“’Besta é Tu’, com os Novos Baianos tocou no Big Broder, e eu pergunto: Um programa como esse criado para exploração da imbecilidade, onde incautos geram fortunas em pulsos telefônicos, compram pacotes em TV pagas, produtos são vendidos por todo lado, um Fashion Business e o que é que eu tenho com isso? Então rede Globo, pague ao compositores e intérpretes com decência, viu Boninho, artista brasileiro vive do seu produto, da sua obra, não me perguntaram se eu queria minha música vinculada a esse tipo de coisa, não me interessa. Mas também não quero fazer doação estou P.” .
A afirmação, em tom de desabafo, foi feita pelo compositor e poeta Luiz Galvão, que integrou o grupo "Novos Baianos" ao lado de Moraes Moreira , Paulinho Boca de Cantor, Armandinho , Pepeu Gomes, Baby Consuelo entre outras feras da MPB.
Galvão usou a sua página no Facebook para criticar a TV Globo, que não lhe fez qualquer consulta para vincular sua música "Besta Tu" em um dos quadros da edição de ontem (28) do Big Brother Brasil.
Apesar de ter sido criada apenas para situações de emergência, a contratação por Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) tem sido usada para preencher vagas que não se enquadram nesta condição. Segundo a Secretaria de Administração Estadual (Saeb), atualmente, o governo da Bahia tem 12.300 funcionários contratados via Reda.
A Saeb, entretanto, não soube informar, de imediato, o número de funcionários contratados por Reda em cada secretaria, pois, segundo o órgão, o levantamento dos dados levaria mais tempo. A Saeb frisou ainda que o índice de 12.300 funcionários em Regime Especial é o menor desde 2003.
A contratação via Reda é condenada por juristas, como o advogado Waldir Santos, especialista em concursos e colunista da rádio CBN. “Essa modalidade de concurso só pode ser aplicada em casos emergenciais”, lembra ele.
Segundo o advogado, o processo seletivo via Reda é mais simplificado, não há exigência de provas nem de ampla divulgação pelo governo, motivos pelos quais, opina, “costuma ser utilizado de forma abusiva”.
Entre os contratados através do Reda estão os 18 representantes territoriais de cultura, cargo que era objeto do processo seletivo cancelado por privilegiar militantes políticos. O cargo existe desde janeiro de 2009, mas, mesmo assim, as outras nove vagas cujos titulares saíram, por motivos diversos, também serão preenchidas via Reda, já que, segundo a Secult, o assunto foge à alçada do órgão. (Correio).
Depois de constarem uma queda na ocupação hoteleira de 7,39% em pleno verão de janeiro, na comparação com igual período de 2011, uma redução de 95 mil passageiros no Aeroporto de Salvador, e um prejuízo de 60% no faturamento de bares e restaurantes e de 40% nos hotéis, o trade turístico baiano decidiu cobrar soluções dos governos estadual e municipal para recuperar o turismo da Bahia.
As dez entidades reunidas, ontem, na sede da Associação Brasileira de Agências de Viagem da Bahia (Abav), aprovaram a elaboração de um documento que será encaminhada ao governado Jaques Wagner (PT) e ao prefeito João Henrique Carneiro (PP).
Pedirão mais investimentos para os aeroportos baianos, a recuperação de pontos turísticos, como a orla de Salvador e o Pelourinho, e soluções para a mobilidade urbana e a segurança, sobretudo depois da “imagem negativa” deixada pela greve da PM.
Além de uma forte campanha de marketing promocional do turismo baiano, as entidades vão requerer, segundo informou o presidente da Abav-BA, Pedro Galvão, uma audiência pública na Câmara Municipal de Salvador para discutir os problemas do setor e buscar soluções.
“Temos que trabalhar em conjunto e fazer uma campanha positiva”, defende Silvio Pessoa, presidente do Sindicato de Hotéis, Bares, Restaurantes e Similares de Salvador e Litoral Norte. Ele registra que o setor hoteleiro já sofre com outros fatores, como o dólar barato que torna a Europa mais atraente.
O presidente da Abav-BA sugere que o governo do Estado assuma os investimentos de turismo que a prefeitura não vem realizando em Salvador. “É preciso um choque de gestão”, opina ele, assinalando que o melhor marketing quem faz “é o turista quando é bem recebido”. (Patrícia França, A Tarde)
O Sindicontas, sindicato dos servidores dos Tribunais de Contas do Estado (TCE) e dos Municípios (TCM), realiza hoje e amanhã a eleição de um servidor para pleitear, em nome da categoria, a vaga de Manoel Castro no TCE.
O presidente da entidade, Amilson Araújo, diz que, conforme a lei todo cidadão com menos de 65 anos de idade, idoneidade moral e reputação ilibada, notórios conhecimentos estão aptos. Já tem o Ministério Público de Contas na jogada e agora é o Sindicontas. Resta saber o que Wagner acha, se vai deixar rolar ou impor o candidato dele. (Tempo Presente).
Nos meios políticos, foi considerada uma operação articulada o fato de o PSDB municipal ter lançado ontem a candidatura do deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) à Prefeitura de Salvador imediatamente depois de o PMDB confirmar a candidatura de Mário Kertész, após muitas especulações de que ele poderia não enfrentar a disputa.
Dessa forma, comentavam ontem na Assembleia, PMDB e PSDB teriam montado um plano, inteligente, para mostrar a ACM Neto que, se, de fato, quiser concorrer, ele vai mesmo ficar sozinho, isto é, sem o apoio de peemedebistas e tucanos.(Raio Laser)
A Bahiagás foi a empresa estatal que mais gastou com o Carnaval de Salvador este ano. Além dos R$ 240 mil usados para patrocinar os camarotes Boteco Marta Góes e Casa Daniela Mercury, a empresa liberou R$ 970 mil para o trio Armandinho, Dodô e Osmar desfilar no Carnaval de Salvador. A distribuidora estatal de gás também patrocinou apresentações de Luiz Caldas (50 mil), Dado Brazzawilly (R$ 20 mil) e Banda Mahatma (R$ 5 mil), além de vários blocos.
A Embasa aplicou cerca de R$ 800 mil em camarotes, blocos e trios de vários artistas. Do total, quase R$ 350 mil foram gastos no patrocínio de três camarotes. A maior parcela foi destinada ao Camarote Boteco Marta Góes (R$ 228,3 mil). O Expresso 2222 ficou com R$ 90 mil e o Camarote dos Bailes com R$ 30 mil.
Para os artistas que se apresentaram em trios, a maior cota da Embasa ficou com Carlinhos Brown, que conseguiu R$ 120 mil. Luiz Caldas (R$ 72 mil), Sarajane (R$ 40 mil), Tonho Matéria (R$ 32 mil), Jauperi (R$ 30 mil), além de Val Macambira, Lui Muritiba, Ton Ton Flores e Carlos Pitta (R$ 80 mil), também foram beneficiados. Entre os blocos, o Filhos de Gandhy e Os Mascarados levaram R$ 80 mil, cada. Os demais receberam valores menores.
A Bahiatursa também investiu em blocos, artistas e trios. A maior cota (R$ 200 mil) foi destinada à ONG União dos Blocos de Percussão de Salvador para a realização do projeto “Preservação das tradições populares, culturais e carnavalescas". A Banda do Habeas Copos (R$ 58 mil), Gerônimo (R$20 mil) e Tony Sanches com a Banda Espelhart (R$15 mil) foram alguns dos beneficiados.
O deputado João Carlos Bacelar (PR-BA) será notificado pelo crime de desacato. A determinação é do ministro Celso de Mello, que pede ainda para que Bacelar manifeste seu interesse em aceitar transação penal proposta pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.
Caso aceite, o deputado trocará um processo que pode culminar em até dois anos de detenção por dois anos de doação bimestral de um salário mínimo a instituição beneficente. (Coluna de Cláudio Humberto)
Eta Carnaval longo... A sessão da Câmara Municipal foi suspensa, mais uma vez, hoje, por falta de quórum. Antes da suspensão ter sido considerada definitiva, apenas 13 vereadores estavam no plenário. Durante a sessão, a vereadora Aladilce Souza (PCdoB), criticou mais uma vez a gestão do prefeito João Henrique.
