Nelson Breve. Em 2011, a estatal gastou R$ 424,9 milhões. Mas só produziu uma receita de R$ 57,1 milhões. Em São Paulo, a audiência média da TV Brasil é de 0,1 ponto.
Para tentar reduzir o rombo de R$ 367,8 milhões e livrar a EBC do estigma de ser muito pró-governo federal, Breve afirmou que a empresa deve produzir conteúdo demandado não só por Brasília, mas também por administrações estaduais --controladas por diferentes partidos.
Se a EBC não crescer o suficiente para atender esses novos clientes, Nelson disse preferir que a empresa pare de prestar serviços para o governo e se dedique exclusivamente à comunicação pública. (Folha)
Prefeita de Fortaleza e governador do Ceará foram hostilizados pelo público ao chegarem no evento
A visita da presidente Dilma Rousseff ao Ceará nesta segunda-feira, 27, começou sob um clima político ruim. Ao chegar a Maracanaú, na região metropolitana da capital cearense, para anunciar investimentos na implantação da linha leste do metrô, a presidente chegou a ser recebida sob aplausos. Mas o mesmo tratamento não foi dispensado à prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins (PT); e ao governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que foram recebidos sob clima de tensão. Maracanaú é governada pelo PR, de oposição à aliança PT-PSB.
Luizianne não tinha presença confirmada no evento. Quando chegou, recebeu vaias e até tentou discursar, mas o público não abriu espaço para que ela falasse. Sob forte chuva, a tensão foi maior em relação ao governador Cid Gomes (PSB), que foi recebido por uma plateia que gritava: "ditador, ditador". Além de estarem em "território inimigo" de uma prefeitura que não os apoia, Luizianne e Cid Gomes estão brigados. Há, inclusive, dúvidas sobre a possibilidade de manter a aliança PT-PSB na região para as eleições de outubro.
Dilma cumpre agenda na Ceará nesta segunda. Além do anúncio de investimentos para o metrô e Fortaleza, a presidente deverá visitar as obras do trecho 5 do eixo de integração Castanhão-Pécem (CE), na área de saneamento. A presidente também deve visitar o projeto Vila do Mar, em Fortaleza, com ações de urbanização da orla da capital cearense. No início da noite, Dilma deve viajar para Recife. (Estadão)
O ex-governador José Serra anunciou nesta segunda-feira (27), pelo Twitter, que disputará as prévias do PSDB para definir o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo, conforme antecipou a Folha no último sábado.
"Sempre fui favorável às prévias para a escolha do candidato a prefeito do PSDB. E delas pretendo agora participar. Hoje comunicarei por escrito à direção do PSDB de São Paulo minha disposição de disputar a prefeitura de SP", diz ele no microblog.
O secretário estadual de Meio Ambiente, Bruno Covas, anunciou hoje que deixará a disputa.
Em entrevista à Folha, ele afirmou que desistiu de disputar as prévias do PSDB em favor de um "projeto partidário" e que a candidatura de Serra é a "resposta do partido à tentativa do PT de nacionalizar a eleição para prefeito de São Paulo".
Covas, que entrou na disputa com o incentivo do governador Geraldo Alckmin e chegou a transferir o título de eleitor de Santos para a capital para se inscrever nas prévias, disse que hoje o candidato do governador é Serra.
"Qualquer um que tem o Alckmin como líder não pode desconsiderar isso: o Serra surge como candidato do governador", afirmou.
Ontem, o secretário estadual de Cultura, Andrea Matarazzo, também comunicou oficialmente sua desistência de disputar as prévias. Ele disse que está deixando o páreo em nome da candidatura de Serra, e que tomou a decisão na quinta-feira, quando o colega manifestou o interesse de se candidatar.
"Vocês nunca verão eu disputar uma eleição com o Serra, somos do mesmo grupo político, somos amigos há muito tempo. Não faria sentido", explicou. (Folha)
Esperidião Amim (PP-SC) sugere normas mais rígidas para convênios entre organizações não-governamentais e governo
Projeto de lei apresentado na Câmara pelo deputado Esperidião Amin (PP-SC) propõe regras mais rígidas para celebração de convênios entre ONGs e órgãos públicos. Uma das exigências é que os dirigentes não tenham condenações judiciais. "Esperamos conter a onda de corrupção que tem envolvido ONGs e setores do Poder Público", justifica o deputado no texto do projeto.
Em 2011, denúncias de irregularidades envolvendo entidades e ministérios levaram o governo federal a prometer o marco regulatório das ONGs, ainda em elaboração. Somente no ano passado, esse tipo de convênio movimentou R$ 5,2 bilhões. Análise feita pela Controladoria-Geral da União (CGU) identificou problemas em 305 convênios, cuja soma chega a R$ 755 milhões.
No projeto de lei, parcerias só poderão ser firmadas com ONGs existentes há no mínimo cinco anos e previamente cadastradas pelo governo. As entidades ficam proibidas de subcontratar outras empresas para executarem os serviços e é vetado também convênios entre dirigentes que forem parentes de autoridades administrativas do órgão público.
Fiscalização - A proposta define ainda que o valor dos repasses financeiros não pode ultrapassar 10% do total destinado pelo órgão a Estados e municípios. Pela lei, o contrato deverá ser por tempo determinado e para execução de projetos específicos.
A liberação dos pagamentos fica condicionada ao plano de serviços estabelecido pela ONG. Se a entidade não comprovar a aplicação, os próximos repasses deverão ficar retidos até que a ONG regularize a situação. Todos os valores recebidos e eventuais denúncias de uso irregular dos recursos deverão constar em site oficial da entidade.
