O governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), nomeou Luiz Alberto Barradas Carneiro, candidato derrotado a deputado estadual, filho do senador João Durval (PDT-BA) e irmão caçula do prefeito de Salvador, João Henrique, para o cargo de diretor-geral da Sucab, a Superintendência de Construções Administrativas da Bahia, num caso explicito de nepotismo cruzado. O Ministério Público pressiona a prefeitura e a Câmara Municipal a acabar com o nepotismo nos órgãos públicos de Salvador.
Leitores do JM querem volta do nome original do aeroporto
Quinta-feira, 25/01/2007 - 15:22
Quase 90% dos leitores do Jornal da Mídia entendem que o nome do aeroporto de Salvador deve voltar a ser 2 de Julho, conforme enquete feita pelo JM. À pergunta "O nome do aeroporto de Salvador deve voltar a ser 2 de Julho?", 86.37% responderam "Sim" e 13.63% "Não". Participaram da enquete 976 votantes.
Desde que houve a mudança do nome para Luís Eduardo Magalhães, segmentos da população baiana passaram a criticar a medida adotada pelo Congresso Nacional a partir de um projeto de lei do então deputado federal Aroldo Cedraz, do PFL baiano. Com a vitória do governador Jaques Wagner, aumentaram as pressões da sociedade pelo retorno do nome original do aeroporto.
Wagner determina saída de PMs do memorial a Luís Eduardo
Quarta-feira, 24/01/2007 - 17:29
Da Folha de S.Paulo:
Após oito anos vigiado por policiais militares, o monumento construído em homenagem ao deputado Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, agora conta apenas com segurança particular.
O governador Jaques Wagner (PT) mandou retirar os policiais sob a alegação de que não há respaldo legal para o Estado bancar a manutenção do efetivo.
Ao ser informado da decisão, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL), 79, pai do deputado morto em abril de 1998, encaminhou um fax ao gabinete do governador em que diz que não se opõe à decisão, mas faz uma advertência: "É do meu dever responsabilizá-lo por qualquer ato de vandalismo praticado por seus correligionários contra o monumento". (...)
• Clique aqui para ler a matéria completa (Assinantes da Folha).
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Prefeitura de Salvador vai gastar R$ 25 milhões no carnaval
Terça-feira, 23/01/2007 - 00:14
Do colunista Cláudio Humberto:
Que festa
Tem jabuti nesse poste: prefeito de Salvador, João Henrique (PDT), prevê gastos de R$ 25 milhões no carnaval deste ano. Seu antecessor, Antônio Imbassahy, gastava no máximo R$ 11 milhões em cada carnaval.
TV Itapoan/Record dá show de cobertura do Baianão 2007
• Por Marcelo Bastos
Segunda-feira, 22/01/2007 - 00:01
Nada de ciúme, nada de zanga. Mais uma vez a equipe da TV Itapoan/Record fez uma excelente transmissão de um jogo do Campeonato Baiano 2007. Con direito exclusivo para transmitir os jogos da competição, a Itapoan esteve neste domingo em Ilhéus, no jogo Colo-Colo 2 x 2 Vitória.
A transmissão do Baianão 2007 pela Itapoan/Record, é bom lembrar, é disponibilizada também para outros países, através de canais fechados. Pelo menos, muitos valores do futebol baiano estão sendo mostrados no exterior.
Varela e Éder Luís estão fazendo uma grande cobertura do Baianão 2007 para a Record
O ponto mais positivo das transmissões dos jogos da TV Itapoan fica por conta das imagens que o telespectador recebe em sua casa. Com várias câmeras instaladas nos estádios, a TV Itapoan está mostrando como é diferente fazer uma partida do campeonato baiano com profissionalismo. Bem diferente do que as TVs Educativa e Salvador exibiam em 2006, com somente uma câmera no estádio. Me perdoem, mas não poderia deixar passar em branco este lance.
Com narração de Éder Luís, da Record, e Raimundo Varela, da Itapoan, a transmissão do jogo Vitória x Colo-Colo foi excelente, repetindo o sucesso das partidas anteriores, também transmitidas pela emissora - Vitória da Conquista x Bahia e Itabuna x Vitória.
Éder Luís dá aquele toque de precisão, de narração em cima do lance, de quem conhece de futebol, sem a paixão por este ou aquele clube. É bom lembrar que, necessariamente, não é preciso ser da Bahia, de militar no futebol do estado, para conhecer detalhes dos clubes, dos jogadores, das cidades, das torcidas, etc.
