Ex-assessor diz à PF que destruiu provas a pedido de Geddel e Lúcio Vieira Lima

Job Brandão foi preso, em setembro, na operação da Polícia Federal que encontrou R$ 51 milhões em um apartamento, em Salvador, usado como cofre pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima.(Foto: Polícia Federal, Divulgação)

Job Ribeiro Brandão, ex-secretário parlamentar da Câmara, prestou depoimento à Polícia Federal (PF) e disse que o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB-BA) e o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA) pediram a ele para destruir anotações, agendas e documentos que poderiam comprometê-los, segundo informações do canal GloboNews.

Atualmente em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, Job Brandão foi detido na operação da Polícia Federal, no último mês de setembro, que encontrou R$ 51 milhões em um apartamento usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima, na Graça, em Salvador.

Job Ribeiro Brandão se tornou alvo da PF porque os investigadores encontraram digitais dele no apartamento em que estavam escondidos os R$ 51 milhões e até em parte do dinheiro. O ex-auxiliar do irmão de Geddel prestou depoimento aos policiais federais na última terça-feira (14), na capital baiana. Aos investigadores, Job Brandão relatou pedidos que recebeu de Geddel enquanto o ex-ministro de Michel Temer estava em prisão domiciliar em Salvador.

No depoimento, o ex-secretário parlamentar contou que, a pedido de Geddel, Lúcio e da mãe dos irmãos Vieira Lima, Marluce, auxiliou na destruição de documentos. Segundo ele, esses documentos foram picotados e jogados em um vaso sanitário.

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