"Ele está sendo criticado não somente pela oposição, mas por toda a população [...] Ele extinguiu a Secretaria do Esporte e agora, que não tem recursos ele quer criar a Secopa? Soube que a Secretaria de Saúde vai ter R$ 900 mil cortados do orçamento e ele quer criar secretaria?", indagou. E acrescentou: "Esse prefeito é muito instável, a gente não pode admitir tanta instabilidade assim. Deu para ver no Carnaval esse novo jeito dele", disparou. (Blog de MK)
O prefeito do município de Sobradinho, Genilson Barbosa (PT), foi punido pelo Tribunal de Contas dos Municípios por pagamento de irregular de diárias a prestadores de serviços, sem amparo legal. Os pagamentos ocorreram nos anos de 2010 e 2011, nos valores de na quantia de R$ 5.100,00 e de R$ 3.325,00, respectivamente.
O conselheiro José Alfredo, relator do processo, determinou ao gestor o imediato ressarcimento aos cofres municipais da quantia total de R$ 8.492,51, devidamente atualizada, além de multa no valor de R$ 1 mil. O relator concluiu que os pagamentos feriram os princípios constitucionais de legitimidade, moralidade e razoabilidade.
O prefeito não apresentou qualquer justificativa sobre a acusação, apesar de ter tomado conhecimento da denúncia. O prefeito ainda pode entrar com recurso contra a decisão.(Rádio Metrópole)
Meirelles parece que esqueceu de ter participado do governo Wagner, que usa a publicidade oficial para controlar a mídia.
Com diz aquele conhecido ditado, "Macaco não olha o rabo".
Durante a terceira mesa de debates do projeto "A Cidade que queremos", promovida ontem pelo movimento Desocupa, no Teatro Vila Velha, o ex-secretário estadual de Cultura, Márcio Meirelles, criticou a atuação da maioria dos meios de comunicação e acusou a mídia baiana de ser comprada.
Para ele, esta seria a razão do movimento não ter conseguido a visibilidade necessária para a luta que o Desocupa trava contra os desmandos do prefeito João Henrique.
Em outras palavras, o ex-secretário insinuou que a Prefeitura tem agido para manter as ações do Desocupa fora da mídia.
- São muitos interesses em jogo e a dificuldade é muito grande. A sociedade tem que entender o que está acontecendo com a cidade - disse.
Parece até que ele não participou do governo Wagner, que usa a publicidade oficial para controlar a mídia na Bahia, com ameaças e pressão para demitir comunicadores.
Ou Meirelles ignora como o governo do qual ele fez parte se comporta em relação à mídia ou só tem olhos para ver os defeitos dos adversários.
O cantor e compositor baiano Carlinhos Brown desembarcou no aeroporto de Salvador na manhã desta terça-feira (28), cinco dias depois de deixar a capital baiana para tentar trazer ao Brasil a estatueta do Oscar com a canção do filme "Rio". Brown foi recebido com festa de fãs, amigos e familiares, além de integrantes da Orquestra Pracatum, projeto social que mantém no bairro do Candeal, na capital baiana.
"Outras oportunidades virão. Não foi uma injustiça [o resultado do Oscar]. Tudo o que acontece é resultado do nosso trabalho, então vou continuar trabalhando. As portas vão continuar abertas", disse ao G1 após desembarcar, por volta das 9h15. (Assista entrevista ao lado)
"Como intéprete de cultura brasileira, eu estou muito contente. Acho que é um bom lugar para se chegar, já que esse lugar mexe tanto com as pessoas. Estou me preparando, estudando mais porque afinal a oportunidade é estar em Holywood, é estar no meio dos grandes artistas", completou o artista, parceiro de Sérgio Mendes na composição da música "Real in Rio". O prêmio de melhor canção original ficou com "Man or muppet", tema de "Os muppets". (G1)
A ''filinha'' de duas horas do ferryboat, segundo a TWB, tortura o usuário com uma espera verdadeira de até 12 horas. E o órgão de fiscalização, a Agerba? O que faz a Agerba? Deve ter muita sujeira debaixo desse tapete.
O jornalista e apresentador Moisés Biset, da Rádio Cruzeiro da Bahia, se diz indignado e torturado com a passividade do Governo da Bahia em relação à TWB. Ao ler no ar o e-mail com uma reclamação de um ouvinte que ficou 12 horas na fila do ferryboat, na última quarta-feira, Biset questionou:
"É inacreditável...Isso é uma tortura, uma estupidez. A solução mesmo é a ponte Salvador-Itaparica, porque esse sistema que está aí (da TWB) é furado. É um sistema ordinário, medíocre e só o governo é que não enxerga isso. Entra governo, sai governo e não se resolve. Eu queria saber o que é que sustenta essa empresa TWB aí. Ela continua, já houve motivos de sobra para se cancelar esse contrato e se colocar outra empresa. E nada".
O que Moisé Biset quer saber é o mesmo que os usuários em sua unanimidade gostariam também de saber, mas de forma concreta, do governo Wagner: Por que o governo segura a TWB na travessia do sistema ferryboat? Qual o mistério? Tem alguma coisa que ninguém ainda não se deu conta? Ou tem sujeira debaixo do tapete?
Wellington Lima e Silva venceu disparado a eleição no Ministério Público realizada ontem e deve ser reconduzido pelo governador Jaques Wagner ao cargo de procurador-chefe. Como se sabe, a escolha, pelo governador, se dá numa lista tríplice composta pelos três mais votados. Sérgio Mendes, Gilberto Amorim e Edmundo Reis montaram uma estratégia de campanha cuja pretensão eramanter os três na dianteira e rifar Wellington, pelo voto.
Nas urnas, o plano deu chabu.
Wellington teve 341 votos contra 212 de Sérgio e 206 de Gilberto. E Edmundo ficou em quarto, com 156, nem na lista entrou. Dois anos atrás Wellington protagonizou um racha no Ministério Público por ter sido escolhido entre três, sendo o menos votado.
A procuradora Norma Angélica, a mais votada na época, agora presidente da Associação do MP, ao proclamar o resultado apressou-se em pedir respeito ao resultado das urnas. Pois que ela fique tranquila. Agora vai.(Tempo Presente)
Quase metade dos 23 representantes territoriais de Cultura da Bahia é filiada a partidos da base do governo. É o que aponta relatório obtido e divulgado hoje pelo jornal Correio junto à Corregedoria Geral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em Brasília. O número reforça a suspeita de uso de critérios partidários na composição dos cargos, cujos indícios ganharam força após a denúncia de que o edital de seleção pública para a área privilegiaria militantes políticos e sindicalistas.
Segundo as informações do TSE, dez representantes selecionados em 2008 e 2009 constam na listagem do órgão como integrantes de partidos que, à época, eram do arco de alianças da base governista. Cinco deles aparecem como filiados ao PT, sendo um deles ao diretório de Santos (SP).
No rol, estão ainda membros do PP, PRB, PCdoB e PV da Bahia, além do PMDB, que deixou a aliança apenas em 2010. De acordo com o tribunal, uma décima primeira pessoa é apontada como integrante do Psol, mas o documento do TSE indica a probabilidade de tratar-se de homônimo (nomes iguais).
Em contato com nove representantes territoriais citados pelo TSE como militantes partidários, cinco deles admitiram integrar quadros das legendas, mas negaram que o critério tenha sido determinante para a seleção pública. “Sou filiado muito antes de ser representante. Em nenhum momento isso influenciou na escolha. O assunto nem foi tocado na entrevista”, disse o filósofo Pitágoras de Luna Freire Alves, integrante do PP e responsável pela área da Chapada Diamantina.
“Passamos por uma seleção em várias etapas e (a filiação partidária) não contribuiu de jeito nenhum (para a composição do cargo)”, afirmou a historiadora e integrante do PT Zilma Pereira dos Santos, que cuida do território do Piemonte da Chapada.
Outros três filiados também negaram o critério para a composição dos cargos: os petistas Gelson Fernandes Vieira (Bacia do Rio Grande) e Plutarco Drumond de Magalhães Neto (Vale do Jiquiriçá), e a pedagoga e militante do PRB Carla Lidiane Pereira de Souza (Piemonte Norte do Itapicuru).(Correio)
A juíza Nêmora de Lima Janssem dos Santos, 35, titular de Caravelas (a 847 km de Salvador) conseguiu ontem a proteção pessoal solicitada ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), em Salvador, onde conversou com o presidente do TJ, desembargador Mário Alberto Simões Hirs, e outros juízes. Agora, homens da Guarda Militar do TJ-BA farão a segurança da magistrada. Ontem, o TJ também designou o juiz Ricardo Shimith, assessor especial da presidência, para acompanhar o caso de perto.
