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Ex-aliado de Wagner liderará oposição
• Por Luís Augusto GomesQuarta-feira, 02/02/2011 - 15:03
Com a experiência de sete mandatos sempre na bancada governista, o deputado Reinaldo Braga (PR) se prepara para assumir a liderança da oposição na Assembleia Legislativa, por um ano, de acordo com o sistema de rodízio instituído pelo bloco da minoria.

Foi uma escolha que surpreendeu, já que o parlamentar esteve alinhado com o primeiro governo Jaques Wagner desde seu início e agora, supostamente, terá que contrapor-se a ele.

Rigorosamente, em sua trajetória política, de 1983 para cá Braga, só esteve na oposição por seis meses, justamente o segundo semestre de 2010, por imposição de seu partido, depois da aliança eleitoral entre César Borges e Geddel Vieira Lima.

''Oposição não pode ser cega'', diz Braga - O deputado disse a
Por Escrito que atendeu a "um apelo" dos partidos da minoria e que está disposto a exercer "uma liderança mais moderna, qualificada, sem ser oposição cega". Para ele, não se pode, simplesmente, "ser contra o governo, julgar um projeto por sua origem e esquecer seu conteúdo".

Braga destaca um conceito: a oposição existe para "fiscalizar e aperfeiçoar as ações do governo", o que ele pretende fazer "conversando para melhorar os projetos", mas "sem tergiversação nem acomodação", assegurando que apoiará a apuração das denúncias procedentes com relação à administração.

O novo líder, que sucede o combativo Heraldo Rocha (DEM), diz ser contra também a "obstrução cega", isto é, manobras regimentais que retardem o processo legislativo, um recurso típico da oposição. "Só em caso de necessidade", disse, sem especificar. "Vamos ver se dá certo esse trabalho, que considero mais maduro".

Bloquinho - PR, com quatro deputados, e PSDB, com dois, compuseram um bloco parlamentar na Assembleia. O PMDB tem seis deputados, número suficiente para o status de bancada.

O DEM, com cinco, optou por ficar como representação partidária. Juntos, os quatro partidos formam, possivelmente, a menor minoria da história da Casa, com 17 cadeiras. Não tem número nem para abrir sessão.
(Por Escrito)

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Prefeito diz que deixa PMDB pelo apoio de Wagner
• Por Luís Augusto GomesQuarta-feira, 02/02/2011 - 14:19
O prefeito João Henrique é dado a um discurso pasteurizado, de repetição mecânica de promessas mirabolantes e de palavras vazias ditas com uma segurança capaz de convencer quem desconhece a realidade política e administrativa em que se envolveu.

Em entrevista publicada hoje na Tribuna da Bahia, o prefeito, no entanto, se excede ao atribuir sua saída do PMDB ao objetivo de "avançar na aproximação com o governo do Estado e o governo federal", que, "para ocorrer", exige "essa mudança de partido".

O prefeito comete duas graves injustiças: com o partido que o acolheu na miséria política e por ele foi traído na maior naturalidade e, sobretudo, com o governador Jaques Wagner, que não tem promovido, no poder, a discriminação de adversários.

Guarda descobre vocação - Que o prefeito tem poucas condições de apresentar-se em público, isso já ficou comprovado em vários carnavais, lavagens e desfiles cívicos. O apelo para a pancadaria é que é novidade na Praça Municipal.

Mas um ponto positivo deve ser registrado nos atos de violência contra vereadores e manifestantes, inclusive com spray de pimenta: descobriu-se, enfim, uma utilidade para a Guarda Municipal.

