Febre maculosa: saiba mais sobre a doença, sintomas e prevenção

Carrapato estrela, transmissor da febre maculosa.

De acordo com o Ministério da Saúde, só este ano, 62 pessoas foram diagnosticadas com a febre maculosa no Brasil e 16 morreram. O médico Celso Granato, assessor médico em infectologia do Grupo Fleury, que detém a marca soteropolitana Diagnoson a+, explica que a febre é uma doença infecciosa aguda, potencialmente muito grave, causada por uma bactéria chamada Rickettsia rickettsii.

A febre maculosa é transmitida para o ser humano pela picada de carrapatos contaminados pela Rickettsia que, nas regiões afetadas no Brasil, picam principalmente capivaras. Caso a capivara que for picada pelo carrapato estiver infectada pela bactéria, o carrapato se contaminará também e poderá transmiti-la ao picar o ser humano. Não existe transmissão direta de um ser humano para outro. Esses carrapatos contaminados podem excepcionalmente picar cães e, daí transmitir a doença para o ser humano, mas isso não é comum.

Sintomas

-Febre bem alta, acima de 39ºC, que começa de forma abrupta
-Dor de cabeça muito intensa
-Dores musculares
– A partir do 2º ou 3º dia de infecção, surgem manchas avermelhadas pelo corpo – principalmente no pescoço, tórax, palma das mãos e plantas dos pés

Tratamento

A febre maculosa é tratada com antibióticos, principalmente o antibiótico chamado doxiciclina. A doença precisa ser tratada por um tempo relativamente prolongado: por pelo menos 10 dias ou, eventualmente, até dois a três dias depois que a pessoa não tiver mais os sintomas.

O mais importante é o médico ter uma desconfiança baseada no histórico da pessoa – se teve exposição potencial a capivaras ou contato com carrapatos recentemente (até 12 dias antes do início dos sintomas) – e no aspecto clínico também, para poder começar o tratamento rapidamente.

De acordo com o infectologista, se a doença for tratada nos primeiros dias, tem evolução “muito boa” para a cura. Se demorar mais do que cerca de cindo dias para tratar, a doença pode ter uma evolução ruim. “A pessoa pode até se curar, mas pode ter complicações ligadas ao sistema nervoso. Entre as sequelas mais frequentes estão: surdez, déficit visual e convulsões”.

Se a pessoa não for tratada, a febre maculosa pode evoluir para um quadro de pneumonia, insuficiência dos rins e do coração. Não são todos os casos que vão evoluir para esses quadros, mas uma parte das pessoas pode ter estas evoluções mais graves.

Prevenção

Como não há vacina para febre maculosa, a melhor forma de prevenção é evitar se expor ao carrapato. Para quem vive em uma região de risco – zona de mata, rios e lagos, habitat comum das capivaras –, a orientação é realizar um exame muito cuidadoso do corpo a cada três horas, para verificar se há algum carrapato, pois este só transmite a doença depois de quatro horas no corpo do indivíduo.

Se precisar ir ocasionalmente para um local com potencial de contaminação, a recomendação é usar roupas claras, para ver o carrapato – que é preto – com mais facilidade, e usar botas de cano alto e calças compridas, com a barra da calça colocada dentro do cano da bota.

É importante também o uso de repelentes. O mais eficaz nesses casos são aqueles produtos que contém DEET nas concentrações acima de 10%. Há várias marcas no mercado e a pessoa tem que se ater à concentração de DEET e aos cuidados na aplicação. São vários cuidados a tomar, particularmente em crianças. As recomendações do fabricante devem ser rigorosamente obedecidas, bem como as orientações do Ministério da Saúde e das Sociedades de Pediatria.

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