Na última quinta-feira, segundo boletim de ocorrência registrada na Delegacia Especial de Proteção ao Turista (Deltur), em Porto Seguro, ela foi agredida com socos e pontapés pelo promotor público estadual Dioneles Leone Santana Filho.
A agressão, conforme o boletim, ocorreu no camarote de uma festa privada de Carnaval prolongado e também atingiu o namorado da juíza, o advogado Leonardo Wishart, 27. “Já fiz o pedido por telefone e hoje vou formalizá-lo”, disse a magistrada, por telefone, antes de se dirigir ao tribunal. Sobre a agressão, preferiu não entrar em detalhes, dizendo apenas que ainda está abalada e não sabe o motivo. “Isso é ele quem tem que dizer”, finalizou.
A Procuradoria Geral do MP-BA designou quatro promotores para investigar o caso, os quais estão sob o comando do promotor Valmiro Macedo, segundo o qual o prazo para conclusão é de 90 dias. Ontem mesmo, já foram ouvidos a juíza e o advogado Leonardo Wishart, mas o conteúdo dos depoimentos não foi revelado. “Vamos entrar em contato com o promotor para saber data e hora que ele quer ser ouvido, pois é assim que determina a lei. Depois vamos saber se existem testemunhas e obter os laudos do exame de corpo de delito. Só depois disso, tiraremos as conclusões”, disse Macedo. O advogado Leonardo Wishart não quis se manifestar sobre o assunto. “Todas as informações foram prestadas à polícia. Não me cabe falar a condição psíquica daquele senhor”, disse Wishart por telefone. A subseção baiana da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Associação do Ministério Público da Bahia (Ampeb) foram procuradas, mas não se manifestaram sobre o assunto. Em nota da assessoria, a Associação dos Magistrados da Bahia (Amab) lamentou o fato e disse que analisará o caso para “tomar as medidas cabíveis (...) e dará todo o apoio necessário, incluindo assessoria jurídica para a magistrada”. (A Tarde)
Dois importantes meios de transporte e símbolos do turismo da cidade apresentam defeitos mecânicos causando transtornos aos baianos e turistas, que frequentam a cidade. Há cerca de seis meses desativado, o Plano Inclinado Gonçalves, situado na Praça Ramos de Queiroz, transformou-se num estacionamento a céu aberto.
Já a cabine III do Elevador Lacerda permanece quebrada há oito meses, causando filas de usuários na região da Cidade Baixa. Recuperação da fundação e falta de peças são, respectivamente, os motivos do atraso no serviço e não há data definida para solução do caso.
Os dois bondes do Plano Gonçalves, que ligam a Praça da Sé ao Comércio, permanecem de portas fechadas, sendo que apenas funcionários técnicos fazem a restauração do local. Há 40 anos trabalhando em frente ao Gonçalves, o comerciante Edson Pinheiro, 63 anos, lembrou os momentos de glória do serviço.
“Quando funcionava, a fila já chegou até a Praça Municipal. Agora que está quebrado e entregue “às moscas”, o comércio das imediações, praticamente, parou. Que eu me lembre, já vai fazer um ano que aqui está desativado. Isso não pode continuar. A população precisa deste serviço”, disse o comerciante.
Sem nenhum guarda municipal para proteger o patrimônio, o local virou estacionamento de veículos. “Tenho até dificuldades para conseguir clientes. Apesar de termos o Elevador Lacerda, ele não é suficiente para quem precisa ir às imediações do Instituto do Cacau, no Comércio”, explicou Edson. (Daniela Pereira )
O radialista Mário Kertész, pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Salvador, que chegou a dizer que abria mão da disputa ao ver naufragar a ideia de as oposições se unirem, vai participar das inserções da legenda na Bahia. Kertész ficou de fora das inserções nacionais do partido, mas, após conversa com os irmãos Vieira Lima, topou aparecer agora e pode ser o nome peemedebista, mesmo que a oposição ao governador Jaques Wagner vá às urnas também com o deputado federal ACM Neto (DEM). (Raio Laser)
O deputado Sandro Régis comentou matéria de A Tarde de hoje revelando que o governo gastou R$ 266 milhões no ano passado em pagamento de serviços temporários, contratados em detrimento da realização de concursos públicos.
“Isso é compra de votos direta, é o aparelhamento do Estado para fazer política para o PT. Por isso é que a Bahia perdeu seu lugar de liderança no Nordeste. Quando se fala em gestão na região, os exemplos são Pernambuco, Sergipe...”
Enquanto isso, segundo Régis, “com Jaques Wagner, a Bahia se tornou o Estado da violência, o Estado que paga R$ 1,2 bilhões a ONGs, o Estado que gasta R$ 600 mil por dia com propaganda e faz um edital para beneficiar os filiados a partidos e militantes sindicais”. (Por Escrito)
Fonte de Por Escrito assegura que o radialista Mário Kertész “está participando de reuniões em altas rodas da política baiana”, não sendo descartável a hipótese de ele ainda vir a ser o candidato das oposições à Prefeitura de Salvador.
Ex-prefeito duas vezes, mas também com retumbantes derrotas eleitorais no currículo, Kertész tem consciência de que só haveria perspectiva de vitória com a união de DEM, PMDB e PSDB, contando ainda com a divisão governista.
Parece pacífico o fato de que Geddel Vieira Lima (PMDB) tem dificuldade para apoiar os deputados federais ACM Neto (DEM) e Antonio Imbassahy (PSDB), ambos adversários duros do governo Dilma Rousseff na Câmara.
Se Geddel, por outro lado, não apoia nenhum dos dois, deles não receberá apoio. Algo que dificilmente fará, assim como Imbassahy, é sair isolado, iniciativa mais apropriada a ACM Neto, que, mesmo assim, terá de fazer suas avaliações.
Esse quadro de impasse e indefinições cria uma nova perspectiva para Kertész, que, se chegar lá, terá apenas o trabalho, junto com os aliados, de reconstruir-se como candidato, pois a definição de seu nome despertará os mais impensados temas para o frigir da campanha eleitoral. (Por Escrito)
A Agerba (Agência de Regulação da Bahia) está sendo conivente com a TWB. Aliás, continua sendo para ficar mais claro. O serviço segue péssimo e a ''melhora'' só foi sentida por aqueles beneficiados com a propaganda enganosa da concessionária paulista das três letrinhas.
Não é possível que uma agência de regulação permita que a fiscalizada minta de forma tão estúpida e irresponsável para os usuários e até mesmo para a imprensa.
Informações divulgadas pela TWB na imprensa não correspondem a verdade. A fila de veículos chegou a cinco quilômetros, mas a concessionária garantia que o tempo de espera não era mais que duas horas. Teve quem esperasse oito...dez horas para embarcar no Terminal de Bom Despacho com destino a Salvador. Uma vergonha!.
Ontem foram oito horas para embarcar. Uma coisa absurda, uma tortura. E o governo espalhando que ''foi tudo bem". É...sim, o governo mesmo, que também assume as dores da TWB!!!
Na Quarta-feira de Cinzas a fila do ferryboat, às 15 horas, estava se aproximando do entroncamento de Mar Grande - quatro quilômetros de fila.
Às 20h20 do mesmo dia, estava um quilômetro depois, encostando em um posto de gasolina da estrada de Mar Grande. Quase cinco quilômetros do Terminal de Bom Despacho.
Teve usuário que levou até 8, 10 e até 11 horas para chegar em Salvador. Gente que procedia de Valença e de outras cidades do Baixo Sul, que poderiam pegar a estrada normalmente e fazer a viagem em duas horas, teve que penar. Senhoras, crianças e idosos expostos aos assaltantes, de noite. Nenhum fiscal, nenhum policial.
Uma irresponsabilidade total. Enquanto isso, nas emissoras de rádio e nos sites de notícias, como A Tade Online e Tribuna da Bahia, só para citar alguns exemplos, se divulgava que o tempo de espera era de apenas duas horas para o embarque. Com cinco quilômetros de fila, jamais isso poderia acontecer.
É um absurdo o que a TWB faz e a Agerba cala, consente, permite. E o que é mais grave: o diretor-executivo da Agerba, Eduardo Pessoa, compareceu no terminal de Bom Despacho e comprovou a extensão da fila e o sufoco. Mas não se tem conhecimento de alguma ação do órgão no sentido de exigir da fiscalizada que informasse melhor e parasse de mentir para o usuário.
