O governador baiano Jaques Wagner (PT) decidiu demitir o secretário de Agricultura, Geraldo Simões, que organizou as vaias ao ministro Geddel Vieira Lima em Itabuna, diante de Lula.
Castigo supremo: o substituto vai ser indicado pelo senador César Borges (PR-BA), ex-inimigo petista.
O Ministério Público da Bahia decidiu inventar moda e o Tribunal Regional Eleitoral comprou a parada. Uma liminar acaba de tirar do ar a página de um vereador na internet. A alegação é de que se trata de “campanha extemporânea”.
Os protegidos
Os senadores, os deputados federais e os estaduais da Bahia têm página na internet. Eles vão disputar eleições só daqui a dois anos. Existe alguma campanha mais extemporânea do que essas? O que fará o Ministério Público da Bahia?
•
Feliz da vida
Terça-feira, 27/05/2008 - 00:26
Do colunista Cláudio Humberto:
O governador petista da Bahia, Jaques Wagner, celebrou a derrota do deputado Nelson Pelegrino nas prévias que escolheram o deputado Walter Pinheiro como o candidato do PT a prefeito de Salvador.
PT marcha dividido para a disputa pela Prefeitura de Salvador
Segunda-feira, 26/05/2008 - 18:20
As prévias realizadas pelo PT no final da semana, que sacramentaram a candidatura do deputado federal Walter Pinheiro à Prefeitura de Salvador, mostram que o partido tende a marchar dividido para a eleição municipal. Pinheiro venceu o deputado estadual Nelson Pelegrino com uma margem de votos muito pequena: apenas 128 de um total de 2.546.
Inicialmente quatro petistas disputavam a indicação: Pinheiro, Pelegrino, o deputado federal Luiz Alberto e o deputado estadual J. Carlos. Comenta-se que a preferência do governador Jaques Wagner era por Walter Pinheiro, mas Pelegrino não aceitou abrir mão da disputa porque considera-se o candidato natural do partido ao cargo.
A realização das prévias mostrou também que os petistas não estão motivados. De um total de 6.400 filiados, apenas 40% compareceram aos locais de votação. Resta saber se, até outubro, o governador vai conseguir unir o partido em torno da candidatura de Pinheiro.
A verdade é que a eleição deste ano será disputadíssima, como prevê o comentarista político Wellington da Fonseca Ribeiro. Em seu último artigo, publicado semana passada aqui no Jornal da Mídia, Ribeiro colocou Walter Pinheiro como o candidato do PT para a disputa ao Palácio Thomé de Souza. Não por acaso, Ribeiro foi o único comentarista político baiano a prever a vitória de Jaques Wagner e João Durval nas eleições de 2006.
O PT baiano pretende pedir a Lula a substituição de Geddel Vieira Lima por outro representante do PMDB. O problema é que o presidente está feliz com o desempenho do ministro da Integração Nacional.
A francesa Alstom, investigada por corrupção no metrô paulistano, também teve contratos suspeitos de superfaturamento na requalificação da usina térmica de Camaçari (BA), que custou R$ 400 milhões à Chesf. Foi a única fornecedora no apagão de 2001.
O PSDB baiano , num acordo muito bem costurado com o PRB – ligado à Igreja Universal e à TV Record – levou o candidato tucano em Salvador, Antonio Imbassahy, às portas do Palácio Thomé de Souza, a sede da prefeitura. Esse acarajé com cheiro de vitória cantada foi servido ontem, mas era cozinhado desde a semana passada.
O caso é que o líder nas pesquisas, o radialista Raimundo Varella (PRB), declinou do projeto por três motivos. Não tem experiência política; encontrou resistências para uma coalizão – uma peculiaridade do PRB enquanto ligado à Universal – e teria pouco tempo de TV; e, um motivo pessoal mas decisivo, Varella vive uma delicada situação de saúde. Conforme adiantou a coluna, não restaria saída para o PRB senão rifar a candidatura.
