Salvador recebe oitava edição do Festival de Percussão 2 de Julho

Até o próximo sábado (22), o Museu de Arte Da Bahia (Mab), no Corredor da Vitória, em Salvador, sedia a oitava edição do Festival de Percussão ‘2 de Julho’. O evento, que teve início na terça-feira (18), propõe um intercâmbio de ideias entre músicos de várias partes do Brasil e de outros países. A programação é composta de seminários, palestras, fóruns de discussão, oficinas, concertos de solistas e de grupos de percussão. As apresentações são abertas ao público e acontecem às 11h e às 17h.

As apresentações são abertas ao público e acontecem às 11h e às 17h. (Foto: Elói Corrêa/GOVBA)
As apresentações são abertas ao público e acontecem às 11h e às 17h. (Foto: Elói Corrêa/GOVBA)

Para Jorge Sacramento, professor do Núcleo de Percussão da Escola de Música da Universidade Federal da Bahia (Emus/Ufba), idealizador e coordenador do festival, o evento tem reconhecimento internacional pela capacidade de promover um diálogo entre os mundos da percussão erudita e popular. “Nós temos uma riqueza muito grande de percussão e fazer este elo entre os estilos da academia e da musica popular é uma evolução positiva. Pela manhã, são realizadas oficinas, pela tarde, concertos. É uma oportunidade de aprendizado e integração para esses músicos que vêm de várias partes do mundo, com conhecimentos e estilos diferentes”, afirma.

Além de se apresentarem em performances, os músicos ministram workshop sobre gêneros musicais de outras regiões. Bruno Azevedo, membro do Quarteto Fluxos, celebra o momento de integração. “É muito bom participar de um festival só de percussão, é uma valorização de nossa área dentro da música. Já tínhamos ouvido falar do festival e estávamos muitos ansiosos para participar. É uma honra indescritível. A programação esse ano está cheia de músicos incríveis de nível internacional, estamos compartilhando e aprendendo bastante”.

A programação é composta por estudantes e grupos de percussão da universidade e de conservatórios de música de diversos estados brasileiros. As diversas linguagens musicais despertam o interesse também de quem não é músico, caso da estudante de artes Aline Ribeiro. “Eu estou encantada, achei muito interessante. Vim conhecer e gostei muito. É uma programação bem diversa, são artistas que eu não conhecia, mas estou gostando muito. É bacana conhecer essa outra vertente da música percussiva, a orquestral. Espero que esse tipo de evento aconteça outras vezes”.

Já se apresentaram no festival os grupos Tamborimba, da Colômbia, Tecap, do Amazonas,os duos Queindá, do Alagoas, e Repercuti, de Pernambuco,a solista paulista Nath calan e os renomados músicos americanos Andy Harnsberger e Scotty Horey. Nesta sexta-feira (21), se apresentam no auditório do Mab o Duo Massayó e o grupo PercUfal, e no sábado (22), o Trio Andurá encerra as apresentações no museu.

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