Crime de Daniel: convidados limparam sangue do jogador na casa da família Brittes

Uma jovem de 19 anos que se relacionou com Daniel no aniversário de Allana Brittes disse à Polícia Civil que Edison Brittes Júnior, principal suspeito de matar o jogador, “ordenou” que ela e outros convidados limpassem as manchas de sangue que ficaram pela casa depois das agressões.

Família Brittes está presa preventivamente. Edison Brittes é autor confesso da morte de Daniel — Foto: Reprodução/RPC

Segundo o Portal G1 e a RPC Curitiba, ela prestou depoimento à delegacia na última segunda-feira e revela diversos detalhes a partir do momento que o jogador começou a ser espancado.

– (…) Relatando que inclusive o colchão do casal foi cortado na parte em que havia sangue – o tecido da parte de cima, sendo que este pedaço foi queimado junto com os documentos do Daniel, diz trecho do depoimento, dado na segunda-feira (12).

Daniel Correa Freitas, de 24 anos, foi encontrado morto e mutilado no dia 27 de outubro, em uma estrada rural da cidade de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba. O crime aconteceu depois de uma festa em comemoração ao aniversário de 18 anos da filha de Edison Brittes, Allana Brittes. Edison Brittes confessou ter matado Daniel Correa.

A jovem relatou que não conhecia Daniel, que o beijou apenas no camarote da Shed – casa noturna em Curitiba onde a festa de Allana Brittes ocorreu, e que os dois conversaram assuntos “como ambos terem filhos”. Vídeos gravados horas antes do assassinato mostram o jogador na festa.

A testemunha afirmou que Daniel chegou à casa da família Brittes, onde a comemoração continuou depois, sem ser convidado e que ele “não aparentava estar embriagado”. Daniel, de acordo com ela, estava “tranquilo e conversava normalmente”.

A jovem contou que estava dormindo antes das agressões contra Daniel começarem e que “não ouviu em nenhum momento qualquer solicitação de socorro por parte de Cris”. Disse, ainda, que, em momento algum, Cristiana Brittes relatou “abuso sexual ou estupro por parte de Daniel”.

Durante o depoimento, a jovem também falou que viu Cristiana Brittes chamando Allana Brittes e dizendo: “Ajuda, desce, senão seu pai vai matar o menino”.

Afirmou que, pouco depois, viu Edison Brittes segurando Daniel pelo pescoço no quarto do casal e que o jogador “não falava nada”. A testemunha também contou que, ao chegar ao quarto, Edison Brittes também deu tapas no rosto da mulher. Nesse momento, conforme a testemunha, Edison Brittes mandou que a porta fosse fechada e Allana Brittes obedeceu.

Fonte: Globoesporte.com / RPC Paraná

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