O Ministério Público na Bahia denunciou o presidente da Câmara de Vereadores de Eunápolis por uma “estratégia” supimpa de empréstimo: Vasco Queiroz (PP) pediu empréstimo de R$ 45,2 mil num banco gaúcho para vereadores e servidores-fantasmas de... Itabuna.
O DEM oficializou em convenção ontem à tarde a candidatura do deputado Antonio Carlos Magalhães Neto à Prefeitura de Salvador. O bispo evangélico Márcio Marinho, do PR, será o vice. Além de DEM e PR, integram a coligação PRB, PTN, PRP, PSDC, PT do B e PTC.
Com ACM Neto na liderança das pesquisas, o otimismo dominou a convenção, que reuniu 600 pessoas. “Estamos convictos de que vamos fazer uma bela campanha e que vamos ter uma grande vitória”, afirmou o ex-governador Paulo Souto, presidente do partido na Bahia. (..)
Jaques Wagner considera apoio do PR a ACM Neto ''desaforo'' a Lula
Quarta-feira, 18/06/2008 - 22:27
De José de Jesus Barreto, da Reuters, no portal Inteligweb:
Wagner: "Ele é nosso adversário e do presidente Lula"
Um dia antes da convenção do DEM que vai homologar a candidatura a prefeito de Salvador de ACM Neto, o governador da Bahia Jaques Wagner (PT) disse que considera "um desaforo ao presidente Lula" o apoio do PR à chapa encabeçada pelo neto do ex-cacique da política baiana.
"Ele é nosso adversário e do presidente Lula", disse Wagner em entrevista a uma emissora local de rádio.
O governador ressaltou que o PR, presidido na Bahia pelo ex-governador César Borges, é contemplado com o Ministério dos Transportes, e o deputado-candidato, além de ser o líder da oposição ao governo Lula na Câmara, até já prometeu "dar uns tapas" no presidente.
A convenção da coligação "A Voz do Povo" (DEM, PR, PRB, PTN, PRP, PSDC, PTdoB e • PTC) será nesta quinta-feira (19), com a presença do senador César Borges, do também ex-governador Paulo Souto, presidente regional do DEM, e do apresentador popular da TV Record, Raimundo Varela, filiado ao PR e à Igreja Universal, que durante os primeiros meses do ano liderou as sondagens de preferência popular como possível candidato à prefeitura da capital.
ACM Neto promete, no discurso da convenção, fazer propostas concretas para a área de segurança pública, ponto vulnerável da atual administração Wagner. (...)
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Imbassahy diz que João Henrique faz administração de improviso
Quarta-feira, 18/06/2008 - 07:56
refeito de Salvador em duas oportunidades, o tucano Antonio Imbassahy aparece como um dos principais favoritos à sucessão de João Henrique Carneiro (PMDB). Se eleito em outubro, Imbassahy pretende priorizar a saúde pública e a educação e trabalhar junto com Governo do Estado na redução da violência urbana em Salvador. “Há um grande equívoco em se afirmar que a segurança pública não é uma atribuição do poder municipal. O agente local, o administrador local, tem muita colaboração a dar, principalmente na atitude preventiva”, diz. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Mídia, o pré-candidato do PSDB criticou duramente a gestão de João Henrique e falou sobre a relação com o PT e com o governador Jaques Wagner.
Perfil - Duas vezes prefeito de Salvador (1997 a 2000 e 2001 a 2004), Antonio Imbassahy foi avaliado pelo instituto Datafolha como o melhor prefeito do Brasil. Exerceu ainda o cargo de governador do Estado, foi presidente da Eletrobrás e da Coelba, presidente da Assembléia Legislativa da Bahia e secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos. Atualmente é presidente do PSDB da Bahia e pré-candidato do partido à Prefeitura de Salvador.
Jornal da Mídia - Teremos, seguramente, a eleição mais disputada dos últimos anos. Além do senhor, há ainda três candidatos (ACM Neto, Walter Pinheiro e João Henrique) com chances reais de vitória. Como o senhor analisa o quadro político e o que espera desta disputa?
