Fundão eleitoral criou ‘magnatas’ nos partidos

Donos de partidos controlam R$ 1,7 bilhão

CLÁUDIO HUMBERTO

O fundão eleitoral de mais de R$ 1,7 bilhão, que financiará a campanha deste ano, foi produto de acordão dos presidentes de sete partidos – MDB, PSDB, DEM, PSB, PP, PR e PSD. Foi uma invenção demoníaca. Proibidos de vender favores no governo em troca de financiamento eleitoral, os partidos criaram o fundão para tirar dinheiro do contribuinte sem o risco de Polícia Federal da porta. Assim, os “sete magnatas” multiplicaram o poder sobre “vida e morte” dos próprios correligionários.

RENOVAÇÃO? ESQUEÇA
Bancando a própria campanha ao governo do DF, Ibaneis Rocha critica a criação do fundão. Segundo ele, impossibilita a renovação política.

SOBREVIVE QUEM ELE QUER
O presidente do MDB, Romero Jucá, por exemplo, foi logo avisando que somente ajudaria a bancar campanhas de candidatos “viáveis”.

SENHORES DO DINHEIRO
Ciro Nogueira (PP) e Valdemar Costa Neto (PR), montados na grana, definem as candidaturas nas quais os partidos investirão nos estados.

OLHA A FORÇA DELES
Só os partidos que apoiam Alckmin (PSDB, PP, PTB, PR, SD, PPS, PSD, PRB, DEM) embolsarão R$830 milhões, quase 49% do fundão.

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