Ivã de Almeida pode sofrer impeachment no Vitória; Conselheiro articulam.

Os bastidores da Toca do Leão têm vivido dias de novela mexicana: após um debate acalorado com a diretoria na noite da segunda-feira, 29, alguns conselheiros começaram a recolher assinaturas para depor o presidente Ivã de Almeida.

Sinval Vieira, à direita, foi o responsável pela eleição de Ivã de Almeida a presidente do Vitória. O clube é um tumulto só. Os dois podem cair. (Foto: EC Vitória/Divulgação)
Sinval Vieira, à direita, foi o responsável pela eleição de Ivã de Almeida a presidente do Vitória. O clube é um tumulto só. Os dois podem cair. (Foto: EC Vitória/Divulgação)

A manobra política é possível graças ao artigo 36, inciso IV do estatuto do clube, que diz: “ao Conselho Deliberativo compete destituir, a qualquer tempo, por decisão de 2/3 (dois terços) do Colegiado, os membros do Conselho Diretor por ele eleitos”.

Esse número equivale a 135 dos 200 conselheiros do clube. Até a noite de ontem, a lista contava com 30 nomes. De acordo com o presidente do Conselho Deliberativo, Paulo Catharino Gordilho Filho, a movimentação foi influenciada pela informação de que Eduardo Morais teria sido apontado como diretor de controle do departamento de futebol, para trabalhar em conjunto com Sinval Vieira – confirmação depende do Conselho Deliberativo.

O próprio presidente Ivã de Almeida enviou uma nota aos conselheiros para desfazer o “mal entendido”.

Antes da movimentação pró-impeachment, o dia já estava instável, graças à reunião do Conselho com o diretor de futebol Sinval Vieira e o gerente Petkovic. Na reunião, a portas fechadas e com transmissão na internet interrompida, Sinval teria colocado o cargo à disposição, mas seguiu no clube após intervenção do presidente.

Fonte: Jornal A Tarde

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