Greve de ônibus continua e população de Salvador enfrenta transtornos

Sem a circulação dos ônibus do transporte coletivo, as avenidas de Salvador ficaram praticamente desertas, como o Bonocô.

A população de Salvador amanheceu hoje (23) sem o transporte público de ônibus, causando transtorno para quem usa o serviço para ir ao trabalho ou outras atividades. A greve, de tempo indeterminado, foi deflagrada três dias após os rodoviários interromperem momentaneamente a circulação dos coletivos, em protesto pela campanha que pede um reajuste de 5% no salário da categoria.

Para evitar que as pessoas fiquem sem esse tipo de transporte e enfrentem contratempos com a falta de ônibus, a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana informou que disponibilizará, pelos próximos dias, 800 veículos do Sistema de Transporte Especial Complementar (Stec), com tarifa de R$ 3,70, e de quatro cooperativas metropolitanas, para cobrir, em 35 linhas, as cinco principais regiões da cidade.

Vans utilizadas no transporte escolar e no transporte turístico também foram autorizadas pela prefeitura a atender aos passageiros, ficando livres para cobrar o valor que desejarem para fornecer o serviço.

Nas redes sociais, as pessoas comentam que, nas primeiras horas do dia, muita gente optou por usar bicicletas como alternativa à falta de ônibus e que, em alguns pontos da cidade, já enfrentavam transtornos no trânsito devido ao aumento do fluxo de automóveis. Outros internautas relatam que, mesmo após a imprensa local noticiar a greve, pontos de ônibus permaneciam lotados.

Em nota, a prefeitura destaca que está acompanhando toda a operação montada para amenizar os problemas causados pela falta de ônibus. A administração municipal informa ainda que “aguarda o cumprimento, pelo Sindicato dos Rodoviários, da determinação da Justiça do Trabalho de garantir a circulação de 50% da frota de ônibus em horários de pico (das 5h às 8h e das 17h às 20h) e de 30% nos demais horários”.

Em seu site, o Sindicato dos Rodoviários do estado da Bahia informou que, na última segunda-feira (21), o prefeito de Salvador, ACM Neto, se reuniu com a entidade, a fim de discutir suas reivindicações, mas que não chegaram a um acordo.

O presidente da entidade, Hélio Ferreira, que também ocupa o cargo de vereador na Câmara Municipal de Salvador, ressaltou que buscou negociar com a Superintendência Regional do Trabalho, na manhã dessa segunda-feira (21), mas não houve consenso.

Na oportunidade, os rodoviários fizeram, segundo ele, uma contraproposta, reduzindo de 6% para 5% a porcentagem referente ao reajuste salarial e de 10% para 8% o auxílio-alimentação

A Agência Brasil procurou o presidente do sindicato dos donos das empresas de ônibus, mas não conseguiu contato até a publicação desta matéria.

Letycia Bond – Repórter da Agência Brasil

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