MPF investiga “caminho da propina” de Geddel e prepara primeira deúncia

A estimativa é que Cunha e Geddel tenham atuado na liberalização  de R$ 1,2 bilhão em recursos em troca de vantagens ilícitas.
A estimativa é que Cunha e Geddel tenham atuado na liberalização de R$ 1,2 bilhão em recursos em troca de vantagens ilícitas.

Procuradores do MPF (Ministério Público Federal) no Distrito Federal tentam identificar o “caminho da propina” supostamente destinada ao ex-ministro da Secretaria de Governo Geddel Vieira Lima (PMDB-BA), preso em regime domiciliar em Salvador. Geddel é investigado pela suspeita de fazer parte do esquema que operava a liberação de recursos do FI-FGTS a empresas em troca de propina, segundo informa nesta segunda-feira (24) o Portal UOL, em reportagem de Leandro Prazeres.

As informações sobre como Geddel recebia e administrava dinheiro ilícito deverão embasar uma denúncia do MPF. A defesa de Geddel disse rechaçar o recebimento de qualquer vantagem indevida. O MPF trabalha agora na apresentação da primeira denúncia contra Geddel, concentrada no crime de obstrução de Justiça. A investigação do ”caminho da propina” forneceria bases para uma eventual segunda denúncia, esta com base em crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Segundo os procuradores, Geddel e o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ) atuavam junto a empresários para agilizar liberação de recursos do FI-FGTS em troca de propina. O FI-FGTS é um fundo de investimentos que utiliza recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) e que é operado pela CEF (Caixa Econômica Federal). Geddel foi vice-presidente de Pessoa Jurídica da CEF entre 2011 e 2013.

As irregularidades na condução do fundo são investigadas pela Operação Greenfield, um desdobramento da Lava Jato. A estimativa é que Cunha e Geddel tenham atuado na liberalização de R$ 1,2 bilhão em recursos em troca de vantagens ilícitas. A dupla nega seu envolvimento no caso. A investigação da estrutura de recebimento de propinas de Geddel é tida como importante pelo grupo que investiga as irregularidades do FI-FGTS.

Portal UOL/Leandro Prazeres

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