Programa de Combate à Ferrugem Asiática da Soja capacita técnicos do oeste baiano

Monica Martins: ''A ferrugem tem potencial de dano de cerca de 80% e média de 35%, sendo a mais danosa entre as doenças que acometem a soja” (Foto: Aiba/Divulgação)
Monica Martins: ”A ferrugem tem potencial de dano de cerca de 80% e média de 35%, sendo a mais danosa entre as doenças que acometem a soja” (Foto: Aiba/Divulgação)

Antes de percorrerem as fazendas para identificar casos de ferrugem asiática nas lavouras do oeste baiano, os técnicos que auxiliarão os produtores rurais no combate à doença receberam treinamento intensivo. Eles participaram, na última sexta-feira (13) e nesta segunda-feira (16), de um encontro na sede da Aiba, em Barreiras. A capacitação faz parte do Programa Fitossanitário de Combate à Ferrugem Asiática da Soja, uma iniciativa da Associação, que conta com o apoio de outras entidades do setor e do poder público.

Durante os dois dias, agricultores e pesquisadores da área passaram as principais estratégias que devem ser utilizadas para a identificação da ferrugem na propriedade. “Embora muitas dessas situações a gente acaba vivenciando no dia a dia, o treinamento traz novas informações que poderemos empregar no campo, junto com o produtor”, disse Edelson Menezes, que é assistente técnico, há quatro anos, do Programa de Combate ao Bicudo do Algodoeiro da Associação Baiana dos Produtores de Algodão (Abapa), e, a partir de agora, com a parceria entre as entidades, fará também a identificação da ferrugem na soja.

Entre essas estratégias estão a importância do manejo e da aplicação correta do fungicida, além do respeito ao vazio sanitário. “O agricultor deve se conscientizar da importância do combate a ferrugem e cooperar, afinal, os técnicos estarão treinados para ver detalhes que muitas vezes o produtor e seus funcionários não conseguiram ver”, destacou o agricultor e presidente da Aprosoja-BA, Allan Juliani.

Combate – Após o treinamento, os técnicos já estão aptos a iniciar as visitas às propriedades da região. “Estamos no início do plantio da soja na Bahia. Portanto, este é o momento de tirar dúvidas e conhecer mais sobre a ferrugem e como combate-la”, lembrou o coordenador do Programa, Armando Sá. “A região oeste da Bahia foi dividida em 22 núcleos com produtores e técnicos que farão visitas às fazendas de cada microrregião. Além do cadastro das propriedades para o planejamento de ações, os relatórios deverão gerar alertas fitossanitários que serão divulgados e repassados para os núcleos, a fim de conter o avanço da doença”, acrescentou Armando.

A primeira incidência com perdas da ferrugem asiática na Bahia ocorreu na safra 2002/2003. Após esse período, todos os anos são registrados casos em propriedades no oeste baiano. De acordo com a coordenadora de pesquisa do Programa, Dra. Monica Martins, o objetivo agora é reforçar para o agricultor a importância do Programa, através de pesquisas e da divulgação dos resultados.

“O produtor deve compreender que a ferrugem tem potencial de dano de cerca de 80% e média de 35%, sendo a mais danosa entre as doenças que acometem a soja”, ressaltou Monica.

O treinamento contou também com a participação e palestra dos produtores rurais Cézar Busato e Rodrigo Missio; do coordenador de pesquisa do Programa, Marco Antônio Tamai; e do fiscal e coordenador do laboratório de ferrugem asiática da Agência de Defesa Agropecuária (Adab), Newton Andrade.

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