Pra esperar sentado - João Henrique conta seu "desafio" para os dois anos finais da gestão: implantar o BRT, sistema de transporte de "trânsito rápido, com ar-condicionado e velocidade de 80 km por hora sem enfrentar engarrafamento".
(Por Escrito)

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TWB desvia dois motores comprados pelo Estado para o "Ivete Sangalo"
Quarta-feira, 02/02/2011 - 07:35
jm
Tem gente no governo que não gosta quando o JORNAL DA MÍDIA publica essa foto acima. À esquerda, Reinaldo Pinto dos Santos, o dono da TWB, que segura a maquete do ferry "Ivete Sangalo" com o governador Jaques Wagner. A TWB sempre goza de priviégios absurdos dentro do governo. Este é um dos motivos que levam a empresa a negligenciar, a descuidar dos navios e a atender pessimamente os baianos. A concessionária é quem controla hoje a Agerba e tem grande influência em setores da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra)


A parceria perigosa entre a Agerba (Agência de Regulação da Bahia) e a concessionária TWB tem mais um capítulo escandaloso. Dois motores comprados com dinheiro do Estado, através da Secretaria de Infraestrtura, para a remotorização do ferryboat "Ipuaçu", foram desviados e colocados ilegalmente no navio "Ivete Sangalo", embarcação pertencente à TWB.

A deúncia foi feita com exclusividade ao JORNAL DA MÍDIA por uma fonte segura da Agerba. Os dois motores adquiridos pelo Estado, ou seja, com o dinheiro do cidadão, foram tombados e ganharam o selo de patrimônio da Seinfra com os números 011774 e 011775.

Os equipamentos chegaram em Salvador no dia 22 de julho de 2010 e foram entregues à TWB no dia 26 de julho, de acordo com documentos mostrados ao JORNAL DA MÍDIA. A investigação da ocorrência deveria partir da Agerba, que é a agência de fiscalização, cuja diretoria sabe de tudo, mas nada faz devido à parceria que tem com a TWB.

"Os motores têm as seguintes características: Modelo c18 Sopreq (Caterpillar), 600 HPs e 1.800 RPM. Eles foram comprados para o ''Ipuaçu'', que está precisando, e não para o ferry Ivete Sangalo, que pertence à frota da TWB. O que a TWB fez é um absurdo, um verdadeiro escândalo. Ela passou por cima, mais uma vez, do contrato.

A troca de motores do ferryboat "Ivete Sangalo" é uma prova evidente, também, de que a TWB não dá manutenção aos navios, nem mesmo nos delas. O "Ivete" tem pouco mais de dois anos em tráfego e vive quebrando. E já trocou até motores", sustentou a fonte da Agerba.

Entenda o Caso - A ilegalidade praticada pela TWB, segundo a mesma fonte da Agerba, está no fato de a compra dos motores pelo Estado ter sido exclusivamente para remotorizar o navio "Ipuaçu", embarcação que pertence ao patrimônio público. Ao desviar os motores para o navio "Ivete Sangalo" a TWB praticou uma ilegalidade e burlou uma das cláusulas do contrato de concessão celebrado entre o Governo do Estado e a concessionária, em março de 2006.

Isto porque o ferryboat "Ivete Sangalo" - explica a fonte - é um equipamento dela, da concessionária. Em outras palavras: a TWB está tirando peças (os motores) de uma embarcação do Estado para colocar em um navio dela. Seria isso uma depenação? Aí só o Ministério Público poderia responder.

Pelo contrato de concessão, que é cheio de vantagens para a TWB, o Governo do Estado tem a obrigação de comprar motores para os navios antigos da frota e a concessionária para apenas uma dessas embarcações. A frota do patrimônio público é composta hoje pelos navios "Juracy Magalhães Jr.", "Agenor Gordilho", "Ipuaçu", "Rio Paraguaçu", ''Maria Bethânia'' e "Pinheiro". Os ferries "Mont Serrat" e "Gal Costa" apodreceram, foram sucateados e depenados.

Governo sempre protege a TWB - Apesar das inúmeras denúncias envolvendo o abandono do patrimônio público, o sucateamento da frotas, a falta de manutenção dos ferries, que resultam, no final, nos péssimos serviços prestados pela TWB à população, o Governo da Bahia sempre encontra um jeitinho para perdoar a concessionária do empresário paranaense Reinaldo Pinto dos Santos.

Mais grave que isso: ainda investe recursos públicos na empresa. Para trazer para a Bahia o ferryboat Ana Nery, que quebrou com apenas 13 dias em operação, o Governo Wagner liberou a bagatela de R$ 9,2 milhões para os cofres da concessionária.