Ao final do convênio, o órgão público deverá fazer parecer técnico sobre a atuação da entidade e detalhar os custos envolvidos. As que apresentarem irregularidades vão constar em uma lista de ONGs impedidas de celebrar novas parcerias. A relação deverá ser publicada na internet pelo governo. (Estadão)
Em votação simbólica a corrente Articulação, com cerca de 25% dos delegados do PT de Belo Horizonte, aprovou a manutenção da aliança eleitoral com o prefeito Marcio Lacerda (PSB), mas sem a presença do PSDB. Integra essa corrente o ex-ministro Patrus Ananias, que votou com a maioria dos integrantes.
A aprovação da aliança com essa restrição, apurou a Folha, foi uma forma de responder ao PSDB, que na sexta-feira (24) se reuniu com a direção estadual do PSB e com Lacerda para entregar as suas oito exigências para a formulação da aliança, entre elas, a de palpitar e vetar o eventual nome petista que for escolhido candidato a vice na chapa de Lacerda. (Paulo Peixoto, Folha.com)
O Ministério Público Federal abriu inquérito para investigar suposta participação de dirigentes do Sindicato dos Servidores Públicos Federais no DF na manutenção de comunidade indígena vigarista que invadiu o Noroeste, novo bairro de Brasília.
Os índios vieram de vários Estados, e agora alegam que o local é “território sagrado”. O MPF suspeita que eles sejam usados como instrumento de pressão em pleitos sindicais.
Réu confesso - Secretário geral do Sindicato, Oton Pereira nega ter “condições e objetivo político” para manter os índios: “só ajudamos de forma humanitária”. (Coluna de Cláudio Humberto)
O ministro Mantega (Fazenda) continuará “na geladeira” pelo menos até o início de março, quando a temperatura da briga entre petistas deverá aumentar a queda de braço dos insatisfeitos com a perda de influência do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil) no governo Dilma.
Dirceu reitera que Lula e Dilma estão afinados. Mantega é da cota de Lula e, de contrabando, Luiz Denucci, ex-Casa da Moeda, também.
Sem prestígio - O desfecho da doença de Lula complica o cenário: fora de cena, o ex-presidente não poderá “segurar” Dirceu, da ala dos “desprestigiados”. (Coluna de Cláudio Humberto)
Fonte Nova, uma das sedes da Copa das Confederações
Uma ideia marota, que poderá onerar ainda mais o custo dos estádios da Copa, será levada em março ao Comitê Organizador Local.
Faltando quinze meses para o início da Copa das Confederações, as cinco sedes do torneio alegam que não têm mais tempo para plantar o gramado exigido pela FIFA. Por isso, querem comprar um piso provisório.
E, só após a Copa das Confederações, seria plantada a grama definitiva, que demora até seis meses para ficar em condições adequadas para o futebol. (Radar on-line, na Veja)
A disputa de poder no Banco do Brasil vai obrigar o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a arbitrar até sobre as aposentadorias do alto escalão da instituição.
Na sexta-feira (24) a Folha revelou a queda de braço entre os presidentes do BB, Aldemir Bendine, e da Previ (fundo de pensão dos funcionários do banco), Ricardo Flores.
Bendine é homem de confiança de Mantega e acusa Flores de tentar derrubá-lo. Já o grupo de Flores diz que Bendine quer um aliado à frente do fundo de pensão dos funcionários do banco.
É em meio a essa disputa que Mantega terá que decidir sobre o aumento de cerca de 30% nas aposentadorias do presidente, de vice-presidentes e de diretores do BB, considerado irregular pelo Ministério da Previdência. A discussão poderá ir à Justiça.
Desta vez o impasse é com a Previc, instituição ligada ao Ministério da Previdência que regula os fundos de pensão fechados do país.
A entidade contesta, em parecer, o pagamento de aposentadorias considerados irregulares pelo órgão aos executivos do banco que saíram da ativa recentemente.
O imbróglio das aposentadorias começou quando, em 2010, o comando do BB revogou regra definida dois anos antes para calcular a aposentadoria do alto escalão.
Essa medida determinava que benefícios como auxílio-alimentação, licença-prêmio, férias, bônus e 13º fossem incorporados aos salários mensais dos 27 diretores, 9 vice-presidentes e do próprio presidente, mas excluía esses adicionais do cálculo da aposentadoria, paga pela Previ.
Também ficou acertada a imposição de um teto para os benefícios pagos pelo fundo de pensão.
A incorporação era uma forma de aumentar em cerca de 30% o rendimento dos executivos do banco que estavam na ativa. O objetivo era aproximar os salários do BB dos da iniciativa privada.
Só que, por decisão de Bendine e da cúpula do banco, diretores e vice-presidentes puderam se aposentar com os benefícios incorporados aos salários. A Previc, então, recebeu denúncias de funcionários insatisfeitos, pediu explicações e fez um parecer apontando a irregularidade.
Esse questão dos benefícios acabou se misturando à disputa política no BB.
Diante do risco de eventual impacto financeiro à Previ, Fazenda e a Previdência pediram um parecer da AGU (Advocacia Geral da União) antes de posicionar. (Folha)
O apóstolo Valdemiro Santiago afirmou, em resposta à entrevista com o demônio feita pelo bispo Edir Macedo, que somente Deus pode operar milagres e frisou que “o homem não pode pregar a palavra de acordo com interesse disto ou aquilo, mas sim como ela realmente é”. A afirmação ocorreu em um dos programas da Igreja Mundial do Poder de Deus na RedeTV!, segundo informações do The Christian Post.
