Propina gigante de Loures pode complicar Temer

CLÁUDIO HUMBERTO

Na avaliação dos aliados do governo, o trecho mais grave da conversa de 39 minutos de Michel Temer com Joesley Batista, é quando o presidente destaca um deputado ligado a ele, Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR), para “ajudar a destravar” problemas do Grupo JBS no Cade, órgão que investiga cartéis. Desse contato com Loures resultou o acerto de propina que é recorde na história da corrupção em todo o mundo: R$500 mil semanais por vinte anos, totalizando R$480 milhões.

O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi assessor de Temer. (Foto: Brizza Cavalcante/Câmara dos Deputados)
O deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) foi assessor de Temer. (Foto: Brizza Cavalcante/Câmara dos Deputados)

PRESO, PASSARINHO PIA
Após a divulgação das imagens do flagrante da PF, a expectativa é que Rocha Loures será preso ao desembarcar da viagem a Nova York.

DELAÇÃO PREVISÍVEL
Quem o conhece diz que no primeiro minuto de prisão Loures vai entrar na fila dos acordos de delação. É onde mora o perigo para Temer.

NÃO ERA TUDO ISSO
Para o governo, na gravação, Michel Temer recomenda “tem de manter isso, viu?”, após Joesley Batista dizer “tô de bem com o Eduardo”.

CONVERSA INDEVIDA
Para os aliados do governo, pior que a conversa foi o fato de Michel Temer tratar de assuntos inapropriados com um investigado. (Coluna de Cláudio Humberto. Clique AQUI e leia mais).

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