Empresários e governo discutem estratégias para desenvolver energia solar na Bahia

Estádio de Pituaçu - Em 2012, a Bahia passou a contar com o primeiro estádio da América Latina.
Estádio de Pituaçu – Em 2012, a Bahia passou a contar com o primeiro estádio da América Latina.

Líder em projetos comercializáveis de energia solar fotovoltaica, a Bahia tem investido cada vez mais em novas oportunidades para desenvolver o setor. Nesta quinta-feira (31), durante o encontro Café com Energia, em Salvador, diversos empresários, governo e entidades da categoria se reuniram para discutir as medidas que devem ser adotadas para que o estado seja também líder na fabricação de painéis fotovoltaicos já que possui a melhor sílica do país.

“Ter a produção do vidro e silício será uma vitória para a Bahia porque passaremos a ter toda a cadeia produtiva dentro do estado gerando mais emprego e desenvolvimento, principalmente, na região do semiárido de maneira sustentável e ecológica”, explicou Paulo Guimarães, superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico.

A energia solar está dentro de um contexto ainda mais privilegiado que o eólico porque a distribuição de energia não depende de leilões ofertados pelo governo federal, principal entrave para que o setor obtenha ainda mais progresso. “As perspectivas da energia solar são muito melhores porque a geração distribuída pode se desenvolver de maneira independente. Estima-se que na Bahia se tenha 4,4 vezes um consumo residencial e comercial menor do que o seu potencial de implantação. Então o governo vem incentivando a produção local, a geração distribuída e a aplicação disso, como foi feito no próprio estádio de Pituaçu”, completa Paulo.

Outro ponto é a cadeia de serviços. Há possibilidade de alugar os painéis na residência, no comércio e, portanto, não será necessário que o usuário faça investimento próprio.

Existe um caminho longo a ser descoberto e percorrido dentro da cadeia solar. Os benefícios são estratégicos, segundo Rodrigo Sauaia, presidente da ABSOLAR. “Redução de gastos, atração de novos investimentos, geração de empregos, desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva, aquecimentos de economias locais. Nos Estados Unidos um a cada cinqüenta novos empregos está ligado ao setor de energia solar. O segmento vai crescer no Brasil 11 vezes mais em potência instalada e grande parte será na Bahia”, explica Sauaia.

Fonte:energia solar

Notícias Relacionadas