Suplente do Conselho de Ética do Senado, Rosalba Ciarlini (DEM-RN) usou verba pública para pagar viagens de turismo para ela, marido, filhos, além de outros parentes, amigos, o advogado e a mulher do advogado, no país e no exterior. Custeou passagens e, em alguns casos, até estada em hotéis.
Em seu primeiro mandato, ela bancou essas despesas com recursos de sua cota aérea, criada para permitir o deslocamento de congressistas no exercício da atividade parlamentar. O ato do Senado que regulamenta a concessão das passagens não prevê o uso da cota para pagamento de hotel.
A Folha obteve mais de 320 páginas de cartões de embarque e comprovantes de passagens e hospedagem descontadas da cota da senadora de maio de 2007 a fevereiro de 2008, somando cerca de R$ 160 mil.
Foram mais de 240 viagens em menos de 300 dias -quase uma passagem por dia. Mais da metade dos bilhetes (124) foi emitida em nome de membros das famílias Ciarlini e Rosado (sobrenome de seu marido, Carlos Augusto).
Rosalba é o primeiro caso detalhado no Senado de descontrole no uso da cota aérea a vir a público. Em abril, foram dezenas de exemplos na Câmara, no escândalo conhecido como a "farra das passagens".
A senadora financiou, por exemplo, a vinda de sua filha Karla e do genro alemão Jan Nabendahl de Frankfurt para Natal, em novembro de 2007, ao custo de R$ 5.813. Presenteou outro membro da família, Luana Rosado, e uma pessoa chamada Tricia Maia com uma viagem para Lisboa, Barcelona e Paris, no valor de R$ 7.457.
O serviço de microblog Twitter informou, em seu blog de status, que o site voltou a funcionar por volta das 12h15 desta quinta-feira (6). No entanto, a página -- que ficou oficialmente fora do ar por mais de uma hora -- continua inacessível para muitos internautas de todo o mundo.
O Twitter informou que os usuários devem enfrentar lentidão no serviço, enquanto ele não estiver totalmente estabilizado. “Estamos trabalhando para voltar a 100%” o mais rápido possível.
O site foi derrubado por um ataque de “negação de serviço” (Distributed Denial of Service), divulgou o blog oficial. Pessoas mal-intencionadas realizam esse tipo de ataque com o intuito de sobrecarregar um serviço, para tirá-lo do ar.
Segundo Altieres Rohr, colunista de segurança do G1, os DDoS são normalmente difíceis de contornar, porque as solicitações maliciosas costumam chegar de vários computadores diferentes. “Não dá simplesmente para bloquear o acesso dos computadores ao servidor, porque são muitos”, explica o especialista.
Vencimentos de Sarney ultrapassam teto salarial constitucional
Quinta-feira, 06/08/2009 - 11:09
Deu na Folha Online:
O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), recebe mensalmente ao menos R$ 52 mil dos cofres públicos, mais do que o dobro permitido pela Constituição, que estabeleceu como teto salarial o subsídio de ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), hoje de R$ 24.500, informa reportagem de Fernanda Odilla e Hudson Corrêa, publicada nesta quinta-feira pela Folha.
Segundo a reportagem, além do salário de senador, de R$ 16.500, Sarney acumula duas aposentadorias no Maranhão que totalizavam o valor de R$ 35.560,98 em 2007. O governo do Estado não informou se houve reajuste.
Ofício da Procuradoria Geral do Estado do Maranhão encaminhado a Sarney pediu, em maio de 2007, manifestação do senador sobre o acúmulo de benefícios que recebe como ex-funcionário do TJ (Tribunal de Justiça) e como ex-governador do Maranhão (1966-1970), ultrapassando os R$ 24.500. Lula Marques/Folha Imagem
Sarney afirmou que, "resguardado pelo direito constitucional que tem, como qualquer brasileiro, à privacidade sobre os seus vencimentos, não vai se pronunciar a respeito" das aposentadorias que recebe, embora elas sejam pagas com recursos públicos. A informação foi repassada pela Secretaria de Imprensa da Presidência do Senado.
A assessoria do TJ disse que cabe à Secretaria de Administração do Estado se pronunciar sobre aposentadorias. A Folha pediu informações à secretaria, mas não recebeu resposta.
Entidades que reúnem veículos de comunicação de todos os setores estão convencidas do viés fascista de associações, até de rádios piratas, e ONGs, constituídas por meia dúzia de porraloucas e controladas pelo governo Lula, que pretendem imitar o semi-ditador da Venezuela, coronel golpista Hugo Chávez, para estabelecer um tal “controle social da mídia” no Brasil. O objetivo é punir “excessos” de jornalistas críticos do governo.
Boicote à Confecom
Associações de veículos de comunicação ameaçam boicotar a Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), em dezembro.
Intolerância
No primeiro governo Lula, houve uma tentativa, afinal frustrada, de criar um “Conselho Federal de Jornalismo”, também de inspiração fascista.