Um verdadeiro absurdo.

A outra grande contribuição, sempre em prejuízo da população, é o Governo Wagner fechar os olhos para não ver os erros sucessivos praticados pela TWB. A concessionária do ferryboat não pode ser mais multada pela Agerba (Agência de Regulação da Bahia) e goza de privilêngios absurdos dentro da agência e da própria Seinfra.

A TWB demite funcionários da Agerba e não aceita que nenhum fiscal ou diretor faça relatórios sobre o sucateamento dos navios. O diretor-executivo da agência, Renato Andrade, antes de analisar qualquer questão que envolva a TWB, liga para o empresário Pinto dos Santos para saber se ele concorda ou não.

"Tem um ferryboat (o "Juracy Magalhães") que está há exatamente um ano parado em Bom Despacho. Vai começar a ser sucateado. O "Rio Paraguaçu" está lá também, encostado. Os fiscais da "Agerba" já fizeram diversos relatórios, que desaparecem dentro da própria diretoria da Agerba ou da Secretaria de Infraestrutura", disse a fonte da Agerba ao JM. "Não existem mais dúvidas: tudo é feito com o consetimento de diretores da Agerba", observou.

Para reforçar essas denúncias, outra que comprova a passividade absurda e até o envolvimento da Agerba e da Seinfra com as coisas erradas e escandalosas praticadas pela TWB na Bahia: no dia 9 de dezembro de 2010, em uma reunião em seu gabinete com toda a diretoria da Agerba, o então secretário de Infraestrutura, Wilson Brito, ouviu em alto e bom tom de um diretor da Agerba:

"Fiscais da Agerba detectaram, no Terminal de Bom Despacho, a retirada de motores dos navios que lá estão encostados (ferries "Juracy Magalhães" e "Rio Paraguaçu"). Esses motores foram colocados em uma caminhão, que tomou destino ignorado. Existem fotos e vídeo dessa ocorrência", desabafou o diretor da Agerba.

O secretário Wilson Brito, diante da gravidade do caso, "determinou" que a Agerba instaurasse imediatamente uma sindicância para apurar o fato. Até hoje, quase dois meses depois, nenhuma sindicância foi instaurada pela Agerba.

E ninguém, nem a Agerba nem a Seinfra, foi procurar saber o paradeiro dos motores pertencentes ao patrimônio público.

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Wagner faz apelo ao TRF pelo Aeroclube
Quarta-feira, 02/02/2011 - 07:00
Em Brasília, ontem, onde prestigiou a posse de deputados federais e senadores no Congresso Nacional, o governador Jaques Wagner aproveitou para visitar o Tribunal Regional Federal (TRF), 1ª região. Ele conversou com o desembargador Carlos Moreira Alves sobre as ações que embargam a revitalização do Shopping Aeroclube de Salvador e que aguardam na fila para serem analisadas pelo Tribunal. Wagner quer dar uma forcinha ao prefeito João Henrique no caso.

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Sete dos 39 deputados federais baianos são processados por crimes
Terça-feira, 01/02/2011 - 13:14
Em todo o Brasil, são 59 parlamentares na mesma situação; Bahia é o estado com mais acusados

Ao menos sete dos 39 deputados federais baianos que tomam posse nesta terça-feira (1º) chegam à Câmara na condição de réus em ações penais, ou seja, respondem a processos nos quais são acusados de crimes. O levantamento, feito pelo G1, mostra que em todo o Brasil, 59 dos 513 deputados federais estão na mesma situação.

Juntos, os 59 deputados do levantamento deste ano respondem a pelo menos 92 processos – em alguns casos, o deputado é acusado pelo Ministério Público por mais de um crime. A maioria das acusações se refere à administração pública, como crime contra a Lei de Licitações, peculato (quando o funcionário público se apropria de bens ou valores públicos) e corrupção. Há ainda casos de crime contra o sistema financeiro, crimes eleitorais e até crimes contra a pessoa, como homicídio e lesão corporal.

