WhatsApp defende criptografia de ponta-a-ponta : “É impossível violar”

O engenheiro Brian Acton, um dos fundadores do WhatsApp, foi ao Supremo Tribunal Federal (STF) na manha desta sexta-feira (2) para defender a criptografia de ponta-a-ponta, usada pelo aplicativo para impedir que terceiros tenham acesso às trocas de mensagens dos usuários. Atualmente, há duas ações no STF sobre a questão. Por este motivo, a Corte instaurou uma audiência pública para discutir a questão.
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Para Brian Acton, ferramenta para interceptação de mensagens comprometeria a segurança de usuários do WhatsApp (Foto: Carlos Moura/SCO/ STF/Divulgação)
Para Brian Acton, ferramenta para interceptação de mensagens comprometeria a segurança de usuários do WhatsApp (Foto: Carlos Moura/SCO/ STF/Divulgação)

De acordo com Acton, a criptografia usada pelo aplicativo é inviolável e não há meios existentes que permitem qualquer interceptação das conversas. “Todas as mensagens enviadas pelo WhatsApp são garantidas com um cadeado e uma chave. Só o emissor e o receptor é que têm as chaves necessárias para destrancar e ler as mensagens de WhatsApp, e ninguém mais. Ninguém acessa, nem o WhatsApp, nem o Facebook [dono do aplicativo], nem os hackers”, afirmou o engenheiro.

Nos últimos anos, quatro decisões judiciais fizeram o aplicativo ter seu serviço interrompido no País. Todas ocorreram depois da empresa não fornecer à Justiça informações consideradas sensíveis para as investigações de crimes ligados ao tráfico de drogas, ao crime organizado e à pornografia infantil. Em sua fala, o engenheiro rechaçou a possibilidade da criação de alguma ferramenta para permitir a interceptação das mensagens , seja por ordem judicial ou não.

Segundo ele, isso poderia comprometer a segurança da comunicação das cerca de 120 milhões de pessoas que usam o aplicativo no Brasil. “Na segurança digital, os dados ou são seguros de todo mundo ou seguros de ninguém. Uma ferramenta que nos permitisse ter acesso às mensagens das pessoas poderia se voltar contra nós mesmos”, disse Acton. “Nós acreditamos que a expressão ‘segura e privada’ é essencial para as pessoas e a sociedade”.

Fonte: Tecnologia – iG. Clique AQUI e leia mais

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