Incêndios na Grécia deixam 60 mortos e cenas de horror

(Imagem de vídeo no YouTube/Reprodução)

AGÊNCIA ANSA

Ao menos 60 pessoas morreram em uma série de incêndios florestais que consomem o leste de Atenas, na Grécia, nas últimas horas. O balanço foi divulgado nesta terça-feira (24) pelo prefeito de Rafina, Evangelos Bournous, e reúne todas as mortas registradas desde o início os incêndios, ontem. Os feridos passam de 556, sendo que pelo menos 69 pessoas foram hospitalizadas, algumas das quais em situação grave, relataram fontes do governo.

“Eu vi cadáveres, carros queimados. Me sinto sortuda por estar viva. Mati não existe mais”, contou uma mulher sobrevivente do incêndio, referindo-se à cidade turística costeira da região de Rafina, a cerca de 40km de Atenas.

De acordo com a emissora grega Skai, as imagens de Mati “relembram o cenário macabro” da erupção do vulcão Vesúvio em Pompeia, na Itália, pois foram encontrados corpos carbonizados de duas mulheres que morreram abraçadas com seus filhos.

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, anunciou que as autoridades investigarão a origem dos incêndios.“Nada permanecerá sem resposta”, disse Tsipras, ressaltando desconfiar de que o fogo tenha origem dolosa, porque os focos estão em locais diferentes e distantes. Mais cedo, o premier tinha comentado que se tratavam de “incêndios assimétricos”.

Em um discurso, Tsipras declarou três dias de luto nacional. A também Grécia decretou estado de emergência e solicitou ajuda internacional para o leste e nordeste de Atenas, onde dezenas de casas foram destruídas pelas chamas e milhares de cidadãos e turistas tentam correr para as praias para serem retirados da região em embarcações.
“Os nossos pensamentos vão para a Grécia e para as vítimas desses incêndios terríveis. A França e a Europa são solidárias e fornecem ajuda”, escreveu no Twitter o presidente francês, Emmanuel Macron.

A Turquia também entrou em contato com o governo grego para prestar ajuda. “Estamos prontos a ajudar”, disse o ministro das Relações Exteriores de Ancara, Mevlut Cavusoglu. Os dois países, marcados por uma divisão histórica de rivalidade e protagonistas de tensões políticas recentes, já colaboraram no passado em casos de desastres naturais, na considerada “diplomacia dos terremotos” de 1999, na Turquia.

Israel, por sua vez, ofereceu ajuda médica às vítimas dos incêndios e apoio aéreo ao governo. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, disse estar “profundamente abalado com a morte de tantas pessoas nos incêndios na Grécia”. “A Itália se coloca ao lado da população grega e já está deixando à disposição dois Canadair [avião de combate a incêndios]”, anunciou. (ANSA)

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