Ex-gerente da Transpetro ligado ao PT diz a Moro que distribuía propinas para políticos baianos

Preso desde 21 de novembro do ano passado pela Operação Lava Jato, o ex-gerente da Transpetro José Antonio de Jesus revelou que arrecadava e distribuía para políticos baianos propinas pagas sobre negócios de empresas com a subsidiária da Petrobras.

A informação consta no depoimento feito por ele ao juiz Sérgio Moro em 20 de abril, na Justiça Federal de Curitiba. Funcionário de carreira da Petrobras na Bahia, ex-sindicalista e ligado ao PT no Estado, José Antônio afirmou que repassava a agentes políticos 1,25% dos valores pagos por contratos fechados com a Transpetro.

Ainda de acordo com o ex-gerente da estatal, os pagamentos duraram de 2009 a 2014, ano em que a Lava Jato foi deflagrada. (Coluna Satélite/Correio)

Quem indicou José Antonio para a Transpetro foi Bassuma

Jesus disse que chegou à gerência da Petrobras por indicação do ex-deputado federal Luiz Carlos Bassuma (que era filiado ao PT até 2009). “Quando ele trocou de partido (foi para o PV), fiquei sem suporte político para me manter no cargo. Foi então que comecei a arrecadar para agentes políticos que passaram a me dar sustentação”, disse.

Questionado pelo Ministério Público Federal sobre quem eram os agentes políticos que lhe davam suporte mediante propina, ele foi orientado por seus advogados a não responder por conta de tais políticos desfrutarem de foro privilegiado.

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