Bahia - Os deputados federais baianos que respondem a processos são: Fernando Torres (DEM), por crimes relacionados com a comercialização de combustíveis; Geraldo Simões (PT), por crime eleitoral e captação ilícita de votos; Jânio Natal (PRP), por sonegação de contribuição previdenciária; Roberto Britto (PP), por compra de votos; Valmir Assunção (PT), por dano e crimes contra o patrimônio; Maurício Trindade (PR), por tráfico de influência; e Oziel Oliveira (PDT) que, entre as sete ações penais que tramitam no Tribunal de Justiça da Bahia, estão denúncias por contratar advogados com dinheiro público para uso em benefício próprio, irregularidades para burlar a Lei de Licitações, propaganda eleitoral no dia da eleição e falsidade ideológica e concurso material.

Ao lado de São Paulo, a Bahia é o estado com mais parlamentares acusados – ambos têm sete deputados nesta situação. No entanto, enquanto São Paulo tem 70 representantes, a Bahia tem apenas 39. Proporcionalmente, 18% dos deputados baianos são acusados de crimes contra 10% dos paulistas.
(Portal da Metrópole e G1)

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Campanha contra João Henrique mobiliza a internet
Terça-feira, 01/02/2011 - 11:58
Contas recusadas, salários de funcionários e terceirizados atrasados, aumento no preço do transporte público, além de diversos outros problemas vêm sendo constantes na gestão do prefeito de Salvador. João Henrique Carneiro também perdeu o apoio e foi desligado da legenda do PMDB. Toda esta crise garantiu ao gestor, em 2010, o título de segundo pior prefeito entre oito capitais pesquisadas, ficando à frente apenas da prefeita de Fortaleza, Luziane Lins (PT). De acordo com o Instituto Datafolha, a administração foi considerada ruim ou péssima por 45% dos soteropolitanos, atingindo o recorde de avaliação negativa.

O descontentamento com a gestão do atual prefeito chegou também às redes sociais. Em duas das maiores redes de relacionamento do mundo, Orkut e Facebook, existem comunidades pedindo a saída de João Henrique da prefeitura de Salvador. A comunidade do Orkut “Impeachment João Henrique”, criada em 31 de Janeiro de 2010, pela Associação de Grêmios e Estudantes Secundaristas (AGES), possui 612 membros até a tarde desta segunda, 31. Já o grupo do Facebook, “Fora João Henrique!”, criado em agosto, reúne 491 membros. No Twitter também, posts versam sobre a vontade dos soteropolitanos de que o prefeito deixe a gestão da capital.

Moderador da comunidade hospedada no Orkut, o estudante de Análise de Sistemas José Júnior Fernandes, de 20 anos, comenta que a ideia de criar a comunidade surgiu a partir dos escândalos na administração da cidade. “Me juntei com os colegas no ano passado ao ver as besteiras do prefeito e principalmente o aumento do buzu (gíria em Salvador para ônibus)”, diz José.
(A Tarde)

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Bandidos agem nas barbas da Polícia
Terça-feira, 01/02/2011 - 11:17
Mal havia iniciado um cochilo providencial, por volta das 19 horas deste domingo, quando meu nunca desligado celular tocou. Era um amigo, em pânico, para me comunicar que sofreu tentativa de assalto na Estação da Lapa, onde, na companhia de outro amigo, aguardava ônibus no pavimento inferior. Estavam os dois na fila, sozinhos, quando surgiu à sua frente um sujeito já tirando a arma da sacola..

Uma das vítimas correu, passando por baixo dos ferros que separam os pontos, e a outra ficou, estatelada, em frente ao bandido, com medo de correr e ser baleada pelas costas. Diante dos gritos de socorro do que correu, o marginal resolveu ir embora, mas sequer apressou o passo, saindo vagarosamente, com aquela tranquilidade de quem se sabe impune.

