Delator da Lava Jato afirma: ‘Pedi ao Aécio que parasse de me pedir dinheiro’

Joesley Batista revela aos investigadores os detalhes de repasses de propina a Aécio Neves entre 2014 e 2017 (Foto: reprodução)
Joesley Batista revela aos investigadores os detalhes de repasses de propina a Aécio Neves entre 2014 e 2017 (Foto: reprodução)

A delação da JBS entrega duas acusações contra o senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG). Nas duas, o tucano é acusado de pedir propina: 63 milhões de reais em 2014 e mais 2 milhões de reais nos primeiros meses de 2017. A contrapartida seria a atuação em favor do grupo empresarial J&F e uma prometida, mas não entregue, liberação de 24,1 milhões de reais em crédito de ICMS. Aécio ainda teria se comprometido a trabalhar para aprovar no Congresso a lei de abuso de autoridade e o projeto de anistia ao caixa dois de campanha eleitoral.

Candidato à Presidência da República em 2014, o tucano foi afastado do cargo de senador, licenciou-se da presidência do PSDB nacional e só não foi preso porque o Supremo rejeitou um pedido da Procuradoria-Geral da República. A irmã dele, a jornalista Andrea Neves, não teve a mesma sorte. O senador é suspeito de ter cometido os seguintes crimes: corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, constituição e participação em organização criminosa e obstrução de investigação.

O delator afirma que, diante dos sucessivos pedidos, teve que implorar para que as exigências de dinheiro cessassem. “Eu chamei um amigo dele, o Flávio Carneiro, e pedi para o Flávio pedir ao Aécio para parar de me pedir dinheiro, pelo amor de Deus, porque eu já estava sendo investigado”, declarou Joesley. O senador deu um tempo nas investidas.

Confira a fala do delator no vídeo abaixo:

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