Isto se faz hoje através de acompanhamento do dia-a-dia do futebol, com leitura, pesquisas e muita informação. A atualização do profissional especializado em coberturas esportivas é muito importante e Éder Luís tem levado esta segurança para o torcedor baiano.
Sem querer citar nomes dos profissionais que fizeram atuaram como comentaristas nos jogos do Campeonato Baiano em 2006 para a TVE e TV Salvador, mas Raimundo Varela passa muito mais segurança ao torcedor, sabe detalhes dos jogos, dos clubes, dos jogadores e dos técnicos. Varela não é um comentarista de resultado, tipo aquele que fica repetindo frases do tipo "como eu dizia...o Bahia precisa concatenar o seu meio campo" ... ou do tipo..."está faltando ao Vitória alguém para fazer lançamentos de 50 jardas".
Varela tem uma linguagem clara, objetiva, sem adjetivos e, o que é mais importante, realmente entende de futebol. Seu desempenho como comentarista esportivo parece ser muito melhor, até, do que na apresentação do Balanço Geral na TV Itapoan.
A iniciativa da Itapoan/Record é boa e só faz valorizar o Campeonato Baiano. Afinal, é importante que um estado como a Bahia, que conta com uma torcida apaixonada, tenha o seu produto futebol divulgado para o país e para o exterior. Divulgado, diga-se de passagem, no horário nobre do futebol na TV e não com imposições tipo a que a Globo faz.
Mas, é bom também que os clubes, a Federação Baiana de Futebol e as prefeituras fiquem de olho. Tem coisa negativa também indo para o ar nas transmissões do Baianão 2007. No jogo de Ilhéus, por exemplo, as câmeras espalhadas pela TV Itapoan mostraram que as condições do gramado do Mário Pessoa estão precárias. Quando for em Juazeiro, vai ser ainda pior.
Fonte Nova em estado deplorável
E a Fonte Nova? Poxa, a Fonte Nova está dando pena. O governo passado, do Dr. Paulo Souto, que os cronistas esportivos sempre elegiavam como "o maior governador do Brasil" (alguns já até mudaram e passaram a achar que o melhor agora é Wagner, que sequer completou um mês no poder) deixou o estádio em situação deplorável.
Se não bastassem as condições vergonhoas dos sanitários, só comparadas às dos piores presídios, o estádio como um todo está caindo aos pedaços.
O governo Jaques Wagner vai ter que gastar muito dinheiro se quiser manter aquele patrimônio funcionando.
Mas, como Wagner disse que é "Bahêêêêa", que seu braço direito Fernando Schmidt é "Bahêêêêa", que Bobô é "Bahêêêêa", tudo pode acontecer.
Eu entendo que o governador está mal assessorado nesta questão do "Bahêêêêa".
A campanha "Fica Pretônio" do Pai Ambrózio ganha força nos quatro cantos da cidade e está cada vez mais solidificada.
Portanto, governador, é bola pra frente e Terceira Divisão no pé.
Vamos ter muita viagem para Coruripe, Pirambu, Caruaru, etc. Como Schimidt gosta de viajar, o Sr. bota ele pra acompanhar o "Bahêêêêa". De preferência colado com Maracajá ou Pretônio.
Sonhar é bom...
E pensar que já tem gente sonhando que a Fonte Nova sediará jogos na Copa de 2014.
Parem de sonhar.
Vejam o que disse o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, ao ouvir de um repórter a seguinte pergunta:
"Presidente, o Morumbi será um dos estádios da Copa 2014"?
Ricardão respondeu:
"Não. O Morumbi não tem as mínimas condições".
Imaginem a Fonte Nova. Só se for detonada.
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Penitenciária tem comida melhor do que a do Prato do Povo
• Por Antonio Raimundo da Silveira
Segunda-feira, 08/01/2007 - 07:15
- Na Penitenciária se come melhor do que aqui.
A declaração feita por um usuário do Restaurante Prato do Povo, que o governo do Estado mantém na Liberdade com refeição ao preço de R$ 1, despertou a atenção de um grupo de comensais que dividia a mesa com ele numa manhã calorenta, no final de dezembro.
Com ar de curiosidade, um mulato forte que almoçava à sua frente perguntou-lhe: "Quem lhe disse isso?".
"Cumpri pena lá. Se servissem uma comida igual a essa o pessoal ia se rebelar", respondeu o ex-presidiário.