Antonio Imbassahy - A eleição para futuro prefeito de Salvador se apresenta neste momento com uma perspectiva bem razoável de ser uma eleição de dois turnos. Pelas avaliações de pesquisas -- e pesquisas são coisas que podem se alterar ao longo do tempo -- o meu nome se apresenta como um nome competitivo para estar no segundo turno. Isto certamente em função da minha biografia e, especialmente, dos oito anos em que administrei a cidade do Salvador e que permitiu, ao longo deste período, ter sido avaliado pelo DataFolha como o melhor prefeito das capitais do País. E também pelas inúmeras realizações.
JM - Qual é o diferencial de Imbassahy em relação aos demais candidatos?
AI - Todos os candidatos reúnem qualidades e suas deficiências aos olhos do eleitor. Do ponto de vista pessoal, nas pesquisas que a gente realiza, sempre aparece a questão da competência, a questão de cumprir o que promete, a experiência, a honestidade e a capacidade de realizar mudanças. Nestes itens sou bem avaliado pela população. Outros itens que podem me favorecer são o relacionamento que eu tenho com o governador Jaques Wagner e a sua equipe, a relação pessoal com o presidente Lula e o conhecimento que tenho da cidade, dos seus problemas e das possíveis soluções. Tenho condições de reunir uma boa equipe, elaborar bons projetos e, mais do que isso, sei onde buscar os recursos aqui na Bahia, no Brasil ou no exterior pela experiência que acumulei nos últimos anos.
JM - Se eleito, como o senhor espera encontrar Salvador? E quais seriam seus primeiros atos e projetos?
AI - Em 2004, nós fizemos uma transição com o prefeito João Henrique -- ele eleito e eu ainda prefeito -- e fizemos uma passagem administrativa absolutamente democrática, respeitosa e, mais do que isso, construtiva e colaborativa. Nós colocamos os projetos que funcionavam bem, aquelas tentativas que fizemos e que não deram certo e as dificuldades de natureza financeira que ele iria enfrentar em função da fragilidade da cidade em arrecadar. Embora eu tivesse deixado - está registrado em balancete -, em dezembro de 2004, R$ 54.140.000,00 em caixa, recursos também vinculados a projetos. A administração estava organizada. O que a gente percebe hoje é que a cidade carece de planejamento. É uma administração que não tem estabilidade do ponto de vista da continuidade. Neste período, o prefeito trabalhou com 54 ou 55 titulares de secretarias municipais, o que revela uma improvisação. Isto não é uma coisa boa. Você se elege com todos, mas tem que governar com os melhores. A cidade espera que o futuro prefeito reúna bons administradores e bons profissionais, que possam dar uma direção na cidade.
JM - E as prioridades?
AI - A primeira e maior delas é a questão da saúde. O próprio prefeito, quando decreta estado de emergência na saúde, ele assina o estado de má gestão nesta área. Fora isso nós temos um programa de mobilização pela escolarização associado também a uma colaboração que a gente pretende dar na redução da violência urbana, que começa a ter uma escalada assustadora em Salvador.
JM - Como o senhor pretende atuar junto com o governo do Estado e a Secretaria de Segurança Pública para reverter os altos índices de violência em Salvador? Como minimizar este drama social?
AI - Há um grande equívoco quando se afirma que a segurança pública não é uma atribuição do poder municipal. Isto é uma coisa distorcida. O agente local, o administrador local, tem muita colaboração a dar, principalmente na atitude preventiva. A violência urbana é multicausal, você não pode enxergar apenas com a polícia na rua. Ela se apresenta em diversos aspectos. Eu tenho experiência nisso. Quando eu assumi a prefeitura, em 1997, o bairro de Salvador mais violento era Valéria. Fomos verificar e concluímos que no local não havia escolas de 1º grau, de 2º grau, praças, posto de saúde 24 horas, não tinha quadras e campos de futebol. Trabalhamos durante dois ou três anos, intensamente e a criminalidade baixou ao ponto de a comunidade fazer um monumento em homenagem à paz. Este trabalho foi feito simultaneamente em outros bairros. Agimos fomentando a cultura da paz, de combater a causa da violência urbana. A violência urbana cresce à medida que a cidade é desorganizada. Quando a cidade começa a permitir tudo, cria-se então um ambiente de conflito. Isto é uma coisa consagrada nos estudos sobre violência urbana nas grandes cidades do mundo. A cidade de Salvador vive hoje este ambiente de desorganização e descontrole, que propicia um ambiente de conflito. O agente local pode colaborar muito na redução das causas da violência.