As duas vítimas subiram, então, para prestar queixa no módulo da PM que funciona no andar de cima, e constataram que o pessoal fica dentro do local e não há ronda no subsolo. Cientes disso, aliás, diversas outras pessoas que aguardavam ônibus no momento da tentativa de assalto o faziam na escadaria, bem longe do ponto. Aliás, este é o hábito no local, já que ninguém tem mais esperanças de ter segurança. Eu só queria saber a razão de não colocarem PMs no subsolo da estação (a maior de Salvador, com movimento diário de cerca de 600 mil pessoas), onde, todos sabem, há assaltos constantes. E por falar em segurança, a Guarda Municipal anda por onde?

Enfim, é uma situação escandalosa, que persiste anos a fio desafiando todas as denúncias e que, desconfio, em nada mudará com mais este fato lamentável.
(Alex Ferraz, colunista da Tribuna da Bahia)

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"Esquadrão Carlista" dispara nova rajada na Seinfra e no Derba
• Por Redação do Jornal da MídiaTerça-feira, 01/02/2011 - 10:22
A metralhadora giratória do "Esquadrão Carlista" -- como é denominada a gestão da Seinfra nesta era do secretário Otto Alencar -- voltou a fazer estragos na própria Seinfra e no Derba. De uma vez só, várias cabeças rolaram.

A intensa rajada atingiu principalmente cargos comissionados até então ocupados pelo PP de Mário Negromonte e João Leão.

O PP é o mesmo partido de Otto Alencar.

No Derba, o diretor geral Saulo Pontes resolveu economizar cartuchos. A previsão era de que hoje seriam exonerados 15 ocupantes de cargos comissionados. Mas a relação que saiu publicada no Diário Oficial é menor.

O que se comenta nos bastidores do Derba e da Seinfra é que não sobrará um "Leão" sequer para contar história.

Na Agerba, o "Esquadrão Carlista" ainda não apontou a metralhadora. A ideia é vencer Marcos Medrado pelo cansaço, com o desgaste do diretor executivo Renato José.

Mas Medrado tem confessado a amigos que não se renderá ao "Esquadrão Carlista". E já assumiu que não substituirá o seu pupilo Renato José.

É esperar para ver.

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Relação promíscua Agerba-TWB é caso de polícia
• Por Redação do Jornal da MídiaTerça-feira, 01/02/2011 - 09:14
A "paixão desenfreada" que marca hoje a relação da Agerba com a TWB está repercutindo cada vez mais -- e de forma negativa -- para o Governo Wagner. Algo é preciso ser feito. E com urgência. Virou chacota na imprensa, nos programas de rádio e de TV e até nos bares da vida. A Agerba, agência de regulação do governo da Bahia, não fiscaliza mais - aliás, não fisscaliza e perdeu completamente a autonomia até para multar a TWB. Por que isso? O que está acontecendo?

Até mesmo os relatórios de técnicos da Agerba apontando a situação real, a falta de manutenção dos navios e o sucateamento do patrimônio público vão sempre para a lata de lixo. Por que?

O caso deveria exigir uma apuração rigorosa. Uma investigação em todos os níveis. Mas o Governo do Estado, omisso, cruza os braços diante de uma situação gravíssima e vergonhosa.

O diretor-executivo da Agerba, Renato José, na verdade, não tem culpa por ter ganho do deputado Marcos Medrado (PDT) esse presentaço que é o de comandar a agência de regulação. É um rapaz despreparado, absolutamente despreparado, para ocupar o cargo. Mas está lá. A Agerba está acabada, perdeu completamente o respeito junto ao seu público e não tem a menor credibilidade mais junto à população.

Renato José, é público, não tem a qualificação exigida para ser o executivo principal da Agerba, apesar de o secretário Otto Alencar achar que tem, que é "um técnico qualificado" e que tem "um belo currículo". O governo Wagner sabe que não tem, seu padrinho político Marcos Medrado já está cansado de saber, mas ninguém busca uma solução. O desgaste do rapaz dentro da agência atinge níveis impressionantes. Teimoso e vaidoso, Renato José parece não pensar em seu próprio futuro.