Conselho de Ética decide hoje sobre processos contra Sarney
Quarta-feira, 05/08/2009 - 11:54
Deu na Folha Online:
O Conselho de Ética do Senado vai decidir nesta quarta-feira, a partir das 15h, sobre a instalação dos processos contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro parlamentar.
Ontem, o presidente do órgão, Paulo Duque (PMDB-RJ), disse que já está "tudo decidido" sobre as acusações contra Sarney, mas não quis adiantar sua posição e negou que esteja disposto a pedir mais prazo para analisar as denúncias.
"Já está tudo decidido, está apenas em segredo. [...] Eu estou cumprindo um dever cívico sem medo de nada. Estou preparado para tudo", afirmou Duque.
Aliados de Sarney cogitam a possibilidade de Duque arquivar as representações para evitar novos desgastes ao presidente do Senado. O peemedebista, porém, prometeu anunciar sua decisão somente durante a reunião do conselho.
Senadores da oposição anunciaram que vão recorrer ao plenário do Conselho de Ética, ou mesmo ao plenário do Senado, caso Duque arquive sumariamente as acusações.
"Se arquivarem as 11 representações e denúncias, vamos recorrer ao plenário do conselho. Se formos derrotados, vamos recorrer ao plenário do Senado", disse o líder do DEM, José Agripino Maia (RN).
Duque também entende que a decisão do colegiado não é definitiva pois cabe recurso. "Se eu arquivar ou não, não é definitivo porque cabe recurso", afirmou.
O Conselho de Ética do Senado reúne 11 acusações contra o presidente da Casa. São cinco representações por quebra de decoro parlamentar --três apresentadas pelo PSDB e duas pelo PSOL-- e seis denúncias --quatro protocoladas por Virgílio e outras duas dele com o senador Cristovam Buarque (PDT-DF).
Fogo em Airbus antes de decolagem deixa 8 feridos em Paris
Quarta-feira, 05/08/2009 - 10:04
Deu no Portal G1:
Oito pessoas a bordo de um jato Airbus operado pela companhia espanhola Vueling ficaram feridas nesta quarta-feira (5) quando um dos motores da aeronave pegou fogo pouco antes da decolagem prevista no aeroporto de Orly, em Paris, informou a empresa.
O avião foi esvaziado após o início do incêndio no motor direito do modelo A320 da Airbus às 10h36 (5h36 de Brasília). O fogo começou quando a aeronave taxiava, informou a Vueling em comunicado.
A empresa não especificou se os feridos eram passageiros ou tripulantes. Um avião substituto continuaria o voo para Alicante, na Espanha.
De Gerson Camarotti e Cristiane Jungblut, em O Globo::
Pressionado pelo PT e pelo Palácio do Planalto, o líder do partido no Senado, Aloizio Mercadante (SP), desmarcou ontem reunião da bancada que deveria reafirmar o pedido de licença temporária do presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). A avaliação do governo e do comando do PT é que uma nova reunião para confirmar posição já tomada fragilizaria ainda mais a situação de Sarney num momento em que ele insiste em demonstrar disposição para o enfrentamento político. A decisão de cancelar a reunião foi tomada em cima da hora, após consulta feita pelo líder aos 11 colegas.
- Ninguém pediu para mudar de posição. Por isso, não havia motivo para a reunião. A bancada permanece com a opinião de que a licença temporária de Sarney é a melhor solução para a crise - explicou Mercadante. Num tom conciliador, o líder defendeu que o Conselho de Ética deve ser o espaço adequado para resolver a crise. Disse esperar que o parecer do presidente do colegiado, Paulo Duque (PMDB-RJ), sobre as representações contra Sarney fosse fundamentado. E deixou claro que não havia posição da bancada em defesa da renúncia de Sarney:
- Não tenho compromisso com a renúncia. Também não tenho nenhum compromisso de encaminhar essas questões com a oposição.
O adiamento começou a ser costurado na noite anterior. Mercadante esteve na Presidência da República, onde se encontrou com Gilberto Carvalho, chefe de gabinete do presidente Lula, e com Ricardo Berzoini, presidente do PT.
- Foi uma decisão sensata - disse Delcídio Amaral (PT-MS), um dos quatro senadores petistas que apoiam Sarney, na bancada de 12. - O PT não podia ser ator novamente de uma novela que não é dele. Havia preocupação no governo com a reação do PMDB em relação à postura crítica do PT.
- Não tinha razão para o PT ficar toda a semana discutindo esse assunto (o caso Sarney). Na bancada, temos posições diferenciadas. A oposição descobriu agora que há atos secretos, quando o DEM está na 1 secretaria há 14 anos. O PT nunca defendeu ato secreto ou nepotismo. Foram feitas representações no Conselho de Ética e vão ser analisadas.
