Filhote de tartaruga Cabeçuda é solto na praia de Piatã

De acordo com o Tamar, a cada mil filhotes soltos apenas um ou dois chegam até a idade adulta e consegue procriar. (Foto: Secom/Divulgação)
De acordo com o Tamar, a cada mil filhotes soltos apenas um ou dois chegam até a idade adulta e consegue procriar. (Foto: Secom/Divulgação)

Um filhote de tartaruga foi solto pelo projeto Tamar e por agentes do Grupamento Especial de Proteção Ambiental (Gepa) da Guarda Civil Municipal, nesta terça-feira (18), na praia de Piatã. O réptil, da espécie Cabeçuda, considerada em extinção, possui pouco mais um ano de idade e havia sido recolhido da orla de Salvador para a unidade do Tamar em Arembepe, onde passou por cuidados. A ação contou também com a presença de agentes de limpeza da Prefeitura. A soltura do filhote foi a última do ciclo 2016/2017.

Até o ano passado, os ovos de tartaruga eram levados da costa de Salvador para as unidades do Tamar em Arembepe e Praia do Forte. Com o ciclo 2016/2017, foi dado início a um projeto experimental para não mais retirar os ovos dos ninhos encontrados entre Itapuã até Praia do Flamengo, contando com o suporte do Gepa. “A ideia é que a população incorpore esse sentimento ambientalista e cuide desses animais, que são importantes para a fauna marinha”, explica o supervisor do Gepa, Robson Pires.

Todo cuidado é pouco para manter a sobrevivência da espécie. Uma tartaruga costuma desovar a partir dos 30 anos de idade. De acordo com o Tamar, a cada mil filhotes soltos apenas um ou dois chegam até a idade adulta e consegue procriar. Além dos predadores naturais, as ações do homem estão entre as principais ameaças às populações de tartarugas marinhas ao promover aquecimento global, destruição do habitat para desova em razão da ocupação desordenada do litoral, poluição dos oceanos, e, principalmente, pesca com redes e anzóis.

O projeto vai iniciar novas diretrizes no estado para o biênio 2017/2018, que inicia em agosto. A Guarda Civil integra a parceria realizando o monitoramento dos ninhos com auxílio de GPS, identificando-os com placas e reforçando a proteção dos filhotes de tartarugas entre as praias da capital baiana. O banhista que encontrar ovos na areia ou uma tartaruga pode ligar para o Gepa pelo telefone 3202-5312. O órgão enviará uma equipe treinada para fazer as ações necessárias de preservação ou resgate do animal.

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