Harry e Meghan se casam e levam sopro de renovação à realeza

O príncipe e a atriz agora são duques de Sussex

AGÊNCIA ANSA

Após mais de 170 dias de expectativa, o príncipe Harry e Meghan Markle, agora duques de Sussex, finalmente se casaram. No matrimônio mais aguardado do ano, o sexto na linha de sucessão do trono britânico e a atriz norte-americana juraram fidelidade e oficializaram uma união que deve levar novos ares à monarquia.

Foi no já distante dia 27 de novembro de 2017 que a família real anunciou o noivado entre Harry, um dos mais populares da monarquia, e uma atriz divorciada, negra e feminista – uma personagem inédita em um ambiente até então pouco afeito a mudanças drásticas em sua composição.

A cerimônia foi realizada na capela de St. George e teve a presença de 600 convidados, incluindo celebridades como George e Amal Clooney, David e Victoria Beckham e Elton John, mas nenhum político atualmente no poder.

A peça, marcada pela simplicidade, colada ao corpo e com decote canoa, era acompanhada por um longo véu decorado e carregado por 10 pajens, incluindo o príncipe George e a princesa Charlotte, filhos de William e Kate Middleton. O véu, com uma delicada composição floral, homenageou os 53 países da Commonwealth, a “Comunidade das Nações”.

“Você está incrível”, disse Harry ao receber Meghan no altar, sem evitar que caíssem algumas lágrimas. Emocionado, o príncipe falou o aguardado “sim” antes mesmo que o arcebispo da Cantuária, Justin Welby, terminasse de ler a fórmula nupcial.

A aliança da noiva, feita com ouro de Gales, foi presenteada pela rainha. Já o anel de Harry é de platina decorada. Ambos são criações da Cleave and Company, tradicional joalheria do Reino Unido.

Famílias

A atriz norte-americana chegou em St. George em um Rolls Royce junto com sua mãe, Doria Ragland, que manteve os dreadlocks, apesar dos rumores de que poderia tirá-los para o casamento.

Sem seu pai, Thomas Markle, recém-operado e que se envolvera em uma suposta venda de fotos para tabloides, Meghan entrou sozinha na capela, mas foi levada até o altar pelo príncipe Charles, o futuro rei.

O sermão foi proferido pelo bispo norte-americano Michael Curry, primado da Igreja Episcopal, braço do anglicanismo nos Estados Unidos. A homilia, feita em tom caloroso, citou até Martin Luther King. “Devemos descobrir o poder do amor, o poder salvador do amor. E quando o fizermos, seremos capazes de transformar este mundo velho em um novo mundo. O amor é o único caminho”, disse.

Em outro fato inédito do casamento de Harry e Meghan, um coral gospel dos EUA interpretou a célebre “Stand By Me”. A atriz é, sem dúvida, um sopro de modernidade para a tradicional monarquia britânica.

Meghan é a primeira mulher divorciada a ser plenamente aceita na realeza (ao contrário da esposa de Charles, Camilla), chefiada por uma soberana que impedira sua própria irmã, Margaret, de se casar com um capitão divorciado.

Além disso, a atriz leva suas origens negras para o seio de uma monarquia já envolvida em episódios anteriores de racismo e preconceito étnico, além de um notório apego a causas sociais e feministas.

Mas sua pequena “revolução” tem limites. Meghan terá de abandonar a carreira de atriz e certamente precisará moderar seu ativismo, embora Harry não tenha tantas amarras quanto seu irmão. (ANSA)

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