Mas a mentira, a propaganda enganosa, deve ter agradado ao governo. A prática é adotada em todos os níveis da gestão estadual.
Confira no áudio abaixo Otto Alencar garantindo que nunca viu ''esse cara da TWB". O cara é o Pinto dos Santos, o dono, que deita e rola na área governamental.
Funcionários da concessionária paulista TWB ficaram pasmos com o nível de ''intimidade'' e de ''compreensão'' mútua que estaria a existir entre a diretoria da empresa e o secretário de Infraestrtura, Otto Alencar. Em reunião preparatória para o Carnaval, um tal ''diretor'' da TWB, com sotaque carioca, teria mostrado para alguns empregados da casa como um vice-governador deve ser tratado.
"Ôoooo Otto....Chega pra cá Otto...Senta aqui....Senta aqui Otto...Ôoooo Otto, a casa é sua Otto!"
O diretor-executivo da Agerba, Eduardo Pessoa, estava presente, além do chefe de gabinete da autarquia, Samir Abud.
Não se sabe se tanta gentileza, tanto carinho, tanto mimo e puxa-saquismo foram porque o cidadão queria mostrar prestígio ou se a amizade existe mesmo. Aliás, a TWB sempre ''sensibilizou'' setores do governo Wagner na base do tráfico de influência e lobby. E sempre conseguiu receber as benesses do poder.
Engraçado é que meses atrás Otto Alencar garantiu, em entrevista a uma emissora de rádio (confira o áudio acima) que nunca viu o dono da TWB (Pinto dos Santos) mais magro ou gordo.
Teria Albino Rubim entrado em desgraça com Wagner.
O governador Jaques Wagner (PT) não gostou nadinha das desculpas dadas à imprensa pelo secretário da Cultura, Albino Rubim, sobre o episódio envolvendo o edital que dava vantagem a militantes partidários para preencher cargos de representantes territoriais de cultura.
Segundo interlocutores de Wagner, ao ouvir Rubim dizer que assinou o documento sem ler, o petista teria reclamado que ele deu mais um argumento para a oposição alardear o mesmo discurso encampado no motim da PM: o de que, no Palácio de Ondina, se governa alheio ao que ocorre nos gabinetes.
A indisposição do governador aumentou ainda mais após o assunto, denunciado em primeira mão pelo jornal Correio, ter repercutido em jornais de grande circulação, no esteio da crise de imagem causada pelo movimento da polícia. (Correio)
João Henrique beijou muito no Carnaval, mas pode chorar de novo com a reprovação de suas contas.
Começa nesta segunda-feira (27) o ano na Câmara Municipal. Após a reabertura formal dos trabalhos, no dia 2 deste mês, não houve nenhuma sessão ordinária para discutir e votar propostas. A primeira sessão acontece nesta tarde, com o objetivo de discutir um projeto polêmico: o parecer prévio do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM-BA), que recomenda a reprovação das contas do prefeito João Henrique (PP) no exercício de 2010.
Está em jogo o futuro político do prefeito, além de um pesada multa que tem de ser paga com dinheiro do bolso de João. Devido aos efeitos da Lei da Ficha Limpa, caso o prefeito tenha as contas reprovadas ficará inelegível por oito anos. Terá de arcar ainda com uma multa de R$ 33,8 mil e ressarcir aos cofres municipais R$ 549,4 mil, referentes a despesas com publicidade que não tiveram as peças anexadas ao processo, o que impossibilitou a análise dos conteúdos. Conforme o regimento interno da Câmara, para reverter o parecer do TCM é necessária a maioria qualificada – 28 votos dos 41 vereadores.
Atualmente, João tem ao seu lado formalmente apenas 22 membros da Câmara. Para chegar ao mínimo necessário, espera ter o voto de antigos aliados do PMDB - agora independente por orientação da direção do partido.
“Somos obedientes. Depois que o Supremo (Tribunal Federal, o STF) decidiu que o mandado é do partido, não podemos fazer nada sem ouvir o partido. A gente está em uma bancada onde a gente tem dono, que é o PMDB”, analisou Pedrinho Pepê, líder da bancada do partido. “Em 2009 já houve uma rejeição, porque em 2010 foi novamente? Já há um semblante de irregularidade. Insistiram nos mesmos erros?”, questionou.(Correio)
Fala-se que Wagner teria desistido de colocar Gabrielli na Seplan
O ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, já acertou seu destino no governo. Contudo, fonte intimamente ligada ao economista garante que o cargo passa longe da Secretaria de Planejamento, ocupada por Zezéu Ribeiro.
“A pasta perdeu muito poder, sem contar que há um sentimento grande de respeito à história de Zezéu no partido”, segredou. Por enquanto, Gabrielli mantém a nomeação em silêncio, devido à ordem para que o anúncio saía exclusivamente da boca de Jaques Wagner. (Correio)
A oposição diz estar com a pulga atrás da orelha. O governo publicou decreto que aprova o Relatório de Gestão Fiscal, referente ao 3º quadrimestre do exercício de 2011, na edição do Diário Oficial, de 28/29 de janeiro deste ano.
A desconfiança é devido ao fato de que não foi feita a publicação impressa do documento. Há apenas referência a um complicado link no site do DO. (Tempo Presente)
Uma equipe do Ministério Público Estadual segue para Porto Seguro, extremo sul da Bahia, com a determinação de investigar o motivo da agressão do promotor da Vara Única Criminal de Porto Seguro, Dioneles Leones Santana Filho, contra a juíza Nemora de Lima Jansen, 35 anos. A violência teria sido registrada na última sexta-feira, durante o Carnaval fora de época naquela cidade.
A Polícia Civil encaminhou as guias do exame de corpo de delito das supostas vítimas de agressão para a Procuradoria do Estado, que fica responsável pelas investigações de crimes envolvendo promotores de Justiça. O promotor Valmiro Macedo está responsável pelas investigações. Há informações de que a juíza teria pedido medida protetiva, que estipula um mínimo de três metros de distância entre ela e seu agressor.
A juíza teria sido espancada na madrugada de sexta-feira, enquanto curtia uma festa, ao lado do namorado, o advogado Leonardo Wishart, de 27 anos. A agressão teria ocorrido num camarote. De acordo com relato de testemunhas, o promotor teria chegado por trás e desferido um golpe que atingiu a nuca da juíza.
A pancada fez com que a juíza caísse, mas os golpes prosseguiram. O namorado tentou defender a magistrada, mas acabou sendo agredido também. A queixa da violência foi registrada na Delegacia de Proteção ao Turista de Porto Seguro (Deltur). (Mariacelia Vieira, Tribuna)
Além dos quase R$ 230 mil que recebeu da Embasa como patrocínio para o Carnaval deste ano, conforme noticiou o Jornal da Mídia no dia 18, o Camarote Boteco Marta Góes foi beneficiado com mais R$ 200 mil de verba estadual, desta vez pago pela Bahiagás. O espaço também ganhou patrocínio do Banco do Brasil.
Entre os camarotes premiados com ajuda estadual este ano estão o Expresso 2222, de Gilberto Gil, que abocanhou R$ 90 mil da Embasa, a Casa Daniela Mercury, com R$ 40 mil da Bahiagás, e o Camarote dos Bailes, que recebeu R$ 30 mil da Embasa.
No grande baile de abertura do Camarote Boteco Marta Góes, na noite de quinta-feira (16), sob o tema "Cantos, Encantos e Afoxés", a primeira-dama do Estado, Fátima Mendonça, entregou coroas de flores ao rei Andrezão Simões, à rainha Luzia Santhana, à princesa Mari Cruz e ao padrinho do camarote, Sebastian Fonseca, o eterno garoto-propaganda da C&A.
Instalado no Farol Barra Flat, o Boteco Marta Góes foi um dos mais concorridos camarotes do Carnaval da Bahia. Este ano teve até elevador com vista panorâmica e serviu, a seus convidados vips, sofisticado serviço de bufê com quitutes de primeira linha regados com espumante francês Veuve Elise.
Escolhidos a dedo, os convidados receberam mimos da Algaszarra e contaram com serviços de chapelaria, bar, internet, salão de beleza, lounges, spa e sala de imprensa. Além disso, o espaço contou com a estrutura de um posto hospitalar e ambulância.
