Trabalhadores mais pobre pagarão por campanha

CLÁUDIO HUMBERTO

A conta do fundão eleitoral de R$ 3,6 bilhões, costurado por políticos no Congresso para bancar as campanhas do ano que vem, será paga pelos trabalhadores mais pobres. O valor estipulado para o fundo público de campanha é exatamente o mesmo que será “economizado” com o corte no valor do salário mínimo previsto para 2018 na Lei de Diretrizes Orçamentárias e anunciado semana passada pelo governo.

O valor estipulado para o fundo público de campanha é exatamente o mesmo que será “economizado” com o corte no valor do salário mínimo. (Foto; reprodução)
O valor estipulado para o fundo público de campanha é exatamente o mesmo que será “economizado” com o corte no valor do salário mínimo. (Foto; reprodução)

NÃO SÃO SÓ R$ 0,20
O governo reduziu o valor do salário mínimo de 2018 de R$ 979 para R$ 969. Esses R$ 10 a menos serão a garantia de campanhas ricas.

ERA MELHOR
Em vez de fundo eleitoral, os R$ 3,6 bilhões poderiam ser usados pelo governo para construir 65 hospitais bem equipados para a população.

ÚNICO CONSENSO
Após a proibição da doação empresarial, o fundão com dinheiro público é o único ponto de consenso no Congresso sobre a reforma política.

ELEITOR DESQUALIFICADO
Teve gente que passou o fim de semana deletando declarações de apoio de Cândido Vaccarezza, nas eleições municipais de 2016. Em São Paulo, ele pediu votos para Celso Russomano (PR).

IMOBILIÁRIA BRASIL
O governo federal é uma das maiores imobiliárias do País, com 2.659 imóveis. O Ministério das Relações Exteriores tem 983, até pelas embaixadas e os consulados, mundo afora. (Coluna de Cláudio Humberto. Clique AQUI e leia mais)

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