”Delação de Palocci não me preocupa”, garante Jaques Wagner.

BBC Brasil

O petista Jaques Wagner, ex-ministro do governo Dilma e ex-governador da Bahia, afirmou à BBC Brasil que não consegue prever o conteúdo da delação premiada de Antonio Palocci, mas destacou, sem dar detalhes, as ‘intensas’ relações de Palloci com o sistema financeiro.

Wagner foi ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff (Foto: Agência Brasil)
Wagner foi ministro da Casa Civil de Dilma Rousseff (Foto: Agência Brasil)
Wagner, que cuidou da Casa Civil na gestão de Dilma, participa do Brazil Forum UK na Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Questionado sobre de que maneira uma possível delação de Palocci, preso desde 26 de setembro do ano passado, como parte da operação Lava Jato, poderia atingir o sistema financeiro, Wagner disse: “Ele foi Ministro da Fazenda , então, evidentemente, algumas das relações muito intensas dele era com o sistema financeiro. Tem toda a questão do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras)”, afirmou, sem explicar que tipo de informação Palocci poderia dar sobre o órgão que combate a lavagem de dinheiro.

Palocci foi ministro da Fazenda no governo Lula e da Casa Civil na administração de Dilma. Wagner, contudo, diz não ter receio do que Palocci poderá dizer aos investigadores.

— A mim, não preocupa. Se preocupa alguém, não sei. Evidentemente, quem teve relação com ele deve estar [com receio]. Eu tinha uma relação institucional com ele. Não estou preocupado.

Recentemente, Palocci trocou de advogado e contratou Adriano Brettas, que já negociou outras colaborações em delação premiada no âmbito da Lava Jato.

Os investigadores acreditam que Palocci possa confirmar informações já fornecidas por funcionários e ex-funcionários da construtora Odebrecht e, principalmente, pelo casal João Santana e Monica Moura, ex-marqueteiros do PT, de Dilma Rousseff e do ex-presidente Lula.

Para Wagner, a delação dos marqueteiros “é uma coisa deprimente”. Ele reclamou que, em relação ao ex-presidente Lula, “as pessoas estão sempre fazendo ilações”.

BBC Brasil

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