Equilíbrio de bancadas favorece político das ‘antigas’

CLÁUDIO HUMBERTO

A multiplicação de partidos com bancadas relevantes tem favorecido políticos de maior capacidade de articulação na Câmara. Em 1998, por exemplo, apenas os cinco maiores partidos tinham somados mais de 400 deputados, de um total de 513, e podiam aprovar o que quisessem. Atualmente, para obter a mesma quantidade de votos é necessário que dez partidos reúnam 100% dos deputados em torno de algum projeto.

T (Agência Brasil /Fabio Rodrigues Pozzebom)

CENTRÃO COM FORÇA
A partir de 2019, o próximo presidente precisará articular com ainda mais partidos e o “centrão” ganha ainda mais relevância.

IMPEACHMENT ERA MOLEZA
Ao contrário de Collor, o impeachment de Dilma demorou, não por falta de prova, mas porque mais partidos precisam se convencer dos crimes.

PULVERIZAÇÃO
Para ter um gabinete de liderança são necessários cinco deputados na bancada; que só nove partidos tinham em 1998. O número subiu a 18.

NOMES FRACOS NO PT
Segundo o Ideia Big Data, quando o cenário do 1º turno da eleição inclui o nome do ex-prefeito Fernando Haddad (PT-SP) como o candidato petista a presidente, ele tem 3%. Quando o nome é “Alguém do PT indicado e apoiado pelo Lula”, o resultado triplica para 9%.

ALÉM DE LULA, DILMA
A PGR garantiu que o Ministério Público ajuizará ações de impugnação contra todos os candidatos que tiverem as candidaturas vetadas pela Lei da Ficha Limpa, incluindo os condenados por órgãos colegiados.

CONTAS PÚBLICAS IMPORTAM
Além de punir com a inelegibilidade os condenados criminalmente em 2ª instância, a Ficha Limpa também impede a candidatura de quem não teve as contas públicas reprovadas pelo respectivo Tribunal de Contas.

PERDA DE ARRECADAÇÃO
O governo do DF pode perder este ano R$12 milhões em ISS, segundo o empresário Otto Sarkis, da Hplus Hotelaria, por não fiscalizar sites de

VALE A PENA?
Com 100% do controle (ou descontrole) nas mãos do governo, a Caixa anunciou o maior lucro de sua história, em 2017: R$ 12,5 bilhões. O banco é público e visa “promover o desenvolvimento”, mas não pratica taxas menores que bancos privados e não lucra nem metade.

FIQUE DE OLHO
A lei fixa gastos máximos de R$2,5 milhões em campanha para deputado federal, até R$5,6 milhões para senador, até R$21 milhões para governador e até R$70 milhões para presidente da República.

ALÔ, JUSTIÇA ELEITORAL
No Amazonas, por exemplo, estima-se em R$20 milhões o custo da eleição de um deputado federal, oito vezes maior que o limite legal R$2,5 milhões. Isso tem causado o efeito contrário do esperado pela nova lei eleitoral: candidatos fichas limpas desistiram da política.

CONTA OUTRA, MINISTRO
Eduardo Guardia (Fazenda) fez a melhor expressão de burocrata que não almeja mais nada na vida depois de virar ministro, e disse que “a pior fase da turbulência financeira já passou”. Para quem? Marcianos?

PENSANDO BEM…
…agosto vem aí.

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