A decisão do PP de lançar João Leão no tabuleiro dos pré-candidatos da base governista à Prefeitura pode custar caro a João Henrique. O PT do governador Jaques Wagner e do pré-candidato Nelson Pelegrino formaliza na próxima segunda-feira (27) a orientação de voto contrário dos sete vereadores às contas referentes ao exercício 2009 do Executivo municipal. “Esse é o sentimento dos vereadores do PT”, afirmou, ríspido, o líder do partido na Câmara, Henrique Carballal.
Nos bastidores do poder municipal, muito se ouviu sobre uma possível ‘moeda de troca’ numa movimentação na qual o PT garantiria ao prefeito a aprovação de suas contas, que, não custa lembrar, chegaram à casa Legislativa com parecer unânime de rejeição por parte do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM).
A ‘troca’ seria o apoio oficial de João Henrique e do PP a Nelson Pelegrino. Diante do anúncio da candidatura de Leão, o acordo desandou. Um petista de boa articulação no Executivo e no Legislativo nas esferas estadual e municipal refletiu: “Como é que o PT votaria contra o prefeito se ele apoiasse nosso candidato?”, indagou o petista.
A líder da minoria na Câmara, vereador Vânia Galvão, voltou a garantir que não tomou conhecimento da articulação. “Se existiu, não chegou ao meu conhecimento. Os vereadores do PT têm se posicionado de maneira firme desde a chegada das contas do prefeito. Não podemos desprezar um parecer de unanimidade do Tribunal. E a gente deve lembrar que as contas da Prefeitura já foram rejeitadas pelo segundo ano consecutivo”, argumentou.
Ao que tudo indica, a situação do prefeito está mesmo complicada. Além da oposição, composta por nove parlamentares do PT e do PCdoB, o PSD (representado por três edis) já anunciou ontem que também será contrário às contas. Vale lembrar ainda: o PMDB (com seis vereadores), também deve votar contra João. Com a Lei da Ficha Limpa em vigor, se João tiver suas contas rejeitadas de fato, ficará inelegível por oito anos. (Tribuna)
Um colégio eleitoral composto por mais de 500 membros, entre procuradores e promotores de justiça do Ministério Público Estadual (MPE), vão às urnas, na próxima segunda-feira (27), para definir os nomes que vão compor a lista da qual sairá o novo chefe da instituição, escolhido pelo governador Jaques Wagner para o biênio 2012/2014.
As eleições acontecem das 9 às 17h, no Auditório Afonso Garcia Tinoco, na sede do MPE, no Centro Administrativa da Bahia (CAB).
Seis promotores de Justiça estão inscritos. Por ordem alfabética, os candidatos são: Antônio Sérgio dos Anjos Mendes, Edmundo Reis Silva Filho, Gilberto Costa de Amorim Júnior, Millen Castro Medeiros de Moura, Paulo Gomes Júnior e Wellington César Lima e Silva.
A então candidata Marisa Marinho Jansen Melo de Oliveira está fora da disputa. Ela apresentou requerimento de desistência à candidatura perante a Comissão Eleitoral, que homologou o pedido, mas não revelou os motivos que levaram a candidata a sair do páreo.
A atual Comissão Eleitoral é presidida pela procuradora Lúcia Bastos Farias Rocha, que conta com o apoio dos colegas Washington Araújo Carigé e Maria Ivone Souza Rocha.
Polêmica – Apesar da proibição feita, sem qualquer justificativa, pela comissão eleitoral do Ministério Público, através de um email enviado na véspera do evento, o debate entre os seis candidatos ao cargo de procurador-geral de justiça acabou acontecendo ontem. A Associação do Ministério Público do Estado da Bahia (Ampeb) conseguiu uma liminar junto ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) para assegurar que nenhum ato impeditivo fosse praticado.
A decisão favorável à Ampeb do conselheiro Luiz Moreira Gomes Júnior foi respaldada pelo artigo 46, IX, do regimento interno do CNMP. A concessão admitiu apenas um reajuste de horário para a realização do debate, sendo que o mesmo teve início às 17h e não às 13h, como estava programado. (Catiane Magalhães, Tribuna)
O controverso item do edital da Secult foi visto como tentativa de aparelhamento da máquina pública pelos políticos de oposição ao governo do estado. “Isso é um absurdo. Não conheço algo precedente no Brasil. Infelizmente, a gente já sabia que o PT tinha como prática recorrente o aparelhamento político nas suas administrações, mas agora chegou ao limite”, criticou o deputado federal ACM Neto, líder do DEM na Câmara. “ Filiação política jamais pode ser critério para entrar na carreira pública”, concluiu.
O presidente estadual do PMDB, Lúcio Vieira Lima, engrossou o coro; “É o fim da picada. Quando se perde a vergonha na cara e se tenta oficializar o aparelhamento para fins eleitorais é o fim, uma total falta de respeito com a opinião pública e com o eleitor”, disse, indignado. O deputado federal classificou como “cara-de-pau” a atitude de beneficiar militantes políticos”.
O líder da oposição na As-sembleia Legislativa, Bruno Reis (PRP), completou; “O cinismo do PT é tão grande que querem legalizar indicações políticas, como já fazem em cargos comissionados. Se Jaques Wagner tivesse juízo, devia demitir o secretário (de Cultura, Albino Rubim) ”, opinou o deputado.
Na Casa, o assunto foi tema do discurso do deputado Carlos Geilson (PTN), ontem pela manhã. “Como é que o secretário da Cultura, Albino Rubim, diz que não conhecia esse critério? Ele não lé o edital antes de assinar? Esse é o governo que fala de moralidade, mas coloca um item desses em um processo seletivo. O que transparece é que é um concurso de cartas marcadas”, afirmou, durante a sessão plenária.
O presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia, também manifestou seu repúdio, através de nota. Para Aleluia, o cancelamento do edital não tira o dolo do ato. “Como diz o povo, eles jogaram o barro para ver se colava. E não me venha agora o atual secretário de Cultura dizer que assinou o edital sem ler”, disse , classificando como “tentativa desavergonhada de aparelhamento” o item do edital que falava em militância.
Em meio a essa chuva de críticas, o líder do governo na Assembleia, Zé Neto, tentou defender o governo. “Não tem bicho de sete cabeças”, afirmou. Repetindo a justificativa do superintendente exonerado, ele afirmou que o objetivo era buscar pessoas com mais envolvimento social. “Talvez tenha exagerada na dose, mas foi coisa de algum técnico que não soube se expressar direito, uma bobagem”, avaliou.
Ele também defendeu a hipótese de ter havido um mal entendido na formulação do edital. “Não tem mistério nenhum. Houve esse ruído e agora vai ter que resolver. Aliás, já está sendo resolvido ”, minimizou.(Correio)
Empresários da folia rebatem o governo da Bahia e afirmam que houve queda na comercialização de abadás para blocos e camarotes neste ano em comparação com o carnaval de 2011. O fluxo de turistas, no entanto, segundo a gestão Jaques Wagner (PT), não foi afetado pela greve da Polícia Militar, deflagrada e concluída poucos dias antes da festa.
“Os baianos foram para o carnaval, foram eles que sustentaram a festa”, disse o empresário Fred Boat, sócio de dois badalados camarotes. A situação foi a mesma nos blocos. Harmonia do Samba, Psirico e Parangolé, focados nos baianos, atingiram as metas. Blocos focados em turistas tiveram queda de até 40%, segundo a Associação de Blocos deTrio.Eva e Chiclete com Banana, de axé music e voltados para turistas, são exceções.
“O principal problema foi que a greve da PM aconteceu nos dias em que a maior parte dos turistas costuma fechar os pacotes”, disse o presidente da associação, Fernando Boulhosa.
No camarote de Boat voltado para visitantes, as vendas foram 25% abaixo da expectativa. A meta foi alcançada, porém, no camarote destinado aos baianos. ( Estado de S. Paulo)
Da Folha de São Paulo, hoje: Comandado pelo petista Jaques Wagner, o governo da Bahia incluiu a militância partidária e sindical como critério de classificação num processo seletivo do Estado. Pelo edital 001/2012 da Secretaria de Cultura, o candidato a "representante territorial" que tivesse "atuação em sindicatos, partidos e organizações da sociedade civil" poderia alcançar até 10 pontos de um total de 60.
Lançado para a seleção de representantes territoriais de cultura em nove regiões, o edital foi cancelado ontem, depois de reportagem do jornal "Correio da Bahia".