O rompimento do silêncio sobre os ataques sofridos pela Igreja Mundial veio junto com um questionamento por parte do apóstolo: “Você acredita na Bíblia, em Deus ou no demônio?”, perguntou, antes de afirmar que ninguém pode operar milagres sem permissão de Deus. “Preste atenção, não existe uma religião no mundo, não tem um pastor, nem apóstolo, nem bispo, nem padre (…) ninguém no mundo está credenciado a fazer isso se Deus fizer e não o credenciar”, disse o líder da Mundial.
O líder da Mundial criticou também o dinheiro proveniente de dízimos e ofertas dos fiéis que a Igreja Universal repassa à TV Record para pagar salários de seus apresentadores e diretores, e afirmou que apesar dos fortes investimentos para que a emissora do bispo Edir Macedo ocupe a liderança de audiência, a Globo “nunca perderá a liderança”.
Atualmente, a Igreja Mundial do Poder de Deus é a denominação com maior tempo de programação em emissoras de TV aberta do país, e uma das que mais crescem em número de fiéis. (Gospel )
Procurador-geral da República e ministro da Justiça não fazem o que se espera deles: investigar por que a história não é devidamente esclarecida
Há duas semanas, VEJA revelou que os ministros Gilberto Carvalho, secretário-geral da Presidência da República, e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, agiram em sintonia com a máfia que desviou mais de 1 bilhão de reais dos cofres públicos.
Em depoimentos prestados ao Ministério Público e à Polícia Federal, a advogada Christiane Araújo de Oliveira contou que, durante anos, manteve relações estreitas com ambos e usou essa intimidade para conseguir levar à frente ações de interesse da quadrilha para a qual trabalhava.
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tranquilizou o ministro Dias Toffoli sobre o conteúdo do depoimento
Apesar da gravidade das acusações, registradas há mais de um ano em um arquivo de vídeo e outro de áudio, na ocasião nenhum procedimento de investigação formal foi aberto para apurar a denúncia. Pior que isso: uma parte do material -- o áudio original no qual a advogada narra aos policiais os detalhes de seus encontros com as autoridades do governo e as atividades paralelas derivadas desses encontros -- pode ter sido propositalmente escondida para evitar constrangimentos ao governo.
No áudio até agora desaparecido, Christiane conta detalhes, muitos deles sórdidos, a respeito do período em que conseguiu se infiltrar no governo a pedido da máfia. Entre muitas histórias impressionantes, a advogada confirma que, em 2009, entregou ao então advogado-geral da União, Dias Toffoli, material gravado clandestinamente que incriminava opositores do governo -- versão confirmada em depoimento prestado recentemente à Polícia Federal por Durval Barbosa, o chefe da quadrilha, que fez um acordo de delação premiada com a Justiça.
Dias Toffoli nega que tenha recebido qualquer documento das mãos da advogada. Em conversas com colegas do STF, o ministro relatou que está sendo vítima de calúnia e que teria recebido do procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a garantia de que não há nada nos depoimentos que o comprometa.
Não é um comportamento apropriado para quem deveria zelar pelo interesse público: melhor seria se o procurador se empenhasse em descobrir por que as revelações da advogada ficaram escondidas por tanto tempo.
Na semana passada, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, voltou a afirmar que “a suposta gravação informal (áudio) não consta de nenhum procedimento instaurado pela PF”. O ministro não esclarece coisa alguma. O áudio desaparecido tem seis horas de conversa e existem algumas cópias dele guardadas, inclusive com pessoas da própria polícia.
O ministério daria uma boa contribuição à Justiça se ajudasse a esclarecer por que o depoimento da advogada foi -- e permanece -- escondido na Diretoria de Inteligência da Polícia Federal. Mas, ao que parece, não é esse o objetivo. Na mesma nota, o ministro negou que tivesse recebido e visto o vídeo no qual a advogada explica suas relações com Gilberto Carvalho.
Cardozo, inclusive, chegou a relatar o conteúdo do material a um assessor da presidente Dilma Rousseff, segundo fontes do Palácio do Planalto. Estranho o comportamento do procurador-geral da República. Estranho o comportamento do ministro da Justiça. (Veja)
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), disse neste sábado (25) que o tucano José Serra tem um projeto de cinco anos com a cidade de São Paulo. Ao dizer isso, Kassab indica que Serra desistiu de se candidatar à Presidência da República. A referência dos cinco anos de trabalho pela cidade inclui a candidatura de Serra neste ano e mais quatro anos como prefeito.
"Essa questão [de se candidatar à Presidência] está encerrada na vida do Serra. Ele abandona esse projeto. Ele deixou isso muito claro. Ele tinha um grande projeto, aliás legítimo, de ser presidente. Caso fosse candidato de novo, se fosse eleito, seria um grande presidente, mas ele entendeu que deveria abandonar esse projeto. E ele abandonou", afirmou Kassab em uma visita a uma praça da Freguesia do Ó, zona norte da capital.
Segundo o fundador do PSD, a partir de agora a vida pública do tucano está toda voltada para a cidade de São Paulo. "As suas preocupações, seus projetos, seus estudos [estão voltadas para São Paulo]. É por isso que eu digo que a cidade ganha com um grande pré-candidato, depois um grande candidato e prefeito. Os próximos cinco anos dele serão voltados para a cidade."
Kassab disse que Serra definiu sua posição ontem. Depois disso, os dois conversaram pessoalmente sobre uma aliança e apoio entre o PSDB e PSD.
"Eu o apoio porque ele é ótimo para a cidade. Ele é meu candidato, terá meu voto. O Serra, por sua história, não precisa de nenhuma condição", ressaltou Kassab.