JM - Como o senhor analisa a questão do comércio informal hoje em Salvador?
AI - Quando eu assumi a prefeitura, em 1997, nós fizemos a organização do comércio ambulante no centro de Salvador. Na época eram 1.350 ambulantes na Avenida Sete. Procuramos nos organizar com o sindicato e estabelecemos áreas, através de sorteios, e fizemos até o fornecimento de kits, facilitamos a instalação dos ambulantes, mas assumimos o compromisso de não deixar ninguém entrar nas áreas que estavam sendo desocupadas. Agimos com mão de ferro neste sentido. Dou um dado surpreendente: a região da cidade de Salvador onde acontecia o maior número de furtos era justamente neste trecho. Era o ambulante? Não. Era o marginal que aproveitava a confusão, o trânsito de pessoas idosas para praticar furtos. Quando fizemos a organização caiu praticamente a zero o número de ocorrências. Volta aquela tese: quando você organiza a cidade você reduz o ambiente de conflito.
JM - E o planejamento do trânsito em Salvador?
AI - A questão do trânsito é como um médico que assiste a doença avançar e não faz nada, não passa nenhum medicamento, não faz nenhuma cirurgia. É o que acontece em Salvador, que com o crescimento do número de veículos a tendência é que haja mais dificuldade na fluidez do tráfego. Agora, você assistir isso e nada fazer é que não pode. Trânsito exige medidas de longo, médio e curto prazos. A curto prazo muitas coisas podem ser feitas. De médio prazo também. Você pode planejar ligações de bairro a bairro, por exemplo. A longo prazo você pode abrir avenidas maiores, a conclusão do metrô que está aí se arrastando e que nessa administração o prefeito ao invés de expandir o metrô em direção a Cajazeiras e Fazenda Grande, ele diminuiu. De Pirajá ele recuou o metrô para a Rótula do Abacaxi. Quer dizer, uma coisa totalmente equivocada e fruto de uma administração sem planejamento. A marca dessa administração de Salvador é a improvisação e o marketing político. Isto é matéria vencida.
JM - Durante os oito anos que o senhor foi prefeito, o que o mais o senhor se orgulha de ter feito e o que mais lhe frustrou por não ter feito?
AI - Nós fizemos o maior programa de encostas da história de Salvador. Passamos cinco anos, de 1999 a 2004, sem que morresse uma pessoa em decorrência das chuvas na cidade. Fizemos a recuperação de 750 escadarias. A recuperação e o fornecimento de alimentação a praticamente todas as creches comunitárias. A recuperação de todas as escolas públicas. Aumentamos de 20 para 117 as unidades de saúde administradas pela Prefeitura, distribuímos 85 mil títulos de propriedade de terra, abrimos novas avenidas na cidade. Mas o que mais me orgulha mesmo foi acabar com o lixão de Canabrava. Eu assisti ali 1.300 pessoas, badameiros, das quais 300 crianças, que trabalhavam no lixo. Nós passamos anos para retirar aquelas crianças daquela região. Fizemos um projeto de ressocialização dessas crianças. Existiam casos de a criança entrar pela manhã para catar o lixo e quando chegava uma caçamba com lixo novo, havia aquela corrida e aconteciam casos de crianças serem soterradas, de desaparecerem no lixo. Construímos na área posto médico, com serviço odontológico, construímos uma escola e um parque ambiental. Transformamos aquele lixão num parque sócio-ambiental. Isso é o que mais me orgulha de ter feito. Às vezes as pessoas não percebem como era Canabrava, porque as pessoas já estavam acostumadas com aquele lixão. Badameiro... Há quantos anos você não houve falar nesta palavra em Salvador?
