Anac faz vista grossa sobre aviação experiemental

Anac, sobre aviões montados em garagens: fica tudo como está: cada um por si.

CLÁUDIO HUMBERTO

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) parece só ter olhos para beneficiar empresas aéreas: não revela qualquer preocupação com os acidentes envolvendo aeronaves “experimentais”. São aeronaves fabricadas pelo dono ou compradas aos pedaços, no caso de “leves esportivas”. O voo é por conta e risco. A Anac exige apenas sobrevoar áreas pouco povoadas e colocar placa no avião citando o risco.

ÍNDICE PREOCUPANTE
Uma associação de vítimas, Abravagex, contabilizou mais de 2.200 ocorrências envolvendo aviões amadores entre 2009 e 2015.

PROLIFERAÇÃO AMADORA
Nesses seis anos, o número de aeronaves experimentais subiu 43,6% e correspondem a um em cada quatro aviões registrados na Anac.

MENOS MAL
A Anac informa haver criado normas técnicas para aeronaves. Já sobre aviões montados em garagens, fica tudo como está: cada um por si.

CAUSA E EFEITO
Para a Abravagex, os acidentes fatais decorrem da falta de regulamentação para “favorecer interesses econômicos privados”.

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