Perguntado se a aproximação do PSD com o PT e seu pré-candidato, Fernando Haddad, teria sido o motivo da decisão de Serra, o prefeito disse que não. "Ele não demorou a se posicionar. Cada partido tem o seu tempo. As convenções são em junho. O Serra não demorou, ele definiu dentro dos prazos. Não tem ligação [com as conversas do PSD com o PT]."
Sobre a possibilidade de Serra ter em sua base o PSD e o antigo partido de Kassab, o DEM, o prefeito não vê problema. "O Serra tem experiência na vida pública, é um conciliador. Todos os partidos que entendem que ele é o melhor para a cidade de São Paulo saberão compreender e apresentar sua visão para que seja um bom candidato", afirmou.
Sobre uma possível chapa "puro-sangue" do PSDB, Kassab disse que é possível, mas diz que não acredita que isso ocorra. "Uma aliança ampla como está sendo feita pressupõe uma chapa com candidatos de outros partidos." (Folha)
Rupert Murdoch, dono da News Corp: tiragem de 3 milhões de exemplares para o novo jornal.
A primeira edição do jornal "The Sun on Sunday", novo dominical do conglomerado do magnata Rupert Murdoch, chegou às bancas do Reino Unido neste domingo para cobrir o vazio deixado pelo tabloide "News of the World", extinto em julho passado após um escândalo de escutas telefônicas.
Murdoch, proprietário do grupo News Corporation, anunciou em 17 de fevereiro em Londres o lançamento de um novo dominical, que sairá com tiragem de 3 milhões de exemplares e um preço de 0,50 libra (R$ 1,35).
O magnata afirmou em sua conta no Twitter, na sexta-feira, que ficaria contente se o novo jornal conseguisse superar 2 milhões de exemplares em vendas.
No ano passado, o magnata se viu forçado a fechar o "News of the World" após 168 anos de história, devido ao escândalo de grampos ilegais a celulares de celebridades, realizados por alguns de seus jornalistas para obter "furos" de reportagem. (Folha.com)
Segundo Murdoch, seu novo tabloide já esgotou todo o espaço destinado a publicidade.
Atualmente, estão abertas duas investigações sobre o caso das escutas: a operação Weeting, que investiga os grampos telefônicos ilegais praticados por jornalistas, e a operação Elveden, que funciona em paralelo, sobre os supostos subornos a autoridades em troca de informações.
Os olhos do mundo estão voltados para o tamanho da dívida pública da Grécia e o impacto de um calote na economia global, mas a crise na Europa guarda um problema de efeito igualmente explosivo: um montante ainda maior de dívida privada, das empresas e das famílias.
Dívidas tão grandes ameaçam o crescimento econômico: com a recessão à espreita na Europa, a continuidade do cenário por um longo período parece ser a única concordância entre economistas.
A boa notícia é que os países emergentes, Brasil incluído, estão numa posição mais confortável. A má notícia: nenhum país está imune na economia globalizada.
Quinze dos 27 países da União Europeia (UE) têm dívidas privadas (sem contar as instituições financeiras) superiores ao limite de 160% do PIB (Produto Interno Bruto, conjunto de produtos e serviços produzidos num país), considerado seguro pela Comissão Europeia, braço executivo da UE.
São dados da Eurostat, agência de estatística da UE, divulgados neste mês numa compilação para um painel criado em novembro, cujo objetivo é analisar potenciais desequilíbrios econômicos.
Na Irlanda, a dívida privada representa 341% do PIB. Contudo, o quadro sombrio não se resume à periferia da Europa. O clube dos campeões de dívida privada também é frequentado por Dinamarca, Reino Unido e Holanda, os dois primeiros fora do euro. (Vinícius Neder, O Globo)
Andrea Matarazzo, secretário de Cultura do governo de São Paulo, anunciará no início da tarde de hoje que desistiu de concorrer às prévias do PSDB que indicarão o candidato a prefeito da capital.
Bruno Covas, secretário do Meio Ambiente, anunciará a mesma decisão amanhã durante reunião com o governador Geraldo Alckmin e parte dos demais secretários.
Nesta segunda-feira, José Serra enviará carta à direção municipal do PSDB formalizando seu desejo de participar das prévias marcadas para o próximo domingo, dia 4.
- O importante é derrotar o PT. Serra reúne melhores condições para isso - antecipou, ontem, Andrea em conversa com um amigo.
Restarão mais dois aspirantes a candidato, inscritos para concorrer às prévias: José Aníbal, secretário de Minas e Energia do Estado, e Ricardo Trípoli, vice-líder do PSDB na Câmara dos Deputados.
Parte dos nomes de peso do partido que sustentam a pretensão de Trípoli deverá aderir à candidatura de Serra. Assessores de Alckmin apostam que Serra vencerá as prévias com larga vantagem.
Deverão votar entre seis mil a oito mil filiados ao partido.
Caberá à direção do partido realizar as prévias na data marcada ou adiá-las por uma ou duas semanas. Para Serra tanto faz, segundo comentou com Alckmin.
Esgotou-se o prazo para quem quisesse disputar as prévias. Mas o regulamento que as orienta prevê que a qualquer momento um nome inscrito poderá ceder lugar a outro.
Assim, Serra poderá substituir Andrea ou Bruno.
Se estiver certo, Serra tentará suceder o atual prefeito, Gilberto Kassab, contando com o apoio do PSDB, PSD, PP, DEM e PV.
Esse apoio, traduzido em tempo de propaganda eleitoral no rádio e na televisão, deverá garantir a Serra algo como pouco mais de oito minutos duas vezes ao dia durante 45 dias.
O PSB faz parte dos governos Alckmin e Kassab. Por ora, tende a apoiar Serra.