JM - O que ficou faltando?
AI - Ficou faltando o metrô. Toda cidade com mais de dois milhões de habitantes precisa de transporte de massa. Um sistema que permita deslocar muitas pessoas simultaneamente com conforto, segurança, velocidade adequada e tarifa também adequada. Nós fizemos o projeto do primeiro trecho, que era da Estação da Lapa, onde circulam diariamente 400 mil pessoas, até a Estação de Pirajá, onde passam por dia 150 mil pessoas. Um trecho de 12 quilômetros que iria deslocar 200 mil pessoas por dia e que permitiria a retirada de 450 ônibus de circulação nas avenidas de vale. Com isso você desafogaria o trânsito e daria um novo status no nosso sistema de transporte público. Deixamos projetada a segunda etapa do metrô, que ligaria a Estação de Pirajá aos bairros de Fazenda Grande e Cajazeiras, e um terceiro ramo do metrô em direção ao Litoral Norte para desafogar a Avenida Paralela. Isto me deixou triste. Mas o projeto está aí e vai ser concluído. Agora quando... sinceramente, eu não sei responder agora. Mas qualquer que seja o prefeito eleito ele vai ter que trabalhar intensamente para voltar o projeto original do metrô, de 12 quilômetros e não este que vai ligar a Lapa à Rótula do Abacaxi, que é um ponto de ônibus. Realmente é uma disfunção, como tantas outras que aconteceram nesta administração.
JM - Seu governo ficou marcado por um protesto de estudantes contra o aumento das tarifas de transportes. Na época, alguns segmentos do grupo político ligado ao ex-senador ACM queria uma repressão firme, inclusive com o uso da PM. Foi este o momento mais tenso de sua administração?
AI - Com certeza foi. Houve naquela oportunidade um pensamento de um segmento do grupo de que o assunto deveria ser resolvido com repressão, com o uso da Polícia Militar. Eu entendia diferente. Eu entendia que era um movimento social, era a população dizendo que não podia pagar a tarifa. E você não ia resolver o problema com violência, com gás lacrimogêneo e com a polícia batendo em menino. Eu na ocasião disse isso: que não fui eleito para mandar a polícia bater em estudante. Ao contrário, fui eleito para proteger a população. Este foi um ponto que me afastou do modelo que eu participava. Foi quando houve a separação, mas continuei no partido com a responsabilidade de prefeito da cidade.
JM - O senhor espera o apoio do PT num eventual segundo turno com o candidato ACM Neto (DEM)? Como o senhor pretende articular isso?
AI - Nós fazemos parte da base de apoio do governador Jaques Wagner. Chegando no segundo turno, como a gente imagina, a gente espera ser tratado com a cordialidade e com respeito pelo governador. Eu tenho certeza que a gente vai se dar muito bem. O que interessa é a cidade e as pessoas. Acho um desrespeito, uma desconsideração e uma distorção quando se procura antecipar o debate da sucessão presidencial. Quando se procura dizer que quem vencer a eleição municipal vai fazer palanque para presidente da República. Quem vencer a eleição municipal tem que cuidar da cidade, do transporte público, da saúde, da redução da violência urbana, da qualidade de ensino, das encostas, das creches comunitárias e dos jovens que não estão tendo as oportunidades. No mais é querer confundir a inteligência da população.
JM - Quem o senhor prefere enfrentar no segundo turno?
AI - Quem deseja vencer a eleição não deve buscar este tipo de escolha. O que eu farei é apresentar bons projetos para a cidade e a população escolhe. O que eu desejo é sucesso para o futuro prefeito. O sucesso do governante acaba sendo o sucesso da nossa cidade. Quando você tem o pior prefeito do Brasil significa também que a cidade não está sendo bem cuidada.
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Novo nome
Terça-feira, 17/06/2008 - 00:17
Do colunista Cláudio Humberto:
Deputados do PMDB sugeriram a Lula a substituição do ministro José Gomes Temporão (Saúde) por Geddel Vieira Lima (Integração Nacional).
