Roberto Alban Galeria abre mostra com obras inéditas nesta quarta-feira

A mostra Fragmentos de um Discurso Pictórico   reúne 13 artistas de diversas gerações .
A mostra Fragmentos de um Discurso Pictórico reúne 13 artistas de diversas gerações .
A Roberto Alban Galeria, em Ondina, abre nesta quarta-feira (23) as 20 horas, a mostra Fragmentos de um Discurso Pictórico, que reúne 13 artistas de diversas gerações e estilos que se dedicam a pintura.O curador da mostra é o paulistano Mario Gioia, que desde 2009 atua em crítica de arte no circuito brasileiro e latino-americano, com artigos em publicações especializadas e também em curadoria. A exposição estará aberta ao publico ate o dia 30 de setembro, com entrada franca.

“A mostra não pretende ser um panorama que esgote discussões sobre determinadas características da linguagem, mas que funcione como um encontro entre produções de artistas que não comumente estejam relacionadas”, afirma Gioia, destacando que entre os artistas estão os veteranos Fábio Miguez e Sérgio Sister, ativos desde os anos 1980 – conhecida como ‘a década da pintura’- até talentos emergentes, como a paulista Giulia Bianchi (nascida em 1990), a carioca Cela Luz (de 1986) e o gaúcho João GG (também de 1986). Há a presença destacada de novos artistas representados pela Roberto Alban: Antonio Lee, David Magila e Felipe Góes, todos apresentados pela primeira vez no espaço expositivo da capital baiana.

“Anualmente a galeria convida curadores externos para trazerem a Bahia um novo olhar sobre a arte contemporânea. Acredito que a curadoria do Gioia é um bom momento de conhecer sobre a ótima produção da pintura brasileira, através do seu recorte”, observa Cristina Alban.

Com a maioria das telas sendo exibidas pela primeira vez, Gioia considera que há uma ótima oportunidade e não fácil de ser repetida em ver reunidos, numa só mostra, trabalhos dessa qualidade e de nomes celebrados tanto no campo institucional como no mercado. “Existe um claro interesse de colecionadores nesta linguagem e, com isso, pinturas que admiramos podem ficar anos a fio em acervos particulares”, declara o curador, enfatizando a presença da baiana Lara Viana dentro do recorte.

“Acompanho de perto a obra dela faz ao menos dois anos, quando suas telas de pequenas proporções eram um dos atrativos da Roberto Alban na ArtRio”, diz ele. “Sua habilidade em criar atmosferas muito particulares, por meio de uma inspirada construção de figuração e abstração, além de um marcado domínio de cores, são um dos destaques da coletiva.”

Lara se divide entre Salvador e Londres, onde estudou mestrado no prestigiado Royal College of Art. Entre as exposições recentes que participou, podem ser citadas Málverkasýning, coletiva em Rejkjavik, capital da Islândia, que contou também com obras de incensados artistas em nível mundial, como Andreas Eriksson e Melanie Smith.

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