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Grupo de Sarney ameaça adversários com dossiês
Terça-feira, 04/08/2009 - 09:59
Eugênia Lopes e Vera Rosa, de O Estado de S. Paulo:
Apoiados pelo Palácio do Planalto, os aliados do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), cumpriram à risca a estratégia montada na semana passada e voltaram do recesso acuando a oposição, que pede sua renúncia do cargo. O próprio Sarney, após indicar para aliados e familiares, na semana passada, que iria renunciar, ontem mudou de ideia, reforçou a corrente de resistência da tropa de choque e negou que vá deixar o cargo. "Isso não existe, isso não existe", repetiu, ao deixar o plenário.
Na sessão, os aliados de Sarney revelaram abertamente que preparam "dossiês" sobre senadores da oposição. Também "vazaram" denúncias de irregularidades praticadas por desafetos do presidente da Casa. "Eu peguei todos os atos. Xeroquei do original. Tem a assinatura de cada um dos líderes lá avalizando as atitudes tomadas pelo presidente. Eu tenho os documentos", avisou Wellington Salgado (PMDB-MG), da tropa de Sarney, em plenário. Pelo raciocínio do grupo, se ele cair, não será sozinho.
A senha para o ataque foi o discurso do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que pediu a renúncia de Sarney da presidência. Liderada por Renan Calheiros (PMDB-AL), a reação contou com a adesão de Fernando Collor (PTB-AL), que reeditou o estilo "bateu levou", da época em que presidiu o Brasil, entre 1990 e 1992, antes de ser alvo de processo de impeachment e ter o mandato cassado.
Momentos antes de o clima de beligerância tomar conta do plenário, Sarney saiu e se recolheu a seu gabinete. "Estou com um espírito muito bom. Nunca deixei de estar confiante", afirmou, ao ser indagado se estava tranquilo para enfrentar os 11 pedidos de investigação protocolados no Conselho de Ética.
Desde que assumiu, em fevereiro, Sarney vem sendo alvo de denúncias que envolvem emprego de familiares, uso de atos secretos no Senado e desvios da fundação que leva seu nome.
Os aliados passaram o início da tarde tentando pôr panos quentes na crise e refutando a hipótese de renúncia. "Isso aqui não é como time de futebol, que troca de técnico a toda hora", disse o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR). "Não existe possibilidade de renunciar", emendou Salgado.
Ao ser indagado sobre a nota do PMDB, divulgada anteontem, que aconselhou os dissidentes a saírem da legenda, em uma referência a Simon e Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), Jucá tentou amainar a crise. "Se estamos trabalhando para desidratar a crise, não há como jogar mais combustão", disse.
A decisão do Palácio do Planalto de apoiar Sarney foi tomada com base na certeza de que, se ele cair agora, a derrota será debitada pelo PMDB na conta do PT. O argumento é que o senador pode até não resistir à guerra e renunciar ao cargo, mas não é inteligente o PT empurrá-lo para o abismo. Ao contrário, trata-se, no diagnóstico do governo, de "tática suicida".
De forma menos efusiva que em outras ocasiões, o Palácio do Planalto voltou a defender o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas não fez prognósticos sobre sua permanência ou não no cargo. Na reunião de coordenação, de manhã, o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro, fez uma análise da crise no Senado e passou o recado de Sarney ao governo: apesar da pressão, não está disposto a renunciar ao cargo. O presidente do Senado está pronto para a guerra, concluíram Lula e auxiliares.
O presidente Lula, que na semana passada sinalizara que não estaria mais tão fechado com o presidente do Senado, ontem reiterou apoio a Sarney, durante a reunião, mas disse que é preciso tomar cuidado para que a posição do Planalto não pareça interferência em questões do Legislativo. E reafirmou que não vai mais interferir nas decisões da bancada do PT no Senado.
Pouco depois da reunião de coordenação, Lula defendeu o Congresso ao sancionar a nova lei da adoção:
- (A lei) É uma dádiva para o Brasil. Isto aqui também mostra que todas as críticas que são feitas ao Congresso Nacional todo santo dia... Eu digo sempre que, se colocar numa balança as coisas boas e as coisas más que foram feitas pelo Congresso, as coisas boas são infinitamente superiores, mas muitas vezes as coisas boas não têm o destaque que a gente gostaria que tivessem.
Na reunião de coordenação, Lula reclamou que o foco das denúncias tem sido exclusivamente Sarney, enquanto, segundo ele, todos sabem que outros senadores que teriam práticas semelhantes não são citados.
A avaliação de Lula é que a saída de Sarney do cargo dificultaria a relação entre o PMDB e o PT, pondo em risco a governabilidade. O presidente não gostou da postura dos senadores petistas que, mesmo depois de uma conversa no Palácio da Alvorada, insistiram em pedir a licença de Sarney do cargo. Mas disse que não conversará mais com os senadores do partido sobre esse assunto.