Cunha quer provar que três delatores mentiram

CLÁUDIO HUMBERTO

O ex-deputado Eduardo Cunha, que foi presidente da Câmara, tem dedicado seu tempo de prisão, no Complexo Médico Penal de Curitiba, “com foco e paciência de ourives”, segundo um amigo da família, a um trabalho minucioso que pretende desmontar depoimentos de três delatores que mais o implicaram nas denúncias que o levaram à prisão: os “operadores” Júlio Camargo, Fernando Baiano e Lúcio Funaro.

Eduardo Cunha em outubro de 2016 embarcando para Curitiba após ser preso pela PF (Foto: Reprodução)

CHEFE DE QUADRILHA
Os três delatores acusaram Eduardo Cunha de cobrar propinas e de recebê-las, usando sua influência para viabilizar decisões oficiais.

DATA HORA E LOCAL
Focado, Cunha isola datas, horários e locais citados e garimpa provas de que ele não poderia ter participado das reuniões delatadas.

FISICAMENTE DISTANTE
Cunha está animado, dizem amigos da família: acha que vai provar, em alguns casos, que nem sequer estava na cidade de algumas reuniões.

MENTIRA DÁ CADEIA
Caso a mentira venha a ser comprovada, Camargo, Baiano e Funaro ficam sujeito a anulação dos respectivos acordos de delação premiada. (Coluna de Cláudio Humberto. Clique AQUI e leia mais)

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