O PDT ganhará uma secretaria no governo Alckmin. Também tende a apoiar Serra.(Blog do Noblat)
Inquéritos que tiveram políticos brasileiros como alvo nos últimos anos demoraram mais tempo do que o normal para chegar a uma conclusão, e processos abertos pelo Supremo Tribunal Federal contra eles se arrastam há mais de dez anos sem definição, de acordo com um levantamento inédito feito pela Folha, que publica um caderno especial neste domingo.
Documentos com a íntegra dos 258 processos que foram examinados estão disponíveis na página da "Folha Transparência", conjunto de iniciativas do jornal para divulgar informações de interesse público mantidas sob controle do Estado. Os primeiros 21 processos já estão no ar.
Em média, a Polícia Federal leva pouco mais de um ano para concluir uma investigação.
Inquéritos analisados pela Folha que já foram encerrados consumiram o dobro de tempo. O levantamento mostra que deficiências do aparelho judiciário do país e falhas cometidas por juízes, procuradores e policiais estão na raiz da impunidade dos políticos brasileiros, provocando atrasos nas investigações e em outros procedimentos necessários para o julgamento dos acusados.
Durante quatro meses, a Folha analisou 258 processos que envolvem políticos e estão em andamento no STF ou foram arquivados pela corte recentemente, incluindo inquéritos ainda sem desfecho e ações penais à espera de julgamento.
Os processos envolvem 166 políticos que só podem ser investigados e processados no Supremo, um privilégio garantido pela Constituição ao presidente da República e seu vice, a deputados federais, senadores e outras autoridades.
O senso comum sugere que esse tipo de coisa acontece porque os políticos têm condições de pagar bons advogados para defendê-los na Justiça, mas a análise dos processos mostra que em muitos casos as investigações simplesmente não andam, ou são arquivadas sem aprofundamento.
Só dois casos do conjunto analisado pelo jornal estão prontos para ir a julgamento. (Folha )
Inmetro vai examinar produtos importados ainda na fronteira e barrar itens fora das normas
O governo prepara uma nova arma para prevenir a entrada no país de produtos de baixa qualidade, sobretudo de origem chinesa e de outros países asiáticos. Um pente-fino em mercadorias certificadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) será feito nas fronteiras, e qualquer produto considerado fora das normas de segurança e de qualidade será impedido de entrar no Brasil.
A ação inédita, com início previsto para o segundo trimestre deste ano, tem por objetivo proteger a indústria nacional e o consumidor. Ela será comandada pela Receita Federal, em parceria com o Inmetro.
Na lista de prioridade das autoridades estão produtos têxteis, siderúrgicos, autopeças e artigos infantis, com destaque para os brinquedos. Mas a verificação será feita em mais de 400 famílias de produtos, ou 240 mil modelos de mercadorias diferentes. Este é o contingente de itens certificados pelo Inmetro sujeito ao controle nos principais portos e aeroportos do país.
Em um segundo momento, o Inmetro também verificará mercadorias não certificadas. E poderá fazer testes para confirmar, por exemplo, se um produto apreendido pela Receita é pirata. (Estadão)
O ministro Gilson Dipp, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), defendeu a criminalização do enriquecimento ilícito de servidores públicos, inclusive de magistrados.
O enriquecimento é punido com base na Lei de Improbidade, que prevê sanções exclusivamente de caráter civil, como pagamento de multa, devolução de dinheiro desviado do erário e suspensão dos direitos políticos. "Proponho a tipificação do enriquecimento ilícito com pena de reclusão", declarou Dipp.
Antecessor da ministra Eliana Calmon na Corregedoria Nacional de Justiça, Dipp é criador das varas de lavagem de dinheiro da Justiça Federal por onde tramitam ações contra o crime organizado. Ontem, ele conduziu a primeira audiência pública da Comissão de Reforma do Código Penal no Senado, fórum que ele preside. No Tribunal de Justiça de São Paulo, reuniram-se promotores, senadores, juízes, advogados, notáveis do Direito e segmentos da sociedade civil.
Dipp assinalou que o código é de 1940. Ao longo desses anos foram criadas mais de 120 leis extravagantes para suprir lacunas do código defasado. "O excesso de legislações esparsas conduz à situação de injustiça, gera descompasso e descrédito no Direito Penal", alertou o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Fernando Grella Vieira.
O ministro informou que o combate à corrupção é capítulo fundamental na construção do novo código. "O enriquecimento ilícito deve ser tipificado como crime, o servidor que tenha patrimônio incompatível com o seu rendimento e não saiba justificar de onde veio deve ser processado criminalmente. Está na convenção da ONU contra a corrupção. O Brasil é signatário."
Para Dipp, a punição de ordem criminal pode intimidar o agente envolvido em fraudes contra o Tesouro. "O tipo penal tem mais rigor, tem um peso maior de coação e de prevenção." (Estadão)
Para desgosto de Dilma Rousseff, a oposição retornou ao Congresso nesta semana dando sinais de que não pretende desistir de convocar seus ministros. Requerimentos pedindo a convocação de Guido Mantega, Gilberto Carvalho, Eleonora Menicucci e Fernando Pimentel estão na mesa de Marco Maia prontinhos para votação nas comissões.
Segundo Fernando Francischini (PSDB-PR), a oposição irá aproveitar a insatisfação da base aliada com o governo para cobrar a votação o quanto antes.
Para quem não lembra, Mantega será chamado a explicar no Congresso o motivo da demora em demitir o ex-presidente da Casa da Moeda Luiz Felipe Denucci. Pimentel falará de suas polêmicas consultorias e Carvalho poderá ser convocado a falar de suas relações com uma mensageira de Durval Barbosa, o delator do esquema de corrupção de Brasília.
