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Ferry-boat continua o caos e infernizando o retorno de milhares no feriadão

O ferry “Rio Paraguaçu” quebrou ontem à tarde e o Sistema Ferry-boat ficou com apenas quatro embarcações em tráfego. Dizem que a frota é composta por oito navios, mas ninguém sabe mais quantos são. A falta de manutenção é notória, mas o serviço não é fiscalizado pelo governo. A população que se dane.

Com apenas quatro embarcações de uma frota de oito em operação, o Sistem ferry-boat está transtornando o retorno de milhares de pessoas que foram passar a Semana Santa na Ilha de Itaparica. Ontem o tempo médio de espera na fila de veículos, ao contrário do que informa a Internacional Marítima, chegou a seis horas, principalmente à noite, devido a retirada de operação do ferry “Rio Paraguaçu”, que apresentou problema mecânico.

Com quatro navios em tráfego, os horários de saída obrigatoriamente ocorrem de uma em uma hora e, com isso, as filas de passageiros e veículos crescem. A Internacional Marítima continua a mesma empresa deficiente de sempre, despreparada para operar um serviço essencial como é ferry-boat. Mas tem a proteção tamanho “G” do governo estadual, que pouco está se lixando para o sufoco enfrentado pela camada da população que tentou se divertir um pouco no feriadão na Ilha.

Apesar de ter todo o apoio do governo do Estado, que indiretamente subsidia o sistema, com compra de embarcações e até mesmo dispensando pagamento de compromissos assumidos no contrato de concessão pela concessionária, o serviço prestado à população pela Internacional Marítima é péssimo. Qualquer usuário normal do sistema sabe disso. E mais: a Agerba continua sem fiscalizar nada no ferry-boat, abandonou de vez sua atribuição.

Os usuários do sistema ferry-boat sofreram para sair de Salvador, na quinta-feira, com a fila de veículos passando do Largo dos Mares (média de 5 horas de espera) e estão penando muito mais no retorno para casa. E o mais incrível: a Internacional Marítima continua divulgando – e a imprensa reproduzindo sem apurar – que com este sufoco todo, o tempo de espera para quem vai embarcar de veículos é de apenas duas horas ou no máximo três, no Terminal de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica.

Fila de veículos hoje fora do Terminal de Bom Despacho: o usuário segue comendo o pão que o diabo amassou no ferry-boat. O tempo de espera para atravessar chegou a seis horas ontem, mas a Internacional Marítima fala em duas horas e meia. E tem quem acredite… (Foto: Reprodução/TV Bahia/Jornal da Manhã)

É Fake News, Sim! – Este tempo aí estimado, de duas horas, três horas, é para o usuário que já se encontra dentro do pátio para embarcar, e não para aqueles que se encontram na fila do lado de fora do terminal, que ontem à noite passou da torre da Rádio Sociedade da Bahia. Se com oito ferries operando em um feriadão idêntico ao da Semana Santa, a Internacional “calcula” que o tempo de espera é de 3 horas, como é que com apenas quatro ferries, esse tempo é igual? Não tem sentido. Isso aí é “Fake News”.

Dinheiro Público Turbina Tudo – Com um governo da Bahia sempre bondoso, que despejou mais de R$ 150 milhões no sistema desde que ”adotou” a Internacional Marítima em 2013 como concessionária, com direito a explorar a travessia Salvador-Bom Despacho por nada menos que 25 anos, entre dezenas de outros benefícios, o que sobra para a população é sempre uma qualidade de serviço ordinária, abaixo da crítica.

E o pior: o usuário sequer tem a quem reclamar quando o assunto é o ferry-boat da Internacional Marítima. A Agerba é um agência de fiscalização só no nome, um órgão de fachada. É um órgão movido por interesses políticos e que jamais se preocupa com os usuários. O Ministério Público, por sua vez, tem vários processos abertos para apurar irregularidades no sistema, inclusive envolvendo a Agerba, mas sem nenhum resultado prático. Enquanto isso, a população vai comendo o verdadeiro pão que o diabo amaçou. O usuário do Sistema Ferry-boat continua à mercê desse joguinho vencido sempre por um time só. O time de gente que só visa o lucro, patrocinado e movido pelo dinheiro público.

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