Marconi Perillo, ex-governador de Goiás, é preso ao prestar depoimento na PF

Alex Rodrigues
Agência Brasil  

Goiânia - O governador de Goiás, Marconi Perillo, dá entrevista coletiva após reunião com a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministra Cármen Lúcia (Marcelo Camargo/Agência Brasil)O ex-governador de Goiás Marconi Perillo – Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil

“O novo decreto de prisão é praticamente um “copia e cola” de outra decisão de prisão já revogada por determinação do Tribunal Regional Federal da 1ª Região [TRF1]”, afirmou o advogado, em nota enviada à imprensa.

Um dos investigados na Operação Cash Delivery, que investiga denúncias de pagamento de propina a agentes públicos de Goiás, Marconi Perillo foi à Superintendência da PF para prestar depoimento. Por decisão do próprio ex-governador, o depoimento inicial foi mantido. Até as 16h50, Perillo contimuava sendo ouvido pela PF.

Em sua nota, Kakai lembra que o TRF1 já concedeu liminares determinando a soltura de dois investigados na Cash Delivery. “Não há absolutamente nenhum fato novo que justifique o decreto [de prisão] do ex-governador Marconi Perillo.”

Para o advogado, a prisão de Perillo “constitui uma forma de descumprimento indireto dos fundamentos das decisões de liberdade concedidas a outros investigados”, “por fatos supostamente ocorridos entre 2010 e 2014, [baseada] na palavra isolada dos delatores”.

Nota do MPF

Em nota, o Ministério Público Federal (MPF) em Goiás esclareceu que a prisão preventiva do ex-governador foi decretada pela 11ª Vara da Justiça Federal no estado, a pedido do Núcleo de Combate à Corrupção do MPF.

A prisão é desdobramento da Operação Cash Delivery, que foi deflagrada no dia 28 de setembro para apurar denúncias de crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa nos quais Perillo estaria envolvido.

As acusações foram feitas por executivos da Odebrecht, investigados na Operação Lava Jato, que firmaram acordo de colaboração com a Justiça. Segundo os delatores, o ex-governador recebeu propina de aproximadamente R$ 12 milhões entre 2010 e 2014 para favorecer a empreiteira em contratos firmados para realização de obras em Goiás.

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