Menos enrolada, mas ainda na mira dos evangélicos, Eleonora será chamada a falar de suas posições sobre o aborto. (Radar On-line, na Veja)
A guerra religiosa entre Edir Macedo e Valdemiro Santiago continua ardendo. No início do mês, o chefe da Universal pôs no ar um vídeo em que uma mulher supostamente possuída pelo diabo atacava a igreja do seu concorrente.
Agora, um novo vídeo colocado ontem no YouTube mostra novamente uma mulher exorcizada afirmando que tirou pessoas da Universal e levou para o templo da Igreja Mundial de Valdemiro.
Na semana passada, Valdemiro, que tem roubado ao longo dos anos milhares de fiéis da concorrente, já havia se manifestado sobre a ofensiva da Universal:
- Estão apelando demais, tudo bem que eles estão desesperados porque não tem mais povo para arrancar dinheiro. (Radar On-line, na Veja)
Na certeza de que as brigas na diretoria do Banco do Brasil poderão respingar no seu governo e afetar a credibilidade da instituição em um mercado sensível, a presidente Dilma Rousseff determinou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, que ponha um fim às disputas alimentadas por grupos do PT que trabalham pelo controle do banco.
O Palácio do Planalto tem a informação de que as brigas internas na diretoria do BB alimentam os boatos sobre desavenças entre o ministro da Fazenda e seu secretário executivo, Nelson Barbosa. Este último foi chamado ontem pela presidente para uma conversa no Palácio da Alvorada. Assim como Mantega, ele recebeu um ultimato para pôr fim às brigas no BB.
De acordo com um auxiliar da presidente, Dilma fica muito irritada toda vez que lê uma nota na imprensa a respeito da intensa disputa pelo poder dentro do BB porque, logo em seguida, aparece uma outra, sempre sobre possíveis desentendimentos entre Mantega e Barbosa.
Tudo isso num momento em que o Ministério da Fazenda mal se refez do desgaste da demissão do presidente da Casa da Moeda, Luiz Felipe Denucci, que saiu no rastro de suspeitas de envolvimento em um suposto esquema de desvio de dinheiro para paraísos fiscais. Sem ter o que dizer a respeito da demora na demissão de Denucci, visto que as denúncias eram de meses antes, Mantega jogou a culpa pela nomeação no PTB. Na avaliação de Dilma, foi uma resposta ruim.
Segundo informações de bastidores do Planalto, as disputas no BB são puxadas pelo presidente da instituição, Ademir Bendine, e pelo presidente da Previ (fundo de previdência dos funcionários do Banco do Brasil), Ricardo Flores, ambos do PT. Os dois foram escolhidos para os cargos por Mantega. Vivem um processo de briga, cada um temendo levar uma rasteira do outro.
Pela ordem dada por Dilma, o ministro terá de mandá-los se entender. Se isso não ocorrer, deverá optar por um dos dois. Por enquanto, Bendine tem certa vantagem em relação a Flores. (João Domingos e Edna Simão, de O Estado de S. Paulo)
Nem a queda de sete ministros por suspeitas de corrupção, muito menos os cortes orçamentários e a estagnação de programas carros-chefes do governo como o PAC e o Minha Casa, Minha Vida atrapalharam o governo federal de bancar festividades oficiais e homenagens ao longo de 2011, quando os gastos em comemorações atingiram R$ 54,2 milhões, 19,5% a mais do que no ano anterior (R$ 45,4 milhões).
Se levarmos em conta os dispêndios para esse tipo de evento nos últimos cinco anos o crescimento é de 314%.
Segundo dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), divulgados pela ONG Contas Abertas, em 2007, primeiro ano do segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tais despesas somaram pouco mais de R$ 17 milhões.
No ano seguinte, tiveram um acréscimo de 40% e saltaram para R$ 24 milhões. Já em 2009 o aumento foi de 30%, ultrapassando os R$ 31 milhões. Em 2010, ano das eleições presidenciais, o governo desembolsou R$ 45,5 milhões, o que representou um aumento de quase 45% em relação ao ano anterior.
- O levantamento mostra que esses gastos têm crescido de forma significativa. E essa rubrica (festividade) acaba sendo utilizada por inúmeras unidades gestoras. Podemos ver uma homenagem aqui, outra festividade ali. Mas de grão em grão a galinha enche o papo. Um valor que chega a R$ 54 milhões é um gasto relevante - diz o economista Gil Castello Branco, da ONG Contas Abertas.
- Essa é uma das despesas em que é possível o governo fazer um esforço para reduzir os gastos. É um conjunto de solenidades muitas vezes que pouco podem acrescentar. O que não pode acontecer é esses gastos se generalizarem - critica ele. (Marcio Allemand e Bruno Góes, O Globo)
Uma reunião entre o ex-governador José Serra e o governador Geraldo Alckmim, na quinta-feira à noite, para discutir o desfecho para o impasse da candidatura do PSDB à prefeitura de São Paulo foi considerado por lideranças do partido como o primeiro passo do tucano rumo à oficialização da entrada dele na disputa.
Embora Serra não tenha comunicado a sua decisão, grupos que articulam a entrada dele nas eleições municipais já cogitavam [ontem] a participação do ex-governador nas prévias do partido. Uma saída jurídica para isso está sendo estudada pela direção do PSDB há alguns dias, pois o prazo de inscrição no processo já terminou.
Serra e Alckmin ficaram de conversar mais uma vez no fim de semana. As prévias tucanas estão marcadas para o próximo dia 4. Quatro pré-candidatos estão inscritos, sendo três secretários do governo Alckmin - Andrea Matarazzo, Bruno Covas e José Aníbal - e o deputado federal Ricardo Trípoli.