O peemedebista Geddel, que viu seu candidato ser abandonado pelo PT em Salvador, agora faz graça com a dificuldade do partido em fechar alianças para sustentar Walter Pinheiro, que amarga um dígito nas pesquisas: "Iam fazer a Frente de Esquerda. Depois era Frente Democrática. Vai dar é Frente Fria".
Galo proibido de cantar vira hit do São João da Bahia
• Por Redação do Jornal da Mídia
Sábado, 07/06/2008 - 13:24
O galo Chico está sendo acusado de "incomodar'' vizinhos com o seu canto
Salvador - O galo cantador Chico, que ficou famoso por ter sido proibido de cantar pelo promotor público Valdemar Araújo, da cidade de Cruz das Almas, a 146 Km de Salvador, virou tema para um forró que promete fazer muito sucesso no São João da Bahia.
O cantor e compositor Chico Almeida, já gravou e está divulgando o hit "Galo Chico", que conta a trajetória da ave, massacrada por uma decisão judicial boba. Forrozeiro com participação obrigatória no São João de Cruz das Almas, um dos mais tradicionais da Bahia e famoso pela ''guerra das espadas'', Chico Almeida interpreta o forró com a banda "Fogueira Acesa".
O "Galo Chico" está na programação de várias emissoras de rádio do Recôncavo baiano e também na Rádio Jornal da Mídia.
Ainda sobre a polêmica do galo Chico: seu proprietário, o agricultor Salvador Santos de Jesus, contratou um advogado para defender o canto e a permanência do animal no quintal de casa. Na última segunda-feira (2), Salvador compareceu à delegacia para prestar depoimento. Ele já foi ouvido duas vezes pelo Ministério Público da cidade.
Um abaixo-assinado com quase 500 assinaturas de outros vizinhos está sendo enviado ao promotor da cidade defendendo o direito de Chico cantar na hora em que quiser. Por enquanto, Chico continua condenado a andar dia e noite com uma biqueira, um objeto metálico que o impede de fazer o que mais gosta.
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Volta da Filosofia e Sociologia ao ensino médio é uma vitória da Bahia
• Por Wellington da Fonseca Ribeiro
Quarta-feira, 04/06/2008 - 08:12
O vice-presidente da República, José Alencar, sancionou projeto de lei que torna obrigatória a inclusão da Filosofia e da Sociologia nos currículos das escolas do ensino médio publico e particular do país. Ambas matérias foram cassadas do curso médio - colegial e técnico - pela ditadura militar.
Em 1981, durante a 34ª reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), no campus da UFBA, em Ondina, na condição de jornalista e licenciando em Filosofia atuei, em conjunto com os professores Maria Brandão e Joviniano Neto, docentes da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA, em defesa da volta das duas disciplinas ao currículo escolar.
Conseguimos que o plenário aprovasse moção pela recolocação desses dois ramos do conhecimento, absolutamente necessários à formação intelectual, ideológica e política dos estudantes dos cursos que antecedem o terceiro grau - educação universitária superior.
Travei, durante 25 anos, com a colaboração de quase toda a mídia escrita e eletrônica de Salvador, a pugna pelo retorno da Filosofia e da Sociologia, sempre vistas pelos conservadores e reacionários de anteontem, ontem e hoje como estudos subversivos e perigosos para a juventude.
A recolocação obrigatória do ensino dessas disciplinas a nível nacional coroa nossa campanha revolucionária, apoiada por professores, estudantes de Filosofia e Sociologia e a imprensa baiana, que sempre deu espaço para esta causa educacionalmetne rica e justa.
Eu, particularmente, como simples jornalista e professor licenciado em Filosofia, sinto-me vitorioso e feliz, inclusivse realizado como professor, por ter começado a realizar, com o apoio dos mestres citados, essa significativa façanha que se insere no processo educacional brasileiro.
A volta da Filosofia e da Sociologia ao currículo é uma vitória da Faculdade de Filosofia e da Universidade Federal da Bahia.