"Achei um absurdo, injustificável, a redação. Mandei cancelar imediatamente", afirmou o governador.
Responsável pelo concurso, o superintendente de desenvolvimento territorial, Adalberto Santos, disse que o perfil ideal para o cargo é de "ativista político". Mas que foi um erro associar "ação política" à atividade partidária.
Segundo nota da Secretaria de Cultura, ontem Santos pediu exoneração de seu cargo. O texto diz também que um novo edital para a seleção está em andamento.
De acordo com o documento cancelado, na análise de currículos dos candidatos seriam "observados os seguintes itens: escolaridade, com comprovada atuação na área cultural e política (mínimo de um ano) e capacitação comprovada na área cultural".
Cada ano de atuação política contaria dois pontos e meio para habilitação do candidato, no limite de até quatro anos de exercício partidária ou sindical. No quadro de pontos, formação política e cultural somava até 35 pontos, mais que a acadêmica.
O cargo -com salário de R$ 1.980- é temporário, com contratação até dezembro deste ano. O sistema de seleção simplificada destina-se à substituição de outros contratados sob regime especial.
O senador Walter Pinheiro, novo líder do PT no Senado, tem experimentado um grande nível de isolamento no interior do seu partido. Informações dão conta de que vê-se isolado inclusive no interior de sua tendência, a Democracia Socialista (DS), onde representa um dos polos (o outro é capitaneado pelo secretário estadual de Comunicação Robinson Almeida e o ministro de Desenvolvimento Agrário Afonso Florence).
Outra mostra deste isolamento foi a saraivada de críticas que Pinheiro recebeu de seus correligionários pela entrevista concedida à Rádio Metrópole.
Luiz Caetano, prefeito de Camaçari, e Moema Gramacho, prefeita de Lauro de Freitas, responderam às ironias do senador à altura. Caetano dizendo que Pinheiro “está no céu” e Moema afirmando que o senador petista “não precisa agredir ninguém”. (Raio Laser)
Enquanto os demais partidos da oposição começam a definir rumos e traçar estratégias de olho nas eleições de outubro, o PSDB é o único que ainda não esboçou nenhum movimento. Em outras palavras, a legenda permanece em cima do muro. Isso porque, segundo circula nos bastidores, a sigla não tem condições de bancar sozinha a candidatura do deputado federal Antonio Imbassahy, o que a faria destinar apoio à candidatura de ACM Neto (DEM).
Informações dão conta que para esta aliança acontecer é necessário desatar um nó que vem da esfera mais alta do partido: a disputa interna da legenda rumo à eleição presidencial de 2014, já que os deputados baianos Antonio Imbassahy e Jutahy Júnior apoiam José Serra, enquanto ACM Neto se inclina para Aécio Neves.
O presidente municipal do PSDB em Salvador, José Fernandes, nega a troca de apoio e reafirma o nome de Imbassahy no páreo.
Assim como o presidente estadual da legenda, Sérgio Passos, Fernandes disse que o problema de Salvador deve ser resolvido em Salvador, levando em consideração as particularidades da cidade.
“Seria leviandade fazer qualquer tipo de barganha pensando em São Paulo ou em outra capital. Nossa responsabilidade é com Salvador, não podemos criar uma facilidade agora para depois enfrentar uma dificuldade lá na frente. Não existe troca de apoio, pois isso seria o mesmo que perder a nossa identidade”, ponderou.
“Trabalhamos em prol deste nome, pois sabemos que os eleitores não vão optar pelo desconhecido. Imbassahy tem experiência, reconhecimento atestado, carisma e é bem avaliado, ou seja, condições de levar a melhor nas urnas”, ressaltou.
Sobre a aliança da oposição, o presidente municipal do PSDB ainda não descartou a possibilidade. “Cada partido apresentou o seu candidato. Nós defendemos o nosso. Vamos sentar e dialogar com o DEM e o PMDB em busca de apoio do nosso projeto, mas eles também vão apresentar o projeto deles. Aquele que tiver a adesão do outro partido é maioria e, por isso, a tendência é formar um bloco único”, afirmou.
Segundo ele, uma reunião com a executiva do PSDB será realizada na próxima segunda-feira (27), quando a sigla vai reafirmar o nome de Imbassahy para o pleito de outubro. (Catiane Magalhães, Tribuna)
Se o Carnaval começou com o lançamento burocrático da candidatura de Geddel Vieira Lima (PMDB) a prefeito de Salvador, se encerra com um movimento realmente instigante: a autocolocação no páreo da senadora Lídice da Mata (PSB), que vinha fazendo de conta que nem se preocupava com isso.
O PMDB quis inicialmente, na pessoa de Mário Kertész, um nome “neutro”, mesmo sendo de sua legenda, pois afinal, como radialista, mantinha trânsito e diálogo constantes com todas as forças políticas. Mas ninguém apaga o passado, e o “candidato”, duas vezes ex-prefeito e polêmico por essência, não logrou o assentimento geral que pretendia.
Geddel sai, declaradamente, por espaço na mídia (e na mesa de negociações), pois sabe que não deve ir adiante essa tendência de a oposição “brigar de turma”, como disse o deputado Antonio Imbassahy (PSDB) durante o Carnaval, não se sabe sob inspiração de qual dos “ados” citados pelo vice-governador Otto Alencar – emocionado, exaltado, talvez desanimado.
Lídice não vive esse drama. Ao contrário do peemedebista, tem sete anos de mandato pela frente e boa posição nas pesquisas. No dia 5, por exemplo, este blog publicou, na nota “DEM nas cabeças”, informação que o governador Jaques Wagner transmitiu a deputados de sua base: a senadora tem 17% das intenções de voto, a mais bem colocada das “esquerdas”, e só perde no geral para ACM Neto (DEM), com 36%.
Senadora decola na pista do aliado - A postura da senadora decorre do evidente peso do candidato petista, Nelson Pelegrino, peso no sentido negativo, obviamente. O deputado sempre ostentou votações “majoritárias” para deputado federal, mas fracassou em três tentativas de chegar à Prefeitura de Salvador. Em 2012, dá sinais de que não decolará a contento.
Pelegrino sonha em usar essas três derrotas como golpe de marketing, comparando-se a Lula, mas que fique claro: Lula precisou, na “Carta ao povo brasileiro”, dez anos atrás, abjurar ideias antigas, projetos de ruptura. De Pelegrino, não se conhecem as propostas de administração, nem mesmo o que fará para remendar as ruas da cidade.
Chega pra lá - Nelson Pelegrino toma medidas concretas para começar a marcar sua distância do prefeito João Henrique. Diz que “o ciclo do prefeito acabou” e que ele precisará lançar um candidato para “defender seu mandato”. (Por Escrito)
Nesta quinta-feira, 23, a agência de monitoramento de meios de comunicação Midia Clip divulgou os artistas que tiveram mais espaço na TV durante a cobertura do carnaval baiano. A cantora Ivete Sangalo foi a celebridade mais vista, comentada e filmada nas transmissões televisivas da folia de Salvador. ivete
A cantora baiana totalizou quase 20 minutos nas 24 emissoras locais, e deixou para trás a banda Chiclete com Banana e Daniela Mercury.
Entre os blocos, a grande surpresa foi a terceira colocação do Ilê Aiyê entre os mais citados e cobertos pela mídia televisiva, perdendo apenas para o Eva e Coruja .
O camarote de maior sucesso em 2012 foi o Casa Daniela Mercury que ficou á frente do Planeta Othon/Band e do Expresso 2222.
Tratando-se de celebridades que foram curtir a folia, o atacante do Santos, Neymar, foi o mais festejado e assediado, o colega Ronaldo Fenômeno e governador baiano, Jaques Wagner (PT), ficaram na segunda e terceira colocação, consecutivamente, de acordo com a Midia Clip.
O levantamento foi feito entre 16 e 21 de fevereiro e, segundo o coordenador do estudo, Luis Claudio Carvalho, buscou dar números e resultados tangíveis à maior festa popular da Bahia. “O resultado da pesquisa deste ano mostra que o Carnaval da Bahia está em plena ebulição, com novas tentativas de blocos, trios e artistas, buscando soluções criativas para os impasses que a festa vinha ganhando nos últimos anos". (Comunique-se)
A Secult-BA (Secretaria de Cultura do Estado da Bahia) cancelou o edital para contratação de nove representantes territoriais de cultura na tarde desta quinta (23). A seleção gerou polêmica porque a comprovação de anos de “experiência sindical e partidária” poderia acrescentar até dez pontos aos candidatos.