Duas possibilidades estão sendo analisadas por aliados do ex-governador e de Alckmin para a entrada do tucano na disputa. A primeira é a manutenção da data da prévia e a deflagração de uma operação política de emergência para conquistar, ao longo da próxima semana, os votos que Serra precisaria para vencer os demais participantes.
A segunda é o adiamento, em duas semanas, da disputa interna, permitindo, assim, um tempo maior para as costuras políticas.
Para alguns líderes do PSDB, a candidatura de Serra já é um fato consumado.
- O Serra é candidato. Não tem mais jeito - sentenciou [ontem] um tucano envolvido nas negociações. (O Globo)
Depois de se recusar por quase 20 horas a abandonar um carro furtado em Cascavel (498 km de Curitiba), um cão da raça Akita reencontrou seu dono no início da tarde desta sexta-feira (24).
Alertado por um vizinho que viu uma reportagem sobre o animal, o agricultor Valdir Linkoski procurou a 15ª SDP (Subdivisão Policial) para buscá-lo.
Cão se recusa a sair de carro apreendido pela polícia na cidade de Cascavel, no Paraná
Para Linkoski, o cachorro pode ter saído do sítio na zona rural de Cascavel, onde vive, em busca de companhia. "Como tem algumas cachorras no cio por lá, acredito que ele foi dar uma namorada", afirmou. "Fiquei sabendo que ele estava perto do carro e entrou quando os policiais se aproximaram".
Koski tem oito anos de idade e desde os três meses mora com o agricultor. O nome dele faz referência ao sobrenome do dono. Ele foi encontrado a aproximadamente dois quilômetros do sítio.
Ao ouvir a voz do agricultor, Koski levantou a cabeça e correu para "abraçá-lo", conta o dono.
Segundo Linkoski, o animal é extremamente dócil, gosta de crianças e de automóveis. "Ele adora andar de carro. Sempre que a porta é aberta o Koski é o primeiro a entrar. Talvez isso explique o fato de ele ter ficado tanto tempo dentro do carro."
Antes do reencontro com o dono, a polícia tentou de tudo para retirar Koski do carro. Até um adestrador foi chamado, mas desistiu diante do comportamento agressivo do animal. Após o reencontro com o dono, no entanto, Koski voltou a ser dócil com todos. (Folha)
Mizael Bispo estava foragido da Justiça paulista desde dezembro de 2010
O advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, acusado da morte da ex-namorada e ex-sócia, a advogada Mércia Nakashima, se entregou no fim da tarde desta sexta-feira, no Fórum de Guarulhos, na Grande São Paulo. O advogado dele, Samir Haddad Júnior, negociou a apresentação de seu cliente com o Ministério Público e a Justiça de Guarulhos. Mizael era considerado foragido desde 7 de dezembro de 2010, quando foi decretada a sua prisão. Ele estava na lista dos procurados da Justiça desde então.
O corpo da vítima foi encontrado no dia 11 de junho, numa represa de Nazaré Paulista, a 59 km de São Paulo, um dia após o carro dela ser achado submerso no mesmo local. Mas a polícia acredita que ela morreu em 23 de maio de 2010, no dia em que desapareceu da casa dos avós, em Guarulhos.
Mizael foi denunciado por homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima).
De acordo com o MP, ele teria cometido o crime pelo fato da vítima ter terminado o namoro. Além disso, teria desferido disparo de arma de fogo, pois o laudo identificou que a vítima foi atingida por três perfurações (braço, mão e mandíbula). Ela também foi agredida com instrumento contundente, segundo peritos. (O Globo)
O governo italiano anunciou nesta sexta-feira medidas destinadas a acabar com as isenções tributárias para propriedades comerciais pertencentes à Igreja Católica, o que deve resultar numa arrecadação adicional de até 600 milhões.
O primeiro-ministro italiano, Mario Monti, incluiu essa medida, que afeta também outras organizações não-lucrativas, em um pacote mais amplo de desregulamentação que atualmente tramita no Parlamento da Itália.
A Igreja é dona de muitos hospitais, hotéis e pensões, que gozam de isenção tributária por serem parcialmente ocupados por freiras e padres, ou por terem uma capela. A nova lei elimina essa brecha, que isentava de impostos muitos estabelecimentos predominantemente comerciais.
Em dezembro, Monti pediu aos italianos que fizessem sacrifícios para salvar o país da crise da dívida na zona do euro. Em 48 horas depois da aprovação do pacote, mais de 130 mil pessoas aderiram a uma petição pela Internet exigindo o fim dos privilégios tributários para a Igreja.
O pacote deve ser votado na semana que vem pelo Senado e deverá, depois, seguir para a Câmara. (Folha)
Uma organização não governamental ligada ao narrador Galvão Bueno aprovou um projeto de R$ 2,2 milhões no Ministério do Esporte
O governo federal autorizou a Associação Beneficente Galvão Bueno a captar o valor em doações e patrocínios por meio da Lei de Incentivo Fiscal. A decisão foi publicada no "Diário Oficial da União".
O dinheiro é destinado ao projeto chamado "Escola de Formação de Pilotos". Dois filhos de Galvão, Cacá e Popó, são pilotos de automobilismo, antiga paixão do narrador, especialista em F-1.
Galvão e a direção da entidade foram procurados pela Folha na manhã de ontem. No fim da noite, ele respondeu que decidiu pedir o cancelamento do projeto nos próximos dias. "Nenhuma medida no sentido de implementá-lo será adotada", disse, em nota curta, via assessoria.
