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Falta de preparo no Ferry Boat para resgate de corpo é um perigo, diz deputado

O deputado Heber Santana (destaque)  bateu com vontade na precariedade dos serviços e na falta de preparo das tripulações dos navios do Sistema Ferrybooat. A Internacional Marítima continua sendo muito criticada pelos usuários. (Fotomontagem: Jornal da Mídia)
O deputado Heber Santana (destaque) bateu com vontade na precariedade dos serviços e na falta de preparo das tripulações dos navios do Sistema Ferrybooat. A Internacional Marítima continua sendo muito criticada pelos usuários. (Fotomontagem: Jornal da Mídia)

O deputado Heber Santana (PSC) denunciou a falta de equipamentos e de preparo dos marinheiros do Sistema Ferry Boat, serviço concedido pelo Governo do Estado à Internacional Marítima, empresa do Maranhão. Santana alertou para o risco de tragédia em alto mar, e revelou que na noite da última sexta-feira (28), quando retornava de Valença, a bordo da embarcação Anna Nery, testemunhou um episódio, no mínimo desesperador, que expôs o despreparo da equipe da embarcação para resgatar um homem encontrado boiando próximo ao terminal de Bom Despacho, pouco depois das 22 horas.

“Não havia lanternas nem refletores, e só depois de 20 angustiantes minutos um dos tripulantes jogou uma bóia e verificou que o homem estava vivo. Mas foi um passageiro que se atirou no mar para iniciar o resgate”, contou o deputado. Heber detalhou ainda que não havia lancha nem barco de apoio e só depois de muito tempo um pescador pode se aproximar com seu barco e trazer o homem para perto do ferry. “Aí testemunhamos outro drama ao tentarem içá-lo para o ferry”, aponta Heber, complementando que o ferry retornou a Bom Despacho e com dificuldade os funcionários da embarcação conseguiram colocá-lo numa plataforma para que fosse atendido por uma equipe do Samu. Toda essa operação durou uma hora e meia.

Heber Santana até entende que o homem não caiu do ferry Anna Nery, mas ainda assim destaca a falta de preparo para situações como essa, já que se trata de um equipamento que transporta milhares de pessoas, principalmente em feriados prolongados. “Se um passageiro cair de uma embarcação do sistema ferry boat corre risco de morte diante da falta de preparo para gerenciar situações como a que assistimos”, afirmou.

Internacional Marítima tem tudo do governo e
não melhora nada  os serviços para a população

O Sistema Ferryboat é operado por concessão do Estado da Bahia. Desde março de 2013 o serviço é explorado pela Internacional Marítima, empresa que o Governo do Estado foi buscar no Maranhão para “solucionar” o problema da travessia Salvador-Bom Despacho. A Internacional assumiu o lugar da paulista TWB.

Sem investir absolutamente nada em novas embarcações, a Internacional não conseguiu melhorar a qualidade de serviços para os usuários baianos. E o pior: o patrimônio público está sendo dilapidado, da mesma forma que aconteceu quando a travessia era operada pela TWB. Basta se observar as condições de algumas embarcações que estão em tráfego, completamente enferrujadas e que chegam a fazer a travessia de apenas 14 Km em 1 hora e meia.

Anteriormente, o trajeto era feito com tempo médio de 40 a 50 minutos. O Governo do Estado comprou dois ferries na Grécia – Dorival Caymmi e Zumbi dos Palmaraes, em uma negociação até hoje muito mal explicada e que foi denunciada pelo  conselheiro Pedro Lino,  do Tribunal de Contas do Estado, para quem teria ocorrido um crime de estelionato na transação envolvendo o governo e a empresa portuguesa Happy Frontier (Divisão Feliz, em tradução livre), que intermediou o negócio com os gregos.

O JORNAL DA MÍDIA foi o único  veículo da Bahia a denunciar o caso e publicou inúmeras matérias sobre a transação.  Com a compra dos dois navios da Grécia, o Governo da Bahia investiu maciçamente em publicidade, garantindo que os barcos gregos fariam o percurso da travessia em apenas 40 minutos. Hoje os dois navios chegar a levar também 1 hora e meia para atravessar de Salvador para Bom Despacho.  A Internacional Marítima tem contrato de 25 anos com o governo e deveria ser fiscalizada pelo governo, mas não é.

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