Livro desmonta ‘delação’ de Genoíno no Araguaia

José Genoíno

CLÁUDIO HUMBERTO

O ex-guerrilheiro José Genuíno, que virou Genoíno, codinome “Geraldo”, não delatou os companheiros do Araguaia, nos anos 1970, ao contrário do que se diz repetidamente. É o que conclui a exaustiva pesquisa reunida em livro pelo jornalista investigativo Hugo Studart, “Borboletas e Lobisomens”, a ser lançado no dia 17. Foram ouvidos os personagens da guerrilha, inclusive militares que a combateram, e não há registro ou evidência de que Genoíno entregou seus companheiros.

ROLANDO O LERO
Genoíno falava muito, até levou os militares aos locais indicados nos depoimentos, mas não ajudou a repressão em capturas ou execuções.

NÃO COLABORAVA
O coronel Gilberto Zenkner, da operação que liquidou a guerrilha, disse que a avaliação geral era a de que Genoíno “não estava colaborando”.

TÉCNICA FRANCESA
Genoíno se utilizou da “técnica francesa” de falar muito sem dizer nada, a retórica que o levaria depois a vários mandatos de deputado pelo PT.

PISTAS TARDIAS
“Quando i?amos checar suas informac?o?es, ja? na?o havia mais ningue?m no local”, contou a Hugo Studart um militar envolvido na repressão.

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