Galvão é presidente de honra da associação que leva seu sobrenome e sua mãe, Mildred Galvão Bueno, a presidente efetiva. A ONG tem sede em Londrina (PR), onde Galvão montou residência.
A entidade recebeu o aval do ministério para se beneficiar da lei de incentivo. Por meio dela, o governo federal abre mão de arrecadar impostos devidos por empresas (1%) e pessoas físicas (6%) em troca do uso do recurso como patrocínio esportivo.
Ou seja, o dinheiro que deveria parar nos cofres públicos vai para ações ligadas ao esporte. No caso de Galvão, o valor de captação pode chegar a exatos R$ 2.191.696,96.
O processo de aprovação do projeto no Ministério do Esporte durou três meses. A ONG fez o pedido em 15 de setembro de 2011. Em 20 de dezembro, houve a aprovação, e a decisão foi publicada anteontem. Quem assina é Ricardo Capelli, ex-presidente da União Nacional dos Estudantes e presidente da comissão que analisa projetos.
A ONG, fundada em 2003, tem como objetivo, segundo o site, "a convivência familiar bem-sucedida". Diz reunir "profissionais liberais (especialmente da área médica) e empresários em torno da liderança do sr. Galvão Bueno, reconhecido comunicador da área esportiva, e sua mãe, sra. Mildred Galvão Bueno". (Folha)
A Jovem Pan de São Paulo criou uma campanha contra a transmissão do programa ‘A Voz do Brasil’, produção da Empresa Brasil de Comunicação com uma hora de duração e que é de obrigatória veiculação nas emissoras de rádio. A atração está no ar há mais de 70 anos.
Em seu site, a Jovem Pan possui um espaço dedicado à campanha, na qual personalidades se manifestam com relação à obrigatoriedade da 'Voz do Brasil’. Uma das declarações contra a transmissão do programa foi feita pelo ex-governador de São Paulo, José Serra. “[O programa] é chatíssimo e totalmente inapropriado para o horário”, afirmou. “Isso acontece por conta de uma determinação que data de 1939, quando o país ainda vivia a ditadura de Getúlio Vargas”, relembrou.
A Associação das Emissoras de Rádio e Televisão do Estado de São Paulo (AESP) também possui campanha criticando a ‘Voz do Brasil’. A produção foi criada pela entidade em novembro do ano passado e tem o intuito da atração ser veiculada entre 19 e 22h. A Jovem Pan possuía esse direito, mas desde 10 de janeiro foi obrigada a transmitir o programa a partir das 19h, conforme as demais rádios. (Comunique-se)
O corpo da empresária Eliana Tranchesi, ex-dona da Daslu, foi enterrado por volta das 16h desta sexta-feira, no cemitério do Morumbi, na zona oeste da capital. Ela morreu na madrugada desta sexta, após complicações causadas por um câncer no pulmão. A capela do cemitério, onde uma missa foi celebrada às 14h em homenagem à empresária, foi lotada por familiares e amigos.
Entre os presentes estavam o estilista Ricardo Almeida; João Paulo Diniz, filho mais velho do empresário Abílio Diniz, participam da missa; o publicitário Nizan Guanaes; e a empresária; consultora de moda Costanza Pascolato; e Sofia Alckmin, filha do governador paulista, Geraldo Alckmin.
Sofia, que já foi vendedora e responsável pelo setor de novos negócios da Daslu, não quis comentar a morte de Eliana. Almeida disse que Tranchesi foi um "ícone na moda". "Ela fez história. Expandiu seu negócio e conseguiu ter a loja mais bonita do mundo", disse. O estilista tinha uma loja no complexo Daslu, mas deixou o espaço no ano passado.
Costanza afirmou que Eliana teve grande importância por ter incentivado o varejo de luxo personalizado, de maneira a não ser igualado por outro grupo. "Ela seduziu o Brasil inteiro. Antes de iniciar a venda das peças, pesquisou o gosto da mulher brasileira, por isso conseguiu o sucesso que teve", disse a consultora.
O padre que comandou a cerimônia pediu um minuto de silêncio em homenagem a Eliana. Os filhos da empresária, sentados na primeira fila, ficaram emocionados. Flores com homenagens de familiares e amigos foram colocadas do lado de fora da capela.
Antes de concluir a missa, o religioso ainda lembrou o período da quaresma, iniciado nesta quarta-feira, e a missa que acontece no próximo domingo no cemitério em homenagem aos mortos da semana.(Folha.com)
O Brasil passou da condição de recebedor, no passado, para doador de recursos a fundo perdido, em ajudas internacionais. A conclusão é do levantamento "O Brasil e os Fundos Multilaterais de Desenvolvimento", divulgado nesta sexta-feira (24) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada)
De acordo com o documento, o país gastou R$ 3,2 bilhões em desenvolvimento internacional ao longo de 2005 a 2009.
"O propósito da verba é contribuir para o desenvolvimento internacional, entendido como a melhoria de condições socioeconômicas de grupos ou populações", diz o estudo.
O Ipea identificou que 23,5% do total (R$ 755,8 milhões) foi para a cooperação técnica e ajuda humanitária. Os demais 76,5%, ou R$ 2,46 bilhões, foram gastos como contribuição a organismos multilaterais.
Do dinheiro destinado a esses organismos, R$ 1,53 bilhão foi para organismos como a OMS (Organização Mundial da Saúde). Outros R$ 929,7 milhões entraram em fundos de desenvolvimento, como o a Associação Internacional de Desenvolvimento do Banco Mundial e o Fundo de Operações Especiais do Banco Interamericano de Desenvolvimento. (Folha)