Naquele dia, quem fosse ao restaurante naquele horário, por volta de meio-dia, só tinha uma opção de refeição: "guisadinho de carne com legumes". Na realidade o tal guisado é o conhecido ensopado, que no Prato do Povo é servido praticamente todo dia com nomes que variam de "carne à chinesa" a "cozidinho de carne" e por aí vai.
Realmente, aquela refeição nada tinha de apetitosa. Apesar do cardápio indicar a existência de legumes, no prato que me foi servido não havia traços de nenhum legume conhecido. Fora isso, dava pra contar seis pequenos pedaços de carne. Muito pouco para quem precisa de proteínas para o duro labor diário.
Esta é a razão que leva alguns comensais a almoçar com rapidez, sair, pegar de novo a fila e comprar outra refeição.
"Essa comida daqui não enche minha barriga. Preciso ir de novo pra fila pra comprar outro prato", disse o camelô José Soares, assíduo freqüentador do restaurante. Ele confessou que só come no Prato do Povo por causa do preço - R$ 1. José não sabia que, embora o consumidor pague apenas R$ 1 pela refeição, o governo do Estado complementa o custo total.
"O ensopado aqui não é gostoso não, prefiro quando tem galinha", explicou o camelô enquanto comia com rapidez. "Em vez de Prato do Povo isso aqui deveria ser chamado de Pires do Povo", disse sorrindo.
Aquela era a terceira vez que o repórter do Jornal da Mídia comparecia ao restaurante para apurar a denúncia de um freqüentador, autor de um consistente relato que destoava das informações oficiais sobre o restaurante popular.
Localizado num ponto estratégico da Rua Lima e Silva, o Restaurante Prato do Povo tem capacidade para fornecer duas mil refeições diárias. Pouco antes das 11 horas duas filas se formam: uma destinada aos idosos acima de 60 anos, gestantes e deficientes e outra para os demais freqüentadores.
Percebe-se logo a presença de "espertos" na fila dos idosos: são jovens, pessoas com pastas e até com paletó. Há quem reclame da ação dos espertos, mas o fiscal de fila finge que não os vê. As portas se fecham às 13 horas, embora oficialmente o restaurante deveria funcionar até as 14h30.
Quem freqüenta o local meia dúzia de vezes constata que as porções são pequenas e a variedade do cardápio só existe na placa colocada na entrada do restaurante. O ensopado é servido durante a semana com nomes diferentes e a galinha também. Se você comer "galinha à Toscana", "ensopado de galinha" ou "strogonof" vai descobrir que é tudo a mesma coisa. Segundo os freqüentadores, peixe e bife só são servidos "uma vez na vida".
Cada refeição é acompanhada de feijão simples, arroz escorrido, farinha e um complemento, que pode ser salada ou uma massa sem gosto aparente. Como sobremesa é oferecido uma fruta - normalmente banana ou laranja - e um copo de refresco. "De vez em quando eles substituem a fruta por um doce", lembrou a aposentada Mária do Rosário, que mora em Marechal Rondon e almoça sempre no Prato do Povo.
O doce é servido num copinho plástico de cafezinho e sem colher. Para comê-lo, há duas opções: meter a língua no copinho ou usar o cabo da faca para levar a guloseima à boca.
A oferta diária de duas opções de refeição só vale para quem chega cedo ao restaurante. A partir de meio-dia - e até mesmo antes - pode restar apenas uma opção. Se for dia de caruru, por exemplo, e o freguês não gostar da iguaria, pode ter que ficar com fome.
A qualidade da refeição servida no Prato do Povo pode ser conferida pessoalmente pelo deputado estadual Walmir Assunção, que assumiu no dia 1º a Secretaria de Desenvolvimento Social e Combate à Pobreza, responsável pelo funcionamento do restaurante.
Ele deve aparecer de surpresa e incógnito para almoçar como um freqüentador comum. Recomenda-se que vá sem paletó, porque há dias em que o calor é insuportável. É bom procurar um local próximo a um dos poucos ventiladores existentes. Se tiver sorte, evidentemente, porque são locais disputados.
Caso não seja possível fazer uma inspeção pessoalmente, Assunção poderia enviar ao restaurante, com regularidade, alguém de sua estrita confiança para conferir se a empresa responsável pelo fornecimento da refeição está realmente cumprindo o estabelecido no contrato celebrado com o governo do Estado.
Embora o consumidor pague apenas R$ 1, não se justifica oferecer à população refeição pior do que a servida aos internos da Penitenciária, que, por sinal, comem de graça.