Para ele o que interessa agora é sair dando carteirada. É sair mostrando que é o bam-bam-bam da Agerba. Enquanto isso, os servidores da autarquia, sentem hoje até vergonha de se identificarem em algum local, por conta da degradação da instituição.

O erro fatal de Renato José
Além da falta de experiência e competência para dirigir e para comandar, Renato José cometeu um erro fatal, ao aceitar essa ''relação promíscua'' com a TWB. A inversão de valores ficou evidente. A concessionária do ferry boat, passou, na gestão atual, a ditar ordens na Agerba, tendo poderes até para demitir funcionários, afastar o gestor do contrato de concessão da autarquia, exigir a suspensão das multas, até deliberar sobre horários do ferry, deixar os navios sem manutenção e retirá-los de tráfego por mais de um ano, como acontece agora com o ferry "Juracy Magalhães Jr."

A Agerba nada faz. Está amarradíssima e não se sabe a que nível.

A TWB não tem o menor respeito sequer com os diretores da Agerba. Imagine, caros leitores, que a Agerba deu, através de resolução assinada por Renato José, permissão para que a TWB operasse uma linha de ônibus (sem licitação) na Ilha de Itaparica, embutindo o custo do transporte em um aumento que seria concedido posteriormente de 15% nas tarifas de veículos do ferry boat.

Até a "Operação Verão" que a Agerba estava prevendo lançar nesta alta temporada foi toda redigida pela concessionária e aprovada pela agência de regulação. São coisas incríveis que, se investigadas, poderiam trazer sérios problemas para os responsáveis. A gestão do controto de concessão entre a TWB e o Estado, através da Agerba, é conduzida hoje por duas pessoas sem a menor condição porque não entendem absolutamente nada de transporte marítimo e nada e muito menos de ferryboat. Até que ponto são culpadas?

As duas são ocupantes de cargos comissionados e foram colocadas para ''tocar as coisas'' apenas, mas não para cumprirem à risca as normas exigidas em uma gestão de contrato. Os funcionários e todos os diretores da Agerba sabem e falam isso abertamente. Não vamos aqui citar nomes, mesmo porque a grande responsável por toda essa bagunça não são as servidoras, mas exclusivamente o diretor-executivo -- ou a Diretoria da Agerba em sua totalidade, porque continua aceitando a irregularidade.

A TWB está com a imagem arrasada junto à opinião pública, por conta dos problemas seguidos no ferry boat. Parece ter perdido completamente o controle das operações do sistema - dizem que é de propósito. Não tem compromissos com os baianos. Seu único compromisso, como disse um dia o diretor de Fiscalização da Agerba, Jorge Couceiros, é ganhar dinheiro, é faturar e nada mais.

No domingo, por pouco não acontece um acidente grave com o navio "Ipuaçu", que saiu de Bom Despacho às 20 horas e teve que retornar 20 minutos depois, com problemas.

Diversas testemunhas (passageiros) ligaram para emissoras de rádio para relatar a ocorrência. Um usuário garantiu, em entrevista à Rádio Metrópole, que o ferry fez água.

"Procurei os marinheiros, eles estavam todos nervosos, mas deu para ver a invasão de água na casa de máquinas", disse o usuário.

Para a TWB e Agerba só tinha uma solução: uma intervenção, seguida de uma investigação completa.

Mas o governo Wagner não tem aquilo roxo.

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Zé Neto e Yulo disputam liderança do governo na Assembleia
Terça-feira, 01/02/2011 - 08:09
Após o consenso em torno da chapa única para escolha da presidência da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, com a possível reeleição do deputado Marcelo Nilo (PDT) ao comando da Casa, as atenções se voltam para a definição dos líderes tanto da bancada de governo quanto de oposição. Entre os principais candidatos para liderarem o grupo da situação aparecem os petistas Zé Neto e Yulo Oiticica.

Já na bancada contrária, os nomes mais cotados são Elmar Nascimento (PR), Paulo Azi (DEM) e Alan Sanches (PMDB). Uma reunião entre os deputados novos e reeleitos pelo PR, PMDB e DEM deve definir hoje quem irá conduzir a bancada. Juntos, eles somam 15 deputados. Já o líder do governo vai passar pelo crivo do governador Jaques Wagner (PT).