A crítica de especialistas em concursos públicos sugere que esse item poderia favorecer militantes do PT (Partido dos Trabalhadores), que governa o Estado.
Procurada pelo UOL, a Secretaria disse apenas que o edital foi cancelado, que os itens previstos serão revistos e que não há prazo para publicação de um novo documento. Apesar de questionado, o órgão não comentou sobre os motivos que levaram à inclusão dos itens na seleção, nem informou de que forma a experiência sindical ou partidária ajudaria no exercício de um cargo na área cultural.
De acordo com o edital, uma pessoa que tenha feito graduação na área teria sete pontos na análise de currículo – três a menos que a atuação em sindicatos ou partidos. Já uma pós-graduação na área vale os mesmos dez pontos da atuação política. Já outras pós-graduações valeriam apenas sete pontos. (UOL)
O Ministério Público Federal (MPF) resolveu instaurar nesta quinta (23) um inquérito civil a fim de apurar irregularidades nas instalações da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB).
Segundo o órgão, não há acessibilidade nos prédios que ficam nos municípios de Cruz das Almas, Cachoeira, Amargosa, Santo Antônio de Jesus e também na reitoria em Cruz das Almas.
O Ministério Público pediu ainda para que a UFRB se manifeste sobre a representação e preste esclarecimento sobre as denúncias. A informação foi publicada hoje no Diário Oficial da União. (Coluna de Cláudio Humberto)
Para Aleluia, a desculpa do ‘não sabia’ já não convence mais ninguém.
“O governador Jaques Wagner vive alardeando ser republicano, mas a tentativa desavergonhada de aparelhamento da Secretaria de Cultura (Secult), por meio de um edital que privilegiava a contratação pelo Reda de militantes e sindicalistas, demonstra que a prática do petismo é bem diferente do discurso”, diz o presidente estadual do Democratas, José Carlos Aleluia.
O líder oposicionista elogia o advogado da União, Waldir Santos, que, demonstrando independência, denunciou a ilegalidade do edital da Secult. “Se não fosse a denúncia do Dr. Waldir e a repercussão nacional que ganhou na imprensa, os cidadãos baianos seriam usurpados pelo governo petista num dos princípios fundamentais da República: a igualdade de direitos”.
Para Aleluia, o cancelamento do edital não tira o dolo da artimanha petista de aparelhar o estado. “Como diz o povo, eles jogaram o barro para ver se colava. E não me venha agora o atual secretário de cultura dizer que assinou o edital sem ler”.
Na opinião do presidente democrata, a desculpa do ‘não sabia’ já não convence mais ninguém. “Que o diga o governador Jaques Wagner. Ele tentou justificar sua ausência no inicio da greve da PM, dizendo que não sabia da iminência do movimento. Quem foi que acreditou nisso mesmo?”.
Aleluia observa que a desfaçatez petista se evidencia ainda mais na forma contumaz como vem sendo utilizado o Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) nos órgãos estaduais.
“Eles viviam condenando a contratação temporária pelo Reda. Atacavam os governos anteriores quando faziam uso deste expediente. Nas campanhas eleitorais, prometiam realizar concursos públicos e acabar com o Reda. Mas a realidade é outra. O Reda tem sido um instrumento eficiente para o aparelhamento do estado pelo PT”, denuncia o líder democrata.
Os mais de 20 km da Avenida Paralela, principal ligação entre o aeroporto e o centro de Salvador, ainda estão tomados por cartazes alusivos ao recém-acabado Carnaval da cidade. A cada três pôsteres, um tem a logomarca da Petrobras, cujo ex-presidente, o economista baiano José Sérgio Gabrielli, volta à terra natal após mais de uma década. Fundador do PT no Estado e com pretensões políticas ousadas, ele terá em breve o desafio de se fazer tão conhecido quanto a petrolífera que patrocina a folia.
Para isso, vai ter que assumir um comportamento que adotou pela última vez em 1990, quando foi o candidato petista ao governo baiano. Já naquela ocasião, Gabrielli era um militante mais íntimo da cozinha do partido, afeito a análises de conjuntura e coordenação de campanhas, como a de Luiz Inácio Lula da Silva, em 1994. As campanhas eleitorais tinham como objetivo maior projetar o PT. "Ele jamais articulou ou pleiteou aquela candidatura. Foi candidato por causa das circunstâncias", relembra o também economista Rui Costa, amigo, ex-aluno de Gabrielli e hoje titular da Casa Civil baiana.
Aparentemente adepto do termo "missão dada, missão cumprida", o ex-presidente da Petrobras declarou-se "um soldado do governador Jaques Wagner", ao aceitar recentemente o convite para integrar o seu secretariado. Sua função poderá ser definida amanhã, quando Wagner vai comandar uma reunião de remanejamento da equipe. Gabrielli já deverá participar deste encontro. A ideia, segundo o governador, é que o ex-executivo ajude a escolher a Pasta na qual poderá contribuir de forma mais consistente.
Apesar do peso de seu nome, Gabrielli terá o desempenho político e administrativo testado por Jaques Wagner antes de ser escolhido como candidato para a sucessão do governador, em 2014. Daí a importância de se encontrar uma função que dê a devida projeção ao trabalho do novo e ilustre secretário, o que ainda não aconteceu. Dentro do governo, ninguém se atreve a palpitar em que cadeira Gabrielli irá sentar.
"Sua vinda deve-se à missão de ajudar o governo e também para que fique mais conhecido do público que elege os representantes. Ele não vem com esse objetivo [de ser candidato a governador], mas tem simpatia pela postulação", afirma o deputado estadual Rosemberg Pinto (PT), que ocupou diversos cargos na Petrobras e é tido como um dos principais aliados de Gabrielli na Bahia.
Em 2009, o parlamentar, então assessor da presidência da estatal, foi acusado por adversários políticos de beneficiar prefeituras petistas na distribuição das verbas de patrocínio das festividades de São João, bastante populares no interior baiano. Rosemberg nega.
De toda forma, o apoio financeiro a festas populares ajuda a reforçar ainda mais o prestígio da empresa na Bahia. Decisiva na criação e no desenvolvimento do polo petroquímico de Camaçari, a Petrobras tem uma marca da qual Gabrielli poderá se beneficiar politicamente. "Ele terá a seu favor essa coisa do executivo bem sucedido, do baiano que não esqueceu de sua terra", avalia o cientista político Joviniano Neto, da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
O papel da petrolífera em solo baiano vai bastante além da área cultural. Além da refinaria Landulpho Alves, que processa todos os dias 350 mil barris de óleo, a estatal está investindo R$ 1,3 bilhão em um terminal de regaseificação na Baía de Todos os Santos e algo em torno de R$ 2 bilhões em novas usinas termelétricas movidas a gás, segundo informou o secretário estadual de Indústria, Comércio e Mineração, James Correia.
Segundo ele, a presença de Gabrielli no governo baiano vai ajudar muito na atração de novos investimentos. "Ele goza de grande aceitação entre os empresários e também entre a classe política que fica em Brasília", disse Correia. Questionado sobre o plano para alçar Gabrielli ao Palácio Ondina, sede do governo baiano, o secretário desconversou. "Ele voltou [para a Bahia] para tomar cachaça e comer comida de boteco com amigos, professores e ex-alunos, que é o que ele gosta de fazer". (Valor Econômico)
Carlinhos Brown viajou na manhã desta quinta-feira (23) para os Estados Unidos, onde participa da cerimônia do Oscar, em Los Angeles. O músico recebeu uma indicação na categoria de melhor canção original pela música do filme de animação ‘Rio’, de Carlos Saldanha. “Real in Rio” compete com “Man or Muppet”, de Bret McKenzie, do filme ‘Os Muppets’. A academia de Hollywood vai entregar as estatuetas da 84ª edição do Oscar no próximo domingo (26).
Brown é o primeiro baiano a concorrer a um Oscar e, caso vença, será também o primeiro baiano a levar a estatueta. “Eu acredito que isso representa com muita força e potencial para todo o movimento percurssivo, que se estende desde que nasceu o Brasil, o que nós chamamos de mistura de ritmos e não deixa de ser a mistura das etnias, a força na miscigenação, que nasce nesse lugar e se expande para o mundo inteiro”, diz Brown.
