Cármen Lúcia diz em entrevista a Bial: ‘Eu continuo acreditando no Brasil’

Cármem Lúcia foi a   primeira convidada do 'Conversa do Bial'  (Foto: Ramón Vasconcelos/TV Globo/Divulgação)
Cármem Lúcia foi a
primeira convidada do ‘Conversa do Bial’ (Foto: Ramón Vasconcelos/TV Globo/Divulgação)

O programa Conversa com Bial estreou neta terça-feira, 2 de maio. Nascida em Montes Claros, norte de Minas Gerais e, como ela mesmo se intitula, boa de prosa, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) Cármen Lúcia, foi primeira convidada do programa. Quando o assunto é Lava Jato, Delação e Corrupção, Pedro Bial pergunta para a ministra: “Onde é que isso vai parar? Aliás, vai parar?”.

Com fala mansa e sem perder a esperança, a mineira que, apesar de seus 40 quilos, carrega em seus ombros “a esperança do mundo”, deseja: Somos um povo muito valente”.

Dentre muitos assuntos falados estiveram a possível reeleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (Lula) e sua formação (da ministra) em colégio de freira. “Eu vivi em um colégio de freiras dos 11 aos 17 anos. Não fui feliz naquela época e eu não tenho vocação para ser infeliz. Fui estudante de Direito na década de 1970. Então, sei que ninguém pode viver sem liberdade. Quem soube a força da mordaça sabe o gosto de falar”.

Corrupção – Focada em seus objetivos, a ministra deixa um recado positivo para o povo brasileiro. “Eu queria que o Brasil acreditasse em duas coisas: dificuldades nós tivemos desde 1500 e vencemos tantas, então vamos vencer mais essa. E que, se estivermos unidos, nós temos mais chances. Eu continuo acreditando no Brasil. Se eu tiver que nascer 100 vezes, eu quero nascer brasileira”.

A atração ainda contou com a participação da atriz Fernanda Torres, que entrevistou Cármen Lúcia no programa “Minha Estupidez”, do GNT, uma outra mulher de opiniões fortes. Além do tema principal, a artista também reforçou a importância do posicionamento feminino. “Na minha casa, as mulheres sempre foram empoderadas, e o teatro é quase um matriarcado”.

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