Galo critica governo Temer por desmonte das políticas de reforma agrária

O engenheiro agrônomo e deputado estadual Marcelino Galo (PT) criticou duramente, nesta segunda-feira (4), o corte de quase 69% promovido pelo Governo Michel Temer (PMDB) no orçamento destinado as políticas de reforma agrária e desenvolvimento rural para o ano de 2018. O setor que em 2017 teve um orçamento total de R$ 909 milhões, em 2018 terá apenas R$ 283,750 (duzentos e oitenta e três milhões, setecentos e cinquenta mil reais) pela proposta orçamentária do Governo Federal.

Para Marcelino Galo,  corte de quase 69% no orçamento é "irresponsável e criminoso" . (Foto: Daniel Ferreira/Divulgação)
Para Marcelino Galo, corte de quase 69% no orçamento é “irresponsável e criminoso” . (Foto: Daniel Ferreira/Divulgação)

O parlamentar, que preside a Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia, analisa que as medidas agravarão a exclusão e a violência no campo e que as ações inviabilizam, por exemplo, a venda de produtos de várias cooperativas no Semiárido nordestino e em todo o Brasil, dificultando a escoação dos alimentos e trazendo à tona o “fantasma da insegurança alimentar”.

Por outro lado, enfatiza o deputado Marcelino Galo, o governo do consórcio PMDB, DEM e PSDB garante benefícios “inimagináveis”, através da renúncia fiscal, a grandes empresários que chegam, apenas em 2017, a R$ 406 bilhões.

“É inadmissível que o governo usurpador continue a sangrar o país, continue, de forma irresponsável, diria até criminosa, cortar orçamento de políticas públicas estruturantes, fundamentais, para a agricultura familiar, para a reforma agrária, para o desenvolvimento rural brasileiro, enquanto garante benefícios inimagináveis, gigantescos para grandes empresários. Essas ações de Michel Temer e seus parceiros do PSDB, DEM e PMDB inviabilizam o desenvolvimento inclusivo no campo e o setor responsável por colocar 70% dos alimentos nas mesas das famílias brasileiras. É um governo que penaliza o trabalhador da cidade e marginaliza o homem e a mulher do campo”, enfatizou Galo.

Notícias Relacionadas