Região Metropolitana de Salvador tem deflação em março

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), medida oficial da inflação, ficou em -0,27% na Região Metropolitana de Salvador (RMS) em março, desacelerando fortemente em relação à taxa de fevereiro (0,55%) e ficando abaixo da inflação de março de 2017 (0,04%). Os dados foram divulgados hoje pelo IBGE.

Com a maior queda de preços dentre as regiões pesquisadas pelo IPCA, o grupo Alimentação e Bebidas (-0,89%) puxou a deflação de março na RMS

Segundo o site Bahia de Valor, foi a menor inflação para um mês de março, na RMS, desde o início do Plano Real, em julho de 1994. O IPCA de março na RMS (-0,27%) ficou abaixo da média nacional (0,09%) e foi o quarto menor dentre as 13 áreas investigadas, acima apenas das RMs Vitória (-0,28%) e Recife (-0,31%) e de Campo Grande (-0,35%), todas com deflação.

A inflação acumulada de janeiro a março, na RMS, ficou em 0,63% também abaixo da média nacional (0,70%) e a menor para um primeiro trimestre desde o ano 2000 (0,60%).

Nos 12 meses encerrados em março, o IPCA acumula alta de 1,47% na RMS, significativamente menor que a média nacional nesta comparação (2,68%), desacelerando em relação aos 12 meses encerrados em fevereiro (1,80%) e o quarto menor índice entre as regiões pesquisadas.

A tabela a seguir mostra o IPCA para Brasil e áreas pesquisadas, no mês, acumulados no ano e nos 12 meses encerrados em março.

Bebidas e Alimentos – Dentre os nove grupos de produtos e serviços que compõem o IPCA, seis apresentaram variações negativas em março, na Região Metropolitana de Salvador. Com a maior queda média nos preços do país, Alimentação e Bebidas (-0,89%) teve a influência mais forte na deflação do mês, com peso importante dos alimentos consumidos em casa (-1,41%), a exemplo da batata-inglesa (-18,32%), do frango inteiro (-4,44%) e do tomate (-8,03%).

Os alimentos têm o maior peso no IPCA da RMS e acumulam deflação de -0,18% no primeiro trimestre de 2018 e de -2,95% 12 meses encerrados em março. Também tiveram contribuições importantes para o IPCA de março, os Transportes (-0,57%), influenciados por itens como passagens aéreas (-16,55%) e automóveis novos (-1,15%); e o Vestuário (-0,78%), refletindo a reduções nos preços das roupas (-1,09%), sobretudo as masculinas (-2,38%).

Dos três grupos de produtos e serviços com altas em março, Saúde e Cuidados Pessoais (0,93%) teve o maior aumento e a maior contribuição para cima no IPCA do mês, na RMS, puxado pelos aumentos em itens como perfume (2,35%) e planos de saúde (1,04%).

Também em alta, Habitação (0,20%) teve influência importante no sentido de segurar a deflação de março, com peso, sobretudo, do gás de botijão (2,84%), item que, individualmente exerceu a principal pressão de alta no IPCA do mês, na RMS.

Fonte: Bahia de Valor/Clique AQUI e leia mais.

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