Processo seletivo aberto nesta quinta-feira, 23, pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (Secult), para a contratação de representantes territoriais de Cultura, privilegia candidatos que tenham filiação partidária ou atuação em sindicatos e movimentos sociais, denuncia o Correio em matéria assinada por Priscila Chammas.
Pelos critérios de pontuação estabelecidos no edital, cada ano dedicado a esse tipo de atividade vale 2,5 pontos, uma vantagem e tanto se considerado que a análise curricular e uma entrevista são as únicas etapas do processo.
Especialista em concursos, o professor José Aras, do curso preparatório Jus Podivm, estranhou a cláusula. “Isso não é normal, é um item discriminatório. O concurso público tem que buscar a isonomia entre os candidatos, a menos que a cláusula tenha alguma relação com o cargo, o que não é o caso”.
Ele aconselha que quem se sentir prejudicado peça a impugnação do edital junto à Secult e, se não for atendido, tente na Justiça um mandado de segurança contra a cláusula.
Questionado, o secretário estadual de Cultura, Albino Rubim, disse não estar totalmente a par do edital, que teria sido elaborado pelo superintendente de desenvolvimento territorial Adalberto Santos. Em viagem ao Rio de Janeiro, o superintendente não foi localizado pelo Corrreio. A assessoria de imprensa da Secult também não atendeu as ligações da reportagem.
As inscrições para o processo seletivo começam hoje e vão até 3 de março, pelo site da Secult. São disponibilizadas nove vagas em Regime Especial de Direito Administrativo (Reda) para as regiões do Sisal, Bacia do Rio Corrente, Recôncavo, Velho Chico, Irecê, Extremo Sul, Região Metropolitana de Salvador, Portal do Sertão e Litoral Sul. É exigido nível superior. O salário e as gratificações somam R$ 1.980, mais o auxílio alimentação. A carga horária é de 40 horas semanais.
O prefeito de Salvador, João Henrique, que protagonizou cenas de carinho quando curtia o primeiro Carnaval com sua companheira, a subsecretária de Saúde do município, Tatiana Paraíso, exibe tatuagem nos antebraços com o nome do novo amor. Ela também fez uma homenagem ao alcaide, com as iniciais “JH” e o desenho de um coração.
A primeira articulação política do governador Jaques Wagner (PT) após o Carnaval será arrumar seu secretariado. A movimentação já começou, na verdade, e no início do próximo mês o chefe do Executivo deverá tornar públicos os nomes dos novos secretários e de suas respectivas pastas.
Certeza mesmo, até então, é que o titular da Secretaria Estadual da Fazenda (Sefaz), Carlos Martins, desincompatibilizará em virtude de sua candidatura à prefeitura de Candeias, cidade na Região Metropolitana de Salvador (RMS). Outra certeza é a de que o ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli ocupará uma pasta no governo do estado.
No rol das especulações, as informações dão conta de que o ex-chefe da petrolífera deverá assumir a Secretaria Estadual do Planejamento (Seplan), que hoje é administrada pelo deputado federal licenciado Zezéu Ribeiro. Caso deixe a Seplan, o petista deverá ocupar uma cadeira de conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Mas ele não confirma a informação. Quem também pode deixar sua pasta para ser candidato a prefeito é o secretário de Combate à Pobreza Carlos Brasileiro, que deverá concorrer à prefeitura de Senhor do Bonfim. Ele também já foi consultado pela reportagem e não confirmou a informação. Disse que o governador é quem decidirá.
A Tribuna conversou com o chefe da Casa Civil do Estado e articulador político de Jaques Wagner, Rui Costa. Ele não confirmou as especulações nem deu pistas das modificações, mas afirmou que “o governador já definiu as modificações e vai escolher o momento certo para anunciar”. Diante das informações de que o secretário do Turismo, Domingos Leonelli, também poderia deixar seu cargo, a reportagem questionou se seria mesmo quatro as secretarias que sofreriam modificações. “Acho que não chega a isso tudo, não”, disse Rui, em tom de mistério.
Quanto a Gabrielli, uma fonte garantiu à reportagem que ele só assumirá alguma pasta que lhe dê poder de realização de obras visibilidade para as eleições 2014, para as quais seu nome está no tabuleiro dos possíveis candidatos à sucessão do governador.
Gabrielli voltou a declarar que ainda não conversou com governador. “Posso assegurar que vim para trabalhar e isso farei, mas o espaço ainda não foi definido.
Só me sentarei com Wagner no final do mês”, destacou. Zézeu, por sua vez, assim como o companheiro de partido, não deixou pistas de qual será o seu destino político. “Não trabalho com especulações Continuamos a trabalhar com a tranquilidade que sempre trabalhamos”. Especula-se ainda que o petista pode ser alocado na Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SICM), com a migração do seu atual gestor, James Correia, para a vaga de Carlos Martins na Fazenda. (Romulo Faro, Tribuna)
O deputado Luciano Simões (PMDB) declarou que o Governo do Estado gasta R$525 mil por dia em propaganda, mas não tem investido adequadamente na segurança pública.
Como exemplo do descaso com a segurança, o parlamentar revelou que o Estado fornece apenas 460 litros de combustível por mês para que as companhias da Polícia Militar de Pilão Arcado e Casa Nova façam o policiamento ostensivo nos dois municípios, cujos territórios equivalem a mais da metade do Estado de Sergipe.
Após lamentar a opção do governo, Simões deu um exemplo da vocação do governador Jaques Wagner para a propaganda: afirmou que "não existe hoje um blog de ponta de rua que não receba dinheiro da Secretaria de Comunicação Social”.
José Sergio Gabrielli saiu da Petrobras (ou, mais precisamente, foi saído), mas os problemas que lá deixou ainda não o permitem pensar 100% no seu novo projeto – eleger-se governador da Bahia.
Na terça-feira que vem, a CVM julga um processo de uma ”eventual ocorrência de irregularidades em negócios realizados no mercado de futuros da BM&F” em nome de fundos de investimentos geridos pela BBDTVM. Gabrielli e Almir Barbassa, diretor financeiro da Petrobras, estão entre os acusados. (Radar On-line, na Veja)
O vereador Alcindo da Anunciação (PT) informou que marcará uma audiência pública na Câmara Municipal para discutir a ordem dos desfiles dos blocos nos circuitos do Carnaval de Salvador. Para o edil, o critério antiguidade, ou seja, a entidade mais antiga tem preferência, é “injusto”. O petista defenderá na Casa Legislativa soteropolitana que a regra seja mudada e que a ordem seja determinada por sorteio, como no Rio de Janeiro.
“O sorteio, que deve ser público, vai democratizar a participação das entidades, tirando o privilégio dos blocos que sempre saem na frente”, afirmou. Ele acusou ainda o Conselho do Carnaval de privilegiar sempre os mesmos grupos e, por conta disso, defende a não participação do órgão nas futuras discussões.
“Vamos atrair mais mídia e mais patrocínio, já que os veículos darão cobertura a todas as atrações e não priorizarão as mais antigas e mais famosas. O espaço será mais democrático”, analisou.
A deputada estadual Maria Luiza (PSD) não quis avaliar a gestão do prefeito João Henrique (PP) no camarote Casa de Daniela Mercury. “Só quem pode falar é ele”, disse, para depois completar: “É uma questão pessoal, complexa, uma situação delicada em que qualquer coisa que eu fale pode ser interpretada como uma questão pessoal”. A parlamentar afirmou ainda que o seu partido deve apoiar o deputado federal Nelson Pelegrino (PT) na disputa eleitoral deste ano, mas que o anúncio deve ser feito “no momento certo”.
O prefeito João Henrique foi flagrado aos beijos com sua namorada Tatiana Paraíso neste Carnaval. O flagra, captado pelo fotógrafo Valter Pontes, aconteceu em uma área vip do Camarote Salvador, no Circuito Dodô (Barra-Ondina).
Queimado do sol, com o nome da namorada tatuado no braço direito e o sobrenome dela tatuado no esquerdo, João Henrique era só alegria. Passou o tempo dançando ao som dos hits carnavalescos e curtindo os blocos que desfilaram no circuito litorâneo.
Não estava nem aí para o estado de abandono em que se encontra a cidade.
O prefeito de Salvador, João Henrique (PP-BA), levou uma sonora vaia ao ser saudado pela cantora Cláudia Leitte, no circuito Barra-Ondina. (Coluna de Cláudio Humberto)