Viram a saída honrosa com vice de Imbassahy, ex-prefeito em segundo nas pesquisas e aliado do governador Jaques Wagner (PT) no plano estadual. A chapa isola ACM Neto, do DEM, que surge em terceiro, e o futuro candidato do PT, Walter Pinheiro.
O governador José Serra “abençoou” a aliança de Antônio Imbassahy (PSDB) com o radialista Raimundo Varela para a prefeitura de Salvador, mas quem cuidou dos aspectos, digamos, pragmáticos, foi Cesar Matta Pires, o genro que rompeu com o falecido ACM em seus últimos anos de vida.
Matta Pires é dono da empreiteira OAS e joga pesado para derrotar o sobrinho ACM Neto (DEM), que também é candidato a prefeito.
Em encontro com o governador Jaques Wagner (PT), empresários baianos pediram para “fatiar” a obra de R$ 380 milhões da Via Portuária, em Salvador. Acham que a obra está prometida à empreiteira Odebrecht.
Reunião em São Paulo define Varela como vice de Imbassahy
Terça-feira, 20/05/2008 - 22:17
Do colunista Cláudio Humberto:
Uma reunião marcada para iniciar dentro de instantes, em São Paulo, convocada pelo governador tucano José Serra, poderá sacramentar uma chapa eleitoralmente muito forte para correr à prefeitura de Salvador.
O objetivo de Serra é "criar condições", inclusive financeiras, para que o tucano Antônio Imbassahy, que já foi prefeito da capital baiana, tenha como vice, em sua chapa, o radialista Raimundo Varela, que ainda lidera as pesquisas, mas cuja candidatura começa a definhar.
Também participam do entendimento o presidente da Assembléia Legislativa da Bahia, deputado Marcelo Nilo, e o dono da TV Record-Bahia, Alexandre Raposo.
O deputado ACM Neto (DEM) também pretendia uma aliança com Varela, mas isso somente seria possível com a transferência do radialista para a TV Bahia, o que foi descartado pela empresa.
Deu No Correio da Bahia, hoje, em matéria assinada por Alexandre Lyrio:
Chico é um galo taludo, corpulento, tinha tudo para andar pelas rinhas da vida, a massacrar adversários em busca de respeito. Em vez disso, preferiu usar o canto como forma de ganhar notoriedade, chegando a ter status de celebridade nas redondezas da zona periférica do município de Cruz das Almas, a 146km de Salvador. Mas o incomparável vozeirão não agradava a todos, principalmente pelos horários em que Chico desanda a executar o seu monólogo vocal. Dona Mirinha, a vizinha logo ao lado, cansou de ouvir o alarde e tomou uma atitude extrema. Foi ao Ministério Público da cidade requerer à promotoria que proibisse o galo de entoar o seu canto. Numa decisão inédita, o promotor Valdemar Araújo acatou o pedido.
Antes, sempre às 4h da madrugada, Chico era livre para iniciar a sua cantoria. Agora está condenado a andar dia e noite com uma biqueira, um objeto metálico que o impediria de fazer o que mais gosta. Mas o dono do galo, o agricultor Salvador Santos de Jesus, está indignado e resiste a colocar o objeto. Ele apenas improvisa um “cala bico”, amarrando uma fita durante as noites para que a ave amanheça em silêncio. Salvador tem certeza que, em se tratando de um bicho de estimação e não de um animal para abate, Chico não vai agüentar muito tempo. “Um galo acostumado a cantar do jeito que ele canta vai terminar morrendo de tristeza. Não se faz isso com ninguém, muito menos com um animal indefeso”.
O promotor Valdemar Araújo nega que haja qualquer processo, ordem judicial formalizada ou inquérito contra o canto do galo. Garante que apenas orientou o dono para que colocasse a biqueira. “Somente intermediei uma briga entre vizinhos, para que não descambasse para algo mais grave”, explicou. Mas o dono do bicho denuncia que o promotor o ameaçou de prisão, caso não calasse imediatamente o animal. “Ele disse que ia dar um jeito de me prender. E ainda mandou minha esposa calar a boca durante a audiência. Imagine, além de calar o galo quer calar também minha esposa”.