Salvador contabiliza 14 mortes e 723 novos casos de tuberculose em 2017

A tuberculose é uma doença curável em praticamente 100% dos casos novos. (Foto: Reprodução/Twitter)
A tuberculose é uma doença curável em praticamente 100% dos casos novos. (Foto: Reprodução/Twitter)

Apesar de mais de 43 milhões de vidas tenham sido salvas no mundo por meio de diagnóstico e tratamento efetivo, entre os anos de 2006 e 2015, a tuberculose está entre as doenças infecciosas que mais mata no Brasil. Em Salvador, somente neste ano, foram registradas 14 mortes e 723 novos casos, segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS).

De acordo com dados da Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (Sesab), o estado ocupa o 3º lugar com maior carga da doença no país. Anualmente, são diagnosticados mais de 4.500 casos novos de tuberculose na Bahia, desses, apenas 61,8% são curados e o abandono de tratamento chega a 6,1%. Ainda de acordo com a Sesab, em todo o estado foram contabilizados 4.379 novos casos e 225 óbitos, no ano de 2016.

Segundo o pneumologista do Hapvida, Jorge Benevides, é importante reforçar que o abandono do tratamento haverá a falência e resistência aos medicamentos utilizados. “Se o tratamento for interrompido, pode levar à necessidade de troca de medicamento para um mais forte e um prolongamento do tratamento por um ou até dois anos”, reforça o especialista.

A tuberculose é uma doença causada pelo bacilo de Koch, que destrói o pulmão, podendo ser disseminada para outras partes do corpo, tais como ossos, meninges, órgãos genitais e rins. Nos infectados, os sintomas mais frequentes são a perda de peso, revelando um emagrecimento, febre baixa, que se apresenta mais ao fim do dia, tosse que se estende por mais de três semanas. “Entretanto, alguns pacientes não exibem nenhum sintoma perceptível da doença, mas apresentam fraqueza e cansaço excessivo, que também devem ser avaliados por médicos”, explica o pneumologista.

Salvador é apontada ainda como a terceira capital em número de casos da doença, com uma média de 2 mil novas notificações por ano. O Brasil é um dos países com maior número de casos no mundo e, desde 2003, a doença é considerada como prioritária na agenda política do Ministério da Saúde.

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