Forte opositor do governo desde o mandato passado, o republicano Elmar Nascimento promete intensificar a posição fiscalizadora da bancada, caso seja o novo escolhido.

Nos bastidores, alguns dizem que o seu nome já foi ratificado, por representar uma terceira força política, mas o deputado nega. “Ainda vamos conversar sobre a questão”, disse, sem, no entanto desconsiderar a hipótese.

“Numa democracia sedimentada, o líder da oposição é o mais importante depois do governador, pois é quem aponta as falhas e os erros do governo. Nós do PR, do PMDB e do DEM vamos nos juntar em torno de um só discurso”. O deputado Paulo Azi (DEM) também é um dos citados para assumir a liderança da minoria, mas informações dão conta de que ele estaria de olho na segunda secretaria da Mesa Diretora.

“Vamos cumprir o nosso papel de fiscalizar as ações e promessas do governo”, diz, sem denunciar quem pode ser o escolhido. No entanto, com os mandatos de Azi e Elmar em risco por conta de decisões judiciais, quem pode chegar à AL já com a tarefa de líder é o peemedebista Alan Sanches.

Ele ratifica que não quer entrar na disputa pelo bate-chapa, mas se coloca à disposição para ocupar liderança, “que tem papel fundamental para cobrar do Executivo a resolução de questões essenciais do estado”. No grupo governista, o novo líder será anunciado pelo governador nos próximos dias. Rumores apontam o deputado Yulo Oiticica como o mais cotado para substituir o deputado Waldenor Pereira (PT), que toma posse na Câmara Federal.

Yulo ainda não confirma, mas já assume a postura de quem pode estar à frente da defesa do Executivo estadual na Casa. “Sou o único deputado do PT que está indo para o quarto mandato, tenho experiência e assiduidade”, destaca. “Mas os 14 do PT são extremamente valiosos. Quem o governador convocar exercerá bem o papel”, pondera. Conforme o petista Zé Neto, o escolhido deve agir com “extrema convicção de que seu papel será fundamental para um bom desempenho do governo”.
(Lilian Maachado, Tribuna da Bahia)

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Leur Lomanto também homenageia o vice do Bahia
Terça-feira, 01/02/2011 - 08:02
Antes de tomar posse como deputado reeleito na Assembleia, o atual líder do PMDB, Leur Lomanto Jr., fez questão de homenagear o time-sub18 da divisão de base do Esporte Clube Bahia. O parlamentar apresentou uma moção de aplausos na Casa Legislativa pela atuação do time na Copa São Paulo de Futebol Júnior. Em toda a história da competição, o Bahia foi o único time nordestino a chegar até a final. Segundo o deputado, os jovens jogadores do clube tiveram uma participação brilhante.

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Téo Sena será o líder de João Henrique na Câmara
Terça-feira, 01/02/2011 - 00:15
Em reunião com o prefeito João Henrique, todo o secretariado municipal e vereadores da base aliada, nesta segunda-feira (31*, no Palácio Thomé de Souza, o vereador Téo Sena confirmou que assumirá a liderança governista na Câmara de Salvador para a legislatura que inicia amanhã. Durante o encontro, que contou também com a presença do presidente da Câmara, Pedro Godinho, foi apresentado como primeiro vice-líder do prefeito o vereador Geraldo Ferreira.

“Vamos ler nossa mensagem de abertura da legislatura nesta terça-feira com a certeza de que estamos solidificando uma ótima relação entre o Executivo e o Legislativo”, pontuou o prefeito João Henrique, cobrando que todos os secretários se coloquem permanentemente a disposição da liderança na Câmara para esclarecer dúvidas e explicar detalhadamente projetos que forem enviados ao Legislativo.
“Vamos tentar aprovar por unanimidade os projetos de interesse da cidade”, declarou Téo Sena, destacando entre as prioridades os projetos que buscam preparar a cidade para ser sede da Copa do Mundo de Futebol FIFA 2014.

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